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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 

Domingo, 02 de Setembro de 2018:

«14º Domingo de Mateus»

(14º depois de Pentecostes - Modo 1º pl.)

Memória de São Mamas, mártir († c. 275 ).

Matinas

Evangelho

[Mc 16:9-20]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

aquele tempo, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, Jesus apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando. E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram. E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo. E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram. Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porãoas mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.

Apolitikion da Ressurreição (Modo 1º pl.)

Glorifiquemos, fiéis, e adoremos o Verbo
Eterno com o Pai e o Espírito Santo
nascido da Virgem para a nossa salvação;
porque, em sua carne, dignou-se subir à Cruz,
sofrer a morte e ressuscitar dos mortos
pela sua gloriosa Ressurreição.

Hino a Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokimenon (Modo 1º pl.)

Tu, Senhor, nos guardarás e nos preservarás,
desta geração e para sempre (Sl 12,7).

Salva-me, Senhor, porque o justo desapareceu
porque a verdade se extinguiu entre os filhos dos homens (Sl 12, 1).

Epístola

[2Cor 1:21-24; 2:1-4]

Segunda Epístola do Santo Apóstolo Paulo aos Coríntios.

rmãos, o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações. Invoco, porém, a Deus por testemunha sobre a minha alma, que para vos poupar não tenho até agora ido a Corinto. Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé. Mas deliberei isto comigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza. Porque, se eu vos entristeço, quem é que me alegrará, senão aquele que por mim foi contristado? E escrevi-vos isto mesmo, para que, quando lá for, não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós. Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.

Aleluia (Modo 1º pl.)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Eu cantarei eternamente a tua misericórdia, Senhor
e anunciarei a tua Verdade de geração em geração.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Porque disseste: "A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno,
e nos céus a tua verdade será solidamente estabelecida".
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Mt 22:2-14]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus.

aquele tempo, Jesus, tomando a palavra, tornou a falar-lhes em parábolas, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu tráfico; e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

Kinonikon

Caminharemos, Senhor,
na luz da glória de tua face pelos séculos.

Aleluia, aleluia, aleluia!

e maneira sutil, mas taxativa, o Senhor deixa transparecer na Parábola sua predileção pelos pobres e marginalizados. O Reino de Deus é comparado ao banquete que um rei celebrava por ocasião das bodas de seu filho. Para esta festa foram convidadas pessoas importantes que faziam parte do primeiro escalão da sociedade. Por razões diversas se escusaram de comparecer e tomar parte na festa, menosprezando um convite tão seletivo. O rei então, estendeu o convite a todos que por ali passavam ocasionalmente. Assim, a sala onde se realizava a festa, em pouco tempo, ficou ocupada pelos que pertenciam à classe menos favorecida da sociedade: pobres, aleijados, coxos, viúvas, desempregados, entre outros.

Quem é digno Senhor de entrar em teu banquete celestial? Mesmo que meu corpo porte as vestes dignas dos convivas, mas se minha alma não for digna de vesti-la, como Senhor poderei permanecer no salão onde é esperado o Rei da Glória? Dá-me, ó Misericordioso, o desprendimento dos pobres, a paciência dos coxos, a confiança das viúvas, a esperança dos sofredores e a fé inabalável dos crentes. Que minha alma seja recebida por ser digna de portar a veste das núpcias”.

São João Crisóstomo.

O anfitrião entrou na sala e apresentou seu Filho aos presentes. Deus é este Anfitrião que chama todos à participar das bodas de seu Filho com a natureza humana, iniciada e consumada na encarnação do Verbo e, dando dignidade à carne humana, na Ascensão. É Ele o Rei que apresenta ao mundo o seu Filho Unigênito, o Esposo da nova Aliança, o Esposo da Igreja anunciado pelos profetas, mas rejeitado pelos "primeiros convidados".

“A razão que tudo desvenda faz-se cega ante o mistério da extrema humildade de um Deus que se faz carne para salvar os que estavam perdidos. As núpcias da divindade com a humanidade não é um mistério para ser desvendado, é uma realidade para ser admirada com o estupor da contemplação”

Santo Irineu.

O Reino de Deus se abre a todos, bons e maus, pecadores e santos, gentios e pagãos, puros e impuros. O banquete é, portanto, o sinal do amor gratuito de Deus, extensivo a todos os homens. Os que rejeitam este convite fecham-se ao Amor. Por isso não recebem os frutos do amor e conseqüentemente, não conhecem a Deus, pois só quem ama O conhece verdadeiramente.

“O banquete está pronto”. A encarnação do Verbo e o seu oferecimento em sacrifício de maneira perpétua, dá-se em cada celebração litúrgica. Eis porque Deus continua renovando o seu convite: “Ide pelas encruzilhadas dos caminhos e a todos que encontrardes, convidai-os para as bodas”. A sala da festa está cheia: bons e maus ali se encontram. É a imagem da Igreja aberta a todos. Podemos aqui descortinar um dos aspectos apostólicos da Igreja, ou seja, sua realidade missionária. A Igreja deve levar a todos a Boa Nova. A Igreja convida a todos a participar do banquete celestial. A Igreja vai ao encontro do homem e lhe oferece aquilo que o mundo não pode oferecer: a Salvação. Quando não mais ofertar a Salvação, mas outra realidade temporal, o objeto de seu caráter missionário confundir-se-á com o que o mundo já oferece e deixará de fazer sentido sua existência. A Igreja porta um grande tesouro que deve ser revelado e distribuído dignamente a todos.

A Eucaristia é o grande sinal do Banquete do Reino que antecipa o Eterno Festim messiânico. Somos felizes, pois somos convidados para as Bodas do Cordeiro (cf Ap 19,9). Agora, pertencemos à Nova Jerusalém, a Jerusalém Celeste.

Lamentavelmente, muitos são os que ainda continuam a recusar tal convite, com as justificativas mais diversas. E, recusar ao convite divino é fechar-se à Graça, é escusar-se de participar do Banquete do amor e da fraternidade. O banquete não é exclusivo, mas é para todos os irmãos e, por isso, é festa.

São João Crisóstomo, na sua Homilia da Noite da Santa Ressurreição, presenteia-nos com uma das mais belas formulações do Convite para o Banquete Celestial:

“Entrai, pois, todos no gozo de nosso Senhor; primeiros e últimos recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; vós que jejuastes e vós que não jejuastes, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta, saciai-vos à vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; tomai todos parte no banquete da fé; participai todos da abundância da graça; que ninguém se queixe de fome, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do túmulo; que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos.”

Hoje é um dia feliz para nós que escutamos o convite que brota deste Evangelho. Deus nos chama a todos para a festa de seu Reino. Vamos à Igreja com os irmãos celebrar a vitória da Cruz sobre a morte. Acolhamos ao convite do Rei que nos chama a tomar lugar no Banquete de seu Filho. Vinde, exultemos de alegria no Senhor!

Bibliografia:

HAMMANN, A. Os Padres da Igreja, São Paulo: Ed. Paulinas , 1985.
KONINGS, Johanan. Espírito e Mensagem da Liturgia. Petropolis: Ed. Vozes.
CARVAJAL, Francisco. F. Falar com Deus. São Paulo: Ed. Quadrante.

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