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Orações Bizantinas

Conteúdo

1. Oração de Noa - São Basílio Magno († 379)

2. DEUS-CONOSCO - Liturgia Grega, Grande Completa

3. Oração do «HIEROUVIKON» (Divina Liturgia)

4. Maria ao pé da cruz - Jorge de Nicomedia - (séc. IX)

5. Cânon a Jesus dulcíssimo - Teostericto, Monge (séc. IX)

6. Tropários de Completas - (Liturgia Bizantina)

7. Hino Penitencial da Divina Liturgia Bizantina

8. VII Oração do Ofício de Vésperas - (Da Liturgia Bizantina)

9. Hino XVI - (Simeão, o Novo Teólogo † 1022)

10. O Dia do Juízo - (Romano, o Melodista cerca de 560)

11. Stichirá de 16 de agosto - (Autor Anônimo)

12. Oração de santa Macrina - (São Gregório de Nissa († 392)

13. Hino I (Simeão, o Novo Teólogo † 1022)

14. Akathistos ao dulcíssimo Senhor nosso Jesus Cristo - (Estr. 1-31)

15. Oração depois da comunhão - (Autor Anônimo)

16. Vigília das viúvas - (Oração dos Primeiros Cristãos)

17. Exposição sobre a fé (São João Damasceno (c. 676-749), monge, teólogo, Padre da Igreja)

18. Oração de São Patrício

19. Oração de São Efrém o Sírio

20. Oração de Santo Efrém (II)

21. Oração antes de começar qualquer tarefa.

 

1. Oração de Noa

São Basílio Magno († 379)

Ó Soberano Senhor, Jesus Cristo, ó Deus nosso,
Tu longânime para com nossos pecados,
conduziste-nos até a hora presente,
na qual pregado na Cruz vivificante,
abriste a porta do paraíso ao ladrão agradecido
e com a tua morte destruíste a morte;
sê propício também a nós teus servos pecadores e indignos.

Temos pecado, temos cometido iniqüidades
e não somos dignos de erguer nossos olhos
e de olhar para a altura do Céu,
porque abandonamos o caminho da tua Justiça
e temos caminhado segundo a vontade do nosso coração.

Mas suplicamos a tua incomparável bondade,
poupa-nos, Senhor, segundo a multidão das tuas misericórdias
e salva-nos pelo teu Nome santo,
porque se esvaíram na vaidade os nossos dias.

Arranca-nos da mão do inimigo,
perdoa os nossos pecados,
mortifica os nossos pensamentos e sentimentos carnais,
de modo que, deposto o homem velho,
nos revistamos do novo
e vivamos por Ti, nosso Senhor e Protetor.

Assim, seguindo os teus mandamentos,
possamos chegar ao eterno repouso,
lá onde está a morada de todos os que se alegram;
porque, na realidade, és Tu a verdadeira alegria
e a exultação daqueles que te amam, ó Cristo nosso Deus.

A Ti nós damos glória
juntamente ao teu Pai sem princípio
e ao santíssimo, bom, vivificante, teu Espírito,
agora e sempre e nos séculos dos séculos. Amém Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in Horologion. pp. 211-212.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

2. Deus-conosco

Liturgia Bizantina - Grande Completa.

Deus está conosco, sabei-o até os confins da terra,
Porque Deus está conosco!

Escutai até os confins da terra,
Porque Deus está conosco!

Mesmo se sois fortes, sereis quebrantados,
Porque Deus está conosco!

De novo fortes, sereis de novo quebrantados,
Porque Deus está conosco!

E qualquer projeto que fizerdes o Senhor o quebrantará,
Porque Deus está conosco!

E qualquer plano que fizerdes ficará sem efeito,
Porque Deus está conosco!

O vosso terror não nos aterrorizará
nem terá efeito sobre nós,
Porque Deus está conosco!

Nós consideramos como santo o Senhor Deus,
e ele será para nós temor,
Porque Deus está conosco!

Se tenho fé n'Ele, ele me será de santificação,
Porque Deus está conosco!

Eis-me e os filhos que me deu o Senhor,
Porque Deus está conosco!

O povo que caminhava nas trevas
viu uma grande luz,
Porque Deus está conosco!

A vós que habitais no lugar e na sombra da morte
uma luz brilhará,
Porque Deus está conosco!

Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
Porque Deus está conosco!

Sobre seus ombros repousa a realeza
e à sua paz não haverá limite,
Porque Deus está conosco!

Ele se chamará Anjo do grande conselho,
Conselheiro admirável
Porque Deus está conosco!

Deus poderoso, soberano, Príncipe da paz,
Pai do século futuro,
Porque Deus está conosco! Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in Horologion, Roma, 1937, pp. 247-249.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

3. Oração Sacerdotal antes do «Hino dos Querubins» (Herouvikon)

Divina Liturgia de São João Crisóstomo

Ninguém que seja escravo de desejos e paixões carnais
é digno de apresentar-se ou de aproximar-se
ou de oferecer sacrifícios a Ti, Rei da glória,
porque servir a Ti é algo grande e tremendo
mesmo para as próprias Potestades celestes.

Todavia, pelo teu inefável e imenso amor pelos homens,
te fizeste homem sem nenhuma mudança
e foste constituído nosso sumo Sacerdote,
e, como Senhor do universo,
nos confiaste o ministério deste litúrgico e incruento sacrifício.

Com efeito, só Tu, ó Senhor nosso Deus,
imperas soberano sobre as criaturas celestes e terrestres,
Tu que estás sentado sobre um trono de Querubins,
Tu que és Senhor dos Serafins e Rei de Israel
Tu que és o Único santo e habitas no meio dos santos.

Eu te suplico, pois,
a Ti que és o Único bem e pronto a atender:
volta o teu olhar para mim pecador e inútil servo teu,
e purifica a minha alma e o meu coração de uma consciência má;
e, pelo poder do teu Santo Espírito,
faze que eu, revestido da graça do sacerdócio,
possa estar diante desta tua sagrada mesa
e consagrar o teu corpo santo e imaculado
e o teu sangue precioso.

De ti me aproximo, inclino a cabeça e te peço:
não afastes de mim o teu rosto
e não me excluas do número dos teus servos,
mas concede que eu, pecador e indigno servo teu,
te ofereça estes dons.

Na verdade, ó Cristo nosso Deus,
és o oferente e o oferecido,
és aquele que recebe os dons e que em dom te dás,
e nós te rendemos glória junto com o teu Pai sem princípio,
o santíssimo, bom e vivificante teu Espírito,
agora e sempre, e nos séculos dos séculos. Amém. Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego e trad. it. in La divina Liturgia de S. Padre nostro Giovanni Crisóstomo,
Roma, 1967, pp.82-85. Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

4. Maria ao pé da Cruz

Jorge de Nicomedia - (séc. IX)

Beijo a tua paixão,
com a qual fui libertado das minhas más paixões.

Beijo a tua Cruz,
com a qual condenaste o meu pecado
e me libertaste da condenação à morte.

Beijo aqueles cravos,
com que removeste o castigo da maldição.

Beijo as feridas dos teus membros,
com que foram curadas as feridas da minha rebelião.

Beijo a cana com que assinaste o atestado da minha libertação
e com que feriste a cabeça arrogante do dragão.
Beijo a esponja encostada aos teus lábios incontaminados,
com que a amargura da transgressão
me foi transformada em doçura.

Tivesse podido eu degustar aquele fel,
que dulcíssimo alimento não teria sido!

Tivesse podido eu tomar o vinagre,
que bebida agradável!

Aquela coroa de espinhos
teria sido para mim um diadema régio.

Aquelas cusparadas
me teriam ornado como esplêndidas pérolas.

Aquelas zombarias
me teriam ornado como sinal de profundo obséquio.

Aquelas bofetadas
me teriam glorificado como o prestígio mais alto.

Eu te beijo, Senhor,
e a tua paixão é o meu orgulho.

Beijo a lança que dilacerou o documento da minha dívida
e abriu a fonte da imortalidade.

Beijo o teu lado do qual jorraram os rios da vida
e brotou para mim o rio perene da imortalidade.

Beijo a tua mortalha com que me adornaste
tirando-me minhas vestes vergonhosas.

Beijo o preciosíssimo sudário de que te revestiste
para envolver-me na veste dos teus filhos adotivos.

Beijo o túmulo
no qual inauguraste o mistério da minha ressurreição
e me precedeste pela estrada que sai do Hades.

Beijo aquela pedra
com a qual me tiraste o peso do medo da morte. Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in PG 100, 1488-1489. Trad. ir. in W. AA., Testi mariani demillennio,
vol. lI, Città Nuova, Roma, 1989, p. 763.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

5. Cânon ao Dulcíssimo Jesus

Teostericto, Monge - (séc. IX)

Jesus dulcíssimo, glória dos apóstolos;
meu Jesus, alegria dos mártires;
Senhor onipotente, Jesus, meu Salvador,
Jesus belíssimo, salva-me a mim que recorro a Ti.

Salvador Jesus, tem piedade de mim,
pela intercessão daquela que te trouxe ao mundo,
e de todos, ó Jesus, os teus santos,
e de todos os profetas;
meu Salvador Jesus,
torna-me também digno das delícias do paraíso,
ó Jesus amigo dos homens.

Jesus dulcíssimo, orgulho dos monges;
Jesus longânime, alimento e beleza dos ascetas,
Jesus, salva-me;
Jesus meu Salvador,
Jesus meu boníssimo,
arranca-me da mão do dragão, Salvador Jesus,
e livra-me de seus laços, Salvador Jesus;
e libertando-me do abismo, ó meu Salvador Jesus,
faze-me sentar à tua direita com as outras ovelhas.

Senhor, Cristo Deus,
que com a tua paixão curaste as minhas paixões
e com as tuas feridas medicaste as minhas chagas,
dá-me a mim, mísero pecador,
lágrimas de compunção.

Perfuma o meu corpo
com a fragrância do teu corpo vivificante
e oferece a doce bebida do teu precioso sangue
para refazer-me da amargura
com que o inimigo deu de beber à minha alma.

Ergue a Ti a minha mente
atraída pelas baixezas terrenas
e levanta-me do abismo da perdição.

Ofusquei a minha mente com afeições terrenas
e não consigo erguer os olhos para Ti;
nem aquecer com lágrimas o meu amor por Ti.

Mas tu, Mestre, meu Senhor Jesus Cristo,
tesouro de todos os bens,
concede-me contrição perfeita
e ardente desejo de lançar-me à tua procura.

Dá-me a tua graça
e renova em mim as feições da tua imagem.

Eu te abandonei,
não me pagues com o abandono.

Vem em busca de mim,
reconduze-me ao teu redil,
e faze-me nutrir-me da relva dos divinos mistérios.

Pela intercessão da tua puríssima Mãe
e de todos os teus santos. Amém. Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in: Horologion, Roma, 1937, pp. 976-977.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

6. Tropários de Completas

(Liturgia Bizantina)

Ó Senhor,
tu sabes que os meus inimigos invisíveis não dormem
e tu conheces a fraqueza da minha mísera carne,
Ó meu Plasmador;
por isso nas tuas mãos deponho o meu espírito.

Protege-me sob as asas da tua bondade,
que eu não durma na morte.
Ilumina os meus olhos espirituais
no gáudio da tua divina palavra;
e concede-me que eu me levante no momento oportuno
para a tua glorIficação,
tu que és bom e amigo dos homens.

Como será terrível o teu juízo, Senhor,
quando os anjos estiverem presentes,
os homens forem reunidos,
os livros forem abertos
e os pensamentos forem investigados!

Qual será a sentença a respeito de mim
que fui concebido no pecado,
quem extinguirá a minha chama,
quem iluminará as minhas trevas
se tu, Senhor, não tiveres piedade de mim,
ó tu, misericordioso?

Ó Deus, dá-me lágrimas,
como outrora à mulher pecadora,
e faze-me digno de ungir teus pés
que me livraram do caminho da perdição,
e de oferecer-te, qual ungüento de suavidade,
uma vida pura transcorrida na penitência;
para que também eu ouça a tua voz:
"A tua fé te salvou, vai em paz!"

Ó Mãe de Deus,
tendo em ti indefectível esperança
eu serei salvo;
gozando da tua assistência, ó Puríssima,
eu não tenho temor algum.

Perseguirei meus inimigos e os porei em fuga,
tendo como escudo apenas a tua proteção.
Implorando o teu onipotente socorro, eu te grito:
Senhora, salva-me pela tua intercessão,
e concede-me levantar-me do obscuro sono
para a tua glorificação,
pelo poder do Filho de Deus em ti encarnado! Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in Horologium, Roma, 1937, pp. 254-255.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

7. Hino Penitencial

(Da Divina Liturgia Bizantina)

Tem piedade de nós, ó Senhor, tem piedade de nós;
carentes de toda justificação,
nós, pecadores, te dirigimos esta súplica:
ó nosso Soberano, tem piedade de nós!

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Senhor, tem piedade de nós:
em ti, com efeito, pomos nossa confiança;
não te irrites sobremaneira contra nós,
nem recordes as nossas culpas;
mas resguarda-nos também agora,
misericordioso como és,
e livra-nos dos nossos inimigos.

Tu és, na verdade, o nosso Deus
e nós, o teu povo;
todos somos obra das tuas mãos
e temos invocado o teu Nome
agora e sempre,
e pelos séculos dos séculos. Amém.

Ó bendita Mãe de Deus,
abre para nós a porta da misericórdia;
faze que, esperando em ti,
não sejamos decepcionados,
mas, por teu intermédio,
sejamos libertados das adversidades;
com efeito, és a salvação do povo cristão.

Veneramos a tua puríssima imagem, ó Bom,
pedindo perdão das nossas culpas, ó Cristo Deus.
Benignamente te dignastes, de fato,
subir voluntariamente com teu corpo à Cruz
para livrar da escravidão do inimigo
aqueles que tu plasmaste.

Portanto, com reconhecimento a ti clamamos:
Encheste de alegria o universo,
ó nosso Salvador, que vieste salvar o mundo! Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in Horologium, Roma, 1937, pp. 263-264 e 693-694.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

8. VII Oração do Ofício de Vésperas

(Liturgia Bizantina)

Ó Deus grande e altíssimo,
só tu possuis a imortalidade
e habitas na luz inacessível,
tu que criaste tudo com sabedoria,
que separaste a luz das trevas
e estabeleceste o sol para presidir ao dia,
a luz e as estrelas para presidirem à noite;
tu que nos tornaste dignos, pecadores que somos,
de chegar até a esta hora diante da tua face
para confessar-te e apresentar uma liturgia vespertina;
tu, ó Senhor amigo dos homens,
dirige a nossa oração como incenso diante de ti,
e recebe-a em odor de suavidade.

Concede a nós pacífica esta tarde e a noite,
reveste-nos das armas da luz,
livra-nos do medo noturno
e de toda maquinação que procede na obscuridade;
faze que o sono que tu dás
como repouso à nossa fraqueza
seja imune de toda diabólica imaginação.

Sim, ó Mestre de todos e causa de todo bem,
possamos nós ser encontrados com compunção
sobre nossos leitos
para recordar de noite o teu Nome;
e iluminados pela meditação dos teus mandamentos,
possamos levantar-nos
para glorificar com ânimo alegre a tua bondade,
elevando a ti pedidos e súplicas
pelos nossos pecados e pelos de todo o povo,
que te pedimos que protejas,
pela intercessão da Santíssima Virgem Mãe de Deus.

Porque tu és Deus bom e amigo dos homens,
e a ti rendemos glória, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, e nos séculos dos séculos. Amém. Voltar ao Topo (Índice)

 

Texto grego in Hieraticon, Roma, 1950, pp. 10-11.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

9. Hino XVI

Simeão, o Novo Teólogo († 1022)

Glória àquele que tanto glorIficou a nossa essência,
glória, Salvador, à tua incompreensível condescendência,
glória à tua misericórdia, glória ao teu poder,
glória a ti que, permanecendo imutável e sem mudança,
és todo imóvel e todo sempre em movimento,
todo fora da Criação e todo em cada criatura;
tu enches tudo, tu que és inteiramente fora de tudo,
acima de tudo, ó Mestre, acima de todo princípio,
acima de toda essência, sobre toda natureza,
sobre todos os séculos, sobre toda luz, ó Salvador,
sobre as essências intelectuais as quais são obra tua,
ou dizendo melhor, obra do teu intelecto.

Tu não és nenhum dos seres, mas superas todos os seres,
porque de todos os seres tu és a causa, como Criador;
e por isso tu estás à parte de todos eles, Altíssimo,
para o nosso pensamento, acima de todos os seres,
invisível, inacessível, inatingível, intocável,
eludindo toda compreensão, permaneces sem mudança;
tu és a simplicidade, e tu és toda a verdade,
e o nosso espírito é de todo incapaz de sondar
a variedade da tua glória e o esplendor da tua beleza.

o és nenhuma das coisas que são,
porque estás acima de tudo,
tu que estás fora de tudo como Deus de tudo,
invisível, inacessível, inatingível, intocável,
tu mesmo te tornaste mortal, entraste no mundo
e te mostraste acessível a todos assumindo a carne.

Tu te deste também a conhecer aos fiéis
na glória da tua divindade,
e por eles te tornaste atingível, tu o inatingível,
e totalmente visível, tu a todos invisível.

Só os que crêem viram a glória da tua divindade,'
os infiéis, porém, mesmo vendo a luz do mundo,
permaneceram cegos. Voltar ao Topo (Índice)

Simeão, o Novo Teólogo, Hino XV, vv. 59-90, SCh 156, pp. 282-284.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

10. O Dia do Juízo

Romano, o Melodista (cerca de 560)

Quando vieres, ó Deus, sobre a terra com glória,
e tudo tremer, e irromper o rio de fogo diante do teu tribunal,
quando os livros se abrirem e os segredos forem revelados,
então salva-me do fogo inextinguível
e torna-me digno de estar à tua direita, Juiz justíssimo.

Pensando no teu terrível tribunal, ó meu Senhor,
e no dia do juízo, eu tremo;
tremo diante do remorso da consciência.

Quando te preparares para sentar-te no teu trono
e abrir o inquérito,
ninguém poderá mais renegar os próprios pecados:
será a verdade a convencer e o medo a expulsar.

O fogo da geena crepitará forte,
os pecadores rangerão os dentes.

Por isso, tem piedade de mim
e antes do fim poupa-me, Juiz justíssimo.

Quando o Senhor, pela primeira vez, veio
e apareceu entre os homens,
sem por isso separar-se do Pai;
permaneceu oculto às Potestades,
às Virtudes, às Falanges dos anjos;
tornou-se homem como ele quis,
ele que tinha feito o homem;
foi depois recebido junto do Pai
que ele nunca havia abandonado.

Incompreensível é o teu mistério, ó meu Salvador!
Não te separaste absolutamente do Pai;
porque és dele indivisível
e tudo enches, Juiz justíssimo.

Louvado pelos anjos, o Senhor subiu com glória
sob os olhares dos discípulos.
Precedido dos anjos,
ele voltará manifestamente, como está escrito.
Então o céu, a terra e o inferno cantarão glória
e adorarão o Cristo crucIficado,
reconhecendo-o claramente como Deus e como Criador,
ao passo que os judeus ficarão atônitos
diante daquele que eles traspassraram.
Os justos, por sua vez, resplandecerão de luz,
aclamando: "Glória a ti, Juiz justíssimo!" Voltar ao Topo (Índice)

Trad. it. de G. Gharib, Romano it Metode.
Inni, San Paolo, Milão, 1981, pp. 324-325.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

11. Stichirá de 16 de Agosto

(Autor Anônimo)

Com que olhos contemplaremos nós, mortais,
o teu Ícone cintilante de luz divina,
que os exércitos dos Anjos não ousam olhar?

Ele vem hoje transferido do território dos infiéis
e trazido por divina indicação para a cidade imperial.

Ao seu ingresso exultam os Soberanos, diante dele
eles se prostram com temor e fé, ó Cristo.

Como ousaremos tocar com as nossas mãos,
nós da terra, a tua Imagem, ó Verbo?

nós pecadores,
a tua Imagem impecável, nosso Deus?

Nós impuros,
a tua imagem, o Inacessível?

Os Querubins se cobrem tremendo a face,
os Serafins não ousam contemplar a tua glória,
a Criação te serve com temor.

Não condenes por isso, ó Cristo, a nós indignos
que beijamos com fé o teu venerando retrato.

Eis de novo o sagrado dia da solenidade do Senhor.
Ele está sentado no céu
e vem agora em forma manifesta
fazer-nos visita por meio do seu venerável Ícone:
é invisível lá em cima aos Querubins
e é visto nos seus traços
por aqueles de quem assumiu os traços,
ele que o Pai com seu poder
formou inefavelmente:
nós o adoramos com fé e desejo,
para sermos por ele santificados.

O rei de Edessa, reconhecendo em ti o Rei do universo,
não pelo cetro ou pelos exércitos,
mas porque realizavas com a simples palavra
infinitos prodígios,
te pediu a ti, Homem-Deus, que viesses ao seu país.
Mas quando viu no tecido a tua figura
ele exclamou: "Tu és meu Deus e Senhor!" Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in Meneon, VI, Roma, 1901, p. 421.
Trad. it. de G. Gharib, La festa del Santo Mandillion nella Chiesa bizantina,
in La Sindone e la scienza, San Paolo, Turim, 1979, pp. 47 -48.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

12. Oração de Santa Macrina

São Gregório de Nissa († 392),

Tu, ó Senhor, nos libertaste do temor da morte.
Para nós fizeste do fim desta vida
princípio de verdadeira vida.

Tu por algum tempo
adormeces com o sono os nossos corpos
e de novo os despertas com a última trombeta.

Dás como penhor à terra a nossa terra
que com tuas mãos plasmaste
e de novo tomas o que deste,
enobrecendo com a imortalidade e a graça
o que de nós é mortal e inconveniente.

Tu nos salvaste da maldição e do pecado,
tornando-te por nós ambas as coisas.

Esmagaste as cabeças do dragão
que através do báratro da desobediência
agarrou o homem com as fauces.

Abriste-nos o caminho para a ressurreição
rompendo as portas do Hades
e reduzindo à impotência
aquele que tinha o domínio da morte.

Deste aos teus timoratos o símbolo da Cruz
para destruição do adversário
e para segurança de vida.

Ó Deus eterno, a quem fui consagrada
logo que fui dada à luz,
que meu ânimo amou com todas as suas forças,
a quem dediquei a carne e a alma até agora,
põe a meu lado o anjo fiel
que me guie para o lugar do refrigério,
onde está a água do descanso
no seio dos santos padres.

Tu que quebraste a espada de fogo
e restituíste ao paraíso o homem crucificado contigo
e que se tinha entregue à tua piedade,
recorda-te também de mim no teu reino,
porque também eu fui crucificada contigo,
cravando as minhas carnes por temor de ti
e temendo o teu juízo...

Tu que tens na terra o poder de perdoar os pecados,
perdoa-me, a fim de que eu encontre refrigério,
e seja encontrada ao ser despojada do corpo,
não com mancha na forma da minha alma,
mas pura e imaculada seja recebida a minha alma,
como fumaça de incenso na tua presença. Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in PG 46, 984-985. Trad. it. sob a coordenação de E. Marotta,
in Gregorio di Nissa, Vita di santa Macrina, Città Nuova, Roma, 1989, pp. 76-79.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

13. Hino I

Simeão, o Novo Teólogo († 1022)

Tu és, ó Cristo, o Reino dos céus
e a terra prometida aos mansos,
tu o prado do paraíso, a sala do divino banquete,
tu o tálamo das núpcias inefáveis, mesa aberta a todos,
tu o pão da vida, tu a bebida inaudita,
tu ao mesmo tempo a talha para a água e a água da vida,
tu também a lâmpada inextinguível para cada um dos santos,
tu o hábito e a coroa, e aquele que distribui as coroas,
tu a alegria e o repouso, tu as delícias e a glória,
tu a alegria, tu a felicidade, ó meu Deus!

E a tua graça resplandecerá igual ao sol graça
do Espírito de toda santidade, em todos os santos;
e tu, inacessível sol resplandecerás no meio deles
e todos resplandecerão, em proporção da sua fé,
da sua ascese, da sua esperança e caridade,
da sua purificação e a iluminação do teu Espírito,
ó Deus, único longânime e juiz de todos os homens!

Eles receberão moradas e habitáculos diferentes,
segundo o seu grau de esplendor, os seus graus de caridade
e a visão que eles terão de ti
será a medida da sua glória, da sua alegria, da sua nobreza
distinguindo suas belas e esplêndidas moradas.

Esta é a razão de ser de diversas e numerosas moradas,
das vestes resplandecentes, das numerosas dignidades
e das gemas e pérolas das diversas coroas,
e as flores imarcessíveis de aspecto surpreendente;
eis os leitos e as camas, as mesas e os tronos
e tudo o que pode oferecer as suaves delícias:
tudo era, é e será de ver-te, e só de ver-te.

Porém, repito, os que não vêem a tua luz
e não são vistos por ti;
mas se ocultam à tua vista
na qual estão todos os bens,
são privados desses bens. Voltar ao Topo (Índice)

Simeão, o Novo Teólogo, Hino I, w. 132-162; in SCh 165, pp. 168-170.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

14. Akathistos ao Dulcíssimo Senhor Nosso Jesus Cristo

Estr. 1-31

Criador dos anjos e Senhor das potências,
abre a minha mente impotente e a minha língua
para louvar o teu nome puríssimo,
como outrora abriste os ouvidos e a língua do surdo-mudo,
para que eu possa invocar-te assim:

"Jesus admirabilíssimo, admiração dos anjos;

Jesus fortíssimo, salvação dos progenitores;

Jesus dulcíssimo, orgulho dos patriarcas;

Jesus gloriosíssimo, sustento dos soberanos;

Jesus amabilísimo, realização dos profetas;

Jesus venerabilíssimo, salvação dos mártires;

Jesus silenciosíssimo, alegria dos monges;

Jesus piedosíssimo, doçura dos sacerdotes;

Jesus misericordiosíssimo, abstinência dos que jejuam;

Jesus dulcíssimo, júbilo dos santos teus semelhantes;

Jesus eterno, salvação dos pecadores;

Jesus, Filho de Deus, tem piedade de mim!"

Soberano Senhor, Jesus Cristo, meu Deus,
que pelo teu indizível amor para com o homem
assumiste, no fim dos tempos,
um corpo humano da sempre virgem Maria,
eu, teu servo,
canto a tua salvífica providência, ó Soberano.

Eu te louvo, porque por ti conheci o Pai.
Eu te bendigo, porque por ti o Espírito Santo veio ao mundo.
Prostro-me diante da tua puríssima Mãe terrena,
que foi o instrumento para o cumprimento
de um tão tremendo mistério.
Celebro as tuas falanges angélicas
que exaltam e servem a tua magnificência.
Venero João, o Precursor que te batizou, Senhor.
Honro os profetas que te preanunciaram.
Glorifico os teus santos apóstolos,
exalto os mártires,
louvo os teus sacerdotes,
me inclino aos teus santos,
festejo os teus justos.

Este inumerável e indizível coro divino
eu, teu servo, o apresento a ti em súplica,
ó Deus generosíssimo,
e pelos seus méritos peço perdão das minhas faltas.
Concede-me pela intercessão de todos os teus santos,
especialmente pela tua generosidade,
porque tu és bendito nos séculos. Amém. Voltar ao Topo (Índice)

Tirado de L. Paleari (trad. de), Akatisto aI dolcissimo Signore Gesu Cristo,
Edizioni "Carroccio", Pádua, [s/d].
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

15. Oração para depois da Comunhão

(Autor Anônimo)

Eu te agradeço, ó Senhor meu Deus,
porque não me rejeitaste, embora pecador,
mas me tornaste digno de comungar
com os teus santos mistérios.

Eu te agradeço
porque quiseste que eu, embora indigno,
fosse participante dos teus puríssimos e celestes dons.

Mas tu, Soberano amigo dos homens,
que por nós morreste e ressuscitaste
(! nos deste estes tremendos e vivI/icantes mistérios
para benefício e santificação das almas e dos corpos,
faze que eles sejam também para mim
saúde da alma e do corpo,
vitória contra todo adversário,
iluminação aos olhos do meu coração,
paz às minhas potências espirituais,
fé sem respeito humano,
amor sincero, plenitude de sabedoria,
observância dos teus mandamentos,
aumento da tua divina graça
e posse do teu Reino.

Faze que eu, por eles conservado na tua santidade,
me recorde sempre da tua graça
e não viva mais para mim, mas para tI,
nosso Soberano e benfeitor.

E assim, partindo da vida presente
com a esperança da vida eterna,
possa chegar ao repouso sem fim,
onde é incessante o cântico dos que te festejam
e infinito o gozo dos que contemplam
a inefável beleza do teu rosto.

Com efeito, tu és, ó Cristo Deus, o verdadeiro desejo
e o inexprimível júbilo daqueles que te amam,
e toda a Criação te dá glória para sempre. Amém. Voltar ao Topo (Índice)

Texto grego in Horologion, cit., Roma, 1937, pp. 962-963.
Fonte: GHARIB, Georges. Os Ícones de Cristo. Ed. Paulus 1997

 

16. Vigília das Viúvas

(Oração dos Primeiros Cristãos)

Santo, Santo, sem mancha, tu que habitas a luz,
Deus de Abraão, de Israel e de Jacó;
Deus de Enoc e de Davi, de Elias, de Moisés,
de Josué e de todos os demais profetas
que, na verdade, anunciaram teu nome.

Deus dos Apóstolos,
Deus que diriges todas as coisas por tua vontade,
que abençoaste os que põem amorosamente em ti sua confiança.
Minha alma te louva com a força do Espírito;
meu coração te louva, Senhor,
louva teu poder em todo tempo;
todas as minhas forças te louvam, Senhor,
porque, se quiseres, serei tua, ó Deus.

Deus dos pobres, és o socorro dos pequenos,
olhas para os humildes, és a força dos fracos,
vem em meu socorro, já que tua graça se quis comprazerem mim;
sou tua serva, pois me deste o título magnífico de cristã.

Arrancaste-me da escravidão
para que sirva o Deus poderoso para sempre,
e cante teu louvor, a ti que tudo vês, sem ser confundido.

Cura-me, Senhor Deus,
confirma meu coração até à perfeição, no Espírito Santo.
Devolve-me a juventude para construir tua Igreja santa,
ó Filho, Verbo e Pensamento do Pai;
ó Cristo, que vieste para salvar o gênero humano,
que sofreste, foste sepultado e ressuscitaste. Voltar ao Topo (Índice)

17. Exposição sobre a Fé

São João Damasceno (c. 676-749),
monge, teólogo, Padre da Igreja

«Vosso Pai, que está no céu,
não quer que se perca um só destes pequeninos»

Tu me formaste, Senhor, do corpo de meu pai;
Tu me formaste no ventre de minha mãe;
Tu me fizeste sair à luz, menino e nu,
porque as leis da natureza seguem sempre os teus preceitos.

Com a bênção do Espírito Santo
preparaste a minha criação e a minha existência,
não por vontade do homem,
nem por desejo da carne (Jo 1, 13),
mas pela tua graça inefável.

Preparaste o meu nascimento
com cuidado superior ao das leis naturais,
fizeste-me sair à luz do dia
adotando-me como teu filho (Gl 4, 5)
e me contaste entre os filhos da tua Igreja santa e imaculada.

Tu me alimentaste com o leite espiritual dos teus ensinamentos.
Tu me sustentaste com o vigoroso alimento
do Corpo de Cristo, nosso Deus, Filho Unigênito,
e me embriagaste com o cálice divino do seu Sangue vivificante
que Ele derramou pela salvação de todo o mundo.

Porque Tu, Senhor, nos amaste
e nos deste o teu único e amado Filho para nossa redenção,
que Ele aceitou voluntária e livremente…

E assim, Senhor Jesus Cristo, meu Deus,
te humilhaste para me levares aos ombros como ovelha perdida
e me apascentaste em verdes pastagens (Sl 22, 2).

Tu me alimentaste com as águas da verdadeira doutrina
por meio de teus pastores,
aos quais Tu mesmo alimentas,
para que, por sua vez,
alimentem a tua grei, escolhida e nobre. Voltar ao Topo (Índice)

18. Oração de São Patrício

Trad.: Ricardo Williams G. Santos

Esta oração, que deve ser rezada todas as manhãs, foi escrita originalmente em Gaélico em meados do século V por São Patrício, e recebeu esse nome por seu enorme poder de proteção contra inimigos do mundo físico e espiritual. É também considerada a mais antiga expressão da poesia vernácula européia.

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da unidade
Do Criador da Criação.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do nascimento de Cristo em Seu batismo,
Pela força da crucificação e do sepultamento,
Pela força da ressurreição e ascensão,
Pela força da descida para o Julgamento Final.

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Pela força do amor dos Querubins,
Em obediência aos Anjos,
A serviço dos Arcanjos,
Pela esperança da ressurreição e da recompensa,
Pelas orações dos Patriarcas,
Pelas previsões dos Profetas,
Pela pregação dos Apóstolos
Pela fé dos Confessores,
Pela inocência das Virgens santas,
Pelos atos dos Bem-aventurados.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do céu:
Luz do sol,
Clarão da lua,
Esplendor do fogo,
Pressa do relâmpago,
Presteza do vento,
Profundeza dos mares,
Firmeza da terra,
Solidez da rocha.

Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força de Deus a me empurrar,
Pela força de Deus a me amparar,
Pela sabedoria de Deus a me guiar,
Pelo olhar de Deus a vigiar meu caminho,
Pelo ouvido de Deus a me escutar,
Pela palavra de Deus em mim falar,
Pela mão de Deus a me guardar,
Pelo caminho de Deus à minha frente,
Pelo escudo de Deus que me protege,
Pela hóstia de Deus que me salva,
Das armadilhas do demônio,
Das tentações do vício,
De todos que me desejam mal,
Longe e perto de mim,
Agindo só ou em grupo.

Conclamo, hoje, tais forças a me protegerem contra o mal,
Contra qualquer força cruel que ameace meu corpo e minha alma,
Contra a encantação de falsos profetas,
Contra as leis negras do paganismo,
Contra as leis falsas dos hereges,
Contra a arte da idolatria,
Contra feitiços de bruxas e magos,
Contra saberes que corrompem o corpo e a alma.

Cristo guarde-me hoje,
Contra veneno, contra fogo,
Contra afogamento, contra ferimento,
Para que eu possa receber e desfrutar a recompensa.
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo embaixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.

Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação. Voltar ao Topo (Índice)

19. Oração de Santo Efrém, o Sírio

Esta oração deve ser rezada durante toda a Quaresma, da segunda à sexta-feira, no final das orações da manhã e da noite. Esta oração é também rezada durante as missas da semana.

Senhor e Mestre da minha vida,
afasta de mim o espírito de preguiça,
o espírito de dissipação, de domínio e de vã loquacidade.

(Prostração)

Concede a teu servo o espírito de temperança,
de humildade, de paciência e de caridade.

(Prostração)

Sim, Senhor e Rei,
concede-me que eu veja as minhas faltas
e que não julgue a meu irmão,
pois Tu és bendito pelos séculos dos séculos. Amém. Voltar ao Topo (Índice)

(Prostração)

20. Oração de Santo Efrém, o Sírio (II)

Não me sepulteis com aromas suaves,
porque essa honra de nada me serve.
Nem useis incensos e perfumes,
porque essa honra não me traz benefícios.

Queimai incenso no lugar sagrado;
quanto a mim,
acompanhai-me somente com vossas orações.

Oferecei vosso incenso a Deus;
e enviai hinos para o lugar onde eu estiver.
Em vez de perfumes e aromas,
lembrai-vos de mim em vossas orações...

Foi decretado
que eu não possa me demorar aqui por muito tempo.
Dai-me como provisão para a viagem
vossas orações, salmos e sacrifícios... Voltar ao Topo (Índice)

(De Butler, op. cit., v. VI, p. 181-182).

21. Oração antes de começar qualquer tarefa

Ó Deus Todo-Poderoso,
nosso Socorro e Refúgio
Fonte da Sabedoria e Torre de fortaleza.

Tu sabes que nada posso fazer
sem o teu auxílio e a tua orientação.

Ajuda-me, te suplico,
e guia-me para a Divina sabedoria e força;
que eu possa cumprir esta tarefa
e qualquer outra que esteja incumbido de fazer,
pleno de fé e atenciosamente,
de acordo com a tua vontade,
de modo a ser proveitoso para mim, para os outros
e para a glória do teu santo Nome.

Pois teu é o Reino, o poder, e a glória,
Pai, Filho e Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.Voltar ao Topo (Índice)

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