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14 de Setembro: |
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«Exaltação da Santa,
Venerável Issodikon Exaltai ao Senhor, nosso Deus Salva-nos, ó Filho de Deus, Apolitikion (1º Tom) Salva, Senhor, o teu povo Kondakion (4º Tom) Tu, ó Cristo Deus,
que, voluntariamente, foste erguido na Cruz, Trisagion †Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos †Glória ao Pai... E glorificamos a tua santa Ressurreição. †Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos Prokimenon Exaltai ao Senhor, nosso Deus O Senhor reina, alegrem-se os povos; Epístola [1Cor 1, 18-24] Leitura da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios
Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Lembra-te do teu povo que elegeste há tanto tempo; Deus, que é nosso Rei antes dos séculos, Evangelho [Jo 19, 6-11ª; 13-20; 25-28ª; 30-35ª] Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João
Hirmos Ó Mãe de Deus, tu és o paraíso místico, Kinonikon Gravada está sobre nós, Senhor, OBS.: a). Em vez de «... Vimos a verdadeira luz» canta-se o apolitikion do dia. PROCISSÃO E ADORAÇÃO DA SANTA CRUZ Este ofício tem sua origem nos costumes antigos da Igreja. Era feito no fim da Grande Doxologia das Matinas, antes de iniciar a Santa Liturgia. Hoje em dia, nas maiorias das igrejas, é comum celebrá-lo ao fim da Divina Liturgia, depois da Apólissis. Os cantores entoam o "Santo Deus ..." segundo o "tom lento" enquanto o sacerdote incensa a cruz colocada sobre o altar (a cruz manual ou outra, do mesmo tamanho) que, levantando-a, põe em uma bandeja com palmas e flores e sai pela porta norte precedido pelos ceroferários, turiferário e cantores. O diácono (ou um ajudante) irá incensando a cruz durante toda a procissão que seguirá circulando a Igreja. Finalmente, coloca-se diante do iconostase e, de frente para uma pequena mesa revestida por uma toalha branca, faz em torno dela três voltas e detendo-se diante da mesa e voltado para o Oriente, diz:
«A Festa da Exaltação da Santa Cruz»
Destruirei a sabedoria dos sábios, e inutilizarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde o douto? Onde o sofista deste mundo? De fato, como o mundo através de sua própria sabedoria não conheceu Deus na divina sabedoria, quis Deus salvar os crentes através da necessidade da pregação. Assim, enquanto os judeus pedem sinais e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado: escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas para os chamados, tanto judeus quanto gregos, um Cristo, força de Deus e sabedoria de Deus. 1 As palavras do apóstolo Paulo, lidas na solenidade da Exaltação da veneranda e santificadora Cruz, marcam o sentido inequívoco que, desde o princípio, tivera para os cristãos o patíbulo dos malfeitores, que era a cruz. Por que, pois, estranhar-se que a Igreja a tenha considerado objeto de culto particular? Romano o Melode, imaginando um diálogo entre o diabo e o inferno, põe na boca do primeiro as palavras: Belial, é tempo de abrires o ouvido. A hora presente far-te-á ver o império da Cruz, e o grande poder do Crucificado. Para ti, a Cruz não é senão loucura; porém toda a Criação a considera como um trono desde que, nela cravado, escuta Cristo como juiz em atividade. 2 A forma de cruz das igrejas antigas, inclusive hoje nas de tradição bizantina, evoca a virtude ou força da ação redentora desse sinal. A Cruz defende a todos do maligno e de seus ataques. Os marcados com o sinal de Cristo têm a esperança confiante de entrar no paraíso. 3 Nas igrejas bizantinas, atrás do altar e no ponto mais alto do Iconostase, destaca-se a Crucifixão, 4 com o objetivo de que, de qualquer ponto do templo e a todo momento, possa atrair o olhar dos fiéis para a Árvore da Vida, plantada no novo paraíso universal, frondosa e muito mais honorável que a do Éden. 5 De modo que, instruídos sobre a adoração da Cruz, feita de matéria comum, rendamos nossa adoração, não à matéria, mas àquele nela crucificado.6 Após ter degustado a morte sob a árvore proibida, Adão volta à vida sob a árvore da Cruz. Pode, Senhor, de agora em diante saborear de novo as delícias do paraíso. Em Adão está representada toda a linguagem humana, pelo que, também nós, gozamos de idêntico benefício, pois, como outro paraíso, a Igreja possui atualmente uma árvore da vida: a Cruz vivificadora de Cristo. Saboreando seu fruto, alcançamos a imortalidade.7 Além dessas citações, por assim dizer externas, são vários os Ofícios que recordam a importância da Cruz na economia de nossa salvação. O ciclo litúrgico semanal dedica-lhe a Sexta-feira; e cada dia, na liturgia das Horas, a Hora Nona, que foi a da morte na Cruz. 8 Encontramos, além disso, no calendário, algumas festas dedicadas à Cruz ou nas quais se celebra o mistério: umas são móveis, outras fixas. 9 As festas móveis são: a) A grande Sexta-Feira Santa. No Ofício da Paixão, e cantando o hino:
Leva-se processionalmente a Cruz, depositando-a depois no centro da nave para que possa ser venerada pelo clero e o povo fiel. 11 b) Terceiro Domingo da Quaresma. Denomina-se, por isso, Domingo da Adoração da Cruz. Trata-se de uma festa tipicamente constantinopolitana, que teve origem no translado de uma relíquia insigne da Cruz para a capital do Império. Segundo alguns liturgistas, tal festa tinha nascido relacionada com a reposição da verdadeira Cruz de Jerusalém pelo imperador Heráclio, no dia 21 de março de 631, após tê-la resgatado dos persas, que a tinham roubado como despojo de guerra. 12 A cerimônia litúrgica segue o seguinte programa: no sábado, após as Vésperas, translada-se a relíquia da Santa Cruz para o altar, onde fica exposta durante toda a noite. Os cânticos de Matinas compostos por Teodoro Studita (758-826), 13 vão expressando os temas da festa:
Terminadas as Matinas, o celebrante faz uma procissão na própria igreja, carregando a Cruz no alto para colocá-la finalmente na peanha diante do Iconostase. Vão todos se aproximando para adorar a sagrada relíquia, enquanto cantam:
A homilética sobre essa festividade insiste no seguinte: Hoje, mostra-se a Igreja de Cristo como novo paraíso: ao expor o santo madeiro da Cruz, antecipa a Paixão e a Ressurreição. 15 As duas solenidades móveis vêm coroadas de outras três fixas, com a ordem seguinte, no calendário bizantino: 16 a) A Exaltação 17 universal da veneranda e vivificadora Cruz, que se celebra no dia 14 de setembro e da qual falaremos mais extensamente. b) A memória da aparição celeste do sinal da Cruz, cuja celebração tem lugar no dia 7 de maio. Comemora-se, então, a aparição, no céu de Jerusalém, do sinal da Cruz quando era imperador Constâncio, filho de Constantino o Grande, durante o episcopado de São Cirilo de Jerusalém. A aparição deu-se precisamente no dia 7 de maio de 351, na terça-feira antes da Ascensão, pelas nove horas da manhã: foi visível durante muitas horas e para todos. Marcava no céu o espaço compreendido entre o Gólgota e o Monte das Oliveiras. 18 O caráter protetor e salvífico da Cruz, como determinante dessa festividade, vem sintetizá-lo a oração própria desse dia que assim diz: Abre-me os lábios, ó Rei dos séculos, ilumina minha mente e meu espírito, e santifica minha alma para poder, ó Verbo, louvar tua Cruz venerada; envia teu Espírito e instrui-me, de sorte que possa exclamar com amor:
c) A procissão da preciosa e vivificadora Cruz, que se celebra no dia primeiro de agosto. Tal como a que coincide com o Terceiro Domingo da Quaresma, também essa festa teve origem em Constantinopla. A relíquia da Cruz ia expondo-se em diversas igrejas, retomando ao palácio imperial a 14 de agosto; longa procissão estacional, pois, com demoradas estações nas várias igrejas. A finalidade era conjurar as enfermidades motivadas pelos calores estivais, por um lado, e santificar, por outro, as ruas da "cidade construída por Deus". 20 Um dos hinos da festa nos manifesta a profunda veneração de que era objeto nesse dia a Cruz do Senhor, assim como a confiança depositada nela:
E agora, após breve análise sobre as festas litúrgicas, nas quais as igrejas de tradição bizantina dedicam especial atenção à Cruz, detenhamo-nos para refletir sobre a festividade da Exaltação: A festa da "Exaltação Universal da preciosa e vivificadora Cruz" surge em Jerusalém. Lê-se em um discurso do monge Alexandre 21 sobre essa festividade que a imperatriz: Helena - mãe de Constantino, o Grande - assegurava ter tido uma visão celeste, na qual se ordenava ir a Jerusalém para descobrir os santos lugares durante tanto tempo ignorados (.. .). Ante a dúvida e as vacilações de não poucos, exorta todos a uma fervorosa oração. Logo vem a ser descoberto por aquele bispo o lugar da divina Paixão, onde se tinha colocado a estátua da impuríssima Vênus. Com a autoridade que lhe outorga seu cargo, a imperatriz mandou, então, destruir o templo do demônio. Feito isso, de imediato descobriu-se o sepulcro de Jesus Cristo, aparecendo, pouco depois, três cruzes. Após busca diligente, encontraram-se também os cravos. A imperatriz quis saber imediatamente qual das três cruzes era a de Jesus Cristo. Achando-se ali gravemente enferma, quase à morte, uma nobre dama, aplicando-lhe as cruzes, pôde-se saber, no mesmo instante, qual era a Cruz desejada, uma vez que, com a aplicação da Cruz de Jesus Cristo, tocada pela graça divina, ergue-se do leito a enferma completamente curada e glorificando ao Senhor em altas vozes (...). O imperador pede ao então bispo, Macário, que apresse a edificação das respectivas basílicas, enviando-lhe um arquiteto e grande soma em dinheiro, com a ordem expressa de que os sagrados edifícios (no Gólgota, em Belém, e no Monte das Oliveiras) se decorassem com o maior esplendor, de sorte que não houvesse nada igual no mundo. 22 No século V, o dia 13 de setembro é aniversário da dedicação das basílicas constantinianas. Segundo a peregrina Egéria, tinha-se determinado esse dia, alguns anos antes - talvez em 335 - por ser a data do descobrimento da Cruz. 23 Cirilo de Jerusalém, na XIII Catequese, que se realizara provavelmente em 347, diz textualmente:
A festa da Cruz, a 14 de setembro, difundiu-se rapidamente por todo o Oriente, eclipsando a comemoração da dedicação da basílica constantiniana. 25 Em Roma, no século VI, celebrava-se a Exaltação no dia 3 de maio. Posteriormente - no século VII - começou a apresentar-se o madeiro da Cruz à veneração do povo, no dia 14 de setembro. 26 O resgate da Cruz pelo imperador Heráclio em 631 não veio senão incrementar e consolidar um culto já amplamente difundido. As igrejas de tradição bizantina relacionaram a festa do dia 14 de setembro entre as do Senhor (despotika) - de primeira classe - e, portanto, entre as 12 grandes festividades litúrgicas. É precedida de uma vigília (preortia) e seguida de sete dias pós-festivos (meteortia), mais outro oitavo de despedida da festa (apodosis), que coincide com o dia 21 do referido mês de setembro. A celebração litúrgica, muito simples em si, tem seu ponto mais alto no gesto do celebrante, que podemos ver refletido no Ícone. Vejamo-lo em detalhes. No dia da festa, o celebrante, após pequena procissão, pára no centro da igreja; e levanta então, ao alto, a relíquia da Cruz. A assembléia faz, ao mesmo tempo, a mais simples de todas as orações e mais própria de uma criatura ante a misericórdia do Deus criador: "Piedade, Senhor!" Repete-se 100 vezes a oração. Repete o celebrante o gesto de elevar ao alto a Cruz, voltando-se para os quatro pontos cardeais, enquanto o povo reza, canta e exclama 100 vezes: "Piedade, Senhor!" Deposita-se depois a Cruz em um grande recipiente cheio de flores e coloca-se sobre um tetrapodium no centro da igreja. O Clero e todos os fiéis, prostrando-se de joelhos, vão adorando a Cruz e recebendo uma flor das que serviram de enfeite à relíquia. «Adoração da Cruz»Pôde-se observar como os hinos e toda essa exposição falam sempre de «adoração» da Cruz. Pela única razão de que muito rapidamente a Cruz veio a ser a imagem do Crucificado e da sua Ressurreição: dois aspectos distintos, porém, inseparáveis, de um só mistério. «Adoramos, Senhor, tua Cruz e glorificamos tua santa Ressurreição», é o tema mais comum dos hinos. Eis mais um exemplo do que foi dito:
Sobre o que deveriam ser tributadas as honras à Cruz, pronunciaram-se dois Concílios: No Concílio Quinissesto de 692, os Padres prescreveram que se rendesse à santa Cruz «a adoração em espírito, nos lábios e nos sentidos». 28 E no segundo Concílio de Nicéia (787), concretiza-se a natureza exata da referida adoração: à santa Cruz, como aos ícones, deve-se tributar «adoração honorífica», «não culto propriamente dito» reservado somente a Deus. Porque «a honra dirigida à imagem passa ao protótipo, e o que adora a imagem, adora a pessoa nela representada». 29 Os textos litúrgicos, homiléticos e epigráficos documentam como semelhante prescrição conciliar estava profundamente enraizada nos usos e costumes. 30 André de Creta (660-740), por exemplo, disse claramente: Nós adoramos a Cruz, uma vez que nela bendizemos ao Crucificado. 31 O mesmo atestam outros textos de origem mais humilde e, por isso, sem dúvida maiores expressões da verdadeira piedade dos fiéis. Seria bom exemplo a inscrição do século Vil, que faz falar assim à própria Cruz:
Notas: 1. 1Cor 1 18-23 2. Hino, n. 38 (SC), tr. 9. 3. Romano o Melode, Hino, n. 39 (SC), tr. 23. 4. Cf. Passarelli, G., Ícone da crucifixão (Iconostásio 9), AM edições, São Paulo (prelo). 5. Cf. Gn 2, 16; Êx 31, 8; Ap 2, 7, Passarelli, G., Macario Crisocefalo, l' omelia sullafesta dell'Ortodossia e Ia basilica di S. Giovanni di Filadelfia (OCA, 210), Roma, 1980, 161,20. 6. Passarelli, G., ibid., 169,41. 7. Da hinografia da festa. 8. . Cf. Mt 27, 45ss.; Lc 23,46. A hora que precede as Vésperas. A hora nona corresponde aproximadamente às 15 horas (3 p.m.). 9. Cf. Frolow, A., La Reiique de ia Vraie Croix. Recherches sur ie déveioppement d'un culte (AGC, 7), Paris, 1961; Bornert, R., "La céiébration de ia sainte Croix dans ie rire byzantin ", em La sainte Crou, La Maison-Dieu 75, 3 (1963), 92-108; Janeras, S., Le Vendredi-saint dans ia Tradition liturgique byzantine. Structure et Histoire de ses Offices (Studia Anselmiana, 99), Roma, 1988. 10. Trata-se de hino originário do século VII, cf. Bomert, 94; Janeras, 297. 11. Trata-se de costume melkita que tinha origem no Ofício estacional da Paixão hierosolirnitana, adotado oficialmente em Constantinopla pelo patriarca Sofrônio 11 em 1864 e hoje em uso entre os gregos. 12. O patriarca Nicéforo deixou-nos uma bem detalhada descrição da circunstância em que se restituíra a Cruz ao Santo Sepulcro. A relíquia estava guardada numa caixa lacrada. O clero examinou os lacres e, após comprovar que não se tinha violado, o bispo Modesto abriu a caixa com as chaves que se havia guardado. Prostrando-se todos, procedeu-se à cerimônia da Exaltação. Cf. Frolow, "La Vraie Croix et les expéditions d' Héraclius en Perse", em Revue des Études Byzantinesll (1953), 88-105; Grumel, y., "La reposition de Ia Vraie Croix à Jérusalem parHéraclius, lejouretl'année", em Byzantinische Forschungen 1 (1966), 139-149; Bornert, 99-101; Janeras, 298-299. 13. Legislador monástico, que viveu no célebre mosteiro de Studios em Constantinopla. Foi um dos mais insignes defensores do culto aos ícones. 14. Antigamente dizia-se: "Conhecei o Imperador", hoje substituído por "govemantes" ou por "Igreja". 15. PG 52,835 C. Repete-se a adoração na segunda-feira, na quarta-feira e sexta-feira, guardando a relíquia, a seguir, no tesouro do santuário. 16. O calendário bizantino, vigente ainda liturgicamente nas Igrejas desta tradição, começa a primeiro de setembro. 17. Cf.Jo 3, 14. 18. PG 33, 1169 A. 19. La croce nella Preghiera Bizantina, Bréscia, 1990,48. 20. Constantino VII, Profirogênito, Etlibra de tas Ceremanias, 11, 8 (PG 112, 1005 C-99A). 21. Não sabemos a época nem conhecemos outras obras desse autor. É talvez anterior ao século X. 22. Pennacchinni, P. C., Discorso storico dell'invenzione della Croce, deI monacoAlessandro, Grottaferrata, 1913,59-60; cf. Righetti, M., L'anno liturgico. Il breviario, Milão, 1969,343344. 23. Diario di viaggio, SC 296, 316-317. 24. PG 33, 775B. 25. A festa da Exaltação celebra-se no dia 14 de setembro pelos bizantinos, latinos, coptas e siro-jacobitas; no dia 13, pelos siro-nestorianos, e no domingo que tem lugar entre os dias 11 e 17 pelos armênios. 27. Ofício da Paixão, antífona 15. O recibo de nossa dívida é o título que aparece nas mãos de Cristo em diversos ícones. Veja se a propósito, por exemplo, CI 2, 14: "Cancelou a nota de dívida que tinha contra nós, a das prescrições com cláusulas desfavoráveis, e suprimiu-a cravando-a na cruz". Romano o Melode, Hinos, tr. 10: "Consente em deixar-se crucificar e destrói a nota de penhor, tu que vieste para chamar novamente Adão"; e tr. 11: "Espera tão-somente libertar-me da pesada dívida"(Hino, Akathistos). "Ele que perdoa as dívidas a todos os homens, querendo perdoar as antigas culpas, voluntariamente se entrega aos desertores de sua graça e, rasgando o quirógrafo do pecado, ouve a todos exclamar: Aleluia!" Para outras fontes, cf. Lampe, G. W. H., A pat.ristic greek Lexikon, Oxford, 1972, palavras Cheirographon e Proselio. Cf. Passarelli, Ícone da Mãe de Deus, (Iconostásio 1), AM edições (prelo). 28. Can 73 (Mansi, XI, 975). 29. Denzinger, H. A. e Schoenmetzer, A., Enchiridion Symbolorum, Barcinone-Friburgi Br. e Romae-Neo Eboraci 1977, n. 601. Cita-se, ali, São Basílio, Tratado sobre el Espiritu Santo, c. 18, par 45 (SC 17, 194). Acolheram-se nesse concílio os graus da "aproskynesis", que deve render-se a Deus, aos santos, às relíquias, aos ícones e aos imperadores, estabelecida por São João Damasceno. 30. Cf. Bomert, 106; Frolow, ob. cit., passim. 31. Homilia sobre ia Exaitación de ia Cruz, PG 97, 1033A. 32. Frolow, ob. cit., 48; Bome11, 106. No trabalho de Frolow podem ler-se muitos outros testemunhos. Fonte: PASSARELLI, Gaetano. O Ícone da Exaltação da Cruz. AM Edições «Assim é preciso que o Filho do Homem seja elevado, para que todo o que nele crê seja salvo» S. João Crisóstomo (cerca de 345-407), Homilia 1 «Sobre a Cruz e sobre o Ladrão» Hoje, nosso Senhor Jesus Cristo está pregado na Cruz e nós estamos em festa, para que saibais que a Cruz é uma festa e uma celebração espiritual. Outrora, a Cruz designava um castigo; agora tornou-se objeto de honra. Outrora símbolo de condenação, ei-la hoje princípio de salvação. Porque ela é para nós causa de bens sem conta: livrou-nos do erro, iluminou-nos as trevas, reconciliou-nos com Deus; tínhamo-nos tornado, para com Ele, inimigos e estrangeiros longínquos. Para nós, ela é hoje a destruição da inimizade, o penhor da paz, o tesouro de mil bens. Graças a ela, já não erramos nos desertos, porque conhecemos o caminho verdadeiro. Não ficamos fora do palácio real, porque encontramos a porta. Não tememos as armas inflamadas do diabo, porque descobrimos a fonte. Graças a ela, já não estamos na viuvez, pois encontramos o Esposo. Não temos medo do lobo, pois encontramos o bom pastor. Graças à Cruz, não tememos o usurpador, pois nos sentamos ao lado do Rei. Eis porque estamos em festa ao celebrarmos a memória do Cruz. O próprio São Paulo nos convida para a festa em honra da Cruz: "Celebremos esta festa", diz ele, "não com fermento velho, nem com o fermento da malícia e da perversidade, mas com os ázimos da pureza e da verdade" (1 Co 5,8). E ele explica-nos a razão dizendo: "Porque Cristo, nossa Páscoa, foi imolado por nós". (1 Co 5,7). «A cruz, árvore de vida» São Teodoro Estudita (759-826), monge em Constantinopla Como é bela a imagem da cruz! A sua beleza não oferece mistura de mal e de bem, como outrora a árvore do jardim do Éden. Toda ela é admirável, “uma delícia para os olhos e desejável” (Gn 3, 6). É uma árvore que dá a vida e não a morte; a luz, não a cegueira. Leva a entrar no Éden, não a sair dele. Esta árvore, à qual subiu Cristo, como um rei para o seu carro de triunfo, derrotou o diabo, que tinha o poder da morte, e libertou o gênero humano da escravidão do tirano. Foi sobre esta árvore que o Senhor, qual guerreiro de eleição, ferido nas mãos, nos pés e no seu divino peito, curou as cicatrizes do pecado, quer dizer, a nossa natureza ferida por Satanás. Depois de termos sido mortos pelo madeiro, encontramos a vida pelo madeiro; depois de termos sido enganados pelo madeiro, é pelo madeiro que repelimos a serpente enganadora. Que permutas surpreendentes! A vida em vez da morte, a imortalidade em vez da corrupção, a glória em vez da ignomínia. Por este motivo, o apóstolo Paulo exclamou: “Toda a minha glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6, 14) … Mais do que qualquer sabedoria, esta sabedoria que floresceu na cruz tornou ignóbeis as pretensões da sabedoria do mundo (1 Cor 1, 17s) … É pela cruz que a morte foi morta e Adão restituído à vida. É pela cruz que todos os apóstolos foram glorificados, todos os mártires coroados, todos os santos santificados. É pela cruz que fomos reconduzidos como as ovelhas de Cristo, e fomos reunidos no redil do alto. Fonte: O Evangelho Cotidiano |
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