01 de Agosto: os Sete Santos Irmãos Mártires Macabeus
Macabeu era o segundo nome de Judas, o terceiro filho de Matatias, que foi o primeiro chefe dos judeus na rebelião contra o imperador sírio Antíoco Epifânio. Posteriormente, o nome foi aplicado a todos os familiares e descendentes de Matatias e àqueles que os seguiram na revolta contra o rei da Síria. Entre eles estavam os santos que a Igreja comemora neste dia. Os Macabeus são os únicos mártires do Antigo Testamento que são comemorados pela Igreja. Os judeus se rebelaram porque Antíoco queria lhes impor a religião grega, mas o pretexto para que eclodisse a revolta foi a perseguição que empreendeu Antíoco contra os judeus, como um alento para o seu furor pela derrota que sofreu no Senado romano em sua segunda campanha contra o Egito (168 aC).
Com efeito, Antíoco enviou à Jerusalém um general de nome Apolônio, comandando cerca de vinte e dois mil homens com ordem de helenizar a cidade; e se houvesse qualquer resistência de parte dos judeus, deviam matá-los, sem piedade, e substituí-los por estrangeiros. O mais famoso dos mártires judeus que preferiu morrer em vez de quebrar a lei de Deus, foi Eleazar. Era um ancião de venerável aspecto e um dos principais escribas ou doutores da Lei. Read the rest of this entry »
31 de Julho: Santo Eudokimos, o Justo († 840)
Santo Eudokimos, o Justo, era natural da Capadócia (Ásia Menor) e viveu no século IX, durante o reinado do imperador Theophilos (829-842). Era filho de um piedoso casal cristão, Basílio e Evdoquia, e formavam uma ilustre família conhecida do imperador. A vida de São Eudokimos, o Justo, foi totalmente orientada ao serviço de Deus e do próximo. Prosperava nos ensinamentos cristãos e, muito logo os frutos de sua vida foram surgindo. Desde cedo imitava seus pais na caridade, tudo compartilhando com os mais necessitados, especialmente com os órfãos, viúvas e com os pobres desamparados. Por sua vida virtuosa o imperador designou Santo Eudokimos como governador do distrito Kharsian, com especial missão de vigiar a fronteira da Capadócia. Santo Eudokimos cumpriu com seu dever como um servo temente a Deus, regendo o povo com justiça e bondade. Aos 33 anos de idade, sua morte prematura trouxe grande dor àquelas incontáveis almas às quais transmitiu o Evangelho. «Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça».(Mt 13,43). Read the rest of this entry »
30 de Julho: Santos Silas, Silvano, Crescêncio, Epêneto e Andrônico, apóstolos dos 70 (séc. I)
Todos esses santos faziam parte dos setenta discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo que anunciavam o seu Evangelho. «Muitas vezes tenho passado trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e com sede, freqüentes jejuns, frio e nudez!» (2Cor 11, 27). De fato, quando Silas se encontrava em Filipos, (a principal cidade do distrito da Macedônia), foi espancado e preso junto com São Paulo (At 16,25-39). Silas Foi designado pelos Apóstolos para acompanhar São Paulo e São Barnabé em suas pregações aos gentios. «Cheio da graça de Deus, exerceu fervorosamente o ministério da pregação». Após ter acompanhado o Apóstolo Paulo em muitas de suas viagens apostólicas, tornou-se bispo de Corinto. São Crescêncio foi bispo de Karjidonos; São Silvano bispo de Tessalônica, onde lutou e sofreu muito para prosseguir ensinando o Santo Evangelho. O mesmo aconteceu com Epêneto, como bispo de Karthagenis, e com Santo Andrônico, que também muito lutou e sofreu para propagar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: pe. André
29 de Julho: São Kalinico, Mártir (início do séc. IV)
Kalinico nasceu em Kalikía. Com particular eloqüência e muito fervor ensinava o evangelho. Quando chegou para o Egito, fanáticos e idólatras se levantaram contra ele, o prenderam e conduziram-no ao rei Sakérdona. Este, fingindo simpatia, manifestou pesar e, pretendendo enfraquecer a auto-estima de Kalinico, citou alguns casos em que valentes cristãos, após terem sido submetidos a cruéis torturas, acabaram por renegar sua fé. Kalinico, dando-se conta da hipocrisia do monarca, disse-lhe sorrindo: «Já não é necessário postergar, majestade, mas experimenta a força com a qual Cristo arma aqueles que nEle crêem verdadeiramente. Prepara logo todos os teus instrumentos infernais de tortura: o fogo, as espadas, as rodas, as lâminas, os chicotes, e quaisquer outros que disponhas. Essas e as outras eu as desejo por amor a Cristo». O monarca então o açoitou com violência. Cortou seu corpo com unhas metálicas e, estando já desfalecendo, prendeu-o com cordas atrás de num cavalo selvagem que saiu arrastando seu corpo por muitos quilômetros. Tal era o ódio do monarca que, antes mesmo que Kalinico desse o seu último suspiro o atirou ainda ao fogo. Assim que Kalinico recebeu com glória a coroa da vitória. Read the rest of this entry »
28 de Julho: Santos Prócoro, Nicanor, Timão e Parmenas
«Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo» (Mt 20,26). Esta era a principal qualidade dos Apóstolos, e entre os 70 discípulos do Senhor, em Prócoro, Nicanor, Timão e Parmena, esta condição estava presente. Foram dos primeiros diáconos da Igreja Cristã de Jerusalém e a Santa Igreja os comemora juntos em 28 de Julho, embora tenham morrido em tempo e lugares diferentes. O ofício principal destes apóstolos consistia em organizar e servir à mesa aos membros mais pobres da Igreja, particularmente, aos órfãos e viúvas. Também ajudavam na pregação da Palavra de Deus.
«Naqueles dias, como crescesse o número dos discípulos, houve queixas dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas teriam sido negligenciadas na distribuição diária. Por isso, os Doze convocaram uma reunião dos discípulos e disseram: ‘Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus, para administrar. Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarregaremos este ofício. Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da palavra’. Este parecer agradou a toda a reunião. Escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; Filipe, PRÓCORO, Nicanor, TIMÃO, PÁRMENAS e Nicolau, prosélito de Antioquia» (At 6,1-6).
Prócoro seguiu depois com São João, o Teólogo, para a Ásia Menor, onde foi eleito e consagrado Arcebispo de Nicomédia, cumprindo seu ofício episcopal com um perfeito espírito de diaconia (serviço). Timon sofreu o martírio e morte na Arábia, para onde tinha sido enviado para propagar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os outros dois, Nicanor e Parmena, morreram em Jerusalém, cumprindo ali o ofício diaconal para o qual haviam sido escolhidos. Nos funerais, mereceram serem considerados iguais em aos demais apóstolos, e toda a Igreja sofreu muito com aquela grande perda.
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Trad.: pe. André
27 de Julho: São Panteleimon, Grande Mártir e Médico
São Panteleimon (Pantaleão) nasceu em Nicomédia da Bitínia (atual Turquia). Seu pai era um nobre pagão. Sua mãe, a justa Evola, educou seu filho na fé cristã, mas morreu quando Pantaleão era ainda um menino. O santo freqüentou um colégio pagão e depois estudou medicina com um médico famoso. Mais tarde foi apresentado ao imperador Maximiliano Galerno (286-303), que o reteve como médico em sua corte. Nessa época, em Nicomédia, estavam escondidos os presbíteros Hermolau, Ermipo e Ermocrates que foram salvos de serem queimados com outros cristãos no templo da cidade. O sacerdote Hermolau. Depois de ficar atento ao jovem médico, explicou-lhe as verdades fundamentais da fé cristã. Pantaleão começou então a visitá-lo com freqüência e recebeu de Deus o dom de curar enfermidades invocando o nome do Senhor Jesus Cristo. Certa vez, ao avistar na rua uma criança que havia morrido por uma picada de cobra, Pantaleão começou a suplicar a Deus que lhe devolvesse a vida. O menino reviveu, e depois deste milagre Pantaleão foi batizado, recebendo o nome de Panteleimon, que significa «todo-misericordioso». Read the rest of this entry »
26 de Julho: Santos Hermolau, Hermipo e Hermócrates, Mártires († 312)
Os Santos Hermolau, Hermipo e Hermócrates eram membros do clero da Santa Igreja de Nicomédia nos tempos do imperador Maximiliano Galerno (286-303). Ao ficar sabendo das obras e da propagação da Palavra de Deus que os santos realizavam, o imperador ordenou que fossem encontrados e presos. Santo Hermolau, porém, apresentou-se voluntariamente ao Juiz de Nicomédia, acompanhado de seus amigos e dos sacerdotes Hermipo e Ermocrates. O Juiz, após examinar bem Hermolau, perguntou aos outros dois sacerdotes o que eles queriam vindo a ele. Ao que lhe responderam: «somos soldados de Hermolau, sob a bandeira de Cristo, e o acompanhamos porque vivemos uma vida fraterna em comum e enfrentamos tudo juntos. Como resposta, ao invés de comover o juiz, estas palavras despertaram ainda mais seu ódio que condenou então os três à decapitação, e receberam assim, por sua fé e amor a Deus, a recompensa eterna.
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25 de Julho: Dormição de Sant’Anna, Mãe da Santa Mãe de Deus
Sant’Anna, mãe da Santa Mãe de Deus, era descendente da tribo de Leví. Seu pai era um sacerdote de nome Matzán, e sua mãe Maria. Anna tinha duas irmãs, uma com o mesmo nome de sua mãe, Maria, e a outra chamada Sovín. Maria teve uma filha, de nome Salomé; Soví também teve uma filha, Elizabeth, e Ana concebeu a Santíssima Virgem Maria.
Santa’Anna foi digna de ter a honra e a felicidade de conceber esta única filha que se tornou a Mãe do Salvador do mundo. Terminado o período de amamentação de Maria, Anna consagrou a Deus a sua filha, e passou o resto de sua vida em jejum e orações, praticando a caridade para com os pobres e desvalidos. Ao final dos seus dias, em paz entregou a Deus a sua alma, recebendo como herança bondades eternas que o Senhor mesmo assegurou quando disse que «os justos, ainda em vida, desfrutarão da eternidade».
Tropário (4º tom)
Trouxeste no teu seio aquela que deu à luz a vida,
a puríssima Mãe de Deus, ó Anna, divinamente sábia!
É por isso que, jubilosa, levaste à herança celeste
o tabernáculo glorioso dos que rejubilam.
Por aqueles que te veneram com amor,
ó sempre bem-aventurada,
roga a Cristo Deus pelo perdão dos seus pecados.
Kondakion (2º tom)
Festejemos hoje a memória dos antepassados de Cristo,
pedindo com fé o seu socorro
para sermos libertados de toda a aflição,
nós que clamamos: protege-nos, ó Deus,
Tu que na tua bondade os glorificaste.
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24 de Julho: Santa Cristina, Mártir
Santa Cristina era a filha de um governante da cidade de Tira. Seus pais eram pagãos, mas pela providência de Deus, foi chamada com um nome que indicava o seu futuro cristão. Não havia naquela cidade, entre todas as jovens, uma mais bela e graciosa do que ela. Seu pai, desejando preservar sua virgindade, construiu uma habitação exclusivamente para ela e, pondo ali alguns ídolos, ordenou que ela os venerasse. Vivendo na solidão, Cristina contemplava o céu estrelado e, como Santa Bárbara, concluiu que devia haver um único Criador de todas as coisas. Deus lhe providenciou que conhecesse alguns cristãos que a ensinaram sobre a fé cristã. Cristina passou então a crer em Nosso Senhor Jesus Cristo, destruindo, com grande indignação, todos os ídolos que estavam em sua casa. Por causa disso, por ordem de seu pai, foi submetida a diferentes formas de tortura: foi espancada impiedosamente, teve seu corpo cortado com lâminas afiadas, foi queimada com fogo e depois jogada em uma cova com serpentes venenosas etc. Finalmente, os carrascos traspassaram com lanças e espadas o seu corpo, e assim foi como o Santa mártir Cristina sofreu por amor a Cristo no ano 300.
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23 de Julho: Santo Apolinário de Ravena, Bispo e Mártir
Santo Apolinário foi o primeiro bispo de Ravena e o único mártir desta cidade. De acordo com as atas de seu martírio, Apolinário nasceu em Antioquia, onde foi discípulo de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos, que o nomeou Bispo de Ravena. Santo Apolinário foi um dos mais conhecidos mártires da Igreja primitiva, e a grande veneração que todos tinham por este santo é o melhor testemunho de seu espírito apostólico e de sua santidade. Por suas orações, a esposa de um oficial foi milagrosamente curada e, ela com seu marido se converteram à fé cristã. A cura de um surdo, de nome Bonifácio, fez com que uma grande multidão aderisse à fé, o que chamou a atenção das autoridades que o expulsaram da cidade. Apolinário foi então para Bolonha, anunciando nesta cidade o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e convertendo, através de sua pregação, todos os membros da família do aristocrata Rufino. Novamente partiu para o exílio, e durante a travessia, naufragou na costa da Dalmácia, onde foi maltratado por pregar o Evangelho. Apolinário voltou ainda três vezes à sua sede, e em todas elas foi capturado, torturado e expulso. Em sua quarta visita a Ravena, o imperador Vespasiano publicou um decreto pelo qual condenava ao exílio todos os cristãos. Santo Apolinário conseguiu ficar escondido por algum tempo com a ajuda de um centurião cristão, mas, finalmente descoberto, foi golpeado até a morte. São Pedro Crisólogo, o mais ilustre de seus sucessores, num de seus sermões o qualificou de mártir, acrescentando que Deus havia preservado a vida de Santo Apolinário durante um longo tempo para o bem da Igreja.
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22 de Julho: Santa Maria Madalena, Igual-aos-Apóstolos
Santa Maria Madalena, portadora de mirra, [Mirófora] nasceu na cidade de Magdala, às margens do Lago de Genesaré [Mar da Galileia], ao norte da Terra Santa. Desde a sua juventude era vítima de possessões que lhe causavam sofrimentos. Pela misericórdia divina, Maria teve um encontro com o Senhor, quando, pregando o evangelho, ele visitou sua cidade. Jesus se compadeceu dela e expulsou sete demônios que a atormentavam, propiciando-lhe, assim, uma cura tanto física como espiritual. Daquele momento em diante, Maria se converteu numa discípula do Divino Mestre, servindo-lhe, juntamente com outras virtuosas mulheres.
Quando Jesus foi levado ante Pilatos, sendo por todos injuriado, os discípulos vacilaram e fugiram; Maria, porém, não abandonou o Senhor; esteve junto à Cruz, ao lado de sua puríssima Mãe e do Apóstolo São João, o Discípulo Amado; foi ela quem acompanhou o corpo do Salvador quando era trasladado para o sepulcro no jardim de José de Arimateia, ungindo ali o corpo com o preciso mírron e as substâncias aromáticas, sendo, por isso chamada de Portadora de Mirra [Mirófora]. O sepultamento de Jesus foi realizado às pressas, já que era sexta-feira e, em poucas horas, ao anoitecer, deveria ter início a celebração da Páscoa judaica. Read the rest of this entry »
21 de Julho: Santos Simão, o «Louco por Cristo», e João
Estes santos eram naturais de Odessa, e viveram na época do rei Justino, o Jovem. Eram dois jovens devotos, unidos por uma forte e fraterna amizade. Certa vez, foram à Jerusalém, em peregrinação à Terra Santa. Movidos de grande emoção com tudo o que viram e sentiram, abandonaram tudo e ingressaram no Monastério de Santo Erasmo, cujo Abade, naquela época, era São Tikon. Lá permaneceram até sete dias depois que foram tonsurados monges, quando decidiram então partir para o deserto. Lá permaneceram completamente isolados, vivendo uma vida de muita austeridade, de oração e jejum, por quarenta anos. Certo dia, Simão sugeriu a João que deixassem o deserto para pregar o Evangelho às pessoas nas cidades, recordando as palavras do apóstolo São Paulo: «Que ninguém procure satisfazer aos seus próprios interesses, mas os do próximo». Não conseguindo, porém, convencer João, manteve-se em sua decisão e, após despedir-se de seu irmão espiritual, seguiu para Jerusalém, onde pregou a Palavra de Deus e, com sua pregação, iluminou muitos dos habitantes da Judéia e aos sectários. Por meio de sua oração, muitos foram os que alcançaram a cura de suas enfermidades. Mais tarde, Simão retornou para Odessa, sua cidade natal, onde passou o resto de seus dias dedicando-se ao cuidado e amparo dos doentes, a tal ponto que era chamado de «louco». Tendo oferecido tudo o que possuia para ajudar aos mais necessitados, morreu, mais tarde, completamente pobre.
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20 de Julho: Santo Elias, Profeta
O profeta Elias nasceu em Tisbé, sudeste da Terra Santa, e foi contemporâneo do rei Acab e da rainha Jezebel. Morreu depois deles, julgando-se que ainda vivia no ano 850 antes de Cristo. Era da Tribo dos Levitas, da geração de Aarão. Algum tempo antes de seu nascimento, o reino Hebreu se dividiu em duas partes: o Reino Judeu e o Israelita. O primeiro ficou com as Tribos de Judas e Benjamim, sendo a sua capital, a cidade de Jerusalém. Ocupava a região do meio-oriente, da Terra Santa. O reino de Israel estava na região setentrional e ficou com as outras 10 tribos, sendo sua capital a cidade de Samaria.
Nos tempos do Profeta Elias, o povo hebreu que habitava o reino de Israel começou a se distanciar da sua fé e a venerar os ídolos pagãos, como Baal entre outros mais. Durante o reinado do rei israelita Ajab (877-854 antes de Cristo), Elias se viu chamado a servir a Deus como seu Profeta, convertendo-se num fervoroso defensor da verdadeira fé.
Assim, o Profeta Elias buscou convencer o ímpio rei Ajab a renegar os ídolos e aderir ao verdadeiro Deus, mas o rei não quis ouvi-lo. O profeta então predisse que, durante três anos, Israel não veria nem a chuva nem o orvalho, e que a seca e a fome se abateriam sobre Israel. Retirou-se depois para um lugar afastados nas proximidades de um riacho e, neste lugar, era alimentado por um corvo. Ao cabo de um ano, o arroio secou e Elias se dirigiu a Serepta de Sidón, ao norte da Terra Santa lá se estabelecendo na casa de uma pobre viúva. Mesmo carecendo de alimentos, com sua última porção de azeite e farinha preparou-lhe uma refeição. Depois disso, graças às orações que o Profeta dirigiu a Deus, nunca mais faltaram na casa da pobre viúva a farinha e o azeite e, por muito tempo, pode alimentar seu filho e seu hóspede. Quando a viúva de adoeceu repentinamente e faleceu, o Profeta a trouxe de volta à vida (3Reis 17). Read the rest of this entry »
19 de Julho: Santa Macrina, a Jovem Virgem
Macrina era a mais velha dos dez filhos de São Basílio Maior [São Basílio Maior era pai de São Basílio, o Grande, irmão de Santa Macrina e Santa Emelia]. Nascida em Cesaréia da Capadócia, por volta do ano 330, Macrina foi educada com especial esmero por sua mãe que lhe ensinou a ler e acompanhava cuidadosamente suas leituras. O livro da Sabedoria e os Salmos de Davi eram as suas obras preferidas, mas, nem por isso, descuidava de suas tarefas domésticas e de seu trabalho de fiação e costura. Aos doze anos, foi prometida em casamento, mas tendo seu noivo morrido repentinamente, Macrina recusou-se a aceitar qualquer outra proposta de casamento para dedicar-se a ajudar sua mãe na educação dos irmãos mais jovens. São Basílio, o Grande, São Pedro de Sabaste, São Gregório de Nissa e os outros irmãos de Macrina, aprenderam dela o desprendimento das coisas deste mundo, o temor à riqueza e o amor à oração e à Palavra de Deus. Diz-se que São Basílio teria retornado de seus estudos um tanto quanto envaidecido, e que sua irmã lhe teria ensinado a humildade. Macrina foi «pai, mãe, guia, mestra e conselheira» de seu irmão mais novo, São Pedro de Sebaste, pois o pai, São Basílio, o Maior, morreu pouco depois do nascimento de seu último filho. Depois da morte do pai, São Basílio instalou sua mãe e sua irmã numa casa às margens do rio Íris. Ali as duas mulheres, mãe e filha, se entregaram exclusivamente à prática de uma vida ascética, juntamente com outras companheiras. Read the rest of this entry »
18 de Julho: São (Abba) Pambo, eremita no Egito (374? 386?)
São Pambo foi um dos fundadores do conjunto de monastérios do deserto de Nitria, no Egito. Em sua juventude, foi discípulo de Santo Antônio, o Grande, companheiro dos grandes padres, Santo Isidoro e os dois Makarios, instrutor de Dióscoro e Anion, Eusébio e Eutímio, os «irmãos altos» que foram perseguidos por apoiarem o origenismo. Quando o perseguidor dos «irmãos altos», Teófilo de Alexandria, reprovou Pambo por ele não ter informado o arcebispo sobre os fatos, respondeu ironicamente: «Se não és capaz de interpretar o meu silêncio, tampouco entenderias o que dissesse com minhas palavras.» Pambo, como os demais monges de Tebaida, dedicava-se a tecer esteiras com folhas de palmeira, praticava prolongados jejuns e outras severas mortificações, consagrando-se exclusivamente à oração durante longos períodos de tempo. Era de aparência tão majestosa que ninguém fixava o olhar nos trapos com os quais se vestia, e que eram recolhidos do que era descartado pelos demais. Destacava-se, particularmente, pelo domínio que tinha da língua e que se manifestava tanto no silêncio como no falar. Como sempre ponderava muito antes de pronunciar qualquer palavra, o que dizia soava às vezes, a quem não o conhecesse, um tanto indelicado.
17 de Julho: Santa Marina, Mártir
Santa Marina nasceu em Antioquia (na Ásia Menor, atual Turquia). Seu pai era sacerdote pagão. Através de sua «mãe de leite», Santa Marina conheceu a fé cristã. Isto, no tempo em que o imperador Diocleciano (284-305) iniciou uma perseguição contra os cristãos. Por isso, muitos cristãos tiveram de se esconder em cavernas ou nos desertos. Ao completar 12 anos, Marina se batizou. Ao tomar conhecimento disso, seu pai a renegou.
Um dia, quando Marina já tinha 15 anos, encontrava-se pastoreando algumas ovelhas. Passou por este lugar o governador da região e, fascinado pela beleza da jovem, a pediu em casamento. Marina não escondeu que era cristã e, então, o governador a entregou aos cuidados de uma nobre mulher, na esperança de que esta pudesse convencê-la a abandonar sua fé. Marina, porém, manteve-se firme, negando-se a oferecer sacrifícios aos ídolos pagãos. Read the rest of this entry »
16 de Julho: São Fausto
São Fausto viveu nos anos do imperador Trajano Décio (249-251), um cruel perseguidor dos cristãos. Nestes difíceis tempos de perseguição, exílios, prisões, martírios e mortes, São Fausto, um espírito valente e pacífico, proclamava o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo por onde andava. Não tardou a ser perseguido e preso e, depois, condenado à crucifixão. Este cruel e duro castigo ele suportou com admirável integridade. Seu martírio se estendeu por cinco dias quando, finalmente, bendizendo e dando graças a Deus, São Fausto entregou o seu espírito.
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15 de Julho: Santos Kirikos e sua mãe Julieta
Santa Julieta era uma cristã natural de Lacônia. Ficando viúva, assim permaneceu, vivendo uma vida de absoluta dedicação à educação piedosa de seu pequeno filho Kirikos. Quanto teve início a perseguição aos cristãos por Diocleciano, Julieta tomou seu filho, mudando-se para outra cidade distante dali, para estar a salvo das perseguições. No entanto, a mão do tirano não tardou em chegar aonde se encontravam e, novamente, tomando seu filho nos braços, foi para Taurus na Cilícia. O governador Alexandre, inteirando-se sobre Julieta, ordenou que a detivessem imediatamente. Logo, por diversas vezes buscou persuadi-la a abandonar sua fé e aderir a idolatria. Ao perceber, porém, que fracassara em seu intento, tomou fria e brutalmente de seus braços o menino, atirando-o com força por sobre uma escada, o que resultou na fratura de sua cabeça e conseqüente morte instantânea. Ao assistir tal desgraça, a mãe, angustiada e desesperada, lhe disse: «Governador, do mesmo modo como quebraste a cabeça de meu filho, tua falsa religião se quebrará. Enfurecido por estas palavras, o tirano, depois de torturá-la, decapitou Julieta. Isto aconteceu por volta do ano 296.
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14 de Julho: Santo Áquila
Santo Áquila, natural de Ponto, na Ásia Menor, era judeu produzia tendas para o comércio. No ano 52, ele e sua esposa Priscila estavam em Corinto onde se encontrava o Apóstolo São Paulo. Eles ofereceram hospitalidade ao Apóstolo que, aceitando, permaneceu com eles durante muitos dias, dispondo-se, inclusive a ajudá-los no trabalho (At 18, 2-3). E, aderindo à fé cristã através de São Paulo, eles o seguiram, desde aquele momento, trabalhando junto com ele e enfrentando todos os perigos e riscos por pregarem o Evangelho de Cristo, como o próprio São Paulo declara em sua Epístola aos Romanos, quando afirma: «Saudai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus; pela minha vida eles expuseram as suas cabeças. E isso lhes agradeço, não só eu, mas também todas as igrejas dos gentios» (Rm 16,3-4).
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13 de Julho: Arcanjo Gabriel
Os Anjos são superiores ao homem em sua força espiritual sendo, porém, limitados em sua sabedoria – só Deus é onipotente e onisciente. Nosso Senhor Jesus Cristo falou muitas vezes sobre dos Anjos. Segundo ele, os Anjos levaram a alma do mendigo Lázaro ao seio de Abraão (Lc 16,22) Nas Escrituras Sagradas alguns Anjos possuem nomes próprios: o nome Gabriel significa «Força de Deus». É mencionado pelo Profeta Daniel e também pelo Evangelista São Lucas (Dn 8,16; 9,21 e Lc 1,19-26). O nome do Arcanjo Miguel é mencionado pelo profeta Daniel, pelo apóstolo Judas e pelo Apocalipse (Js 5,13; 12,1, Jd 7-8). O nome Miguel, em hebraico, significa «Quem, senão Deus?» Nas Escrituras ele é chamado de «Chefe do Exército do Senhor» e é representado como o principal guerreiro contra o diabo e seus servidores, portando, normalmente, uma espada de fogo na mão. O Arcanjo Gabriel é representado nas Sagradas Escrituras como o Mensageiro do mistério divino, portando um ramo do paraíso em sua mão. São nomeados ainda, nas Sagradas Escrituras, três Anjos: Rafael, que significa «Ajuda de Deus (Tb 3,16; 12,12-15); Uriel – «Fogo de Deus» (3Esd 4,1; 5,20); Selafiel – «O que ora a Deus» (3 Esd 5,16).
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12 de Julho: Santos Proclo e Hilário, mártires (c. 110)
Estes santos viveram nos anos do imperador Trajano (98-117). Eram originários de uma aldeia próxima de Anquira, chamada Kalipi. Proclo era tio de Hilário, e estavam unidos, não somente por laços sanguíneos, mas também pelo amor a Cristo. Trabalharam intensamente na edificação de uma vida espiritual melhor e, assim, poder iluminar aos judeus e idólatras. As incansáveis atividades dos santos era do conhecimento de todos naquela região e, chamando a atenção do governador Máximo que, então, ordenou que Proclo fosse encontrado e aprisionado. Logo, após um breve julgamento, Proclo foi condenado à morte. Quando era conduzido pelas ruas da cidade para ser executado, Hilário aproximou-se dele, beijou sua cabeça e confessou que também ele era um cristão. Os guardas, após executarem Proclo com flechas, decapitaram, portanto, Hilário.
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11 de Julho: Santa Olga, Igual-aos-apóstolos
No ano 862, os eslavos de Novgorod chamaram Riurik para que assumisse seu governo. Dois de seus companheiros, Ascold e Dir, deixaram Novgorod rumo ao Sul do país em busca de fortuna. Às margens do rio Dnieper, avistaram a cidade de Kiev e a conquistaram. De Kiev, no ano 866, partiram para Constantinopla. O imperador Miguel III e o Patriarca Fócio, depois do ofício de Vésperas na Igreja de Vlajern, saíram em procissão às margens do rio Bósforo, elevando a Deus as suas orações. Durante a procissão, as vestes da Virgem submergiram nas águas do Golfo. O mar, até aquele momento tranqüilo e calmo, agitou-se de repente, destruindo as embarcações russas. Muitos deles pereceram. Os que puderam voltar a salvo para as suas casas ficaram muito impressionados com aquilo, que receberam como um castigo de Deus. (Foi este acontecimento que deu origem à comemoração do Manto da Mãe de Deus). Read the rest of this entry »
10 de Julho: Os Santos 45 Mártires de Nikópolis
Estes santos foram martirizados no início do século 4º, na época do imperador Licínio, na cidade de Nikópolis, na Armênia. Entre eles, encontravam-se Daniel, Mauricio, Antonio e Leão, os mais conhecidos e líderes espirituais do grupo. Após tomarem conhecimento de um decreto contra os cristãos publicados por ordem do imperador Licínio, os Santos Mártires se apresentaram diante do imperador e confessaram sua fé. Licínio, depois de escutá-los, interrogou-lhes por que não adoravam aos deuses (pagãos), ao que responderam: «Cristo nos ensinou a não prestarmos adoração a deuses que não existem». Ouvindo a resposta, Licínio ordenou que amarrassem pés e mãos e conduzissem todos à prisão, privando-os de água e pão. Os Santos passaram a noite em oração, dizendo: «Abençoa-nos, Senhor, Rei glorioso, porque Tu és a Vida verdadeira, oferecida em sacrifício por nós, pecadores, Tu que és o Filho do Deus verdadeiro; concede Senhor, que de tal modo estejamos unidos, que nos tornemos uma só alma, e assim possamos testemunhar a Ti; e que, juntos, possamos empreender a viagem ao Reino de Deus!» Na manhã seguinte, Licínio ordenou que fossem trazidos à sua presença. Perguntou-lhes, então, se haviam se arrependido de sua posição de não adorar aos deuses pagãos. Eles, num só coração e a uma só voz responderam: «Somos cristãos». Movido de ódio o imperador ordenou que lhes cortassem as mãos e os pés e, depois, foram todos lançados ao fogo. Assim, unidos pela mesma fé no mesmo sentimento, foram dignos de receber o título de Mártires de nossa Santa Igreja.
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Trad.: pe. André
09 de Julho: São Pancrácio, Bispo e Mártir
Era natural de Antioquia e viveu na época dos apóstolos. Ainda jovem, foi com seus pais à Jerusalém e lá se batizou. Logo após a morte de seus pais, Pancrácio desejava dedicar-se de alma inteira a Cristo e à propagação de seu Evangelho. No entanto, como fazê-lo se herdara toda a riqueza de seus pais? A resposta Pancrácio encontrou nas próprias palavras do Senhor: «Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!» (Mt 19:21) De fato, Pancrácio pôs em prática esta exigência: libertou os escravos, repartiu todos os bens com os pobres e, livre de todas as preocupações existenciais, dedicou-se exclusivamente à propagação da Palavra do Evangelho. Seguiu São Pedro e São Paulo em Antioquia e em Kilikίa encontrou o Apóstolo São Paulo que lhe nomeou bispo de Tabromenίu na Siscilia. São Pancrácio foi notável neste cargo, destacando-se por suas virtudes como um perfeito pastor, ensinando e servindo com amor seus fiéis. Com sua pregação, à luz do conhecimento de Deus, chamou a atenção do povo que o escutava. Muitos, convertidos à fé cristã através de suas pregações, passavam a segui-lo, inclusive o soberano do lugar, de nome Bonifácio. Fundou neste lugar um santo templo para o culto cristão. No entanto, sua notabilidade chamou a atenção dos judeus e idólatras que, movidos pela inveja de seu trabalho evangélico, mataram Pancrácio enquanto este orava por eles.
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Trad.: pe. André
08 de Julho: São Procópio, Mártir
São Procópio foi o primeiro dos mártires da Palestina. Era um homem cheio da graça divina que, desde menino cultivou-e casto, exercitando-se na prática das virtudes. De tal modo exercia domínio sobre o corpo, a ponto de convertê-lo, por assim dizer, num cadáver. Porém, a força que sua alma encontrava na palavra de Deus dava vigor ao seu corpo. Sobrevivia a pão e água, alimentando-se somente a cada dois ou três dias. Em certas ocasiões prolongava seu jejum por uma semana inteira. A meditação da palavra de Deus absorvia sua atenção dia e noite, sem a menor fadiga. Era amável e bondoso, mas se considerava o último dos homens, e a todos edificava com suas palavras. Concentrava seus estudos na Palavra de Deus e tinha apenas algum conhecimento das ciências profanas. Nasceu em Aelia (Jerusalém), mas residia em Escitópolis (Betsán), onde desempenhava três cargos eclesiásticos. Lia e traduzia a língua síria e expulsava os maus espíritos através da imposição de mãos. Read the rest of this entry »
07 de Julho: Santa Kiriaki, a Grande Mártir
Santa Kiriaki (Dominga, em português), era filha de Doroteo e Eusébia. O casal não tinha filhos, e pedia insistentemente a Deus que lhes concedesse um. Deus ouviu seus rogos e Eusébia concebeu uma filha. A menina nasceu num domingo, e por isso lhe deram o nome de Kiriaki (Dominga, em português). Durante a perseguição de Diocleciano, seus pais foram presos e, em seguida, submetidos a interrogatório, torturados e decapitados pelo Duque Loisto. Kiriaki foi levada ao César Maximiano e, dali, para o soberano de Bizínias, Ilariano, que lhe disse que a sua beleza era para prazeres e não para torturas. Kiriaki respondeu então prontamente: «Nem à minha juventude, nem à minha beleza eu dou a menor importância; as mais brilhantes coisas deste mundo são passageiras como as flores, e vazias como as sombras. Hoje eu sou bela, amanhã serei uma velha cheia de rugas e feia. Porque faria eu então, de minha beleza o centro da minha vida? Que valor terá na sepultura que a espera? Pensaste, pois, que eu poderia ser tão inconsciente de perder meu eterno esplendor para permanecer um pouco mais aqui na terra? Portanto, eu te repito: sou e serei, na vida e na morte, uma cristã». Furioso Ilariano a torturou duramente e ordenou sua decapitação. Antes, porém, que a espada a tocasse, rezando, ela entregou sua alma ao Senhor.
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Trad.: Pe. André
06 de Julho: São Sisoé, o Grande
São Sisoé, que viveu no século V, foi um monge no deserto do Egito onde brilhou por sua espiritualidade, suas qualidades intelectuais, humildade e filantropia. Seu nome se propagou rapidamente entre os fiéis, e recorriam a ele para pedir sua benção e buscar seus conselhos espirituais. Abaixo, alguns de seus ensinamentos:
Um irmão, ao ter sido maltratado, levantou-se e veio ao Pai Sisoé e disse: «Meu irmão me maltratou e eu quero vingar-me». Então, o pai Sisoé lhe suplicou: «Não, meu filho, isto não cabe a ti, mas a Deus!» Mas ele insistiu: «Não descansarei até que me vingue dele». Então o pai Sisoé lhe disse: «Vem, vamos rezar juntos!» E começou a dizer: «Senhor, já não necessitamos mais de tua Providência, nem de teu cuidado para conosco; já não és o nosso auxílio, pois este nosso irmão quer depender de si próprio, seguir sua própria vontade e vingar-se de seu irmão». Ao ouvir isso, o irmão caiu aos pés do pai e lhe disse: «Perdoe-me, pai, pois já não quero a vingança».
05 de Julho: Santo Atanásio, o Athonita
Santo Atanásio foi o organizador dos monastérios no Monte Athos (situado num prolongamento da Península Calcídica, da qual se desprendem três faixas montanhosas que adentram no Mar Egeu). Nasceu em Trebizonda, por volta do ano 920, filho de um Antioquino e recebeu no batismo o nome de Abraão. Fez seus estudos em Constantinopla, onde se tornou professor. Enquanto exercia nesta cidade o ofício de professor, conheceu São Miguel Maleinos e seu sobrinho Nicéforo Focas. Este último tornou-se, mais tarde, seu protetor, ao ocupar o trono imperial. Abraão tomou o hábito no monastério que São Miguel dirigia, em Kimina de Bitínia, recebendo o nome de Atanásio. Ali viveu até o ano 958, mais ou menos. O monastério de Kimina era uma «Laura», isto é, uma série de celas isoladas, construídas em torno de uma igreja. Quando morreu Miguel Maleinos, Atanásio, prevendo que seria eleito abade, fugiu para o Monte Athos. Ali Deus reservava para ele uma responsabilidade ainda mais pesada que o ofício de abade do qual tinha fugido. Vestido como um rude camponês e com o nome de Doroteo, Santo Atanásio se retirou para uma cela na proximidade de Karyes. Mas seu amigo Nicéforo Focas não demorou a descobri-lo. O imperador Nicéforo, que estava prestes a empreender uma expedição contra os sarracenos, Atanásio pediu a Atanásio para acompanhá-lo nesta viagem e que o apoiasse nesta empreitada com a sua benção e orações. Read the rest of this entry »
04 de Julho: Santo André de Creta, Arcebispo de Gortina
André nasceu em Damasco, em meados do século VII. Apesar da eloqüência que possuía na sua idade madura, conta-se que até o momento da sua primeira comunhão, que recebeu aos sete anos, quase não falava. Aos quinze anos de idade, mudou-se para Jerusalém, razão pela qual recebe, algumas vezes, o título de Santo André de Jerusalém. Nesta cidade se tornou monge no Monastério de São Savas, e no Monastério do Santo sepulcro recebeu as ordens menores do leitorado e do subdiaconato. No ano 685, o Patriarca de Jerusalém, Theodoro, o enviou à Constantinopla para reiterar a adesão de sua Igreja ao Sexto Concílio Ecumênico da Igreja que acabava de condenar a heresia monotelita. Santo André ficou em Constantinopla e lá foi ordenado diácono da Grande Basílica, recebendo também o encargo de cuidar de um orfanato e de um asilo para os idosos. Pouco tempo depois, devido às suas qualidades de caráter e suas habilidades, foi eleito arcebispo de Gortina, sede metropolitana de Creta. Ali se deixou envolver na última onda monotelista.
03 de Julho: Santo Anatólio, Patriarca de Constantinopla
São Flaviano morreu como conseqüência dos maus tratos que havia recebido na assembléia conciliar de Éfeso. Anatólio, que foi eleito para sucedê-lo na sede de Constantinopla, foi consagrado pelo monofisita Dióscoro de Alexandria. Santo Anatólio, que era de Alexandria, tinha se destacado durante o Concílio de Éfeso como adversário do nestorianismo. Pouco depois de sua consagração episcopal, Santo Anatólio reuniu um sínodo, em Constantinopla, no qual ratificou solenemente a carta dogmática («o Tomo»), que São Leão tinha enviado a São Flaviano, encaminhando uma cópia desta carta a cada um dos seus metropolitanos, bem como uma condenação à Nestório e Eutiques, para que as assinassem. Logo depois, comunicando-se com o Papa, de sua ortodoxia expressou seus protestos, e pediu-lhe que o confirmasse como o legítimo sucessor de Flaviano. São Leão concordou, não sem antes observar que o fazia mais por «misericórdia do que por justiça», uma vez que ele, Anatólio, havia aceitado a consagração episcopal das mãos do herege Dióscoro No ano seguinte, no grande Concílio de Calcedônia que definiu a doutrina ortodoxa contra o monofisismo e nestorianismo, Santo Anatólio desempenhou um papel de grande importância neste Concílio, morrendo no ano 458 d.C.
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