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  NOVEMBRO-2014  
 
 
 

06/12/2014:

DOM AMFILÓQUIO EM VISITA PASTORAL NO BRASIL

Dom Amfilóquio Radovitch, metropolita de Montenegro, escolhido pelo sínodo da Sérvia para organizar a diocese em toda América Latina, visitou neste sábado, 06 de dezembro, a Paróquia ortodoxa sérvia São João Crisóstomo, no Agreste de Caruaru - PE, onde participou de uma celebração com religiosos locais (...). Para Dom Amfilóquio, é importante fazer tais viagens, a fim de acompanhar e conhecer os fiéis. O Bispo da Diocese Católica de Caruaru, Dom Bernardino Marchió recebeu Dom Amfilóquio na Igreja do Sagrado Coração, na cidade. "Isso é muito importante. Inclusive, na semana passada, o papa Francisco esteve na Turquia, em Istambul, e teve um contato muito importante com o Patriarca Bartolomeu I. E nós procuramos essa comunhão fraterna porque Jesus nos pediu que todos sejam um, para que o mundo creia. E nós queremos a unidade de todas as igrejas", frisou. Segundo o padre Jairo Carlos, Dom Amfilóquio Radovitch já visitou lugares como a Catedral da Anunciação da Mãe de Deus, sede da Diocese na América Latina, e a missão ortodoxa sérvia de São Pedro e São Paulo em Campinas. A agenda inclui Recife e, de lá, a América Central. O religioso também informa que o bispo é professor da Universidade de Belgrado, capital da Sérvia, e foi de grande importância na reconstrução do país após a II Guerra Mundial. Encontro de religiosos ortodoxos e católicos em Caruaru, Pernambuco (Foto: Reprodução / TV Asa Branca).

30/11/2014:

FRENTE A FRENTE, COMO IRMÃOS, NA FIDELIDADE AO EVANGELHO.

No Fanar, tudo está pronto para a chegada do «Bispo irmão da Primeira Roma». Aqui, na antiga sede do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, os ruídos do tráfego somem. Só a voz do muezim da mesquita ao lado rompe o silêncio. Nestes muros seculares, recém-restituídas pelas restaurações ao seu formato original, o irmão da Igreja do Oriente, Bartolomeu, acolherá o Papa Francisco. A reportagem é de Stefania Falasca, publicada no jornal Avvenire, 28-11-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Sobre o que falarão? As palavras do Patriarca nos levam direto às fontes, «à fonte que ilumina a Igreja». Indicam «uma teofania nova na vida da Igreja», com lucidez se detêm «no espírito mundano», «na autoafirmação», como «raízes últimas da divisão» e da falta de unidade, revelando o profundo sensus ecclesiae que o une ao Bispo de Roma. É na vigília da festa do Apóstolo André e é justamente na comum memória do Primeiro Chamado que o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu marcaram um encontro para olhar juntos para o futuro. (Leia a entrevista na íntegra)

29/11/2014:

IRMÃOS NA ESPERANÇA, PARA CAMINHAR JUNTOS

Após a Missa, o Papa se dirigiu à sede do Patriarcado de Constantinopla, para participar na Oração de vésperas da festa de Santo André com o patriarca Bartolomeu. Através das palavras do profeta Zacarias – comentou o Papa numa breve intervenção – o Senhor mostra-nos “o fundamento que está na base da nossa tensão entre um hoje e um amanhã, a rocha firme sobre a qual podemos mover juntos os nossos passos com alegria e esperança; este alicerce rochoso é a promessa do Senhor: «Eis que eu salvo o meu povo do Oriente e do Ocidente (…) na fidelidade e justiça».
Dirigindo-se ao “venerado e querido Irmão Bartolomeu”, Papa Francisco agradeceu-o pelo seu acolhimento fraterno, observando: «Sinto que a nossa alegria é maior porque a fonte está mais além, não está em nós, não está no nosso compromisso e nos nossos esforços – que também existem, como de dever –, mas está na comum entrega à fidelidade de Deus, que lança as bases para a reconstrução do seu templo que é a Igreja (cf. Zc 8, 9). Está aqui a semente da paz (Zc 8, 12); está aqui a semente da alegria. Aquela paz e aquela alegria que o mundo não pode dar, mas que o Senhor Jesus prometeu aos seus discípulos e lha deu como Ressuscitado, no poder do Espírito Santo. André e Pedro – prosseguiu ainda o Papa – ouviram esta promessa, receberam este dom. (André e Pedro) eram irmãos de sangue, mas o encontro com Cristo transformou-os em irmãos na fé e na caridade. E nesta noite jubilosa, nesta oração de vigília, quero sobretudo dizer: irmãos na esperança. Que grande graça, Santidade, poder ser irmãos na esperança do Senhor Ressuscitado! Que grande graça – e que grande responsabilidade – poder caminhar juntos nesta esperança, sustentados pela intercessão dos Santos irmãos Apóstolos André e Pedro!»

E o Papa terminou pedindo ao Patriarca uma bênção para si e para a Igreja de Roma. No final da celebração, o Patriarca Bartolomeu convidou o Papa a subir consigo ao segundo andar da residência patriarcal, para um colóquio privado... (Leia mais...)

26/11/2014:

Francisco na Turquia: o abraço com Bartolomeu

De novo um papa no Bósforo. Depois de Paulo VI (1967), João Paul II (1979) e Bento XVI (2006), é a vez de Francisco. Pedro vai se encontrar com o irmão André em uma terra marcada pela experiência de outro papa, João XXIII, que lá, quando ainda era Dom Ângelo Giuseppe Roncalli, foi núncio por dez anos e aprendeu a amar os irmãos ortodoxos.

(...) O rebanho de Bartolomeu em solo turco é numericamente irrelevante: é a menor Igreja cristã da Turquia (entre 600 e 1.000 unidades, no máximo), com exceção de um certo número de comunidades pertencentes ao arquipélago das novas Igrejas protestantes, que são praticamente comunidades domésticas. Mas, para além dos números pequenos, o que conta para o mundo greco-ortodoxo é a história da sede de Constantinopla, que, até hoje, sempre garantiu ao Patriarca uma espécie de papel como primus-inter-pares em relação aos líderes das outras Igrejas autocéfalas da ortodoxia. Um primado a partir do qual Bartolomeu convocou, para 2016, o tão sonhado Sínodo pan-ortodoxo (uma espécie de Concílio Vaticano da Ortodoxia).

(...) As relações de autoridade no mundo ortodoxo não são as mesmas que caracterizam a Igreja Católica: o valor da autonomia das Igrejas é substancial (o princípio da autocefalia ) e muitas vezes também foi causa de tensões particularmente importantes. É claro que o mundo ortodoxo está em busca de uma relação mais compartilhada, de caminhos comuns de testemunho cristão em uma Europa que muda, e, para isso, é importante também um serviço à unidade de um primus-inter-pares. A sede constantinopolitana sempre reivindicou esse papel histórico, hoje fortemente contestado em nome de um dado acima de tudo estatístico: o Patriarca de Constantinopla é pastor de uma comunidade que, em 99%, se encontra em diáspora, é um pastor sem rebanho ou, melhor, com um rebanho distante. Acho que a ideia da convocação de um Sínodo pan-ortodoxo visa a repensar as relações entre Igrejas e o modo de se comunicar com um mundo que, muitas vezes, contesta as próprias bases da fé. A nossa esperança, como cristãos, é que esse projeto possa finalmente se realizar e ter um impacto realmente significativo no coração da ortodoxia e de toda a cristandade.

20/11/2014:

PAPA AUTORIZA PADRES CASADOS ORIENTAIS NO OCIDENTE.

O papa Francisco acaba com a ideia de que, no Ocidente, não é oportuno que os fiéis das Igrejas católicas de rito latino “vejam” padres casados entre os seus irmãos católicos das Igrejas orientais. A decisão do papa foi tomada no dia 13 de dezembro de 2013, em uma audiência com o cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, mas foi posta por escrito apenas no dia 14 de junho de 2014. Ela põe fim em uma longa polêmica que começou em torno de 1880 nos Estados Unidos. Na época, os bispos católicos latinos haviam se insurgido contra a presença de padres casados entre os emigrados da Igreja católica rutena (da Ucrânia ocidental), e isso havia levado à sua proibição em 1890, depois à proibição categórica de ordenar homens casados naquela Igreja, em 1930. Em seguida, 200 mil fiéis passaram para a Igreja Ortodoxa. Paralelamente, um decreto romano de 1929 proibira a presença de padres casados em todas as Igrejas orientais na América do Norte e do Sul, no Canadá e na Austrália, e a medida havia se estendida ao território da Europa ocidental. Nestes últimos anos, o problema havia surgido novamente na Congregação para as Igrejas Orientais e também na Congregação para a Doutrina da Fé, como explica o decreto publicado em junho passado, que cita a possibilidade de exceções, permitidas por vontade de Bento XVI ... (Continue lendo)

16/11/2014

V ASSEMBLEIA DOS BISPOS ORTODOXOS DA AMÉRICA LATINA.

De 13 a 14 de novembro de 2014, na cidade de Lima, capital do Perú, realizou-se a V Assembleia dos Bispos Ortodoxos da América Latina , sob a convocação e presidência de S. Em.ncia Dom Athenágoras, Arcebispo Metropolitano do México. O evento contou com as presenças de S. Em.ncia Dom Tarasios, Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires; de S. Ex.cia. Dom Iosif, Bispo de Patara (Patriarcado Ecumênico de Constantinopla); S. Em.ncia Dom Kirill Arcebispo de Buenos Aires, Patriarcado de Moscou - ROCOR; de S. Em.ncia Dom Crisóstomo e S de Ex.cia Dom Ambrósio, da Eparquia do Brasil da Igreja Ortodoxa da Polônia . A convite do presidente, Dom Athenagoras,  Dom Iosif abriu a agenda de trabalhos proferindo uma conferência sobre «A dinâmica ‘justiça -injustiça' na América Latina como o desafio pastoral e intelectual para a Igreja Ortodoxa». Após a apresentação dos bispos presentes, explanou-se acerca da situação social na América Latina e, em particular, sobre como é possível aos ortodoxos oferecerem testemunhos de sua fé nestas localidades. Em seguida, cada bispo compartilhou com os demais membros da Assembleia as suas experiências pastorais, administrativas e espirituais, bem como, sobre os desafios que enfrentam em suas respectivas províncias eclesiásticas. Depois, os coordenadores das diversas comissões de trabalho apresentaram os respectivos relatórios sobre suas atividades, abordando aspectos da experiência de cada Igreja nas diversas áreas de pastoral. Por fim, os Bispos da Assembleia manifestaram esperança de que todos os fiéis ortodoxos latino-americanos, onde quer que se encontrem, tornem-se exemplos vivos de paz, reconciliação e amor, como prova tangível de sua fé cristã ortodoxa.  Neste contexto, expressaram sua tristeza, mas também a profunda esperança, rezando juntos pelos cristãos do Oriente Médio, por seus filhos espirituais dos Patriarcados de Antioquia e Jerusalém, desejando paz e o fim de todas as perseguições. Decidiu-se que a VI reunião da Assembleia dos Bispos Ortodoxos da América Latina, que deverá acontecer no próximo ano de 2015, terá lugar na cidade do México, a convite de S. Emn.cia Dom  Athenágoras.

05/11/2014

DECLARAÇÃO CONJUNTA DO PAPA FRANCISCO E DO PATRIARCA ECUMÊNICO BARTOLOMEU I em Jerusalém

1. Como os nossos venerados predecessores Papa Paulo VI e Patriarca Ecumênico Atenágoras, que se encontraram aqui em Jerusalém há cinquenta anos, também nós – Papa Francisco e Patriarca Ecumênico Bartolomeu – decidimos encontrar-nos na Terra Santa, «onde o nosso Redentor comum, Cristo nosso Senhor, viveu, ensinou, morreu, ressuscitou e subiu aos céus, donde enviou o Espírito Santo sobre a Igreja nascente» (Comunicado comum de Papa Paulo VI e Patriarca Atenágoras, publicado depois do seu encontro de 6 de Janeiro de 1964). O nosso encontro – um novo encontro dos Bispos das Igrejas de Roma e Constantinopla fundadas respectivamente por dois Irmãos, os Apóstolos Pedro e André – é fonte de profunda alegria espiritual para nós. O mesmo proporciona uma ocasião providencial para refletir sobre a profundidade e a autenticidade dos vínculos existentes entre nós, vínculos esses, fruto de um caminho cheio de graça pelo qual o Senhor nos guiou desde aquele abençoado dia de cinquenta anos atrás. 2. O nosso encontro fraterno de hoje é um passo novo e necessário no caminho para a unidade, à qual só o Espírito Santo nos pode levar: a unidade da comunhão na legítima diversidade. Com profunda gratidão, relembramos os passos que o Senhor já nos permitiu realizar. O abraço trocado entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras aqui em Jerusalém, depois de muitos séculos de silêncio, abriu a estrada para um gesto epocal: a remoção da memória e do meio da Igreja dos atos de recíproca excomunhão de 1054... (Continue lendo...)

01/11/2014:

O LIVRO DE JÓ

O livro de Jó é um drama com pouquíssima ação, mas com muita paixão. É a paixão que um autor genial, inconformado, infundiu em seu protagonista. Discordando da doutrina tradicional da retribuição, opõe a um princípio, um fato; a uma ideia, um homem. Já o Salmo 73 (72) contrapôs a experiência à teoria da retribuição e encontrou a resposta penetrando no «mistério de Deus». Nosso autor radicaliza o caso: faz sofrer o seu protagonista inocente para que seu grito brote «das profundezas». A paixão e o sofrimento de Jó inflamam o entusiasmo de sua busca e de sua linguagem; diante dela vão se projetando, como em ondas concêntricas, os seus três amigos que repetem incansavelmente e com variações a doutrina tradicional da retribuição: «o sofrimento é a consequência do pecado». A ação é muito simples: entre um prólogo e um epílogo, cujas cenas se desenrolam entre o céu e a terra, quatro rodadas de diálogos se desenvolvem. Por três vezes cada um dos amigos fala e Jó responde; na quarta vez é Jó quem entra em diálogo solitário com Deus. Nos diálogos com os amigos, mais que um debate intelectual, se produz uma tensão de planos ou direções: os amigos defendem a justiça de Deus, como juiz imparcial que recompensa o bem e pune o mal. Mas Jó não está interessado na justiça de Deus, que sua própria experiência desmente, e apela para um pleito ou disputa com o próprio Deus no qual se manifestará a justiça do homem. Nesse embate para provar a sua inocência diante de Deus, Jó arrisca sua própria vida. Deus, como instância suprema, decide a disputa entre Jó e seus amigos como parte interpelada, responde e pergunta a Jó para conduzi-lo ao seu «Mistério»... (Leia o texto na íntegra AQUI)