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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 14 de Junho de 2020:
 
 
 

«1º Domingo de Mateus»

Comemoração de Todos os Santos

(1º depois de Pentecostes - Modo 4 Pl.)

Memória de São Metódio, Patriarca de Constantinopla.

Matinas

Evangelho

[MT 28: 16-20]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, os onze discípulos caminharam para a Galileia, à montanha que Jesus lhes determinara. Ao vê-lo, prostraram-se diante dele. Alguns, porém, duvidaram. Jesus, aproximando-se deles, falou: "Todo poder foi me dado no céu e sobre a terra. Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tomem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!"

Divina Liturgia

Issodikón

Levanta-te, Senhor, com tua potência;
cantaremos e celebraremos o teu poder.

Salva-nos, ó Paráclito cheio de bondade,
a nós que a Ti cantamos: aleluia!

Apolitikion da Ressurreição

Desceste das alturas, ó Misericordioso,
e suportaste o sepulcro por três dias
para nos libertar dos sofrimentos.
Senhor, nossa vida e ressurreição, glória a Ti!

Apolitikion de Todos os Santos (Modo 4)

Revestida, como de púrpura e de linho fino,
do sangue de todos aqueles
que, no mundo inteiro, foram tuas testemunhas,
tua Igreja, por eles, te clama:
mostra ao teu povo a tua compaixão;
concede a paz à nossa pátria
e tem misericórdia das nossas almas”.

Kondakion de Todos os Santos

Senhor, Autor da Criação,
o universo te oferece os Mártires revestidos de Deus
como primícias da natureza.
Pelas suas súplicas e em consideração à Mãe de Deus,
guarda a tua Igreja sempre em paz, ó Bondoso!

Prokimenon

Deus é admirável nos seus santos, o Deus de Israel.

Bendizei o Senhor nas vossas assembléias, bendizei o Senhor, Filhos de Israel.

Epístola

[HB 11: 33-12: 2]

Leitura da Epístola aos Hebreus.

irmãos, (e que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas (Hb 11:32) pela fé, conquistaram reinos, exerceram a justiça, viram se realizar as promessas, amordaçaram a boca de leões, extinguiram o poder do fogo, escaparam do fio da espada, recobraram saúde na doença, mostraram-se valentes na guerra, repeliram os exércitos estrangeiros. Algumas mulheres reencontraram seus mortos pela ressurreição. Outros foram torturados, recusaram o resgate para chegar a uma ressurreição melhor. Outros ainda sofreram a provação dos escárnios, experimentaram o açoite, as correntes e as prisões. Foram lapidados, foram serrados e morreram assassinados com golpes de espada. Levaram vida errante, vestidos com peles de carneiro ou pelos de cabras; oprimidos e maltratados, sofreram privações. Eles, de quem o mundo não era digno, vagavam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra. E, não obstante, todos eles, se bem que pela fé tenham recebido um bom testemunho, apesar disso não se beneficiaram da realização da promessa. Pois Deus previa para nós algo de melhor, para que sem nós não chegassem à plena realização. Portanto, também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é o iniciador e consumador da fé, Jesus, que, em vez da alegria que lhe foi proposta, sofreu a cruz, desprezando a vergonha, e se assentou à direita do trono de Deus.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Os justos clamaram e o Senhor os ouviu
e os salvou de todas as tribulações.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Muitas são as tribulações dos justos,
e de todas elas os livrará o Senhor.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[MT 10: 32-33; 37-38; 19: 27-30]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, disse Jesus: «Todo aquele, portanto, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me renegar diante dos homens, também o renegarei diante de meu Pai que está nos céus. Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim. E aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim. Aquele que não toma sua cruz e não me segue não é digno de mim. Aquele que acha a sua vida, a perderá, mas quem perde sua vida por causa de mim, a achará. Pedro, tomando então a palavra, disse: "Eis que nós deixamos tudo e te seguimos. Que receberemos?" Disse-lhe Jesus: "Em verdade eu vos digo, a vós que me seguistes: quando as coisas forem renovadas e o Filho do Homem se assentar no seu trono de glória, vos assentareis, vós também, em doze tronos para julgar" as doze tribos de Israel. E quem quer que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras por causa do meu nome, receberá muito mais; e terá em herança a vida eterna. Muitos dos primeiros serão últimos, e muitos dos últimos, primeiros».

Kinonikon

Exultai, ó justos, no Senhor;
aos retos convém o louvor.

Aleluia, aleluia, aleluia!

«Agios o Theós, Agios Ischiros, Agios Athanatos...»

s escritores sagrados, já no Gênesis referiam-se a Deus como o «Santo», palavra que tinha a conotação de «Sagrado». Deus é o «Outro», tão transcendente e tão longínquo que o homem não poderia ter acesso; somente referir-se a Ele com tremor e temor.(Gn 15,12).

O Povo Israelita por ter um Deus que era conhecido como o «Outro», isto é, separado (por ser tão especial e incognoscível), arvorava-se o direito de se identificar como «raça eleita», «povo escolhido», «nação santa», diferente de todos os outros na sua maneira de ser, agir e comportar, cultuando sua Divindade... e tudo isto era muito explicito em seus rituais religiosos, condutas sociais e na vida cotidiana em geral. A religião estava tão impregnada nas suas práticas que, o pertencer à raça eleita deveria ser mesmo ostentado. Não demorou muito para se cair em extremos absurdos onde a santidade cedeu lugar à hipocrisia, ao «farisaísmo».

Jesus condenou tais comportamentos e o apóstolo Pedro ressaltou muitas vezes que o imprescindível é a «pureza de coração», capaz de fazer de nós participantes da vida de Deus (1Pd 1,14-16). As leis são importantes na medida que conduzem o homem à maturidade e liberdade dos Filhos de Deus. Se são nefastas a vida humana, não podem ser boas.

Assim, cremos que a santidade nos é comunicada por Deus e isto se realiza na pessoa do Filho, Jesus Cristo, de maneira plena, assim como em todos aqueles que viveram e vivem de acordo com os seus santos preceitos. Somos todos vocacionados à santidade, chamados a «ser santos como o Pai é Santo».

Jesus Cristo, o «Senhor», por meio dos sacramentos, transmite a toda Igreja a sua santidade. Os sacramentos são os instrumentos da santidade e da salvação, que trazem ao homem a vida de Deus (cf Mt 13,24-30;). Esta certeza era tão viva nos primeiros séculos da Igreja que não hesitavam em chamar a si mesmos «santos» (2Cor 11,12;), e à Igreja a «Comunhão dos Santos».

Esta expressão, que encontramos no Credo, tem sua manifestação na «Divina Liturgia da Igreja Ortodoxa (São João Crisóstomo) na Liturgia Eucarística onde «os santos» são convidados a participarem das «coisas santas».

«As coisas Santas aos Santos!»

E, professando a unidade e santidade de Deus na pessoa do Filho, Jesus Cristo, o Senhor, respondemos:

«Um só é Santo, Um só é Senhor, Jesus Cristo, na Glória de Deus Pai. Amém.

A santidade manifesta-se, pois, como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos dispõe, especialmente através do sacramento da Eucaristia, onde o Santo nos dá a sua Santidade por amor, e nós nos tornamos santos por filiação.

A santidade não é o fruto do esforço humano, portanto, que procura alcançar a Deus com suas próprias forças, e mesmo por heroísmo; ela é Dom do amor de Deus ao homem e resposta deste à misericordiosa e paternal iniciativa divina. Tanto é que, o modo como estão organizadas as festas no Calendário Litúrgico Bizantino, onde a Festa de todos os Santos é celebrada no domingo depois de Pentecostes, ou seja, a Descida do Espírito Santo, quer significar que toda a santidade é obra do Espírito Santíssimo de Deus. A festa de Todos os Santos encerra o Tempo Litúrgico Pascal no calendário da Igreja do Oriente.

«Tudo o que está encoberto será descoberto»

«Sermão para o Domingo de todos os Santos»

Do alto do céu, Deus oferece a todos os homens as riquezas da sua graça. Ele próprio é a fonte da salvação e da luz de onde emana eternamente a misericórdia e a bondade. Mas nem todos os homens tiram proveito da sua força e da sua graça pelo exercício perfeito da virtude e a realização das suas maravilhas; só o fazem aqueles que puseram as suas realizações em prática e que provaram por atos o seu apego a Deus, aqueles que se afastaram completamente do mal, que aderem firmemente aos mandamentos de Deus e que fixam o seu olhar espiritual em Cristo, Sol de justiça (Mal 3,20).

Do alto do céu, Cristo oferece aos que combatem o socorro do seu braço, e exorta-os com estas palavras do Evangelho: “Quem se declarar por mim diante dos homens, eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos céus”. Enquanto servidor de Deus, cada um de entre os santos se declara por Cristo nesta vida passageira e diante dos homens mortais; fazem-no por um curto espaço de tempo e na presença de um pequeno número de homens. Enquanto que nosso Senhor Jesus Cristo... se declara por nós no mundo da eternidade, diante de Deus seu Pai, rodeado dos anjos e dos arcanjos e de todas as forças do céu, na presença de todos os homens, depois de Adão até ao fim dos séculos. Porque todos ressuscitarão e serão julgados no tribunal de Cristo. Então, na presença de todos e à vista de todos, ele fará conhecer, glorificará e coroará aqueles que lhe provaram a sua fé até ao fim.

«Com todos os Santos»

«Sermão 2 para a festa de Todos os Santos»

O primeiro desejo que a recordação dos Santos excita ou aumenta em nós é o de gozar da sua amável companhia, de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de sermos integrados na assembléia dos Patriarcas, na falange dos Profetas, no senado dos Apóstolos, no inumerável exército dos Mártires, na comunidade dos Confessores, nos coros das Virgens; enfim, de nos reunirmos e nos alegrarmos na comunhão de todos os Santos… Aguarda-nos, irmãos, aquela Igreja dos primogênitos e nós ficamos insensíveis! Desejam os Santos a nossa companhia e nós pouco nos importamos! Esperam-nos os justos e nós parecemos indiferentes.

Despertemos, finalmente, irmãos! Ressuscitemos com Cristo, procuremos as coisas do alto, saboreemos as coisas do alto. Desejemos os que nos desejam, corramos para os que nos aguardam, preparemo-nos com as aspirações da nossa alma para entrar na presença daqueles que nos esperam!

Na nossa comunidade deste mundo, não há segurança nem repouso algum; e, no entanto, é já aqui que é bom e agradável viver os irmãos em harmonia (Sl 132)! Se pelo simples fato de partilhamos com os irmãos que têm conosco um só coração e uma só alma em Deus, tudo se torna suportável, quanto mais doce, quanto mais feliz será a união em que já não haverá qualquer desconfiança, qualquer ocasião de desacordo, e em que a caridade perfeita nos unirá a todos numa aliança indissolúvel! Então, assim como o Pai e o Filho são um, também nós seremos um n’Eles.

Não devemos apenas desejar a companhia dos Santos, mas também a sua felicidade, ambicionando com fervorosa diligência a glória daqueles por cuja presença suspiramos. Na verdade, esta ambição não é perniciosa, nem o desejo de tal glória é de modo algum perigoso, porque dizemos efetivamente: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso Nome dai glória!” (Sl 113, 9).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

 

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