Portal Ecclesia
A Igreja Ortodoxa Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Calendário litúrgico bizantino Galeria de Fotos Seleção de ícones bizantinos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Links relacionados Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas Contate-nos
 
 
Loading
Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Quarta-feira, 27 de dezembro de 2017:

«Santo Estêvão, Protomártir e Arquidiácono»

Santo Estêvão, o primeiro mártir do cristianismo. encontra-se também listado entre os Setenta Apóstolos.

Matinas

Hirmos da 9ª Ode

Glorifica, ó minha alma,
aquela que é mais venerável
e mais gloriosa que os exércitos celestes.
Eu contemplo um mistério estranho e admirável:
a gruta tornou-se o Céu;
a Virgem, o trono dos Querubins;
e a manjedoura, um lugar honroso,
no qual repousa o incomensurável, Cristo Deus.
Louvemo-lo e glorifiquemo-lo!

Divina Liturgia

Issodikon

Das minhas entranhas, eu te gerei
antes da estrela da manhã.
O Senhor jurou e não se arrependerá:
Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque.

Salva-nos, ó Filho de Deus,
Tu que nasceste da Virgem,
a nós que a Ti cantamos: aleluia!

Apolitikion (Modo 4)

Teu Nascimento, ó Cristo Deus,
fez brilhar no mundo a luz do conhecimento.
Nela os adoradores dos astros
aprenderam de um astro a adorar-te, Sol de Justiça,
e a reconhecer-te como o Oriente vindo do alto.
Senhor, glória a Ti!

Kondakion da Festa (Modo 4)

A tua fronte foi coroada por um diadema real,
por causa do combate que empreendeste por Cristo nosso Deus,
ó Santo Estevão, protagonista do exército dos mártires;
tu repreendeste os Judeus pela sua loucura
e viste o teu Salvador à direita do Pai.
Roga-lhe, incessantemente, pela salvação das nossas almas.

Kondakion (Modo 3)

Hoje a Virgem dá à luz o Eterno
e a terra é uma gruta ao Inacessível.
Os anjos e os pastores louvam-no
e os magos com a estrela avançam.
Tu nasceste para nós, ó Menino,
Deus antes de todo tempo.

Triságion

Vós que fostes batizados em Cristo,
de Cristo vos revestistes. Aleluia! (3 vezes)

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.
De Cristo vos revestistes. Aleluia!

Vós que fostes batizados em Cristo ...

Prokimenon (Modo 4)

Por toda a terra espalhou-se a sua voz
e até os confins do mundo foram as suas palavras.

Os céus narram a glória de Deus
e o firmamento anuncia a obra de suas mãos. Sl 19,4,1

Epístola

[At 6, 8-15; 7, 1-5, 47-60]

Livro dos Atos dos apóstolos.

aqueles dias, Estêvão, cheio de graça e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Mas alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, junto com alguns judeus de Cirene e de Alexandria e outros da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. Não conseguiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Subornaram então uns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem falar blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. Deste modo incitaram o povo, os anciãos e os escribas. Estes prenderam Estêvão e o conduziram ao Sinédrio. Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra o Lugar Santo e contra a Lei. Nós o ouvimos afirmar que esse Jesus Nazareno iria destruir este Lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão e viram seu rosto como o rosto de um anjo. O sumo sacerdote disse a Estêvão: “As coisas são mesmo assim como dizem?” Ele respondeu: “Irmãos e pais, escutai! O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, quando ainda estava na Mesopotâmia, antes de ir morar em Harã. Ele lhe disse: ‘Sai de tua terra e de teu clã e dirige-te para a terra que eu te mostrarei’. Abraão saiu então da terra dos caldeus e foi morar em Harã. E, depois da morte de seu pai, Deus fez Abraão migrar para esta terra, que vós agora habitais. Não lhe deu patrimônio nem propriedade nesta terra, mas prometeu dá-la em posse a ele e à sua descendência depois dele. Ora, Abraão não tinha filho. No entanto, foi Salomão quem construiu a casa para ele. Mas o Altíssimo não mora em casa feita por mãos humanas, conforme diz o profeta: ‘O céu é o meu trono, e a terra é o apoio dos meus pés. Que casa construireis para mim? — diz o Senhor. E qual será o lugar do meu repouso? Não foi minha mão que fez todas essas coisas? ’ Homens de cabeça dura, incircuncisos de coração e de ouvidos! Sempre resististes ao Espírito Santo, tanto vós como vossos pais! A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram os que anunciavam a vinda do Justo, de quem vós, agora, vos tornastes traidores e assassinos. Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!” Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. Cheio do Espírito Santo, Estêvão olhou para o céu e viu a glória de Deus; e viu também Jesus, de pé, à direita de Deus. Ele disse: “Estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. Mas eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram seus mantos aos pés de um jovem, chamado Saulo, e apedrejavam Estêvão, que exclamava: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. Com estas palavras, adormeceu.

Aleluia (Modo 1)

Anuncia o firmamento tuas Grandes Maravilhas,
e o teu Amor Fiel, a assembléia dos eleitos! [Sl 89, 5].

Ele é o Deus Temível no conselho dos Seus Santos,
Ele é Grande, Ele é Terrível para quantos O rodeiam [Sl 89, 7].

Evangelho

[Mt 21, 33-42]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, disse Jesus: “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, cavou nela um lagar para pisar as uvas e construiu uma torre de guarda. Ele a alugou a uns agricultores e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, ele mandou os seus servos aos agricultores para receber seus frutos. Os agricultores, porém, agarraram os servos, espancaram a um, mataram a outro, e a outro apedrejaram. Ele ainda mandou outros servos, em maior número que os primeiros. Mas eles os trataram do mesmo modo. Por fim, enviou-lhes o próprio filho, pensando: ‘A meu filho respeitarão’. Os agricultores, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e tomemos posse de sua herança! ’ Então agarraram-no, lançaram-no fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses agricultores?” Eles responderam: “Dará triste fim a esses criminosos e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. Então, Jesus lhes disse: “Nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram, esta é que se tornou a pedra angular. Isto foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’?

Kinonikon

O Senhor enviou a redenção a seu povo;
estabeleceu para sempre a sua aliança.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Apolissis

Que Aquele que nasceu numa gruta
e foi reclinado numa manjedoura, para nossa salvação...

 

«Santo Estêvão, Protomártir e Arquidiácono»

anto Estêvão, um dos sete diáconos escolhidos para aliviar os apóstolos dos trabalhos materiais da comunidade cristã nascente, foi lapidado pelos judeus, como narram os Atos dos Apóstolos, por volta do ano 37. Entregou a alma perdoando seus carrascos. Seu santo corpo, sepultado por homens piedosos, foi reencontrado em 415 em Cafargamala, em seguida a uma aparição ao padre Luciano, e transferido a Jerusalém para uma igreja construída pela Imperatriz Eudóxia, esposa de Teodósios o Jovem. Destruída pelos persas em 614, a igreja do Proto-mártir Estêvão foi reedificada em 1898 pelos Irmãos Pregadores. Seu nome significa, em grego, coroa: o Tropárion faz alusão a este sentido etimológico.

II - Santo Estêvão

Pertencia a uma família judia que vivia no estrangeiro – isto é, fora da Terra Santa. Esses judeus eram chamados helenistas, pois cultivavam a cultura grega, que dominava o Império Romano. Depois que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, a Igreja começou a crescer rapidamente e surgiu a necessidade de cuidar dos órfãos, das viúvas e dos pobres em geral que haviam sido batizados. Os apóstolos incumbiram aos cristãos de escolher entre eles sete homens qualificados para cuidar dos necessitados. Depois de consagrar a estes sete homens como diáconos (ou seja, assistentes ou colaboradores) os nomearam como seus auxiliares mais próximos. Entre estes, o jovem Estevão se destacava pela sua fé inabalável e sua facilidade com as palavras. Estevão era chamado Arquidiácono, o que significa, o primeiro diácono. Muito em breve os diáconos, além de ajudar no cuidado com os pobres, começaram a participar nas orações e cerimônias religiosas.

Estevão pregava a palavra de Deus em Jerusalém. Fundamentava a verdade de suas palavras com presságios e milagres. Seu êxito foi muito grande e isso provocou o ódio dos fariseus, rigorosos defensores da lei de Moisés. Eles o prenderam e o conduziram ao Sinédrio, o supremo tribunal dos judeus. Lá, os fariseus apresentaram falsos testemunhos que asseguravam que ele ofendia a Deus e ao profeta Moisés em suas pregações. Justificando-se perante o Tribunal, Santo Estevão expôs diante do Sinédrio a história do povo judeu, e demonstrou, citando os exemplos, de como os judeus sempre se opunham a Deus e matavam os profetas que Ele enviava. Ouvindo isso, os membros do Tribunal ficaram cheios de indignação e cólera contra Estevão.

Neste momento Estevão viu como se os céus se abrissem sobre ele e exclamou: «Eu vejo o Filho do Homem sentado à direita de Deus». (At (7, 60) Os membros do Sinédrio ficaram ainda mais indignados ao ouvir isto e tapavam os ouvidos. Logo, lançaram-se contra Estevão e o arrastaram para fora da cidade. Ali, de acordo com o que determinava a lei, teve início a execução de sua sentença. Os que prestaram os falsos testemunhos foram os primeiros a apedrejá-lo. Um jovem chamado Saulo, que consentia com o assassinato de Estevão, assistia a tudo enquanto guardava as capas dos apedrejadores. Sob uma chuva de pedras, Estevão exclamou: «Senhor, não lhes imputes esse pecado e recebe a minha alma». Todos estes acontecimentos, e o que foi dito por Estevão no Sinédrio, foi registrado pelo evangelista Lucas em At 6, 8.

Assim que o Arquidiácono Estevão foi o primeiro mártir de Cristo no ano 34 após o nascimento de Jesus Cristo. Depois disso, teve início em Jerusalém, a grande perseguição aos cristãos. Para salvar a si mesmos, muitos tiveram de se proteger em diferentes partes da Terra Santa e em países vizinhos. E, a fé cristã começou a ser disseminada em diferentes partes do Império Romano. O sangue do mártir não foi derramado em vão. Logo, Saulo que havia consentido com este assassinato, tornou-se cristão e se tornou o famoso Paulo – um dos maiores pregadores do Evangelho de Cristo. Muitos anos depois, quando Paulo visitava Jerusalém, foi também capturado por uma multidão enfurecida de judeus que queriam apedrejá-lo. Falando com eles, lembrou-lhes a morte do inocente Estevão e sua participação nela. (At 22)

III – Santo Estêvão, Protomártir e Arquidiácono (séc. I)

Depois do Pentecostes, os apóstolos dirigiam o anúncio da mensagem cristã aos mais próximos, aos hebreus, aguçando o conflito apenas acalmado da parte das autoridades religiosas do judaísmo. Como Cristo, os apóstolos conheceram logo as humilhações dos flagelos e da prisão, mas apenas libertados das correntes retomam a pregação do Evangelho. A primeira comunidade cristã, para viver integralmente o preceito da caridade fraterna, colocou tudo em comum, repartindo diariamente o que era suficiente para o seu sustento. Com o crescimento da comunidade, os apóstolos confiaram o serviço da assistência diária a sete ministros da caridade, chamados diáconos.

Entre eles sobressaía o jovem Estêvão, que além de exercer as funções de administrador dos bens comuns, não renunciava ao anúncio da Boa Nova, e o fez com tanto sucesso que os judeus “apareceram de surpresa, agarraram Estêvão e levaram-no ao tribunal. Apresentaram falsas testemunhas, que declararam: “Este homem não faz outra coisa senão falar contra o nosso santo templo e contra a Lei de Moisés. Nós até o ouvimos afirmar que esse Jesus de Nazaré vai destruir o templo e mudar as tradições que Moisés nos deixou.”

Estêvão, como se lê nos Actos dos Apóstolos, cheio de graça e de força, como pretexto de sua autodefesa, aproveitou para iluminar as mentes de seus adversários. Primeiro, resumiu a história hebraica de Abraão até Salomão, em seguida afirmou não ter falado contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem fora do Templo. Demonstrou, de facto, que Deus se revelava também fora do Templo e se propunha a revelar a doutrina universal de Jesus como última manifestação de Deus, mas os seus adversários não o deixaram prosseguir no discurso, “taparam os ouvidos e atiraram-se todos contra ele, em altos gritos. Expulsaram-no da cidade e apedrejaram-no.”

Dobrando os joelhos debaixo de uma tremenda chuva de pedra, o primeiro mártir cristão repetiu as mesmas palavras de perdão pronunciadas por Cristo sobre a Cruz: “Senhor, não os condenes por causa deste pecado.” Em 415 a descoberta das suas relíquias suscitou grande emoção na cristandade. A festa do primeiro mártir foi sempre celebrada imediatamente após a festividade do Natal.

Voltar à página anterior Topo da página  
NEWSIgreja Ortodoxa • Patriarcado Ecumênico • ArquidioceseBiblioteca • Sinaxe • Calendário Litúrgico
Galeria de Fotos
• IconostaseLinks • Canto Bizantino • Synaxarion • Sophia • Oratório • Livro de Visitas