![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
«11º Domingo do Evangelho de Lucas» (Domingo dos Ancestrais do Senhor) No domingo entre 11 e 17 de dezembro comemora-se a memória dos antepassados de Cristo Jesus, segundo a carne, e de todos os justos do Antigo Testamento que têm relação com o Salvador, desde Adão até a Virgem Maria Matinas [Lc 24,36-53] Apolitikion da Ressurreição (3° tom) Rejubilem-se os céus e alegre-se a terra, Apolitíkion da Festa Pela fé justificaste os Antepassados Kondakion (3° tom) Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo. Hoje te levantaste da tumba, ó Compassivo, Theotokion (3º tom) Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Tu, que te preocupavas com a salvação do gênero humano Kondakion da Festa Ó três vezes bem-aventurados, Kondakion da Vigília do Natal Hoje a Virgem vem à gruta Prokimenon (3º tom) Cantai salmos ao nosso Deus, cantai! Nações, aplaudi todas com as mãos, Epístola [Cl 3,4-11 ] Leitura da Epistola do Apóstolo São Paulo aos Colossenses
Aleluia (3º tom) Aleluia, aleluia, aleluia! Junto de Ti, Senhor, me refugiei; Sê para mim um Deus protetor Evangelho Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas [Lc 14,16-24]
Deus é este Anfitrião que chama a todos para participar das bodas de seu Filho com a natureza humana, iniciada com a sua Encarnação e consumada com a sua Ressurreição. É Ele o Rei que apresenta ao mundo o seu Filho Unigênito, o Esposo da Nova Aliança, o Esposo da Igreja anunciado pelos Profetas mas, rejeitado pelos "primeiros convidados". O convite à salvação assume, nesta analogia, uma fisionomia nova, a nupcial: o rei é Deus; o banquete é a Salvação que seu Filho, Deus feito homem, nos trouxe; os servos são os Profetas e os Apóstolos; os convidados que rejeitaram o convite são aqueles que, não acolhendo a mensagem do Reino, crucifixaram o Senhor. Finalmente, os que foram arrebanhados para a festa, nas ruas e encruzilhadas, são todos os destinatários da Boa-Nova, os pobres, os marginalizados, os rejeitados etc. O Reino de Deus se abre a todos, bons e maus, pecadores e santos, gentios e pagãos, puros e impuros. O banquete de bodas é, portanto, o sinal do amor gratuito de Deus ao homem. Os que rejeitam este convite fecham-se ao amor misericordioso de Deus. É a atitude dos que pensam não necessitar da salvação. O banquete está pronto. Encarnou-se o Filho de Deus e se oferece em sacrifício perpetuamente, em cada celebração litúrgica, pela salvação da humanidade. Eis porque Deus continua renovando o seu convite: “Ide pelas encruzilhadas dos caminhos e a todos que encontrardes, convidai-os para as bodas”. A sala da festa está cheia: bons e maus ali se encontram. É a imagem da Igreja aberta a todos. A Eucaristia é o grande sinal do banquete do Reino que antecipa o eterno festim messiânico. Somos felizes, pois somos convidados para as bodas do Cordeiro. (cf Ap.19,9) Agora, pertencemos à Nova Jerusalém, a Jerusalém celeste. Lamentavelmente, muitos ainda são os que continuam a recusar tal convite com as justificativas mais diversas. E, recusar o convite divino é fechar-se à Graça, é escusar-se de participar do banquete do amor e da fraternidade. O banquete não é exclusivo, mas é para todos os irmãos e, por isso, é festa. São João Crisóstomo, na sua Homilia da noite da santa Ressurreição, presenteia-nos com uma das mais belas formulações do convite para o banquete celestial:
Hoje é um dia feliz para nós que escutamos o convite que brota deste Evangelho. Deus nos chama a todos para a festa de seu Filho. Vamos à Igreja com os irmãos celebrar a vitória da Cruz sobre a morte. Acolhamos ao convite do Rei que nos chama a tomar lugar no banquete de seu Filho. Vinde, exultemos de alegria no Senhor! Bibliografia: KONINGS, J. Espírito e Mensagem da Liturgia. Vozes. Petrópolis «Parábola das Bodas» Extraído de «Parábolas Evangélicas»
de autoria do Bispo Alexander (Mileant), «O reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou as bodas de seu filho; e enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; e estes não quiseram vir. Depois enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Porém eles, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu tráfico. E os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícias disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide pois às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo p elos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com vestido de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo vestido nupcial? E ele emudeceu. Disse então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos» (Mt. 22:2-14). No contexto de tudo o que foi dito, e das duas parábolas anteriores, esta parábola não exige explicações especiais. Como sabemos a partir da história, o Reino de Deus (Igreja) passou dos judeus aos povos pagãos, difundiu-se com êxito entre os povos do antigo império Romano, e iluminou-se na plêiade infinita dos fiéis a Deus. O final da parábola dos convidados para as bodas, onde menciona-se o homem que não estava trajado com vestido de núpcias, parece um pouco obscuro. Para compreender esta passagem, deve-se conhecer os hábitos daquela época. Naqueles tempos, os reis, ao convidarem pessoas a uma festa, por exemplo, para uma festa de casamento de um filho do rei, ofertavam-lhes vestes próprias para que todos estivessem trajados de maneira limpa e bela durante o festejo. Mas, de acordo com a parábola, um dos convidados rejeitou o traje real, dando preferência às próprias vestes. Conforme se observa, ele fez isto por orgulho, considerando suas roupas melhores que as reais. Ao rejeitar as vestes reais, ele conturbou o bom andamento da festa e magoou o rei. Devido ao seu orgulho, foi enxotado da festa para as "trevas externas." Nas Escrituras Sagradas, as vestes simbolizavam o estado da consciência. Roupas claras, brancas, simbolizam a pureza e retidão da alma, que são ofertadas como dádivas de Deus, por Sua misericórdia. O homem que rejeitou as vestes reais representa os cristãos orgulhosos que rejeitam a bem-aventurança e a consagração de Deus, ofertadas nos mistérios bem-aventurados da Igreja. A estes "fiéis" jactanciosos podemos comparar os modernos sectários que rejeitam a confissão, a comunhão, e outros meios bem-aventurados oferecidos por Cristo para a salvação das pessoas. Considerando-se santos, os sectários depreciam a importância da quaresma cristã, do celibato voluntário, da vida monástica etc. , apesar das Sagradas Escrituras ressaltarem estes feitos. Estes fiéis imaginários, como escrevia o Apóstolo Paulo, "tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela" (2 Tim. 3:5). Pois a força da piedade não está no exterior, e sim nos feitos pessoais.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||