Ao entrar numa igreja ortodoxa percebemos logo a presença predominante dos santos ícones. Eles estão por toda parte e em toda igreja, não só na Iconostase, mas também nos estandartes processionais, nas paredes, nos porta-ícones, nos altares etc.
O ícone não busca fazer uma representação física da pessoa representada nele. Não é um retrato, mas quer mostrar a vida transfigurada da pessoa, sua vida como chegou a ser iluminada por Deus, com a luz do Tabor, a luz da Transfiguração de Cristo.
Beijamos os santos ícones, fazendo o sinal d a cruz e uma reverência, reconhecendo que os santos neles representados experimentaram também a cruz de Cristo em suas vidas.
Reconhecemos assim que também nós participamos desta vida,
desta vida da cruz que nos ensina a viver os mandamentos de Cristo.
Quando beijamos os santos ícones não estamos beijando o objeto de madeira ou qualquer outro material de que é feito, mas a pessoa que ele nos apresenta; ou seja, a honra que prestamos se dirige ao seu protótipo.
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