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«14º Domingo do Evangelho de Mateus» Apolitikion (5º tom) Louvemos, fiéis, e adoremos o Verbo Kondakion (5º tom) †Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Desceste ao Hades, ó Salvador meu, Theotokion (5º tom) Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Alegra-te, ó Mãe de Deus, porta do Senhor! Hino a Mãe de Deus Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador Prokimenon (5º tom) Tu, Senhor, nos guardarás e nos preservarás, Salva-me, Senhor, porque o justo desapareceu Epístola [2Cor 1,21-2,4]
Aleluia (5º tom) Aleluia, aleluia, aleluia! Eu cantarei eternamente a tua misericórdia, Senhor Aleluia, aleluia, aleluia! Porque disseste: "A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno, Aleluia, aleluia, aleluia! Evangelho [Mt 22, 2-14] Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Mateus
Kinonikon Caminharemos, Senhor,
O anfitrião entrou na sala e apresentou seu Filho aos presentes. Deus é este Anfitrião que chama todos à participar das bodas de seu Filho com a natureza humana, iniciada e consumada na encarnação do Verbo e, dando dignidade à carne humana, na Ascensão . É Ele o Rei que apresenta ao mundo o seu Filho Unigênito, o Esposo da nova Aliança, o Esposo da Igreja anunciado pelos profetas, mas rejeitado pelos "primeiros convidados". “A razão que tudo desvenda faz-se cega ante o mistério da extrema humildade de um Deus que se faz carne para salvar os que estavam perdidos. As núpcias da divindade com a humanidade não é um mistério para ser desvendado, é uma realidade para ser admirada com o estupor da contemplação” - (S. Irineu). O Reino de Deus se abre a todos, bons e maus, pecadores e santos, gentios e pagãos, puros e impuros. O banquete é, portanto, o sinal do amor gratuito de Deus, extensivo a todos os homens. Os que rejeitam este convite fecham-se ao Amor. Por isso não recebem os frutos do amor e conseqüentemente, não conhecem a Deus, pois só quem ama O conhece verdadeiramente. “O banquete está pronto”. A encarnação do Verbo e o seu oferecimento em sacrifício de maneira perpétua, dá-se em cada celebração litúrgica. Eis porque Deus continua renovando o seu convite: “Ide pelas encruzilhadas dos caminhos e a todos que encontrardes, convidai-os para as bodas”. A sala da festa está cheia: bons e maus ali se encontram. É a imagem da Igreja aberta a todos. Podemos aqui descortinar um dos aspectos apostólicos da Igreja, ou seja, sua realidade missionária. A Igreja deve levar a todos a Boa Nova. A Igreja convida a todos a participar do banquete celestial. A Igreja vai ao encontro do homem e lhe oferece aquilo que o mundo não pode oferecer: a Salvação. Quando não mais ofertar a Salvação, mas outra realidade temporal, o objeto de seu caráter missionário confundir-se-á com o que o mundo já oferece e deixará de fazer sentido sua existência. A Igreja porta um grande tesouro que deve ser revelado e distribuído dignamente a todos. A Eucaristia é o grande sinal do Banquete do Reino que antecipa o Eterno Festim messiânico. Somos felizes, pois somos convidados para as Bodas do Cordeiro (cf Ap.19,9). Agora, pertencemos à Nova Jerusalém, a Jerusalém Celeste. Lamentavelmente, muitos são os que ainda continuam a recusar tal convite, com as justificativas mais diversas. E, recusar ao convite divino é fechar-se à Graça, é escusar-se de participar do Banquete do amor e da fraternidade. O banquete não é exclusivo, mas é para todos os irmãos e, por isso, é festa. São João Crisóstomo, na sua Homilia da Noite da Santa Ressurreição, presenteia-nos com uma das mais belas formulações do Convite para o Banquete Celestial: “Entrai, pois, todos no gozo de nosso Senhor; primeiros e últimos recebei a recompensa; ricos e pobres, alegrai-vos juntos; justos e pecadores, honrai este dia; vós que jejuastes e vós que não jejuastes, regozijai-vos uns com os outros; a mesa é farta, saciai-vos à vontade; o vitelo é gordo, que ninguém se retire com fome; tomai todos parte no banquete da fé; participai todos da abundância da graça; que ninguém se queixe de fome, porque o reino universal foi proclamado; que ninguém chore por causa de seus pecados, porque o perdão jorrou do túmulo; que ninguém tema a morte, porque a morte do Salvador nos libertou a todos.” Hoje é um dia feliz para nós que escutamos o convite que brota deste Evangelho. Deus nos chama a todos para a festa de seu Reino. Vamos à Igreja com os irmãos celebrar a vitória da Cruz sobre a morte. Acolhamos ao convite do Rei que nos chama a tomar lugar no Banquete de seu Filho. Vinde, exultemos de alegria no Senhor! Bibliografia: HAMMANN, A. Os Padres da Igreja Ed. Paulinas – São Paulo. 1985 KONINGS, Johanan. Espírito e Mensagem da Liturgia. Editora Vozes. Petropolis CARVAJAL, Francisco F. Falar com Deus Ed. Quadrante. São Paulo |
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