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11 de maio: São Cirilo, Bispo († 869) – pontífice-doutor e São Metódio, Metropolita da Morávia († 885) – pontífice-doutor, apóstolos dos Eslavos, padroeiros da Europa, iguais-aos-apóstolos.
Iguais-aos-apóstolos na sua conduta Epístola [2Tim 2, 1-10]Leitura da Segunda Epístola dop apóstolo São Paulo a Timóteo Evangelho [Jo 15, 9-16]Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo segundo o Evangelista São João
«Êmulos dos Apóstolos e Mestres dos países eslavos, (Tropário da Festa - (4º Tom)) O Minéon do mês de maio registra a festa dos dois irmãos no dia 11. Essa data é importante especialmente para os povos eslavos. Mas, sendo o costume, ainda bastante difundido no Oriente, de usar para a liturgia o Calendário Juliano, atrasado de 13 dias em relação ao gregoriano, mais conhecido e adotado universalmente, tal data, na realidade, vem a coincidir com o nosso 24 de maio. É uma data já arraigada na consciência popular ao ponto que, mesmo naquelas regiões em que foi adotado oficialmente o calendário do "novo estilo”, os fiéis bizantinos preferem manter a antiga data do 24 de maio. É possível avaliar quanto temos afirmado acima ao constatar o afluxo das muitas delegações (por exemplo, as da Bulgária) que, para honrar os "Mestres dos Eslavos”, em Roma, a cada ano, nesse dia, se dirigem à basílica de São Clemente onde se conservam as relíquias dos santos Cirilo e Metódio. A herança cultural deixada por eles é, de fato, ampla e reconhecida ao ponto que, em alguns países balcânicos, enquanto 25 de dezembro é um dia de trabalho, o aniversário dos dois santos é também festa civil, portanto feriado. Com insistência os textos litúrgicos convidam a celebrar os irmãos «iluminadores» dos povos eslavos, salvos com a luz da Trindade e de Cristo, «fontes do conhecimento divino, mediante as Escrituras» traduzidas por eles e que ainda hoje «estando na presença de Deus fervorosamente intercedem» por aqueles que os invocam. Os textos dos hinos litúrgicos resumem os principais dados biográficos dos dois santos que de Constantinopla foram enviados, num primeiro momento somente Cirilo, aos árabes (Agarenos), depois os dois juntos, aos Khazares da Criméia e, em seguida, para a Grande Morávia, que se tornou o campo específico de sua obra evangelizadora. Em outros textos, ao invés, se hesita sobre as características pessoais de cada um. Pelo próprio das Vésperas chegamos a saber que Metódio, irmão mais velho, por primeiro se consagrou a Deus na vida monástica em Olimpo, na Bitínia. Ele foi: «Habitante do deserto, e persistindo no silêncio, enriqueceu de frutos a sua alma», «tendo desprezado os bens do mundo por amor de Cristo, com o hábito angélico lutou na milícia do Rei celestial e tornou-se pura morada de oração». Cirilo, ao invés, «tendo escolhido desde a infância a sabedoria como própria companheira, usou os talentos que Deus lhe dera para a sua glória», «dotado de palavras áureas alcançou uma altíssima sabedoria,aquo», tornando-se «fonte vivificante de espiritual conhecimento para dessedentar a aridez dos povos eslavos». É sabido que os nomes dos dois irmãos são monásticos e, segundo a tradição, começam com a mesma letra do nome de batismo: Constantino, desde cedo apelidado de Filósofo, tornou-se em seguida o monge Cirilo. Os dois irmãos «que conduziram até Cristo os povos eslavos, iluminando-os com seus ensinamentos» são celebrados em conjunto em 11 de maio. Porém as mais recentes edições dos livros litúrgicos eslavos trazem os textos completos dos Ofícios próprios, também no aniversário de morte de cada um deles. Os livros litúrgicos bizantinos dão aos dois santos a qualificação de «iguais-aos-Apóstolos e primeiros Mestres dos povos Eslavos». A primeira atribuição é reservada a pouquíssimos e a segunda é exclusiva dos santos Cirilo e Metódio. Está crescendo muito o interesse pelos dois santos por parte dos cristãos do Oriente, também fora da área eslava. Em Salonica, sua pátria, alguns anos atrás, foi construída uma bela igreja ortodoxa dedicada aos dois irmãos. Ali já se realizaram congressos internacionais de estudos cirilo-metodianos. Entre os católicos, foram publicados importantes documentos pontifícios sobre os santos irmãos: desde a carta apostólica Grande Múnus do papa Leão XIII (1880) que introduzia a festa litúrgica dos santos Cirilo e Metódio no Ocidente, até aos discursos e a Encíclica do «papa eslavo», João Paulo II. Sejam bem-vindas as comemorações dos santos Cirilo e Metódio celebradas pelas diversas tradições litúrgicas. Elas nos ajudarão a entender a unidade da Europa do Atlântico aos Urais e a herança cristã comum, visível no relacionamento entre as culturas gregas, eslavas e latinas. Ademais, os dois santos irmãos evangelizadores, sustentados por Constantinopla e Roma, poderão ser nossos guias e intercessores para a reaproximação ecumênica. Fonte: DONADEO, Madre Maria, O Ano Litúrgico Bizantino.
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