Portal Ecclesia
Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Seleção de ícones bizantinos Galeria de Fotos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Calendário litúrgico bizantino Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas A Montanha Sagrada Links relacionados Contate-nos
 
 
 
  NOVEMBRO-2014  
 
 
 

20/11/2014:

PAPA AUTORIZA PADRES CASADOS ORIENTAIS NO OCIDENTE.

O papa Francisco acaba com a ideia de que, no Ocidente, não é oportuno que os fiéis das Igrejas católicas de rito latino “vejam” padres casados entre os seus irmãos católicos das Igrejas orientais. A decisão do papa foi tomada no dia 13 de dezembro de 2013, em uma audiência com o cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, mas foi posta por escrito apenas no dia 14 de junho de 2014. Ela põe fim em uma longa polêmica que começou em torno de 1880 nos Estados Unidos. Na época, os bispos católicos latinos haviam se insurgido contra a presença de padres casados entre os emigrados da Igreja católica rutena (da Ucrânia ocidental), e isso havia levado à sua proibição em 1890, depois à proibição categórica de ordenar homens casados naquela Igreja, em 1930. Em seguida, 200 mil fiéis passaram para a Igreja Ortodoxa. Paralelamente, um decreto romano de 1929 proibira a presença de padres casados em todas as Igrejas orientais na América do Norte e do Sul, no Canadá e na Austrália, e a medida havia se estendida ao território da Europa ocidental. Nestes últimos anos, o problema havia surgido novamente na Congregação para as Igrejas Orientais e também na Congregação para a Doutrina da Fé, como explica o decreto publicado em junho passado, que cita a possibilidade de exceções, permitidas por vontade de Bento XVI ... (Continue lendo)

16/11/2014

V ASSEMBLEIA DOS BISPOS ORTODOXOS DA AMÉRICA LATINA.

De 13 a 14 de novembro de 2014, na cidade de Lima, capital do Perú, realizou-se a V Assembleia dos Bispos Ortodoxos da América Latina , sob a convocação e presidência de S. Em.ncia Dom Athenágoras, Arcebispo Metropolitano do México. O evento contou com as presenças de S. Em.ncia Dom Tarasios, Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires; de S. Ex.cia. Dom Iosif, Bispo de Patara (Patriarcado Ecumênico de Constantinopla); S. Em.ncia Dom Kirill Arcebispo de Buenos Aires, Patriarcado de Moscou - ROCOR; de S. Em.ncia Dom Crisóstomo e S de Ex.cia Dom Ambrósio, da Eparquia do Brasil da Igreja Ortodoxa da Polônia . A convite do presidente, Dom Athenagoras,  Dom Iosif abriu a agenda de trabalhos proferindo uma conferência sobre «A dinâmica ‘justiça -injustiça' na América Latina como o desafio pastoral e intelectual para a Igreja Ortodoxa». Após a apresentação dos bispos presentes, explanou-se acerca da situação social na América Latina e, em particular, sobre como é possível aos ortodoxos oferecerem testemunhos de sua fé nestas localidades. Em seguida, cada bispo compartilhou com os demais membros da Assembleia as suas experiências pastorais, administrativas e espirituais, bem como, sobre os desafios que enfrentam em suas respectivas províncias eclesiásticas. Depois, os coordenadores das diversas comissões de trabalho apresentaram os respectivos relatórios sobre suas atividades, abordando aspectos da experiência de cada Igreja nas diversas áreas de pastoral. Por fim, os Bispos da Assembleia manifestaram esperança de que todos os fiéis ortodoxos latino-americanos, onde quer que se encontrem, tornem-se exemplos vivos de paz, reconciliação e amor, como prova tangível de sua fé cristã ortodoxa.  Neste contexto, expressaram sua tristeza, mas também a profunda esperança, rezando juntos pelos cristãos do Oriente Médio, por seus filhos espirituais dos Patriarcados de Antioquia e Jerusalém, desejando paz e o fim de todas as perseguições. Decidiu-se que a VI reunião da Assembleia dos Bispos Ortodoxos da América Latina, que deverá acontecer no próximo ano de 2015, terá lugar na cidade do México, a convite de S. Emn.cia Dom  Athenágoras.

05/11/2014

DECLARAÇÃO CONJUNTA DO PAPA FRANCISCO E DO PATRIARCA ECUMÊNICO BARTOLOMEU I em Jerusalém

1. Como os nossos venerados predecessores Papa Paulo VI e Patriarca Ecumênico Atenágoras, que se encontraram aqui em Jerusalém há cinquenta anos, também nós – Papa Francisco e Patriarca Ecumênico Bartolomeu – decidimos encontrar-nos na Terra Santa, «onde o nosso Redentor comum, Cristo nosso Senhor, viveu, ensinou, morreu, ressuscitou e subiu aos céus, donde enviou o Espírito Santo sobre a Igreja nascente» (Comunicado comum de Papa Paulo VI e Patriarca Atenágoras, publicado depois do seu encontro de 6 de Janeiro de 1964). O nosso encontro – um novo encontro dos Bispos das Igrejas de Roma e Constantinopla fundadas respectivamente por dois Irmãos, os Apóstolos Pedro e André – é fonte de profunda alegria espiritual para nós. O mesmo proporciona uma ocasião providencial para refletir sobre a profundidade e a autenticidade dos vínculos existentes entre nós, vínculos esses, fruto de um caminho cheio de graça pelo qual o Senhor nos guiou desde aquele abençoado dia de cinquenta anos atrás. 2. O nosso encontro fraterno de hoje é um passo novo e necessário no caminho para a unidade, à qual só o Espírito Santo nos pode levar: a unidade da comunhão na legítima diversidade. Com profunda gratidão, relembramos os passos que o Senhor já nos permitiu realizar. O abraço trocado entre o Papa Paulo VI e o Patriarca Atenágoras aqui em Jerusalém, depois de muitos séculos de silêncio, abriu a estrada para um gesto epocal: a remoção da memória e do meio da Igreja dos atos de recíproca excomunhão de 1054... (Continue lendo...)

01/11/2014:

O LIVRO DE JÓ

O livro de Jó é um drama com pouquíssima ação, mas com muita paixão. É a paixão que um autor genial, inconformado, infundiu em seu protagonista. Discordando da doutrina tradicional da retribuição, opõe a um princípio, um fato; a uma ideia, um homem. Já o Salmo 73 (72) contrapôs a experiência à teoria da retribuição e encontrou a resposta penetrando no «mistério de Deus». Nosso autor radicaliza o caso: faz sofrer o seu protagonista inocente para que seu grito brote «das profundezas». A paixão e o sofrimento de Jó inflamam o entusiasmo de sua busca e de sua linguagem; diante dela vão se projetando, como em ondas concêntricas, os seus três amigos que repetem incansavelmente e com variações a doutrina tradicional da retribuição: «o sofrimento é a consequência do pecado». A ação é muito simples: entre um prólogo e um epílogo, cujas cenas se desenrolam entre o céu e a terra, quatro rodadas de diálogos se desenvolvem. Por três vezes cada um dos amigos fala e Jó responde; na quarta vez é Jó quem entra em diálogo solitário com Deus. Nos diálogos com os amigos, mais que um debate intelectual, se produz uma tensão de planos ou direções: os amigos defendem a justiça de Deus, como juiz imparcial que recompensa o bem e pune o mal. Mas Jó não está interessado na justiça de Deus, que sua própria experiência desmente, e apela para um pleito ou disputa com o próprio Deus no qual se manifestará a justiça do homem. Nesse embate para provar a sua inocência diante de Deus, Jó arrisca sua própria vida. Deus, como instância suprema, decide a disputa entre Jó e seus amigos como parte interpelada, responde e pergunta a Jó para conduzi-lo ao seu «Mistério»... (Leia o texto na íntegra AQUI)