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Suplemento Litúrgico para os Domingos e Grandes Festas  Domingo, 5 de janeiro de 2020:
 
 
 

«Domingo antes da Festa da Teofania»

(29º Domingo depois de Pentecostes (Modo 4)

Memória dos Santos Teopento e Teonas, mártires (†fim do séc. III);
e Santa Sinclética, monja († ?).

Os hinos de hoje convidam-nos a ir em espírito ao Rio Jordão, onde o Criador vem para ser batizado. Ele é a luz que brilha nas trevas (Jo 1,5), e hoje a luz começa a vencer a escuridão.

Vésperas

Apolitikion

Prepara-te, ó Zabulon, apronta-te, ó Neftali,
e tu, Rio Jordão, pára e recebe com alegria
o Senhor que vem para ser batizado.
Rejubila-te, ó Adão, com a primeira Mãe
e não vos escondais como outrora no paraíso;
porque quando ele vos viu nus,
manifestou-se para revestir-vos com a veste primeira.
Cristo apareceu para renovar toda a criação!

Kondakion

Hoje o Senhor entrou nas águas do Jordão
e clamou a João: «Não tenhas receio de me batizar,
pois eu vim para salvar Adão, o primeiro a ser criado».

Matinas

Evangelho

[JO 20: 1-10]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São João.

o primeiro dia da semana; Maria Madalena vai ao sepulcro, de madrugada, quando ainda estava escuro e vê que a pedra fora retirada do sepulcro. Corre, então, e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que Jesus amava, e lhes diz: "Retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram". Pedro saiu, então, com o outro discípulo e se dirigiram ao sepulcro. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. Inclinando-se, viu as faixas de linho por terra, mas não entrou. Então, chega também Simão Pedro, que o seguia, e entra no sepulcro; vê as faixas de linho por terra e o sudário que cobrira a cabeça de Jesus. O sudário não estava com os panos de linho no chão, mas enrolado em lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: e viu e creu. Pois ainda não tinham compreendido que, conforme a Escritura, ele devia ressuscitar dos mortos. Os discípulos, então, voltaram para casa.

Divina Liturgia

Apolitikion da Ressurreição (Modo 4)

Ouvindo do Anjo o alegre anúncio da Ressurreição,
que da antiga condenação nos libertou,
as discípulas do Senhor,
disseram envaidecidas aos apóstolos:
«A morte foi vencida, o Cristo Deus ressuscitou,
revelando ao mundo a grande misericórdia!».

(Em grego)

Το φαιδρόν της αναστάσεως κήρυγμα,
εκ του αγγέλου μαθούσαι αι του Κυρίου μαθήτριαι,
και την προγονικήν απόφασιν απορρίψασαι,
τοις αποστόλοις καυχώμεναι έλεγον,
εσκύλευται ο θάνατος, ηγέρθη Χριστός ο Θεός,
δωρούμενος τω κόσμω το μέγα έλεος.

Prokimenon (Modo 4)

Tu és bendito Senhor, Deus de nossos pais
e teu nome é louvado e glorificado pelos séculos.

Pois és justo em todas as coisas que nos fizeste
tuas obras são verdadeiras e retos os teus caminhos.

Epístola

[2TM 4: 5-8]

Segunda Epístola do Apóstolo São Paulo a Timóteo.

u, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.

Aleluia (Modo 4)

Aleluia, aleluia, aleluia!

Cinge a tua espada, com majestade e esplendor,
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Amaste a justiça e detestaste a iniqüidade,
por isso Deus te ungiu com o óleo da alegria.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Evangelho

[MC 1: 1-8]

Evangelho de Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Marcos.

rincípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías: "Eis que eu envio o meu mensageiro diante de ti, a fim de preparar o teu caminho; voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, tornai retas suas veredas. João Batista esteve no deserto proclamando um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados. E iam até ele toda a região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando seus pecados. João se vestia de pelos de camelo e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre. E proclamava: "Depois de mim, vem aquele que é mais forte do que eu, de quem não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias. Eu vos batizei com água. Ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo".

 

A Festa da Epifania do Senhor

Festa da Epifania é de origem oriental. Clemente de Alexandria é o primeiro a mencionar a celebração do Batismo de Jesus. Os testemunhos a respeito disto tornam-se mais numerosos por volta do fim do século IV. O mais antigo é o testemunho de S. Efrém seguidos por São João Crisóstomo, São Gregório de Nissa e São Gregório Nazianzeno. Os testemunhos são particularmente numerosos nos anos de 385 a 390 quando, no Oriente, se introduziu a Festa do Natal e a partir daí ,a Epifania, de celebração da encarnação (como era na origem), passou para a celebração da Festa das Luzes, dos Magos e do Batismo de Jesus. No Domingo que antecede a Grande Festa da Epifania, o Evangelho nos dá a conhecer a identidade e a missão de São João Batista, de quem o Senhor receberá o Batismo no Rio Jordão.

A Festa do Batismo do Senhor também é conhecida como Santa TEOFANIA ou Santa EPIFANIA, palavras de origem grega que significam "manifestação". A palavra Teofania é mais encontrada no Antigo Testamento, onde Deus se revela aos homens por meio de objetos ou símbolos sagrados (Arca da Aliança) ou através da natureza (fogo, vento, brisa). Já a Epifania é a manifestação do próprio Deus na pessoa do Verbo encarnado; com o Batismo o Senhor inicia sua missão messiânica e redentora no meio dos homens: é a chamada Vida Pública.

Quando Jesus entrou no Rio Jordão para ser batizado, a voz do Pai O revelou como Filho dizendo: «Este é meu Filho muito amado, em quem me comprazo» (Mt 3,17). O Espírito Santo apareceu em forma de pomba. Foi a primeira manifestação do Deus Uno e Trino.

Mesmo com tremenda manifestação de Deus, não podemos dizer que O conhecemos. "Se alguém imagina conhecedor de Deus, não o conhece como convém, pois quem ama a Deus é conhecido por Ele" (1Cor 8,2) Deus se deixa revelar por amor aos seres humanos.

Se o ícone da Natividade realça em suas cores e formas o Mistério de nossa Redenção, através do Nascimento, o ícone do Batismo de Cristo é uma meditação sobre o mesmo mistério sancionado pela Trindade. É uma reflexão sobre a Teologia da Redenção. A obediência do Filho à vontade do Pai é fundamento de nossa salvação.

Quando Jesus pediu a João para ser batizado mostrou-se humilde, mas o Pai O exaltou. Isto está ilustrado no ícone onde a figura central do Cristo é predominante. João Batista inclina-se para Batizar seu Senhor, ciente de que, Aquele a quem batizava ele próprio «não era digno de, sequer, desatar suas sandálias».

A Festa da Epifania é a celebração da Nova Criação. A água, antes símbolo da morte e do pecado (Dilúvio), passa a ser doravante sinal de purificação, nascimento para uma nova vida. Os raios verticais que riscam o Céu significam que Deus desce até nós para nos revelar a identidade de seu Filho. O Céu se abre, e o raio divino alcança o espaço entre as montanhas. No raio, o Espírito é representado como uma pomba que está acima da cabeça do Jesus, o Filho. O Raio central se divide em três significando a Trindade Santíssima.

O Pai, por meio do Filho e no Espírito Santo, se revelam àqueles que estavam nas trevas do pecado. «O Unigênito, que conforme as Santas Escrituras era Deus e Senhor de todas as coisas, nos manifestou sua divindade. Foi visto por aqueles que estavam no Jordão como homem, no entanto era o VERBO imutável, Ele, sempre o mesmo é o autor dos séculos» (São Cirilo de Alexandria)

Com as mãos cobertas por seus mantos em sinal de reverência, os anjos também estão presentes neste magnífico evento, em que o VERBO de Deus se manifesta aos homens na pessoa de Jesus.

Batizando-te no Rio Jordão, ó Senhor,
manifestou-se a adoração à Trindade.
A voz do Pai, porém, testemunhou, chamando-Te Filho amado,
e o Espírito Santo, aparecendo em forma de pomba,
confirmou a exatidão desta palavra.
Ó Cristo Deus que vieste e iluminaste o mundo, glória a Ti!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BÍBLIA – Bíblia de Jerusalém (Nona Edição Revista e Ampliada). São Paulo: Paulus, 2013.

GOMES, Folch. Antologia dos Santos Padres - São Paulo: Ed. Paulinas, 1979.

BERARDINO, Ângelo. Dicionário Patrístico e das Antiguidades Cristãs. Petrópolis: Ed. Vozes, 2002.

KALA, Thomas. Meditações sobre Ícones - S.Paulo: Ed.Paulus, 1995.

 

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