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Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul
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  SINAXE - Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 
 
 
 
 

 

«Tem piedade de nós, Filho de Davi!»

7º Domingo de Mateus

Apolitikion (6º tom)

Enquanto Maria estava diante do sepulcro
à procura de teu imaculado corpo,
os anjos apareceram em teu túmulo
e as sentinelas desfaleceram.
Sem ser vencido pela morte,
submeteste ao teu domínio o reino dos mortos,
e vieste ao encontro da Virgem revelando a vida.
Senhor que ressurgistes dos mortos, glória a Ti!

Kondakion (6º tom)

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Levantando com sua vivificante mão
todos os mortos dos vales tenebrosos,
Cristo Deus, Doador da vida,
quis conceder a Ressurreição ao gênero humano;
pois Ele é o Salvador, a Ressurreição,
a Vida e o Deus de todos.

Theotókion (6º tom)

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Clamando com a tua bendita Mãe,
voluntariamente, viste padecer, irradiando na cruz,
desejaste encontrar Adão, dizendo aos anjos:
Alegrem-se comigo, porque foi encontrado o dracma perdido,
Deus nosso, que com sabedoria tudo consolidaste, glória a Ti!

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos
e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas
de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos
como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé:
roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon

Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança. (Sl 28, 9)

Clamo a Ti, Senhor, meu rochedo
presta ouvido aos meus rogos. (Sl 28, 1)

Epístola

[ 2Cor 6,1-10 ]

Leitura da Epístola dA SEGUNDA CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS

rmãos, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação é; ou, se somos consolados, para vossa consolação e salvação é, a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; E a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação. Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda,. 

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Quem habita ao abrigo do Altíssimo
e vive à sombra do Senhor Onipotente (Sl 91, 1)
Aleluia, aleluia, aleluia!

Diz ao Senhor, sois meu refúgio e proteção
sois o meu Deus no qual confio inteiramente. (Sl 91, 2).
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Mt 9, 27-35]

Leitura do Evangelho de Nosso Senhor JesusCristo, segundo São Mateus

aquele tempo, enquanto Jesus estava caminhando, dois cegos o seguiram, gritando: tem compaixão de nós, filho de Davi! Quando entrou em casa, os cegos se aproximaram dele, e Jesus lhes perguntou: Acreditais que eu posso fazer isso? Eles responderam: Sim, Senhor. Então tocou nos olhos deles, dizendo: Faça-se conforme a vossa fé. E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu: Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo. Mas eles saíram e espalharam sua fama por toda aquela região.

Enquanto os cegos estavam saindo, as pessoas trouxeram a Jesus um possesso mudo. Expulso o demônio, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: Nunca se viu coisa igual em Israel. Os fariseus, porém, diziam: É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios. Jesus começou a percorrer todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, anunciando a Boa Nova do Reino e curando todo tipo de doença e de enfermidade.

Kinonikon

Louvai o Senhor nos céus
louvai-O nas alturas!
Aleluia, aleluia, aleluia!

evangelho do Sétimo Domingo de Mateus evoca, em palavras sucintas, mas dinâmicas, a chegada ao mundo do profeta que anuncia a instauração do Reino de Deus: Jesus de Nazaré. Para isso percorria as cidades e povoados, pregava o amor e o perdão, proclamava a Boa Nova, curava os enfermos, revelando em cada gesto, o amor misericordioso e a ternura do Pai.

É recorrente a situação de cura de deficiências físicas e outras enfermidades no Evangelho proclamado nas últimas semanas e nas que seguem. Jesus é o Divino Médico que, movido pela compaixão, restaura a integridade da pessoa humana.

Neste domingo, Jesus opera a recuperação da visão a dois cegos e solta a voz a um mudo que imploram por sua compaixão. Estes gestos revelam a origem do poder em nome do qual age. O texto parece mais revelador em Mt 11,20-24 quando o Senhor constata a incredulidade do povo face ao descaso e indiferença para com a manifestação de Deus naquele lugar. «Ai de Ti... porque se em Tiro ou em Sidônia tivessem sido realizados os milagres que em vós se realizam, muitos teriam se arrependido...»

Os milagres e as curas são um convite ao arrependimento e a conversão, tema central de sua mensagem: «Arrependei-vos porque está próximo o Reino de Deus» (Mt 4,17). Há uma estreita conexão entre as curas e a pregação do Reino de Deus.

A admiração do povo simples e dos discípulos diante da poderosa palavra do pregador e taumaturgo de Nazaré contrasta com a dos teólogos (escribas) vindos de Jerusalém (pois lá se encontravam e podiam ser estudados em profundidade os rolos completos da Sagrada Escritura de Israel) que levantam discussão acerca da origem diabólica ou não do poder de Jesus (w. 22-30).

Dizem que Jesus mantém aliança com Belzebu, chefe dos demônios, e recebe deste o poder de mandar nos maus espíritos. Jesus ridiculariza tal «explicação» (que provavelmente foi repetida pelos adversários de Jesus muitos anos depois de sua morte). Será que Satanás se expulsa a si mesmo? Um reino internamente dividido está fadado a se dissolver! Ou será que alguém pode saquear a casa de um homem valente sem amarrá-lo? Dá assim a a entender que seu poder não é do diabo, mas de quem é mais forte que este, e os ouvintes sabem que «Forte» é um título divino e messiânico. Jesus deixa os ouvintes tirarem a conclusão.

Quem tem o olhar puro e objetivo vê que Jesus está dominando Satanás. Mas a alguns falta o olhar puro para reconhecer isso. Os que criticam Jesus têm as vistas viciadas. Por isso, Jesus acrescenta:

«Em verdade, tudo pode ser perdoado às pessoas humanas, pecados e mesmo as blasfêmias que proferirem, mas quem blasfema contra o Espírito Santo (= o Espírito de Deus que age em Jesus) não recebe perdão nunca. Ele é réu de pecado para sempre».

Pelo menos, enquanto não retrai sua «blasfêmia», sua má vontade, incompatível com a graça e o perdão de Deus.

A libertação do mal, as curas das enfermidades são sinais reveladores do mundo futuro anunciado por Jesus, onde as pessoas totalmente de Deus «farão milagres como Jesus os fez ou até mesmo maiores».

Aos incrédulos e aos de coração duro, por mais que a glória de Deus se lhes manifeste, encontrarão sempre razões para justificar a resistência à fé, a incredulidade. Aos que se deixam mover pelo Espírito de Deus, porém, os acontecimentos mais simples do cotidiano são sinais do Reino já instaurado neste mundo. Somente os olhos inocentes vêem aquilo que se oculta aos soberbos: a presença de Deus que caminha do nosso lado, que é Emanuel (Deus conosco) e que é libertação de todo o mal.

O Espírito Santo nos faz livres da possessão do mal. «O Espírito comunica a vida, e onde se acha o Espírito do Senhor, aí está a liberdade». 2Cor 3,6-17

Na leitura dos Apóstolos, São Paulo exorta à Comunidade de Roma daquele tempo e também às nossas comunidades cristãs de hoje, para que haja unanimidade, que os mais fortes suportem as fraquezas dos mais fracos e cooperem na sua edificação. A unanimidade (unidade), é característica fundamental da comunidade cristã. E lembra-nos que, em tudo, devemos ser imitadores do Senhor: na concórdia, na fidelidade, na paz e na harmonia.

Como cristãos é dever proclamar com a vida o Reino que anunciamos com palavras. Diz-nos São João Crisóstomo que [...] «Cristo deixou-nos na terra para que sejamos faróis que iluminam, doutores que ensinam; para que cumpramos o nosso dever como o fermento [...]. Nem sequer seria necessário expor a doutrina se a nossa vida fosse tão radiante, nem seria necessário recorrer às palavras se as nossas obras dessem tal testemunho. Já não haveria nenhum pagão, se nos comportássemos como verdadeiros cristãos». (Homilias sobre a primeira Epístola a Timóteo, 10)


Fonte:

«Descobrir a Bíblia a partir da Liturgia». JOHAN KONINGS. Ed Loyola.

 

 
       
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