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Domingo, 29 de novembro |
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«13º Domingo de Lucas» Apolitikion (8º tom) Desceste das alturas, ó Misericordioso,e suportaste a sepultura por três dias para nos libertar dos sofrimentos. Senhor, nossa vida e nossa ressurreição, glória a Ti! Kondakion (8º tom) †Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Tendo ressuscitado do túmulo Theotokion (8º tom) Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Tu, que pela nossa salvação nasceste da Virgem, Hino à Mãe de Deus Ó Admirável e Protetora dos cristãos Prokímenon Fazei votos ao Senhor nosso Deus e cumpri-os; Deus é conhecido na Judéia, EPÍSTOLA: [Ef 4,1-7] Leitura da Epistola de Sao Paulo aos Efesios Aleluia: Aleluia, aleluia, aleluia! Vinde, regozijemo-nos no Senhor, Apresentamo-nos diante d'Ele com louvor, EVANGELHO: [Lc 18, 18-27]
Outro tema não menos importante, deste Domingo é o que a Epístola aos Efésios nos apresenta: a contraposição entre a LUZ e as trevas, entre o passado e o presente. As trevas são o pecado e a luz é o Cristo ressuscitado. Antes (passado), vivíamos na escuridão agora (presente) já podemos viver na Luz vinda do próprio Cristo. O mundo da luz se opõe ao mundo das trevas. A Luz tem seus filhos e produz frutos: bondade, caridade, verdade e fé. Os filhos das trevas produzem frutos maléficos e enchem de vergonha toda a terra (Sl 90). Os cristãos são luzes, mas no Senhor, ou seja quando unidos com o Cristo. "Eu sou a luz do Mundo, quem me segue terá a luz da vida" (Jo 8,12).Assim unidos, nós participamos da verdade, da salvação, da vida, do próprio Cristo do qual a Luz é símbolo. Esta nova realidade ou esta nova condição nos faz corresponder uma vida de "filhos da luz". O estilo de vida nova inicia- se no Batismo quando recebemos a Luz da fé. Batizados no Cristo Jesus passamos das trevas para a Luz. «Quando um homem nasce para a vida nova é imediatamente libertado e a partir deste momento recebe a luz. É o mesmo que acontece quando de repente acordamos; ou melhor, é o que sucede com quem quer retirar a catarata dos próprios olhos: não deverá buscar fora a luz que não tem, mas terá que libertar a pupila, afastando aquilo que impede a visão. Do mesmo modo, também nós, com o Batismo, somos purificados dos pecados, que como uma nuvem velavam o Espírito divino, e assim o olho do espírito se torna transparente e luminoso e nos faz contemplar as coisas divinas: e o Espírito Santo desce, então, do alto sobre nós» (São Clemente de Alexandria) A partir do Batismo e cientes dos compromissos que disto nos advém, passamos a gerir nossa vida à luz de Cristo. Somos chamados a crescer numa perfeita comunhão de vida com Deus onde a verdade e a santidade serão nossas guardiãs. Não podemos agir diferente disto; não podemos nos esconder da luz ; se assim fizermos cairemos nas trevas e estaremos ignorando a graça que nos foi dada pelo Batismo. Arrancado das trevas do pecado e imerso na Luz de Cristo, o cristão deve fazer obras da luz: «Se outrora éreis treva, agora sois luz no Senhor. Comportai-vos pois com filhos da luz (Ef 5,8)». «Brilhe a vossa luz diante dos homens para que vendo as vossas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus»" (Mt 5,16). As obras da luz são obras do Espírito santo em nós; Deus age através de nós. Por isso não há lugar para presunção, vanglória e soberba. A passagem das trevas para luz é conversão. Sabemos o que significa converter-se; indica uma mudança de vida, uma inversão da escala de valores que o mundo nos propõe. O cristão mesmo depois do Batismo não é pura luz; é um misto de luz e trevas, de erros e acertos. Por isso a vida nos apresenta a cada dia um combate que deve ser vencido. Venceremos se estivermos revestidos com as armas da luz (Ef 6,11).
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