Voltar à página inicial
Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul
Notícias e atualizações Seleção de textos relacionados Suplemento litúrgico para os domingos e grandes festas Galeria de fotos Seleção de ícones bizantinos Oratório ECCLESIA Livro de visitas Links relacionados
 
 
  SINAXE - Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
 
 
 
 
 
 
 

«13º Domingo de Mateus»

Apolitikion (4º tom)

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da Ressurreição,
que da antiga condenação nos libertou,
as discípulas do Senhor,
disseram envaidecidas aos apóstolos:
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou,
revelando ao mundo a grande misericórdia!»

Kondakion (4º tom)

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
O Salvador e Redentor meu, sendo Deus,
rompeu as portas do Hades,
libertando de suas cadeias os habitantes da terra,
e, sendo Soberano, ressuscitou ao terceiro dia.

Theotokion (4º tom)

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
O mistério eternamente oculto e dos anjos desconhecido,
através de ti, ó Mãe de Deus, encarnando-se, apareceu na terra,
voluntariamente aceitou a Cruz, e com ela ressuscitou o primeiro criado,
e salvou da morte as nossas almas.

Prokímenon

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos.

Epístola

[1Cor 16,13-24]

rmãos, vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos. Todas as vossas coisas sejam feitas com amor. Agora vos rogo, irmãos (sabeis que a família de Estéfanas é as primícias da Acaia, e que se tem dedicado ao ministério dos santos). Que também vos sujeiteis aos tais, e a todo aquele que auxilia na obra e trabalha. Folgo, porém, com a vinda de Estéfanas, de Fortunato e de Acaico; porque estes supriram o que da vossa parte me faltava. Porque recrearam o meu espírito e o vosso. Reconhecei, pois, aos tais. As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor áqüila e Priscila, com a igreja que está em sua casa. Todos os irmãos vos saúdam. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Saudação da minha própria mão, de Paulo. Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema. Maranata! A graça do Senhor Jesus Cristo seja convosco. O meu amor seja com todos vós em Cristo Jesus. Amém.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Cinge a tua espada, com majestade e esplendor,
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Amaste a justiça e detestaste a iniqüidade,
por isso Deus te ungiu com o óleo da alegria.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Mt 21,33-42]

aquele tempo, disse Jesus esta parábola: «Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo. E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram. Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos. Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?»

 

«Parábola dos Lavradores Maus»

Dom Alexander (Mileant)
Trad.: Marina Tschernyschew

esta parábola o SENHOR nos conta sobre a oposição consciente a Deus por parte dos guias espirituais do povo judeu — os sacerdotes, escribas e fariseus, personificados como os maus lavradores.

««Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro. Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo. E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram. Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos. Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Essa foi posta por cabeça do ângulo; Pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?».

Nesta parábola, os servos enviados pelo SENHOR da vinha, representam os profetas do Antigo Testamento, assim como os apóstolos que continuaram suas tarefas. Realmente, a maioria dos profetas e apóstolos pereceram por morte imposta pelas mãos dos «maus lavradores». Sob o termo «frutos» subentende-se a fé a as obras piedosas, que Deus esperava do povo judeu. A parte profética da parábola — o castigo dado aos maus lavradores e a concessão da vinha a outros lavradores — foi concretizada 35 anos após a Ascensão do SENHOR, quando, sob o domínio de Tito, toda a Palestina fora destruída, e os judeus tiveram que se dispersar pelo mundo. O Reino de Deus pelas obras dos apóstolos, passou então para outros povos.

 

 

doutrina principal e fundamental da nossa Igreja é a fé na Santíssima Trindade. Verdadeiro Deus, ao qual se dirige o coração de toda pessoa, é a Trindade: Pai sem princípio, quem tudo criou por meio do Filho, com a sinergia do Espírito Santo; o Filho igualmente sem começo, através de quem nós conhecemos o Pai; e o Espírito Santo que é conjuntamente louvado com o Pai e o Filho, e que do Pai procede, e no Filho repousa. As três pessoas da consubstancial e Santíssima Trindade se contém mutuamente uma a outra e são contidas uma pela outra. Desta verdade dogmática de nossa Igreja provém sua doutrina moral do amor, com a qual contagia o mundo inteiro.

O Apóstolo São Paulo, na leitura apostólica de hoje dirigida à Igreja de Corinto, incentiva seus fiéis a que se dediquem às tarefas que são agradáveis a Deus, enfatizando que o elemento característico deste comportamento é o amor: «Que tudo seja feito com amor».

O amor, na vida da Igreja, é o que deve estar em evidência em todas as dimensões dos atos humanos. Por amor devemos proceder; o amor deve ser a principal causa de nossas ações. Com amor, como a característica principal de nossos atos, devemos trabalhar, e com amor devemos projetar o objetivo de nossas ações.

Cada uma de nossas tarefas deve ser um testemunho de Cristo. Isto é, devemos projetar Jesus Cristo em nossas ações, para que seu Nome seja glorificado, e para que sejam edificadas as almas humanas por quem Cristo morreu (Rm 14,15). É por isso que a causa, a identidade e o motivo de nossas ações, í imprescindível que tenham o amor como principal característica, e se destaque pelo amor de Cristo, o maior amor que o mundo já conheceu: " Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos." (Jo 15:13).

Nossas ações devem ser movidas pelo amor, aquela grande e profunda raiz que absorverá os elementos indispensáveis e benéficos para produzir abundantes, maduros e saborosos frutos. Um exemplo a se imitar é o amor de Deus, isto é, a causa da criação do mundo e também da sua salvação. É por isso São João, o Teólogo, escreve: «Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna». (Jo 3, 16). Característica e conteúdo de nossas obras deve ser o amor, tronco firme que suporta o embate dos ventos que o atacam com fúria. A fonte deste amor é o próprio amor, o próprio Deus: «Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele». (1 Jo 4:16).

A finalidade de nossas obras deve ser o amor, o cumprimento da lei, a síntese de todos os mandamentos, a decana das virtudes que deifica os seres humanos. A nossa bússola, a palavra de Cristo: «Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros» (Jo 15:17).

Quando nosso Senhor Jesus Cristo colocou em seus santos discípulos e apóstolos a marca de seus fiéis seguidores, esta marca foi o amor: «Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros». (Jo 13, 35). Todos nós que temos a honra de termos nos tornado filhos de Deus, trazemos esta marca distintiva.

«Somos nós os guardiões do amor na escura noite da falta de amor que cobre nosso mundo? Somos nós os anjos do amor, que levam como brisa refrescante a mensagem de amor em meio aos gritos de dor e aos ruídos ensurdecedores das  ideologias contrárias a Deus? Impregnemos «todas as articulações, os rins e o coração», com essa virtude divina, para que confessemos dignamente a «Consubstancial e Indivisível Trindade». Amém.

 
       
Voltar à página anterior Ir ao topo
  H O M E