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  SINAXE - Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  

Domingo, 03 de Janeiro:

 
 
 
 
 
 
 

«Domingo Antes da Festa da Epifania
de Nosso Senhor Jesus Cristo»

 

Apolitikion da Ressurreição (5º tom)

Glorifiquemos fiéis, e adoremos o Verbo Divino, 
eterno com o Pai e o Espírito Santo, 
nascido da Virgem para a nossa salvação; 
pois, em sua carne, deixou-se suspender na cruz, 
padecer a morte e ressuscitar dos mortos 
pela sua gloriosa ressurreição.

Kondakion (5º tom)

Glória ao Pai†, ao Filho e ao Espírito Santo.

Desceste ao Hades, ó Salvador meu,
rompendo suas portas, Tu que és Todo-poderoso,
levantaste contigo os mortos, ó Criador,
destruíste, ó Cristo, o aguilhão da morte.
e libertaste também Adão da maldição,
Tu que amas a humanidade.
Por isso, clamamos, Senhor, salva-nos!

Theotokion (5º tom)

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Alegra-te, ó Mãe de Deus, porta do Senhor!
Alegra-te, amparo e proteção para os que te procuram!
Alegra-te, ó noiva, que em teu ventre geraste teu Criador e Deus!
Roga, sem cessar, por aqueles que glorificam O que nasceu de ti.

Prokimenon

Tu, Senhor, nos guardarás e nos preservarás
desta geração e para sempre!

Salva-me, Senhor, porque o justo desapareceu,
porque a verdade se extinguiu entre os filhos dos homens.

Epístola

[2Tm 4,5-8]

Leitura da Segunda Epístola do Apóstolo São Paulo a Timóteo

u, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Eu cantarei eternamente as tuas misericórdias, Senhor;
anunciarei a tua verdade de geração em geração.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Pois disseste: «a misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno
e nos céus a tua verdade será solidamente estabelecida».
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Mc 1, 1-8]

Evangelho de Nosso Senhor JesusCristo, segundo o Evangelista São Marcos

nício da Boa Nova de Jesus, o Messias, o Filho de Deus. Está escrito no livro do profeta Isaías: «Eis que eu envio o meu mensageiro na tua frente, para preparar o teu caminho. Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!» E foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Toda a região da Judéia e todos os moradores de Jerusalém iam ao encontro de João. Confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão. João se vestia com uma pele de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre. E pregava: «Depois de mim, vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas sandálias. Eu batizei vocês com água, mas ele batizará vocês com o Espírito Santo.»

 

 

Festa da Epifania é de origem oriental. Clemente de Alexandria é o primeiro a mencionar a celebração do Batismo de Jesus. Os testemunhos a respeito disto tornam-se mais numerosos por volta do fim do século IV. O mais antigo é o testemunho de S. Efrém seguidos por São João Crisóstomo, São Gregório de Nissa e São Gregório Nazianzeno. Os testemunhos são particularmente numerosos nos anos de 385 a 390 quando, no Oriente, se introduziu a Festa do Natal e a partir daí ,a Epifania, de celebração da encarnação (como era na origem), passou para a celebração da Festa das Luzes, dos Magos e do Batismo de Jesus.

No Domingo que antecede a Grande Festa da Epifania, o Evangelho nos dá a conhecer a identidade e a missão de São João Batista, de quem o Senhor receberá o Batismo no Rio Jordão.

A Festa do Batismo do Senhor também é conhecida como Santa TEOFANIA ou Santa EPIFANIA, palavras de origem grega que significam "manifestação". A palavra Teofania é mais encontrada no Antigo Testamento, onde Deus se revela aos homens por meio de objetos ou símbolos sagrados (Arca da Aliança) ou através da natureza (fogo, vento, brisa). Já a Epifania é a manifestação do próprio Deus na pessoa do Verbo encarnado; com o Batismo o Senhor inicia sua missão messiânica e redentora no meio dos homens: é a chamada Vida Pública.

Quando Jesus entrou no Rio Jordão para ser batizado, a voz do Pai O revelou como Filho dizendo: «Este é meu Filho muito amado, em quem me comprazo» (Mt 3,17). O Espírito Santo apareceu em forma de pomba. Foi a primeira manifestação do Deus Uno e Trino.

Mesmo com tremenda manifestação de Deus, não podemos dizer que O conhecemos. "Se alguém imagina conhecedor de Deus, não o conhece como convém, pois quem ama a Deus é conhecido por Ele" (1Cor 8,2) Deus se deixa revelar por amor aos seres humanos.

Se o ícone da Natividade realça em suas cores e formas o Mistério de nossa Redenção, através do Nascimento, o ícone do Batismo de Cristo é uma meditação sobre o mesmo mistério sancionado pela Trindade. É uma reflexão sobre a Teologia da Redenção. A obediência do Filho à vontade do Pai é fundamento de nossa salvação.

Quando Jesus pediu a João para ser batizado mostrou-se humilde, mas o Pai O exaltou. Isto está ilustrado no ícone onde a figura central do Cristo é predominante. João Batista inclina-se para Batizar seu Senhor, ciente de que, Aquele a quem batizava ele próprio «não era digno de, sequer, desatar suas sandálias».

A Festa da Epifania é a celebração da Nova Criação. A água, antes símbolo da morte e do pecado (Dilúvio), passa a ser doravante sinal de purificação, nascimento para uma nova vida. Os raios verticais que riscam o Céu significam que Deus desce até nós para nos revelar a identidade de seu Filho. O Céu se abre, e o raio divino alcança o espaço entre as montanhas. No raio, o Espírito é representado como uma pomba que está acima da cabeça do Jesus, o Filho. O Raio central se divide em três significando a Trindade Santíssima.

O Pai, por meio do Filho e no Espírito Santo, se revelam àqueles que estavam nas trevas do pecado. «O Unigênito, que conforme as Santas Escrituras era Deus e Senhor de todas as coisas, nos manifestou sua divindade. Foi visto por aqueles que estavam no Jordão como homem, no entanto era o VERBO imutável, Ele, sempre o mesmo é o autor dos séculos» (São Cirilo de Alexandria)

Com as mãos cobertas por seus mantos em sinal de reverência, os anjos também estão presentes neste magnífico evento, em que o VERBO de Deus se manifesta aos homens na pessoa de Jesus.

Batizando-te no Rio Jordão, ó Senhor,
manifestou-se a adoração à Trindade.
A voz do Pai, porém, testemunhou, chamando-Te Filho amado,
e o Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba,
confirmou a exatidão desta palavra.
Ó Cristo Deus que vieste e iluminaste o mundo, glória a Ti!


Fontes:

GOMES, Folch. Antologia dos Santos Padres - S.P. - Ed Paulinas - 1979.
BERARDINO, Ângelo. Dicionário Patrístico e das Antiguidades Cristãs. Petrópolis RJ Vozes, 2002.
KALA, Thomas. Meditações sobre Ícones - S.Paulo - Paulus, 1995.

 

 
       
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