![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||
![]() |
||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
«Agora Senhor, (Lc 2, 29-33)» 02 de Fevereiro: «Festa da Apresentação do Senhor no Templo» Issodikon O Senhor fez conhecer a sua salvação; Salva-nos, ó Filho de Deus, Apolitikion da Festa (1º tom) Salve ó Virgem, Mãe de Deus, cheia de graça, Kondakion da Festa (1º tom) Tu, que santificaste, pelo teu nascimento, o seio virginal Prokimenon Minha alma glorifica o Senhor, Porque voltou seus olhos para a humildade de sua serva; Epístola [Hb 7, 7-17] Leitura da Epístola de São Paulo aos Hebreus Aleluia Aleluia, aleluia, aleluia! Agora, Senhor, podes deixar teu servo ir em paz Porque meus olhos viram a tua salvação Evangelho [Lc 2, 22-40] Leitura do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus†Cristo, segundo São Lucas Em Jerusalém vivia um homem piedoso e justo, chamado Simeão, que esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito do Senhor estava com ele. Pelo próprio Espírito Santo, ele teve uma revelação divina de que não morreria sem ver o Cristo Senhor. Movido pelo Espírito, ele foi ao templo. Quando os pais levaram o menino Jesus ao templo para cumprirem as disposições da Lei, Simeão tomou-o nos braços e louvou a Deus, dizendo: «Agora. Senhor, segundo a tua promessa, deixas teu servo ir em paz. Meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo.» O pai e a mãe ficavam admirados com aquilo que diziam do menino. Simeão os abençoou e disse a Maria. mãe de Jesus: Este será causa de queda e de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição — a ti, uma espada te traspassará a alma! — e assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Ela era de idade avançada. Quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo; dia e noite servia a Deus com jejuns e orações. Naquela hora. Ana chegou e se pôs a louvar Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo conforme a Lei do Senhor, eles voltaram para Nazaré, sua cidade, na Galiléia. O menino foi crescendo, ficando forte e cheio de sabedoria. A Graça de Deus estava com ele. Hirmos Ó Mãe de Deus, esperança de todos os cristãos, Kinonikon Tomarei o cálice da salvação OBS.: Na Bênção Final: «Que, aquele que quis ser carregado nos braços do justo Simeão para nossa salvação, o Cristo ...»
«Hoje, com Simeão e Ana, contemplamos o Divino Menino, (S. João Crisóstomo) «Maria, a Virgem Mãe, a primeira a ser verdadeiramente o Templo Santíssimo de Deus vivo, aquela que é toda pura e toda santa, sem necessidade cumpriu o ritual da purificação, levou o Primogênito de Deus ao templo para realizar o que foi prometido a Simeão.» (São Basílio) A Festa da Purificação e da Apresentação do Senhor no Templo é também conhecida como a «Festa da Candelária», devido à procissão de velas que é realizada neste dia, principalmente na Igreja de Jerusalém e nas de tradição eslava. Este rito das velas tem origem nas palavras de Simeão referindo-se ao Menino, «Luz que brilhará sobre todas as nações, e glória do teu povo, Israel.». São Cirilo de Alexandria exortava que «celebremos o mistério deste dia com lâmpadas flamejantes.». Jesus é a Luz do mundo que ilumina a todos que estão nas trevas. É fonte e principio da luz eterna que faz brilhar no coração de seus filhos a Luz que não se extingue. A Festa da Apresentação também recebe o nome de "Festa do Encontro" ou "Hypapántê" sublinhando o encontro do velho Simeão com Jesus. É a humanidade que se reconcilia com a Divindade. É as bodas entre Deus e seu povo. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao templo onde encontrou José e Maria que conduziam o Menino, cumprindo desta forma, a Lei. Simeão tomou-O em seus braços e bendisse a Deus: «Agora Senhor, deixa teu servo ir em paz, segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a salvação que preparaste ante face de todos os povos, luz que brilhará sobre todas as nações, e glória do teu povo, Israel" . (Lc 2, 29-33) Deste modo, Cristo é apresentado por Simeão ao mundo como Sacramento do encontro e da reconciliação com Deus. Logo, tal encontro passa necessariamente pela mediação da humanidade de Jesus. A aceitação deste mistério dá nova dimensão à fé. Constitui-se na absoluta necessidade de se encontrar Deus, único Autor da Salvação, na pessoa humano-divina de Jesus. O Santo Encontro entre o velho Simeão e o Menino Jesus representa o encontro entre o Antigo Testamento (Hebreu) com o Novo Testamento (Cristão): «Na pessoa do Menino, acontece a convergência entre a Antiga e a Nova Lei. É o ponto de chegada daqueles que tanto esperavam o Messias e o ponto de partida para aqueles que vivem a plenitude dos tempos, onde o Reino de Deus se faz presente entre os homens.» São Clemente de Alexandria. A idade avançada daquele que recebe o Menino nos braços indica a longa espera do povo hebreu frente à novidade recente da promessa cumprida. Por isso, durante a festa canta-se: «O velho Simeão leva o Menino, mas o Menino é quem o conduz.» Contemplando o Ícone da festa, observamos que resplandece a pessoa do Menino que é apresentado como Senhor e Redentor. Seu rosto não está voltado para a sua mãe, mas para Simeão. Este O recebe em seus braços e seu corpo está inclinado, formando como que um receptáculo que acolhe o Rei de Israel. De pé sobre um estrado, para simbolizar sua dignidade sacerdotal, tem as mãos cobertas em sinal de veneração e humildade, formando um pequeno trono para o Menino. Um pouco mais atrás, está a profetisa Ana que aponta com o dedo para o menino, simbolizando que também ela contempla o Salvador aguardado por tantas gerações. A Mãe de Deus, ligeiramente inclinada, eleva suas mãos, também cobertas, num gesto de oferenda. Importante que observemos que o Salvador não se encontra em seus braços. Esta estranha distância entre o Menino e sua Mãe, estão iconografadas na cena de Belém, onde o menino se encontra deitado na manjedoura, e na Festa da Apresentação. Todos os demais ícones de Maria com o Menino mostram a Virgem segurando a Divina criança em seus braços. São João Crisólogo se refere a este fato dizendo: «Os braços da Mãe que antes era Trono do Salvador, oferecendo o mais precioso dos Dons ao Altíssimo, sente saudades de portar o Rei da Glória. O Cordeiro, ciente que sua vida é pura oblação em prol da humanidade que veio regenerar, deixa os braços calorosos da Mãe e se entrega aos braços da Antiga Lei, como obediente servo de Deus.» São João Crisólogo. A disposição das figuras ao fundo acentua a relevância daqueles que aparecem em primeiro plano. O templo central indica o lugar donde acontece o encontro. Os dois edifícios laterais, unidos por um véu vermelho, simbolizam que as bodas entre Deus e a humanidade se realizaram com a vinda do Salvador. «Sião, adorna tua câmara nupcial e recebe o Cristo Rei. (Canto de Procissão da Candelária) Ao ver o Filho de Deus em seus braços, Simeão se certificou que os homens receberiam a filiação divina e estavam salvos. (Gl 4,4-7). Somos assim agraciados com o título de filhos no Filho e por isso podemos chamar a Deus de Pai. (Ef 1,5;2,18). Que possamos nesta festa da Igreja ser apresentados ao Senhor, plenamente renovados pelas luzes do Espírito Santo, e que Ele realize em nós a obra da sua Misericórdia como fez com Simeão, dando-nos a alegria de ter, não somente nos braços, mas em nossos corações, o próprio Cristo, Pão Vivo que desceu do Céu. Fontes de Consulta: WEITZMANN, Kurt. Revista Fuentes: "Las Doce Fiestas", Anuário 1994;
«Luz para se revelar às nações»
Vamos, irmãos! Vede o círio que hoje arde entre as mãos de Simeão! Vinde buscar nele a luz, vinde acender nele as vossas velas, quero dizer, as lâmpadas que o Senhor quer ver entre as vossas mãos (Lc 12, 35). «Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes» (Sl 33, 6). Não tanto por levardes círios nas mãos como por serdes vós mesmos círios que brilham por dentro e por fora, para vosso bem e para o dos outros: … Jesus iluminará a vossa fé, fará brilhar o vosso exemplo, inspirar-vos-á uma palavra de bem, tornará ardente a vossa oração, purificará a vossa intenção… E para ti que possuis interiormente tantas lâmpadas acesas, quando se extinguir a chama desta vida, brilhará a luz da vida que não se extingue. Aparecerá para ti, no ocaso, o esplendor do meio-dia. No momento em que julgues extinguir-te, erguer-te-ás como a estrela da manhã (Jb 11, 17) e as trevas brilharão como a luz em pleno dia (Is 38, 10). Já não haverá sol durante o dia nem a luz da lua te iluminará, mas o Senhor será a tua luz eterna (Is 60,19), porque a lâmpada da nova Jerusalém é o Cordeiro (Ap 21, 23), a Ele a bênção e a glória pelos séculos dos séculos! Amém. B. Guerrico de Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense «Homilia para a festa das luzes» «Eu vim como a luz ao mundo,
É evidente que, dado que a luz veio a este mundo (Jo 1, 9), iluminando os que estavam nas trevas, porque nos visitou a “luz do alto” (Lc 1, 78), esse mistério é o nosso mistério. […] Corramos, pois, todos juntos, vamos todos ao encontro de Deus. […] Deixemo-nos iluminar a todos por Ele, meus irmãos, tornemo-nos todos resplandecentes. Que nenhum de nós permaneça afastado desta luz, como se fosse um estrangeiro; que nenhum se obstine em permanecer mergulhado na noite. Pelo contrário, avancemos para a claridade; caminhemos, iluminados, ao seu encontro, e recebamos, com o velho Simeão, esta luz gloriosa e eterna. Com ele exultemos de todo o coração e cantemos um hino de acção de graças a Deus, Pai da luz (Tg 1,17), que nos enviou a claridade verdadeira, para nos tirar das trevas e nos tornar resplandecentes. Graças a Cristo, também nós vimos salvação de Deus, que Ele preparou “em favor de todos os povos”, e que manifestou para “glória de Israel” (Lc 2, 30-32). E também nós fomos libertados da noite do nosso pecado, como Simeão o foi dos laços da vida presente, ao ver Cristo. São Sofrônio de Jerusalém (?-639), monge, bispo
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||