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Domingo, 13 de Setembro: |
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«Domingo anterior à Festa da Exaltação
Apolitikion da Ressurreição (5º tom) Glorifiquemos fiéis, e adoremos o Verbo Divino, Apolitikion da Festa Salva, Senhor, o teu povo e abençoa a tua herança. Kondakion (5º tom) †Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Desceste ao Hades, ó Salvador meu, Theotokion (5º tom) Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém Alegra-te, ó Mãe de Deus, porta do Senhor! Kondakion da Festa Ó Cristo Deus,
que, voluntariamente, foste suspenso na Cruz, Triságion: †Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos †Glória ao Pai... E glorificamos a tua santa Ressurreição. †Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos Prokímenon Salva, Senhor, o teu povo Clamo a Ti, Senhor, meu rochedo Epístola [Gl 6,11-18] Leitura da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Gálatas Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Porque a circuncisão e a incircuncisão de nada valem, mas sim a nova criatura. A todos que seguirem esta regra, a paz e a misericórdia, assim como ao Israel de Deus. De ora em diante ninguém me moleste, porque trago em meu corpo as marcas de Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com vosso espírito, irmãos. Amém. Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Deus assegura a minha vitória Salva maravilhosamente seu servo Evangelho [Jo 3, 13-17] Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.
Festa Litúrgica da Santa Cruz é tão importante no Calendário Litúrgico Bizantino, que inicia suas comemorações já no Domingo que a antecede, preparando o ambiente espiritual dos cristãos, dada a sua relevância. A Cruz para a Igreja é sinal e instrumento de Salvação. Por isso, os cristãos orientais, a veneramos gloriosa e vivificante, despida dos sentimentos mórbidos que poderiam ofuscar a sua magnitude. O sofrimento, as dores e a morte que o Senhor sofreu por meio dela, por mais terríveis que pudessem ser, fê-la veículo da nossa Salvação. O madeiro por onde escorreu o Sangue precioso do Cristo, não poderia ficar indiferente à Ressurreição do Senhor, pois o Sangue divino estava impregnado nele e o transformou. A Cruz, outrora símbolo da morte, ressuscitou com o Senhor , mostrando-se agora resplandecente. Próximo aos tabernáculos (Arthofórion) no interior dos quais estão guardados o Corpo e o Sangue de Cristo Ressuscitado, geralmente, faz par uma Cruz que nos reporta à figura bíblica da serpente de bronze que Moisés elevou no deserto, querendo nos recordar que a Ressurreição é fruto da Cruz assumida. Como cristãos não devemos olhar somente para a Cruz, porque nosso objeto de adoração é o Senhor Ressuscitado, e a Ele devemos render-lhe glória. A Cruz sobre a qual Jesus sofreu era, originalmente, apenas um instrumento material de sua morte. Mas, já na época dos apóstolos, ela se transformou em símbolo de redenção operada por Cristo e, portanto, símbolo da fé cristã. O que era execrável instrumento de condenação tornou-se, em Cristo, a âncora de Salvação para o mundo. Por isso São Paulo escreve: «Nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas par os eleitos ele é a força e sabedoria de Deus.» ( 1Cor 1,23) Deus pôs no santo Lenho da Cruz a Salvação da humanidade, para que a Vida ressurgisse de onde viera a morte. Da árvore do paraíso onde a serpente tentou Eva, nasceu o pecado. Da árvore que deu o lenho para a Cruz de Cristo nasceu a Vida em plenitude e a Salvação para a humanidade. E deste sagrado Lenho o Senhor atrairá para Si a todos e todas as coisas. (Jo 12,32) Não é pouco comum ouvirmos algumas pessoas dizerem que devemos carregar nossa cruz a cada dia com resignação, aceitando os sofrimentos. Constata-se uma supervalorização do símbolo da dor que ela representa. Se o Senhor carregou sua Cruz, cumprindo a vontade do Pai, também Ele ressuscitou. É nesta verdade que devemos embasar nossas esperanças e fé. Nunca nos esqueçamos de que a Cruz ressuscitou com o Cristo e se tornou gloriosa e vivificante. «Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos Fontes Consultadas: DONADEO, Madre Maria. O Ano Litúrgico Bizantino. Edições Ave Maria
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