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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas Quinta-feira, 21 de maio de 2020: 
 
 
 

«Santos Constantino (imperador)
e sua mãe, Helena († 327),
iguais-aos-apóstolos»

LEITURAS BÍBLICAS - OFÍCIO DE VÉSPERAS:

  • 3 [1] Rs 8, 22-23, 27-30 (1ª leitura)
  • Is 62,10 - 63, 3, 7-9 (2ª leitura)
  • Zc 14, 1, 4, 8-11 (3ª leitura)

Matinas

Evangelho

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

[JO 10: 9-16]

u sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. O ladrão vem só para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor: o bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê o lobo aproximar-se, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as arrebata e dispersa, porque ele é mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem, como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil; devo conduzi-las também; elas ouvirão minha voz; então haverá um só rebanho, um só pastor.

Tropário (Modo Plagal 4)

Aquele que viu no céu a imagem da Cruz,
e que, como Paulo, recebeu o chamamento
sem a mediação de qualquer homem,
São Constantino, teu apóstolo entre os reis,
remeteu nas tuas mãos, Senhor, a capital do Império.
Guarda-a sempre em paz,
pelas orações da tua puríssima Mãe,
Tu, o único que amas a humanidade.

Prokimenon

Por toda a terra espalhou-se a sua voz,
e até os confins do mundo foram as suas palavras.
Os céus narram a glória de Deus
e o firmamento anuncia a obra de suas mãos.

Epístola

[AT 26: 1-5, 12-20]

aqueles dias, dirigindo-se a Paulo, disse Agripa: «Tens permissão de falar em teu favor». Então, estendendo a mão, começou Paulo a sua defesa: «Considero-me feliz, ó rei Agripa, por poder hoje; diante de ti, defender-me de todas as coisas de que pelos judeus sou acusado. Tanto mais porque estás ao corrente de todos os costumes e controvérsias dos judeus, razão também pela qual te peço que me escutes com paciência. O que foi o meu modo de viver, desde a mocidade, como transcorreu desde o início no meio do meu povo e em Jerusalém, sabem-no todos os Judeus. Eles me conhecem de longa data e podem atestar, se quiserem, que tenho vivido segundo a seita mais severa de nossa religião, como fariseu. Com este intuito encaminhei-me a Damasco, com a autoridade e a permissão dos chefes dos sacerdotes. No caminho, pelo meio-dia, eu vi, ó rei, vinda do céu e mais brilhante que o sol, uma luz que circundou a mim e aos que me acompanhavam. Caímos todos por terra, e ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: 'Saul, Saul, por que me persegues? É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão'. Perguntei: 'Quem és, Senhor?' E o Senhor me respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e fica firme em pé, pois, este é o motivo por que te apareci: para constituir-te servo e testemunha da visão na qual me viste e daquelas nas quais ainda te aparecerei. Eu te livrarei do povo e das nações gentias, às quais te envio-para lhes abrires os olhos e assim se converterem das trevas à luz, e da autoridade de Satanás para Deus. De tal modo receberão, pela fé em mim, a remissão dos pecados e a herança entre os santificados'. Quanto a mim, rei Agripa, não me mostrei rebelde à visão celeste. Ao contrário, primeiro aos habitantes de Damasco, aos de Jerusalém e em toda a região da Judeia, e depois aos gentios, anunciei o arrependimento e a conversão a Deus, com a prática de obras dignas desse arrependimento».

Aleluia

Os céus publicarão as tuas maravilhas, Senhor
e a tua verdade, na assembléia dos santos.

Deus é glorificado na assembléia dos santos,
grande e terrível sobre todos os que o cercam.

Evangelho

[JO: 10, 1-9]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

m verdade, em verdade, vos digo: quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante; o que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre: as ovelhas ouvem sua voz e ele chama suas ovelhas uma por uma, e as conduz para fora. Tendo feito sair todas as que são suas, caminha à frente delas e as ovelhas o seguem, pois conhecem a sua voz. Elas não seguirão um estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus lhes apresentou essa parábola. Eles, porém, não entenderam o sentido do que lhes dizia. Disse-lhes novamente Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo; eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem.


imperador Constantino, o Grande, era filho de santa Helena e de Constâncio Cloro que administrava a parte ocidental do Império Romano (Gália e Britânia) . Por ordem do imperador Diocleciano, aos 18 anos, Constantino foi retirado dos pais, passando a viver na corte de Nicomédia. Após a abdicação do Diocleciano, Constantino voltou para a Gália e, depois da morte do seu pai Constâncio, no ano de 306, foi proclamado imperador.

Graças à sua mãe, Santa Helena, ele foi benevolente ao cristianismo. Seu pai, apesar de pagão, protegia os cristãos, pois percebeu que eram cidadãos fiéis e honestos.

Quando Diocleciano ainda não perseguia os cristãos, na sua corte havia muitos deles ocupando os mais variados cargos. Constantino teve a oportunidade de convencer-se de sua lealdade. Depois, viu todos os horrores da perseguição e a firmeza invulgar dos confessores de Cristo, o que também influenciou na sua tolerância e benevolência para com eles. Mais tarde, disse que a sua permanência na corte de Diocleciano contribuiu muito para a sua conversão ao cristianismo: "Eu comecei a me afastar dos administradores, pois percebi a selvageria dos seus temperamentos."

Jesus

Constantino era trabalhador e muito ativo, acessível a todos, generoso, previdente e perspicaz, podemos dizer que era um gênio universal e, por todas estas suas qualidades a Providencia Divina o escolheu para empreender a maior reviravolta no seu império e em todo mundo.

Durante o seu reinado, lutava principalmente com três inimigos e, nesta luta, aos poucos mas, decididamente, resolveu se converter ao cristianismo.

No ano 308, foi vitorioso na luta contra o imperador Maximiano Hércules e se apressou a expressar a sua gratidão na forma de ricas oferendas à um ídolo no templo do Apolo. Neste ato revelou seu traço característico: embora sendo ainda pagão, era uma pessoa piedosa e estava convencido de que venceu só com a ajuda do céu.

No ano 312, uma nova guerra põe em confronto o imperador Constantino com o imperador Maxêncio, filho do Maximiano. Durante esta guerra, um pouco antes da batalha final, ao cair da tarde, quando o sol já começava a se por, Constantino viu com os seus próprios olhos no céu uma cruz luminosa com a inscrição: «Com isto vencerás» (em grego: NIKA).

Durante a noite, Jesus apareceu à ele num sonho com a mesma cruz e lhe disse que, com a cruz, ele venceria o inimigo. No dia seguinte Constantino mandou fazer em todos os lábaros e estandartes do seu exército a imagem da santa cruz. Vencendo Maxêncio, Constantino entrou em Roma com grande triunfo e, na praça principal, mandou colocar a sua estátua com uma cruz na mão tendo a inscrição: «Com esta cruz salvei a cidade do jugo do tirano.»

Após esta vitória, o imperador Constantino juntamente com o seu genro Licínio, publicou em Milão o primeiro edito, permitindo a todos se converterem a cristianismo. O segundo edito, assinado por ele no mesmo ano de 313, ordenava que fossem devolvidos aos cristãos todos os lugares de seus cultos, assim como os seus bens materiais, seqüestrados durante as perseguições.

Ao mesmo tempo, a relação amigável entre Constantino e Licínio começou a deteriorar, passando a uma luta aberta. Esta guerra deveria decidir o destino dos cristãos no Império Romano, pois Licínio achava que os cristãos orientais eram mais dedicados a Constantino do que à ele. Assim Licínio começou oprimi-los, passando a uma aberta perseguição. Constantino, porém, posicionou-se como defensor dos cristãos. Ambos os imperadores preparavam-se para uma guerra, cada qual, conforme a sua religião. Os oráculos profetizavam vitória ao Licínio, no entanto, os cristãos rezavam por seu imperador Constantino. Deus deu a vitória a Constantino na batalha de Adrianópolis (322). Licínio perdeu o trono e a vida. Constantino tornou-se o único monarca do Império e o cristianismo venceu.

O Imperador Constantino dedicou toda a sua vida ao bem da Igreja, pelo que mereceu o nome de «igual-aos-apóstolos». Desde o seu tempo, todas as instituições, leis, serviço militar, eram dirigidos conforme os preceitos cristãos.

Pode-se mencionar, além dos editos acima referidos, as seguintes medidas e atos do imperador Constantino em favor do cristianismo:

• Aboliu os jogos pagãos (314);

• Libertou o clero dos deveres cívicos e as terras da igreja dos impostos (313-315);

• Aboliu a crucificação e promulgou uma lei muito severa contra os judeus, que se revoltavam contra a Igreja (315);

• Permitiu libertar sem maiores formalidades os escravos que trabalhavam para as igrejas, o que antigamente era muito complicado (316);

• Proibiu às pessoas particulares fazer oferendas aos ídolos pagãos bem como chamar oráculos para a sua casa, deixando este direito somente às associações (319);

• Mandou em todo o Império festejar o dia de Domingo (321);

• Defendendo as virgens celibatárias, aboliu as leis romanas contra o celibato;

• Conferiu à Igreja o direito de receber bens conforme o testamento das pessoas;

• Permitiu aos cristãos o acesso às altas posições no governo;

• Mandou construir igrejas cristãs e proibiu colocar lá estátuas dos imperadores, como era comum nos templos pagãos (325).

O imperador Constantino encontrava forte oposição em Roma, onde o paganismo era ainda muito forte. Esta oposição dos pagãos foi manifestada especialmente durante os festejos do vigésimo aniversário do seu reinado, o que resultou num esfriamento de seu interesse pela antiga capital do Império, Roma, até que, finalmente, deixou-a definitivamente fundando uma nova capital cristã junto ao estreito de Bósforo que foi, a seu pedido, abençoada pelos bispos cristãos, recebendo o nome de Constantinopla.

Nesta nova capital, no lugar dos templos pagãos, começaram a ser construídas igrejas cristãs e no lugar das estátuas de ídolos pagãos eram colocados os santos ícones.

O imperador Constantino revelou um grande interesse nas controvérsias causadas pelas heresias dos donatistas, principalmente de Ário, buscando de todos os modos reconciliar os que estavam divididos.

Um de seus maiores méritos foi a convocação do Primeiro Concílio Ecumênico na cidade de Nicéia em 325.

Apesar de sua grande devoção à santa Igreja, Constantino, de acordo com o costume daquela época, adiou seu batismo até os últimos dias de sua vida. Ao sentir a aproximação da morte, demonstrando uma grande devoção por este importante sacramento, foi batizado e morreu em paz, quando orava, em 21 de maio de 337.

A história o agraciou com o epíteto «Grande». Por seus muitos serviços prestados ao cristianismo, a Igreja o honra com o título «igual-aos-apóstolos».

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

Fonte:

Folheto Missionário da Holy Trinity Orthodox Mission.
466, Foothill Blvd, Box 397. La Canada, Ca 91011.

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