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Arquidiocese Ortodoxa Grega de Buenos Aires e América do Sul
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  SINAXE - Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  
Domingo, 13 de Setembro:
 
 
 
 
 
 
 

«Domingo anterior à Festa da Exaltação
da Santa, Venerável e Vivificante Cruz»

Apolitikion da Ressurreição (5º tom)

Glorifiquemos fiéis, e adoremos o Verbo Divino,
eterno com o Pai e o Espírito Santo,
nascido da Virgem para a nossa salvação;
pois, em sua carne, deixou-se suspender na cruz,
padecer a morte e ressuscitar dos mortos
pela sua gloriosa ressurreição.

Apolitikion da Festa

Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança. 
Concede à tua Igreja a vitória sobre o mal 
e protege, pela tua Cruz, este povo que é teu.

Kondakion (5º tom)

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

Desceste ao Hades, ó Salvador meu,
rompendo suas portas, Tu que és Todo-poderoso,
levantaste contigo os mortos, ó Criador,
destruíste, ó Cristo, o aguilhão da morte.
e libertaste também Adão da maldição,
Tu que amas a humanidade.
Por isso, clamamos, Senhor, salva-nos!

Theotokion (5º tom)

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Alegra-te, ó Mãe de Deus, porta do Senhor!
Alegra-te, amparo e proteção para os que te procuram!
Alegra-te, ó noiva, que em teu ventre geraste teu Criador e Deus!
Roga, sem cessar, por aqueles que glorificam O que nasceu de ti.

Kondakion da Festa

Ó Cristo Deus,  que, voluntariamente, foste suspenso na Cruz, 
tem compaixão do povo que traz o teu nome. 
Alegra, pelo teu poder, a tua santa Igreja 
e concede-lhe a vitória sobre o mal. 
Que tua aliança seja para nós 
uma arma de paz e um troféu de vitória!

Triságion: 

Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos
e glorificamos a tua santa Ressurreição. (3 vezes) 

Glória ao Pai... 

E glorificamos a tua santa Ressurreição. 

Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos
e glorificamos a tua santa Ressurreição.

Prokímenon

Salva, Senhor, o teu povo
e abençoa a tua herança. (Sl 28, 9)

Clamo a Ti, Senhor, meu rochedo
presta ouvido aos meus rogos. (Sl 28, 1)

Epístola

[Gl 6,11-18]

Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Gálatas

rmãos, vede com que tamanho de letras vos escrevo, de próprio punho! Os que vos obrigam à circuncisão são homens que se querem impor, só para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Pois nem os próprios circuncisos observam a lei. E se fazem questão de que vos mandeis circuncidar, é para terem motivo de se gloriarem na vossa carne.

Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Porque a circuncisão e a incircuncisão de nada valem, mas sim a nova criatura. A todos que seguirem esta regra, a paz e a misericórdia, assim como ao Israel de Deus. De ora em diante ninguém me moleste, porque trago em meu corpo as marcas de Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vosso espírito, irmãos. Amém.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Deus assegura a minha vitória
e me submete os meus adversários.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Salva maravilhosamente seu servo
e usa de misericórdia com seu ungido.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[Jo 3, 13-17]

Evangelho de Nosso Senhor JesusCristo, segundo o Evangelista São João.

aquele tempo, disse Jesus: Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem que está no céu. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna. Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.

 

Festa Litúrgica da Santa Cruz é tão importante no Calendário Litúrgico Bizantino, que inicia suas comemorações já no Domingo que a antecede, preparando o ambiente espiritual dos cristãos, dada a sua relevância. 

A Cruz para a Igreja é sinal e instrumento de Salvação. Por isso, os cristãos orientais, a veneramos gloriosa e vivificante, despida dos sentimentos mórbidos que poderiam ofuscar a sua magnitude. O sofrimento, as dores e a morte que o Senhor sofreu por meio dela, por mais terríveis que pudessem ser, fê-la veículo da nossa Salvação. 

O madeiro por onde escorreu o Sangue precioso do Cristo, não poderia ficar indiferente à Ressurreição do Senhor, pois o Sangue divino estava impregnado nele e o transformou. A Cruz, outrora símbolo da morte, ressuscitou com o Senhor , mostrando-se agora resplandecente. 

Próximo aos tabernáculos (Arthofórion) no interior dos quais estão guardados o Corpo e o Sangue de Cristo Ressuscitado, geralmente, faz par uma Cruz que nos reporta à figura bíblica da serpente de bronze que Moisés elevou no deserto, querendo nos recordar que a Ressurreição é fruto da Cruz assumida. 

Como cristãos não devemos olhar somente para a Cruz, porque nosso objeto de adoração é o Senhor Ressuscitado, e a Ele devemos render-lhe glória. A Cruz sobre a qual Jesus sofreu era, originalmente, apenas um instrumento material de sua morte. Mas, já na época dos apóstolos, ela se transformou em símbolo de redenção operada por Cristo e, portanto, símbolo da fé cristã. O que era execrável instrumento de condenação tornou-se, em Cristo, a âncora de Salvação para o mundo. Por isso São Paulo escreve:

«Nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas par os eleitos ele é a força e sabedoria de Deus.» ( 1Cor 1,23)

Deus pôs no santo Lenho da Cruz a Salvação da humanidade, para que a Vida ressurgisse de onde viera a morte. 

Da árvore do paraíso onde a serpente tentou Eva, nasceu o pecado. Da árvore que deu o lenho para a Cruz de Cristo nasceu a Vida em plenitude e a Salvação para a humanidade. E deste sagrado Lenho o Senhor atrairá para Si a todos e todas as coisas. (Jo 12,32)

Não é pouco comum ouvirmos algumas pessoas dizerem que devemos carregar nossa cruz a cada dia com resignação, aceitando os sofrimentos. Constata-se uma supervalorização do símbolo da dor que ela representa. Se o Senhor carregou sua Cruz, cumprindo a vontade do Pai, também Ele ressuscitou. É nesta verdade que devemos embasar nossas esperanças e fé.

Nunca nos esqueçamos de que a Cruz ressuscitou com o Cristo e se tornou gloriosa e vivificante. 

«Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos
e glorificamos a tua santa Ressurreição».


Fontes Consultadas:

DONADEO, Madre Maria. O Ano Litúrgico Bizantino. Edições Ave Maria

 

 
       
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