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25 de Dezembro: «Natividade,
segundo a carne,
«O Verbo era Deus...
Escutai, pastores, o som das trombetas… A Virgem, que não conhece homem (Lc 1,34), Pastores, cantai o Mestre que nasceu em Belém…, O autor da Lei incarnou sob a Lei (Ga 4,4), Na verdade, a alegria acaba de nascer no estábulo. S. Romano o Melódio (? - cerca de 560) Issodikon Das minhas entranhas, eu te gerei Salva-nos, ó Filho de Deus, Apolitikion (4º tom) Teu Nascimento, ó Cristo Deus, Hipacoï (8º tom) Ó Menino reclinado numa manjedoura, Kondakion (3º tom) Hoje a Virgem dá à luz o Eterno Triságion Vós que fostes batizados em Cristo, Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo, Vós que fostes batizados em Cristo ... Prokimenon Todos os habitantes da terra te adorem Aclamai a Deus todos os habitantes da terra. Epístola [Gl 4, 4-7] Leitura da Epistola do Apóstolo São Paulo aos Gálatas
Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Os céus publicam a glória de Deus Um dia ao outro transmite esta mensagem Evangelho [Mt 2, 1-12] Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus
Ao saber disso, o rei Herodes ficou alarmado, assim como toda a cidade de Jerusalém. Herodes reuniu todos os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei, e lhes perguntou onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: «Em Belém, na Judéia, porque assim está escrito por meio do profeta: ‘E você, Belém, terra de Judá, não é de modo algum a menor entre as principais cidades de Judá, porque de você sairá um Chefe, que vai apascentar Israel, meu povo’». Então Herodes chamou secretamente os magos, e investigou junto a eles sobre o tempo exato em que a estrela havia aparecido. Depois, mandou-os a Belém, dizendo: «Vão, e procurem obter informações exatas sobre o menino. E me avisem quando o encontrarem, para que também eu vá prestar-lhe homenagem.» Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos ficaram radiantes de alegria. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e lhe prestaram homenagem. Depois, abriram seus cofres, e ofereceram presentes ao menino: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, partiram para a região deles, seguindo por outro caminho. Hirmos Glorifica, ó minha alma, Kinonikon: O Senhor enviou a redenção a seu povo; Obs.: Em vez de Vimos a verdadeira luz... o Apolitikion do dia.
«Tu, que maravilhosamente criaste o homem, Jesus Cristo nasceu, rendei-Lhe glória! Do céu, ele vem habitar no meio dos homens; Hoje, as sombras se dissipam O povo, que estava sentado nas trevas da ignorância, A letra recua, o espírito triunfa (Rm 7,6); Aquele que nos deu a existência Tal é esta solenidade: Celebremos pois este dia, cheios de uma alegria divina, Que festa, este mistério de Cristo! S. Gregório Nazianzeno (330-390),
O que os Patriarcas, Profetas, Justos e Reis desejaram ver e não viram, contemplamos hoje: a realização do plano salvífico que, ao fazer-se homem, glorifica nossa natureza humana, fazendo-nos partícipes da natureza divina. A encarnação do Filho de Deus reconcilia os opostos e aproxima os pólos diversos da criação: reúne o Céu e a Terra, o tempo e a eternidade, anjos e pastores, astros e animais, a virgindade e a maternidade, pois Maria é verdadeiramente Virgem fecunda e Mãe intacta [...]. «O povo que caminha nas trevas Na noite se manifesta a luz divina; mas para que Deus receba a vida humana é necessário que a humanidade aceite dar à luz na carne e no mundo obscuro. Por isso o menino pequeno não ocupa o centro do ícone. O SIM das bodas de Deus com a humanidade, a porta aberta à encarnação de Deus, é Maria, filha de Israel, mãe humana de Deus, coberta com a sombra do Espírito Santo, envolta num véu de cor púrpura do Espírito Santo, o Espírito dos sete dons, das sete chamas do fogo incriado. A Virgem Mãe repousa no centro do ícone sobre a encosta de uma montanha. Representação da montanha messiânica, a que Deus dignou-se escolher como morada sua:
Mas esta Montanha se entrecruza com outras duas, formando uma estrutura que domina toda a cena. É uma expressão simbólica do Mistério da Santíssima Trindade, fundamento de nossa fé. A Virgem Mãe está recostada sobre uma magnífica tela vermelha amarrada nos extremos. Esta tela tem às vezes a forma do número oito horizontal que traçam os matemáticos como sinal de infinito. Assim representa o mundo transfigurado do Oitavo dia, o Dia Pascal. Como um trono de púrpura , levas o Criador, Maria está sempre recostada como jovem Mãe, as vezes sentada como Rainha. Na decadência do Ocidente Cristão, pinta-se Maria ajoelhada e adorando seu filho. Mas não estamos diante de um mistério de adoração, se não ante o nascimento de Deus pela divina maternidade da Virgem Maria. A perda desta contemplação deu uma nota sentimental aos presépios, distanciando-a da presença do mistério divino-humano [...] A Virgem está adornada com três estrelas: "Maria, jóia da virgindade, deve permanecer Virgem antes do parto, virgem durante o parto, virgem depois do nascimento, única sempre virgem de espírito, de alma e de corpo . (São João Damasceno) O seio virginal cresce com sua porta intacta Maria evoca a sarça ardente que não se consome nas chamas, o templo onde Deus habita, a câmara nupcial, e representa a Igreja. Maria guarda todas as coisas e as medita em seu coração. (Lc 2,19 e Lc 2, 51) O menino esta recostado em um presépio que tem forma de sepulcro. O Cordeiro de Belém é já o Cordeiro eucarístico. Os lençóis, sinal de reconhecimento que o Anjo deu aos pastores, prefiguram os lençóis mortuários que o envolveram em seu sepulcro e que as mulheres portadoras de aromas encontraram no túmulo vazio na manhã da Páscoa. Está envolto em panos, O menino está deitado mais acima que sua mãe; segundo uma tradução do texto grego de Lucas, que não está presente em algumas outras traduções: Ela o envolveu em panos Gesto de oferenda, gesto sacrifical que recorda o do diácono quando eleva os santos dons do pão e do vinho diante o altar celeste. "Oferecer" significa etimologicamente "levar a cima", e o presépio é o altar onde o Senhor se oferece a si mesmo, e se dá em alimento, como Pão da Vida na cidade de Belém, que em hebraico de diz "Beith-lejem", Casa do Pão. A gruta simboliza a profundidade do silêncio e do abismo no qual Deus se encontra. Representa os infernos que se abrem como as faces de um monstro disposto a engolir o menino, tal como a baleia de Jonas. Mas o Menino é já um Vencedor: sobre Ele desce um faixo de Luz, pois o Céu, em inimaginável descida, inclina-se até o mais profundo.
Atrás do menino, dois animais o cercam. Não estão indicados no Evangelho, mas são uma recordação da palavra de Isaías [...]: O boi conhece seu amo, A cada lado do centro do ícone, aparecem as outras testemunhas, os pastores, e os magos. Os primeiros chamados a contemplar o Cristo são os pastores, homens humildes, simples, naturais, que representam a grande espera do povo que caminhava nas trevas.
Os magos representados como três cavalheiros que sobem ao monte, apontam a estrela anunciadora da Vida Nova. Reis e astrólogos, sábios pagãos chegados do Oriente, representam todas as nações chamadas a sentar-se, com Israel, à mesa do banquete do Senhor. Portadores de dons, prefiguram as mulheres que iam ao sepulcro com aromas. Tem sobre sua cabeça uma espécie chapéu e por cima uma pequena esfera da sabedoria. Teu nascimento oh Cristo nosso Deus, A parte superior do ícone representa as realidades celestiais: no centro, um semicírculo , como um sol azul, se abre de diversas maneiras segundo os ícones. As vezes está ali a estrela de oito raios:
Mais próximo do relato evangélico, outra tradição vê no Anjo inclinado, o Anjo da encarnação, o Anjo guardião dos homens, com sua ternura, sua proteção e sua vigilância. Os outros três Anjos em atitude de adoração, estavam junto à gruta, assombrados por ver o Deus oculto na carne e prolongando na terra a eterna Liturgia Celestial. Todos clamam: «Glória a Deus nas alturas, e na terra paz aos homens de boa vontade!» Lc 2,7) Na parte inferior do ícone há duas mulheres que banham o Menino. Segundo narra o proto-evangelho de São Tiago, uma delas é chamada Eva como nossa primeira mãe. Eva, por seu pecado, O banho do Menino antecipa o Banho batismal da Teofania e sublinha a humanidade de Cristo. Prefigura a morte, a descida aos infernos e a Ressurreição, pois como diz São Paulo, "Fomos sepultados com Ele pelo batismo, na morte, Na parte inferior esquerda, estão dois homens: um deles é José, que aparece sentado meditando, com a cabeça apoiada nas mãos. Personifica o homem atônito ante o Mistério. Com o coração tumultuado e cheio de dúvidas, Diante dele está, de pé, um velho pastor com um bastão que, segundo a tradição se chama Tirso, e seu bastão é o de Dionísios, utilizado pelos pagãos nas festas báquicas. Representado de perfil é a figura do tentador. A terra está, quase sempre, cheia de arbustos e plantas e povoada de ovelhas e cordeiros do rebanho. Assim , toda a Criação, angélica, mineral, vegetal, astral, animal e humana,
O Ofício da Noite da Natividade termina com esta admirável recapitulação do mistério:
Fonte: Revista Fuentes – «Las doce Fiestas» — Buenos Aires - Argentina |
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