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21 de Novembro: «Festa da Apresentação da Santíssima Mãe de Deus no Templo» Apolitikion da Ressureição (1º tom) Embora a pedra fosse selada pelos judeus Apolitikion da Festa (4º tom) Hoje é o prelúdio da benevolência de Deus Kondakion da Ressurreição (1º tom) Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo. Tu, sendo Deus, te levantaste do túmulo, Theotokion (1º tom) Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém. Quando Gabriel te saudou, ó Virgem, dizendo: "alegra-te!" Kondakion da Festa (4º tom) O templo puríssimo do Salvador, a Virgem, Prokimenon da Festa Minha alma glorifica o Senhor, Porque voltou seus olhos para a humildade de sua serva; Epístola Leitura da Epístola aos Hebreus [Hb 9, 1-7]
Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Ouve, filha, vê e inclina o teu ouvido A filha de Tiro e os ricos do povo Evangelho Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo o Evangelista São Lucas (Lc 10, 38-42; 11,27-28)
Hirmos Os anjos, vendo a entrada da Puríssima,
Quando a Santíssima Virgem Maria era ainda uma jovem menina, eles a levaram ao Templo, acompanhada por virgens com lamparinas, e a colocaram no primeiro degrau da escada. De acordo com a antiga tradição, Maria subiu os quinze degraus do Templo sozinha. No topo da escada o sumo sacerdote a encontrou e, cheio do Espírito Santo, conduziu-a não só até o altar, mas mesmo até o Santo dos Santos onde, de acordo com a Lei, o próprio sumo sacerdote só podia entrar uma vez por ano. O povo ficou assombrado com essa entrada, e os anjos de Deus maravilharam-se também. Os Cristãos celebram esse evento em 21 de novembro como um portento de reconciliação do homem com Deus através do poder de Cristo.1 Esta festa litúrgica é celebrada nas Igrejas do Oriente desde o século VI, quando foi inaugurada uma igreja na cidade de Jerusalém em 543. Pouco a pouco foi se transformando em comemoração local para, gradativamente, estender-se por todo Oriente e implantar-se em Constantinopla, entre os séculos VII e VIII. Contribuíram para isto alguns Patriarcas como Germano e Tarásios. Embora não seja testificada pelo Evangelho, mas apenas embasada na Tradição viva da Igreja Primitiva, é celebrada com tanta piedade como as demais festas marianas do calendário litúrgico. A Igreja, celebrando esta festa, não quer recordar a entrada de Maria no Templo, simplesmente como fato histórico, mas quer enaltecer, mais uma vez, as virtudes de Maria que são modelos a serem seguidos por todos nós cristãos. A Apresentação de Maria no Templo nos apresenta dois Evangelhos ricos em significados: no Orthros, Maria declama seu "Magnificat" e, na Liturgia, Jesus visita Marta e Maria. Reza a Tradição que Maria, ao ser apresentada, contava com três anos de idade; e desde então se doou a Deus de maneira plena, tornando-se disponível à sua vontade. Desde o início ela foi a "Serva do Senhor" (Lc 1,38) a quem amou e serviu com todas as forças. Maria preparou-se desde pequena para "tornar-se ela própria "templo" do Altíssimo. O anjo Gabriel anunciou tal realidade dizendo: "Não temas Maria, pois encontraste graça aos olhos de Deus". E a sua resposta é um célebre poema que enaltece a humildade e destrona o orgulho. A humildade, a simplicidade, a singeleza e a sinceridade são características freqüentes em uma criança. Maria foi apresentada portando estes atributos. O crescimento não destituiu esses predicados da Virgem de Nazaré, mas fê-los permanentes. O silêncio de Maria e suas orações freqüentes acolhem a vontade de Deus com amor, pois produziu dedicação. Maria cooperou na obra da Redenção dando seu "Sim", não de maneira passiva, mas numa operosa atividade. O seu "Sim" foi mantido e acentuado em toda a vida, até mesmo no calvário onde, também ela, ofereceu seu Filho que se oferecia por nossa Salvação. Escolhida para ser mãe, pôs-se a serviço e se declarou serva. O mundo está cansado de palavras, de gestos ruidosos. Maria faz. No silêncio, realiza aos poucos sua parte. Maria é a nova Eva que gerou pelo seu "sim" o novo Adão. A primeira Eva foi a mulher do primeiro Adão e a ele prestava seus serviços como esposa dedicada, mas, porque fraca e desobediente, pecou. A Nova Eva é mãe do Novo Adão, que por amor e profundo respeito a Ele, doou-se por inteira; e porque fiel e obediente, trouxe ao mundo o perdão e a redenção. Onde havia abundado o pecado, pelo "Sim" de Maria a Graça superabundou . Maria é modelo de fé adulta, esclarecida, consciente. Uma fé que enfrenta todas as dificuldades, sem duvidar da presença de Deus em sua vida. A Festa da Entrada da Virgem Maria no Templo acontece um pouco antes da Natividade do Senhor. É um convite a uma mais profunda e esmerada preparação para que possamos viver este tempo de graça em plenitude. Notas: [1] Manual de Serviços Divinos, |
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