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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas   Quinta-feira, 28 de Maio de 2020:
 
 
 

«Ascensão do Senhor»

Memória de Santo Hilário, o Jovem, abade do monastério de Dalmacia.

Matinas

Evangelho

[MC 16: 9-20]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, tendo ressuscitado na madrugada do primeiro dia da semana, ele apareceu primeiro a Maria de Magdala, de quem havia expulsado sete demônios. Ela foi anunciá-lo àqueles que haviam estado em companhia dele e que estavam aflitos e choravam. Eles, ouvindo que ele estava vivo e que fora visto por ela, não creram. Depois disso, ele se manifestou de outra forma a dois deles, enquanto caminhavam para o campo. Eles foram anunciar aos restantes, mas nem nestes creram. Finalmente, ele se manifestou aos Onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não haviam dado crédito aos que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: "Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura. Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado. Estes sãos os sinais que acompanharão os que tiverem crido: em meu nome expulsarão demônios, falarão em novas línguas, pegarão em serpentes, e se beberem algum veneno mortífero, nada sofrerão; imporão as mãos sobre os enfermos, e estes ficarão curados". Ora, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus. E eles saíram a pregar por toda parte, agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.

Divina Liturgia

Issodikón

Subiu Deus por entre aclamações,
O Senhor, ao som das trombetas.

Salva-nos, ó Filho de Deus,
que do meio de nós, subiste vitorioso aos céus,
a nós que a ti cantamos: Aleluia!

Apolitikion (Modo 4º)

Subiste glorioso ao céu, ó Cristo nosso Deus,
enchendo de júbilo os discípulos
pela promessa do Espírito Santo,
e confirmando-os por tua bênção,
porque és o Filho de Deus, o Redentor do mundo.

Kondakion

Tendo cumprido a economia de nossa salvação
e reconciliado a Terra com o Céu,
subiste glorioso, ó Cristo nosso Deus,
sem, porém, nos abandonar;
mas permanecendo junto de nós,
anunciando aos que te amam:
«Eu estou convosco e ninguém é contra vós.»

Prokimenon (Modo Grave)

Eleva-te, ó Deus, sobre os céus
e brilhe a tua glória sobre toda a terra!

Meu coração está preparado, ó Deus,
meu coração está preparado, cantarei e salmodiarei.

Epístola

[AT 1: 1-12]

Livro dos Atos dos Apóstolos.

iz meu primeiro relato, ó Teófilo, a respeito de todas as coisas que Jesus fez e ensinou desde o começo, até o dia em que foi arrebatado ao céu," depois de ter dado instruções aos apóstolos que escolhera sob a ação do Espírito Santo. Ainda a eles, apresentou-se vivo depois de sua paixão, com muitas provas incontestáveis: durante quarenta dias apareceu-lhes e lhes falou do que concerne ao Reino de Deus. Então, no decurso de uma refeição com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, "ouvistes de minha boca: pois João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias". Estando, pois, reunidos, eles assim o interrogaram: "Senhor, é agora o tempo em que irás restaurar a realeza em Israel?" E ele respondeu-lhes: "Não compete a vós conhecer os tempos e os momentos; que o Pai fixou com sua própria autoridade. Mas recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e a Samaria, e até os confins da terra". Dito isto, foi elevado à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus olhos. Estando a olhar atentamente para o céu, enquanto ele se ia, dois homens vestidos de branco encontraram-se junto deles te lhes disseram: "Homens da Galileia, por que estais aí a olhar para o céu? Este Jesus, que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá do mesmo modo corno o vistes partir para o céu". Então, do monte chamado das Oliveiras, voltaram a Jerusalém. A distância é pequena: a de uma caminhada de sábado.

Aleluia

Povos, aplaudi com as mãos,
aclamai a Deus com vozes alegres!

Evangelho

[LC 24: 36-53]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas.

aquele tempo, falavam ainda, quando ele próprio se apresentou no meio deles e disse: "A paz esteja convosco!" Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: "Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho". Dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: "Tendes o que comer?" Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o, então, e comeu-o diante deles. Depois disse-lhes: "São estas as palavras que eu vos falei, quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". Então abriu-lhes a mente para que entendessem as Escrituras, e disse-lhes: "Assim está escrito que o Cristo devia sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que, em seu Nome, fosse proclamado o arrependimento para a remissão dos pecados a todas as nações, a começar por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eis que eu enviarei sobre vós o que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até serdes revestidos da força do Alto". Depois, levou-os até Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado ao céu. Eles ficaram prostrados diante dele; e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus.

Hirmos

Subiu Deus por entre aclamações,
o Senhor, ao som das trombetas.

Aleluia, aleluia, aleluia!

OBS.: Em vez de “Vimos a verdadeira luz ...”, o Apolitikion da festa; a festa encerra na Sexta-feira antes de Pentecostes; na Bênção Final: “Aquele que, dentre nós subiu vitorioso aos céus ... .”

 

uarenta dias após a Ressurreição, a Igreja celebra a Ascensão do SENHOR aos Céus, onde Ele está sentado à direita do Pai, conforme professamos no CREDO. Como celebração litúrgica, esta Festa teve seu início no século IV, no Oriente, instituída por São Gregório de Nissa e, posteriormente, por São João Crisóstomo.

Este espaço de 40 dias entre a Ressurreição e a Ascensão, é um espaço de tempo que atende melhor a uma necessidade pedagógica do que cronológica.

Após a Páscoa, Jesus não apareceu aos seus discípulos para reivindicar seu posto de Mestre ou para implantar um teocrático reino de Deus no mundo, como muitos achavam que Ele devia ter feito durante sua vida terrestre. Jesus, após a Páscoa, se apresenta em dimensões diferentes: a dimensão de sua glória, de seu senhorio transcendente. As atividades aqui na terra ele as incumbe a todos nós. «Sede minhas testemunhas» (At 1,8).

Através da Ressurreição Jesus volta a nós glorioso. Assim, paradoxalmente, ao celebrarmos a entrada de Jesus na sua Glória, não celebramos uma despedida, mas um novo modo de presença. Sua promessa foi muito explícita: «Eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos» (Mt 28,20). De fato, a partir desta promessa celebramos o «Emanuel» (Deus conosco) com mais certeza

Esperar o Senhor até que Ele venha não deve provocar em nós uma alienação. Viver esta expectativa, viver esta espera, exige de nós atitudes concretas, pois viver com a mente no céu não nos dispensa de estar com os dois pés firmes no chão. Tal admoestação foi feita pelos anjos para alertar que esta segunda vinda do Senhor exigirá uma preparação constante. Pois se o seu nascimento aconteceu de maneira despercebida, rodeado apenas pelos pastores e animais da estrebaria, a próxima não seguirá estas proporções.

A Festa da Ascensão do Senhor

pós a Ressurreição dentre os mortos, Nosso Senhor permaneceu entre o povo durante 40 dias. Com seu Corpo purificado aparecia às santas miróforas, aos apóstolos e a outros. Aos apóstolos, admoestava que, quando recebessem a força do Espírito Santo, fossem anunciar o Evangelho até os confins da terra, «batizando a todas as nações em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...» (Mt.28, 19).

No quadragésimo dia após sua gloriosa Ressurreição deu-se o último acontecimento visível da sua vida terrena - sua gloriosa Ascensão. Este episódio aconteceu no Monte das Oliveiras quando Nosso Senhor elevou-se aos céus diante de seus apóstolos, que puderam contemplar quando o Divino Mestre se elevava e os abençoava. Continuando os apóstolos a olhar para os céus entristecidos com a partida de seu Divino Mestre, eis que aparecem diante deles dois homens vestidos de branco que, consolando-os disseram: «Homens da Galiléia, porque permaneceis olhando para os céus? Este mesmo Jesus que dentre vós ascendeu-se aos céus, novamente virá assim como vistes elevar-se aos céus...» (Atos 1,10-11).

Pelas palavras dos Anjos após a Ascensão, entendemos o ensinamento dogmático da Igreja sobre a segunda e gloriosa Vinda de Nosso Senhor quando virá para julgar os vivos e os mortos.

Na vida da Igreja, cada um de nós é chamado por vocação particular a cumprir uma missão. Cristo, o Enviado do Pai Celeste, cumpriu sua missão, resgatando a humanidade da corrupção, para que todos tivéssemos Vida, e Vida em abundância, isto é, Vida eterna. Os apóstolos não permaneceram parados, mas voltaram para casa e, após receberem o Espírito Consolador, o Espírito da Verdade, Vivificante, Força do Altíssimo, partiram destemidos, anunciando a Boa-nova a todos. E a Graça da Salvação chegou a nós através do batismo pelo qual fomos revestidos do próprio Cristo e fortalecidos pelo Espírito Santo que age em nós para conhecermos exatamente qual é a nossa vocação específica, a que fomos chamados, qual nossa missão terrena perante Deus, sua Igreja e a comunidade da qual fazemos parte. E após o cumprimento de nossa missão seremos também conduzidos para a Glória Eterna.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013

 

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