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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas Domingo, 19 de Abril de 2020: 
 
 
 

«Domingo da Santa PÁSCOA da Ressurreição
de Nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo»

Início do tempo do «Pentekostarion» (Modo Próprio)

A Ressurreição e a vitória de Cristo é reafirmada nesta manhã. O evangelho é lido em diversos idiomas para mostrar a universalidade da Boa-Nova da Ressurreição a todos os povos da terra. Amor, perdão, reconciliação, triunfo e alegria são os dons que recebemos, pois Cristo viveu, morreu e triunfou por nossa salvação.

Este tempo abrange as oito semanas que seguem a Páscoa: sete semanas, da Páscoa até o Pentecostes; uma semana do Pentecostes até o Domingo de Todos os Santos.

No Grande Domingo de Páscoa, celebramos a Ressurreição vivificadora de Nosso Senhor, Deus e Salvador Jesus Cristo, pois Cristo desceu a Hades para lutar com o inferno, e subiu trazendo com Ele troféus de vitória.

Antes da proclamação da Ressurreição de Cristo nos preparamos para o serviço solene da Ressurreição, repetindo o Cânon do Sábado Santo, enquanto o templo permanece no escuro. À meianoite, a Porta Real (no centro da Iconostase) é aberta. O sacerdote celebrante sai com um círio iluminado e proclama: «Vinde! Tomai luz da Luz Eterna. Vinde! E glorificai o Cristo ressuscitado dos mortos». Os fiéis se aproximam para acender suas velas na vela do celebrante, e assim a igreja vai sendo iluminada à medida que a luz da Ressurreição é distribuída. Tem início então a procissão solene que se dirige ao exterior do templo. Todos, portando em suas mãos as velas acesas, em uníssono, entoam este cântico: «Os Anjos do Céu, ó Cristo Salvador, cantam à Tua Ressurreição, concede a nós que estamos na terra te glorificar com o coração puro».

No centro do átrio, o sacerdote dá início ao Ofício de Matinas, próprio da Páscoa. O Evangelho que relata a ida das santas Mulheres ao sepulcro é lido. Depois de glorificar a Santíssima Trindade, o celebrante entoa solenemente o tropário da Ressurreição: «Cristo ressuscitou dos mortos. Pela morte ele venceu a morte. Aos que estavam no túmulo, Cristo deu a vida». A procissão retorna à Igreja, onde é cantado o Cânon de Páscoa, escrito por São João Damasceno, glorificando a Ressurreição do Senhor. O ofício de Matinas é concluído, e tem início a Divina Liturgia de São João Crisóstomo.

Issodikón

Bendizei a Deus nas vossas assembléias
Bendizei o Senhor, filhos de Israel!

Salva-nos, ó Filho de Deus,
que ressuscitaste dentre os mortos,
a nós que a Ti cantamos: Aleluia!

Apolitikion (Modo 1 Pl.)

Cristo ressuscitou dos mortos; venceu a morte pela morte;
e aos que estavam no túmulo, Cristo deu a vida.

Hipacoï

As companheiras de Maria, tendo chegado antes do raiar da aurora,
e encontrando removida a pedra do túmulo,
ouviram um Anjo dizer-lhes: Por que procurais, como a um homem
e entre os mortos, aquele que vive na luz eterna?
Vede as faixas funerárias; correi e anunciai ao mundo
que o Senhor ressuscitou, tendo vencido a morte,
pois ele é o Filho de Deus, que salva o gênero humano.

Kondakion (Modo 2)

Tendo descido ao túmulo, ó imortal,
Tu destruíste o poderio dos infernos
e levantaste-te como vencedor, ó Cristo Deus,
Tu, que disseste às mulheres miróforas: rejubilai!
E aos apóstolos, dás a paz,
Tu que ressuscitas aqueles que sucumbiram.

Kondakion

Ó admirável e protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador,
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores;
mas apressa-te em socorrer-nos, como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé:
Roga por nós, junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Trisagion

Vós que fostes batizados em Cristo,
de Cristo vos revestistes. Aleluia!

Prokimenon

Este é o dia que o Senhor fez,
exultemos e alegremo-nos nele!

Dai graças ao Senhor porque ele é bom,
e a sua misericórdia é eterna.

Epístola

[At 1: 1-8]

Livro dos Atos dos Apóstolos.

m minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus, desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu). E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus. E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, que ouvistes, disse ele, da minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias. Assim reunidos, eles o interrogavam: Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? Respondeu-lhes ele: Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.

Aleluia

Tu te levantarás e terás piedade de Sião, Senhor
pois o tempo de te compadeceres dela,
o tempo determinado já chegou.

O Senhor olha do alto dos céus
e vê a todos os filhos dos homens.

Evangelho

[Jo 1: 1-17]

Prólogo do Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

o princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. [O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho dele, e exclama: Eis aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim é maior do que eu, porque existia antes de mim. Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

Hirmos

Um Anjo exclamou: Ó Cheia de graça,
Virgem pura rejubila!
De novo digo, rejubila!
teu Filho ressuscitou do túmulo ao terceiro dia.

Resplandece, resplandece, ó Nova Jerusalém!
Pois a glória do Senhor brilhou sobre ti!
Exulta agora e alegra-te Sião!
E Tu, ó Mãe de Deus toda pura,
rejubila na ressurreição do teu Filho!

Kinonikon

Tomai o Corpo de Cristo
e provai da fonte imortal. Aleluia!

Obs.:

  1. Em vez de “Recebei-me hoje, participante...”, repete-se o Canto da Comunhão “Tomai o Corpo de Cristo ...”
  2. Canta-se “Cristo ressuscitou dos mortos ...” uma vez no lugar de “Vimos a verdadeira Luz ...”; três vezes no lugar de “Bendito seja o nome do Senhor ...”
  3. Em vez de “Pelas orações dos nossos santos padres ...” diz-se “Cristo ressuscitou dos mortos...”
  4. No Ofício de Vésperas lê-se o Evangelho de Jo 20, 19-25 em várias línguas pelos sacerdotes e diáconos.
  5. Na semana da Páscoa e no dia do encerramento da festa, quarta-feira antes da Ascensão, a Missa é igual a do dia da Páscoa.
  6. Depois da Bênção Final, o sacerdote diz, alternando com os fiéis:

S. - Cristo ressuscitou! (3 x)
T. - Verdadeiramente ressuscitou!

S. - Glória à sua Ressurreição ao terceiro dia!
T. - Veneramos sua Ressurreição ao terceiro dia!

HOMILIA PASCAL
DE NOSSO PAI, ENTRE OS SANTOS,
SÃO JOÃO CRISÓSTOMO

uem tiver piedade e amor a Deus, regale-se nesta gloriosa e brilhante festa; quem for servo bom, entre alegre no gozo de seu Senhor; quem suportou a fadiga do jejum, receba agora a sua remuneração; quem trabalhou desde a primeira hora, receba hoje o seu justo salário; quem veio após a terceira hora, festeje com gratidão; quem chegou após a sexta hora, entre sem hesitar, porque não será castigado; quem atrasou-se até a nona hora, venha sem receio; quem chegou somente na undécima hora, não tenha medo por causa de sua demora, porque o Senhor é generoso, acolhe o último como o primeiro; remunera o operário da undécima hora como o da primeira; cobre um com sua misericórdia e outro com sua graça; a um dá, a outro perdoa; aceita as obras e abençoa a intenção; recompensa o trabalho e louva a boa vontade.

Entrai, pois, todos no gozo de nosso Senhor; primeiros e últimos recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; vós que jejuastes e vós que não jejuastes, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta, saciai-vos à vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; tomai todos parte no banquete da fé; participai todos da abundância da graça; que ninguém se queixe de fome, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do túmulo; que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos.

(O Salvador) destruiu a morte, quando a ela se submeteu; despojou o inferno, quando nele desceu; o inferno tocou seu corpo e foi ANIQUILADO. Foi isto que profetizou Isaías, exclamando: “o inferno foi aniquilado e ARRUINADO; aniquilado e MENOSPREZADO, aniquilado e EXECUTADO, aniquilado e ESPOLIADO, aniquilado e SUBJUGADO. Agarrou um corpo e encontrou um Deus; apossou-se da terra e achou-se defronte ao céu; pegou no que viu e caiu donde não viu”.

Onde está tua vitória, ó inferno? Onde está o teu aguilhão, ó morte? CRISTO RESSUSCITOU e foste arrasada: CRISTO RESSUSCITOU e os demônios foram vencidos; CRISTO RESSUSCITOU e os anjos rejubilaram-se; CRISTO RESSUSCITOU e a vida foi restituída; CRISTO RESSUSCITOU e não ficou morto nenhum no túmulo, porque Cristo, pela sua ressurreição dos mortos, tornou-se primícias de todos os mortos.

A ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.

 


Os sinais da Ressurreição

s primeiros sinais da Ressurreição são de ausência: Jesus não estava mais lá onde havia sido sepultado. A pedra fora do lugar, o sepulcro vazio, os lençóis e o sudário abandonados faziam parte do cenário que Maria de Magdala vislumbrava. Ela, a primeira mensageira do sepulcro vazio, a evangelista da ressurreição, correu para chamar os discípulos, ainda temerosos com os acontecimentos vividos naqueles dias. Encontrou Pedro e João que se lançaram em direção ao inexplicável. Não acharam o que procuravam! Aquela ausência, aquele vazio são preenchidos por uma nova realidade: a perplexidade.

Os discípulos voltaram para casa, deixando o cenário livre para Maria. Repetiu-se o fato: Jesus e Maria se encontram a sós, como em Samaria, quando estava prestes a ser apedrejada. Parece que as testemunhas dos diálogos entre o Senhor e Maria se esvaem. Antes pela inconveniência de escutar aquelas palavras que feriam o orgulho: “se alguém não tiver pecado, atire a primeira pedra”; agora, eles se vão pelo excesso de silêncio. Justamente neste diálogo, sem testemunhas, ela reconhece o Senhor e imediatamente o chama de “Raboni”, ou seja, Mestre.

Embora fosse conhecida pelos discípulos novamente vai ao encontro deles pra lhes dizer: “Eu vi o Senhor”, mas eles não acreditam.

A incredulidade dos discípulos não diminui a alegria de Maria, pois momentos mais tarde o próprio Ressuscitado, trazendo-lhes a paz, invadirá o cenáculo confirmando o que Maria anunciou.

A partir de então os apóstolos não sentiriam mais constrangimento nem desprezo pelo povo que codinomeavam seu Mestre de “Crucificado”. Estes sentimentos transformam-se em coragem e missão. Os primeiros missionários do cristianismo anunciavam o “Ressuscitado” para transformar a vida de muitos. E esta força provinha da fé ratificada pela visão.

A nós, destinatários das palavras do Senhor: «Bem-aventurados são os que não viram mais acreditaram», cabe a fé, dom e graça de Deus!”

 

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