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Domingo, 25 de Outubro: |
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«Sexto Domingo de Lucas» Apolitikion da Ressurreição (3º tom) Rejubilem-se os céus e alegre-se a terra, Kondakion (3º tom) †Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Hoje te levantaste da tumba, ó Compassivo, Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Tu, que te preocupavas com a salvação do gênero humano Hino à Mãe de Deus Ó Admirável e Protetora dos cristãos e nossa Medianeira do Criador Prokimenon (3º tom) Cantai salmos ao nosso Deus, cantai! Nações, aplaudi todas com as mãos, Epístola [Gl 1,11-19 ]
Aleluia (2º tom) Aleluia, aleluia, aleluia! Junto de Ti, Senhor, me refugiei; Sê para mim um Deus protetor Evangelho [Lc 8, 26-39]
Eles pediam a Jesus que não os mandasse para o abismo. Estava ali, no morro, uma grande manada de porcos pastando. Pediram, então, que os deixasse entrar nos porcos, e Jesus permitiu. Saindo do homem, os demônios entraram nos porcos. E a manada precipitou-se no mar pelo despenhadeiro e se afogou. Vendo isso, os homens que cuidavam dos porcos fugiram e espalharam a notícia pela cidade e pelas aldeias. Então, as pessoas foram ver o que tinha acontecido. Chegaram perto de Jesus e encontraram, sentado, o homem de quem tinham saído os demônios. Ele estava aos pés de Jesus, vestido e no seu perfeito juízo. Eles, então, ficaram com medo. Os que tinham presenciado o fato contaram-lhes como o possesso tinha ficado são. Toda a multidão da região dos gerasenos pediu a Jesus que fosse embora, pois estavam com muito medo. Jesus entrou no barco e voltou. Entretanto, o homem de quem saíram os demônio pedia a Jesus para ficar com ele. Ele a despediu, dizendo: volta para casa e conta tudo o que Deus fez por ti. Ele foi embora; anunciando por toda a cidade o que Jesus tinha feito por ele. Kinonikón Louvai o Senhor nos céus,
louvai-O nas alturas!
ste episódio é também narrado por Mateus (8,28-34) e por Marcos (5,1-20). Os três evangelistas dão maior ênfase a duas situações distintas: a) o encontro de Jesus com um homem atormentado por uma fúria de violência e de morte; b) o gesto libertador que o reintegra na dignidade humana. Inserem este episódio no ciclo dos milagres com a intenção de demonstrar o poder extraordinário de Jesus, que se revela numa região pagã, em favor de um homem dominado pelo espírito impuro. Este tema é proposto de maneira expressiva na descrição do endemoniado, o homem que habita no meio dos túmulos, isto é, numa zona impura, estranha ao mundo social, sujeito à fúria e à violência descontrolada. Estes dois traços caracterizam a força demoníaca como poder de morte e de destruição desagregadora da dignidade e liberdade humana. Também o encontro do endemoniado com Jesus e a cena dos porcos entram nesta perspectiva. A tentativa do demônio de se subtrair ao poder de Jesus proclamando sua identidade secreta, conjurando-o a não expulsá-lo daquela região, entra no esquema literário do exorcismo. O episódio dos porcos talvez tenha sido construído sobre uma lembrança conservada pela população da margem oriental do lago. Não é só um típico elemento de exorcismo, onde o espírito maligno deixa de maneira espetacular a sua vítima, mas na atual narração corresponde à finalidade geral do evangelista: a força de destruição e morte, que caracteriza o espírito é rechaçada no seu ambiente pela Palavra. A reação da gente do lugar diante do acidente dos porcos entra na lógica dos fatos: Jesus é um estrangeiro perigoso e imprevisível. A rejeição de Jesus por parte da população que habita a margem oriental do lago serve ao evangelista para estabelecer um contraste: de um lado, Jesus que domina e expulsa a força do espírito do mal, do outro, os homens que, para defender seus interesses, expulsam Jesus de sua região. O homem reintegrado na sua dignidade e liberdade humana vale menos que a proteção dos interesses econômicos. Em outras palavras, o poder demoníaco tem sua raiz mais perigosa e secreta, sua zona privilegiada de manifestação, no âmbito da liberdade humana que está disposta, para a defesa de seu privilégio e poder, a negociar sobre a dignidade e integridade do outro homem. Mas naquele ambiente pagão, escravo do medo, Jesus deixa um sinal vivente, uma testemunha do poder libertador de Deus. Ele é o primeiro enviado da missão aos pagãos. Fonte: Carvajal, Francisco F. «Falar com Deus». Editora Quadrante, São Paulo, 1991
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