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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 27 de outubro de 2019:
 
 
 

«7° Domingo de Lucas»

(19º depois de Pentecostes - Modo 2º)

Memória de São Nestor, mártir († 306)

Matinas

[JO 20: 11-18]

Evangelho Jesus†Cristo, segundo o evangelista São João.

aquele tempo, Maria estava junto ao sepulcro, de fora, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se para o interior do sepulcro e viu dois anjos, vestidos de branco, sentados no lugar onde o corpo de Jesus fora colocado, um à cabeceira e outro aos pés. Disseram-lhe então: "Mulher, por que choras?" Ela lhes diz: "Porque levaram meu Senhor e não sei onde o puseram!" Dizendo isso, voltou-se e viu Jesus de pé. Mas não sabia que era Jesus. Jesus lhe diz: "Mulher, por que choras? A quem procuras?" Pensando ser o jardineiro, ela lhe diz: "Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar!" Diz-lhe Jesus: "Maria!" Voltando-se, ela lhe diz em hebraico: "Rabbuni!", que quer dizer: "Mestre" . Jesus lhe diz: "Não me toques, pois ainda não subi ao Pai. Vai, porém, a meus irmãos, e dize-lhes: Subo a meu Pai e vosso Pai; a meu Deus e vosso Deus". Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Vi o Senhor", e as coisas que ele lhe disse.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 2º)

Quando desceste à morte, ó Vida imortal,
aniquilaste os infernos pelo esplendor de tua divindade;
e quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra,
todas as potências celestes exclamaram:
ó Cristo, nosso Deus, ó Autor da vida, glória a ti!

(Em grego)

Ότε κατήλθες προς τον θάνατον,
η ζωή η αθάνατος,
τότε τον άδην ενέκρωσας,
τη αστραπή της θεότητος,
ότε δε και τους τεθνεώτας,
εκ των καταχθόνιων ανέστησας,
πάσαι αι δυνάμεις των επουρανίων εκραύγαζον
Ζωοδότα Χριστέ, ο Θεός ημών, δόξα σοι.

Hino à Mãe de Deus

Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador
não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores,
mas apressa-te em auxiliar-nos como Mãe bondosa que és,
pois te invocamos com fé: roga por nós junto de Deus,
tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokímenon (Modo 2º)

O Senhor é a minha força e o meu louvor
e tornou-se a minha salvação.

O Senhor castigou-me duramente,
mas, à morte, não me entregou.

Epístola

[2COR 11: 31-12: 9]

Segunda Epistola do Santo Apóstolo Paulo ao Coríntios.

rmãos, o Deus Pai do Senhor Jesus, que é bendito pelos séculos, sabe que não minto. Em Damasco, o etnarca do rei Aretas guardava a cidade dos damascenos no intuito de me prender. Mas por uma janela fizeram-me descer em um cesto ao longo da muralha, e escapei às suas mãos. É preciso gloriar-se? Por certo, não convém. Todavia mencionarei as visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que, há quatorze anos, foi arrebatado ao terceiro céu e - se em seu corpo, não sei: se fora do corpo, não sei; Deus o sabe! E sei que esse homem - se no corpo ou fora do corpo não sei; Deus o sabe! - foi arrebatado até o paraíso e ouviu palavras inefáveis, que não é lícito ao homem repetir. No tocante a esse homem, eu me gloriarei; mas, no tocante a mim, só me gloriarei das minhas fraquezas. Se quisesse gloriar-me, não seria louco, pois só diria a verdade. Mas não o faço, a fim de que ninguém tenha a meu respeito conceito superior àquilo que vê em mim ou me ouve dizer! Já que essas revelações eram extraordinárias, para eu não me encher de soberba, foi-me dado um aguilhão na carne - anjo de Satanás para me espancar - a fim de que não me encha de soberba. A esse respeito três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Respondeu-me, porém: "Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder." Por conseguinte, com todo o ânimo prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que pouse sobre mim a força de Cristo.

Aleluia (Modo 2º)

Aleluia, aleluia, aleluia!

O Senhor te ouça no dia da tribulação;
te proteja o nome do Deus de Jacó!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança!
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[LC 8: 41-56]

NOTA: Este Evangelho do sétimo domingo é, em certos casos, lido antes do Evangelho do quinto domingo.

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o evangelista São LUCAS.

aquele tempo, Chegou um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga. Caindo aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa, porque sua filha única, de mais ou menos doze anos, estava à morte. Enquanto ele se encaminhava para lá, as multidões se aglomeravam a ponto de sufocá-lo. Certa mulher, porém, que sofria de fluxo de sangue, fazia doze anos, e que ninguém pudera curar, aproximou-se por detrás e tocou a extremidade de sua veste; no mesmo instante, o fluxo de sangue parou. E Jesus perguntou: "Quem me tocou?" Como todos negassem, Pedro disse: "Mestre, a multidão te comprime e te esmaga". Jesus insistiu: "Alguém me tocou; eu senti que uma força saía de mim". A mulher, vendo que não podia se ocultar, veio tremendo, caiu-lhe aos pés e declarou diante de todos por que razão o tocara, e como ficara instantaneamente curada. Ele disse: "Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz". Ele ainda falava, quando chegou alguém da casa do chefe da sinagoga e lhe disse: "Tua filha morreu; não perturbes mais o Mestre". Mas Jesus, que havia escutado, disse-lhe: "Não temas; crê somente, e ela será salva". Ao chegar à casa, não deixou que entrassem consigo senão Pedro, João e Tiago, assim como o pai e a mãe da menina. Todos choravam e batiam no peito por causa dela. Ele disse: "Não choreis! Ela não morreu; dorme". E caçoavam dele, pois sabiam que ela estava morta. Ele, porém, tomando-lhe a mão, chamou-a dizendo: "Criança, levanta-te!" O espírito dela voltou e, no mesmo instante, ela ficou de pé. E ele mandou que lhe dessem de comer. Seus pais ficaram espantados. Ele, porém, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que acontecera.

Kinonikón

Louvai o Senhor nos céus,
louvai-O nas alturas!

Aleluia, aleluia, aleluia!

Jesus ressuscita a Filha de Jairo

ateus, Marcos e Lucas narram os milagres que se sucederam após a expulsão dos demônios na cidade de Gerasa. Aconteceram enquanto o Senhor retornava à Cafarnaúm, seguido pela multidão. Jesus estava agora diante do poder da doença e da morte. As duas beneficiadas são mulheres. Uma sofria de uma enfermidade incurável que a arruinava e a afastava do convívio da sociedade, porque sua doença era vista como sinal de impureza e contaminação e, por isso, uma ameaça à integridade. A outra, uma menina, filha única, que não resistiu a uma doença grave. Ao chegar na cidade uma multidão o esperava, sobretudo os curiosos e cheios de fé. Também estava lá o chefe da Sinagoga, Jairo, que pedia ao Senhor o restabelecimento da saúde de uma filha que estava a ponto de morrer. Jesus chamou Pedro, Tiago e João que o acompanhassem para serem testemunhas daquilo que iria se realizar. No caminho que conduzia à casa de Jairo, Jesus curou uma mulher que sofria durante muitos anos por hemorragia. Sofria física e espiritualmente em consequência do desprezo e preconceito dos outros: ela era vista como impura, amaldiçoada. Chegando à casa de Jairo, o Senhor percebeu um alvoroço pois já choravam a morte da menina. Ao entrar disse a todos: “Para que este choro? A menina não morreu, mas dorme”. Diz o Evangelista que as pessoas zombavam d'Ele. Não compreendiam que para Deus, a verdadeira morte é o pecado que mata a vida divina na alma. Para quem crê, a morte terrena é como um sono do qual se acorda em Deus.

No Antigo Testamento, a concepção de morte, apresentada sobretudo em Gênesis, Salmos, Sabedoria, Provérbios, é uma concepção israelita: a morte constituía um mero fim. A pessoa humana era vista como um corpo que era animado pela alma que lhe dava vida. Quando uma pessoa morria, a alma que lhe dava vida desaparecia e a pessoa continuava a existir naquele corpo inanimado. Por isso Jesus dizia que o nosso Deus não é um Deus dos mortos, mas sim de vivos (Mt 22,32). A morte ideal, acreditavam os judeus, era aquela que vinha após longa vida, ou seja, obedecendo o ciclo natural das coisas. Quando alguém morria "antes da hora" parecia que se quebrava a normalidade e o falecido e sua família eram vistos como menos abençoados por Deus. É forte também o pensamento de que a morte existia como consequência do pecado dos primeiros pais, sendo preciso passar por ela para chegar até Deus. Quando uma jovem morria, como a filha de Jairo, acrescentava à família uma culpa enorme por consequência de uma grave falta cometida por algum de seus antepassados.

O Senhor disse: “não morreu a menina, apenas dorme”. Estava morta para os homens que não podiam despertá-la. Para Deus, a menina dormia porque a sua alma vivia submetida ao poder divino, e a carne descansava para a ressurreição.

No Novo Testamento, Paulo em suas cartas, afirma que de fato a morte é consequência e castigo do pecado, pois ela veio ao mundo por causa de um só homem que pecou (Rm 5,12). No entanto, continua ele, fomos resgatados da morte por Cristo, uma vez que em Adão todos morremos e fomos trazidos de volta à vida pelo Redentor (1Cor 15,22). Um segundo alicerce sobre o qual está baseado a concepção da morte é constituído pela afirmação de que Jesus superou a morte com sua própria morte. A morte foi o último inimigo que Cristo teve que superar (1Cor 15,25). Cristo despojou a morte de seu poder (2Tm 1,10); destruiu pela morte o dominador da morte, o diabo (Hb 2,14). A lei do Espírito da Vida em Cristo nos libertou da Lei do Pecado e da Morte (Rm 8,2). Cristo morreu e ressuscitou tornando-se Senhor dos mortos e dos vivos (Rm 14,9). Ressuscitado dos mortos, a morte não tem mais domínio sobre Ele.

O cristão experimenta a vitória de Jesus sobre a morte, pelos sacramentos. O cristão é batizado na morte de Jesus, pois somente nestas condições é que pode ressuscitar com Jesus para a nova vida. No sacramento do Batismo ele vive a morte e a ressurreição de Cristo quando submerge três vezes na pia batismal, renascendo para a vida nova em Cristo, recebendo assim a veste branca. Participar da morte de Cristo significa "tornar-se uma só coisa com Ele" (Rm 6,5). A fé em Cristo não priva o homem da morte física, mas lhe dá a certeza de que esta experiência não se resume ao fim, mas ao começo de uma nova vida.

São João Crisóstomo comenta este Evangelho dizendo: “As ressurreições feitas por Jesus são certamente fatos excepcionais; ocultam, todavia, a realidade maior que se dará no fim dos tempos para todos os homens, como professamos ao rezarmos o Credo: a ressurreição dos corpos. A filha de Jairo tempos depois morreu novamente, mas certamente depois experimentou a Ressurreição verdadeira em Deus”.

REFERÊNCIAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

CARVAJAL, Francisco F. «Falar com Deus». São Paulo: Ed. Quadrante, 1991.

 

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