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MARÇO-2014

 
 
 
 

04/04/2014:

«O PATRIARCA CIRILO ESTÁ PRESTES A PERDER A IGREJA ORTODOXA UCRANIANA»

Em plena crise internacional ucraniana, o teólogo ortodoxo francês Antoine Arjakovsky, diretor de pesquisa no Colégio dos Bernardinos, especialista em ortodoxia, analisa os desafios para as Igrejas ortodoxas na Ucrânia e na região. A entrevista é deMarie-Lucile Kubacki e publicada no sítio da revista francesa La Vie, 19-03-2014. A tradução é de André Langer.

Eis a entrevista:

Qual é o impacto da situação de crise na Ucrânia sobre a relação entre as Igrejas?

Por um lado, as Igrejas ortodoxas ucranianas (os Patriarcados de Moscou e de Kiev), que resistiram juntas durante três meses, queriam ir mais longe ao propor a questão da reunificação, separadas desde 1991. O Patriarca Filarete fez anúncios e houve um sínodo do Patriarcado de Kiev. Por outro lado, rapidamente, o Patriarca Cirilo de Moscou, que não quer que a Igreja ucraniana sob sua jurisdição se reconcilie com o Patriarcado de Kiev, trocou a liderança da Igreja ortodoxa ucraniana. Em dois de março, substituiu Vladimir Sobodam por Onufri de Tcharnivtsi. O metropolita Onufri é próximo de Cirilo, pró-moscovita. Alguns gostaram, embora seja um bispo ucraniano, ao invés de russo. Com efeito, em dezembro passado, o líder da Igreja ortodoxa na Bielorússia, o metropolita Filarete (que não deve ser confundido com o Patriarca Filarete de Kiev) não foi substituído por um bispo ortodoxo da Bielorússia, mas por um próximo a Cirilo, um bispo russo. Os ucranianos temem que Cirilo faça a mesma coisa e nomes como o do metropolita Hilarion Alfeyev, número dois do Patriarcado de Moscou (PM), começam a circular.

Por que o Patriarca Cirilo escolheu nomear um bispo para a Ucrânia?

Ele entendeu que o que está acontecendo na Ucrânia é um momento de reafirmação do Estado Nação e, portanto, da identidade ucraniana. Ele teme perder sua autoridade sobre a parte da Igreja Ortodoxa Ucraniana que permaneceu fiel a Moscou em 1991. Isso teve o efeito de quebrar a dinâmica da reconciliação. De fato, quando houve a invasão da Crimeia pelos russos, uma declaração condenando a operação foi imediatamente assinada pelos responsáveis das Igrejas, como o Patriarca Filarete, do Patriarcado de Kiev, e Sviatoslav Schevchuk, arcebispo maior da Igreja greco-católica. Mas o novo chefe da Igreja ortodoxa ucraniana (PM) se absteve. Assistimos, pois, hoje, a uma retomada do controle por Patriarca Cirilo.

Esta retomada do controle é aceita pelos ortodoxos ucranianos?

Através de mensagens eletrônicas que eu recebi, observo que há cada vez mais pessoas chocadas e escandalizadas na Igreja Ortodoxa Ucraniana (PM) com todos os discursos do Patriarca de Moscou. Eles vivem isso como uma tentativa com vistas a anexar religiosamente a Ucrânia, na mesma medida que Putin procura anexar politicamente a Crimeia e inclusive a Ucrânia oriental. Mas, da mesma maneira que Putin está para perder a Ucrânia ao provocar a união de todos contra ele, o Patriarca Cirilo está prestes a perder a Igreja Ortodoxa Ucraniana, que congrega cerca de 12 a 13 milhões de fiéis. No futuro, isso poderá ter repercussões muito importantes sobre a legitimidade de Cirilo no Patriarcado de Moscou. Há cada vez mais padres, bispos, leigos mobilizados. Durante a invasão da Crimeia, os fiéis esperavam o apoio do Patriarca de Moscou. Em vez disso, ele os decepcionou apoiando Putin. Quando Cirilo assistiu às manobras militares em Sebastopol com o presidente Putin, em agosto passado, observei pela primeira vez na Ucrânia um aumento do anticlericalismo. Nos últimos 20 anos, os intelectuais viam com bons olhos o fato de que a Igreja gozava de uma confiança maior do que os partidos políticos e a mídia. Mas esta união da cruz com a espada provocou manifestações em Kiev. Com esse apoio à anexação da Crimeia, perdeu todo crédito entre uma grande parte da população cristã ortodoxa ucraniana.

Os ortodoxos da Igreja ucraniana dependentes do Patriarcado de Moscou poderão se aproximar do Patriarcado de Kiev?

Absolutamente, este é o risco que pode ocorrer. Quando o Patriarca Filarete propôs a reconciliação entre as duas Igrejas, criou uma comissão. Nessa comissão há representantes do Patriarcado de Kiev e da Igreja Ortodoxa Ucraniana. Certamente, a posição dos membros desta comissão será importante, mas o peso da conjuntura política também será. Além da posição do Patriarca Filarete, o anúncio do Concílio Pan-ortodoxo para 2016 traz para o primeiro plano um dos temas mais espinhosos nas Igrejas ortodoxas: a questão da autocefalia. Como pode a Igreja ortodoxa reconhecer o surgimento de uma nova Igreja capaz de escolher sua própria liderança? Se a questão é tão delicada a ponto de antecipar a agenda do futuro concílio em 2016, é porque a Igreja da Ucrânia deveria conseguir sua autocefalia.

Por quê?

As razões são múltiplas. Ela é muito antiga. Remonta a 988 e ela tem suficientemente santos, paróquias, bispos e maturidade para nomear seu próprio líder. Moscou simplesmente não quer. E é porque Moscou não quer reconhecer esta Igreja Ortodoxa da Ucrânia como autocéfala que em 1991 criou-se uma Igreja dissidente, o Patriarcado de Kiev. Ora, após decisões da comissão pré-conciliar, para poder se proclamar autocéfala uma Igreja deve ser reconhecida pela Igreja mãe, pelo Patriarca de Constantinopla que tem a primazia, e por todas as outras Igrejas locais... O que é impossível. É ainda mais impossível na Ucrânia, que, quando se fala de Igreja mãe, os ucranianos pensam na Igreja de Constantinoplae não no Patriarcado de Moscou. A Rússia invadiu a Ucrânia oriental apenas no século XVII. E o Patriarcado de Constantinopla nunca voltou ao fato de que a jurisdição de Constantinopla se estende sobre a Ucrânia em suas fronteiras de 1660. Mas a regra que enquadra a proclamação da autocefalia foi recentemente amarrada em Constantinopla por ocasião da sinaxe, o que permite compreender porque Cirilo quis acelerar a convocação do Concílio.

Esta regra tem fundamentos eclesiológicos?

Não, mas ela é eclesiologicamente defensável. O Patriarca de Kiev refere-se justamente ao cânon 34 dos Apóstolos, do século IV, segundo o qual é preciso que cada bispo reconheça localmente quem, numa região, é o primeiro. Por outro lado, esse “primado”, o protos, não deve fazer nada sem antes consultar os outros membros do seu episcopado. Uma vez que o protos age de maneira sinodal, ele ganha progressivamente o reconhecimento das outras Igrejas ortodoxas. Às regras estabelecidas no século XIX, defendidas entre outros pelo Patriarcado de Moscou, o Patriarca Filarete de Kiev opõe o cânon dos Apóstolos.

O Patriarca Filarete gostaria de estar à frente da Igreja autocéfala, se fosse proclamada?

Não. Ele disse que não era o candidato e deu a entender que se o protos desta nova Igreja Ucraniana Autocéfala fosse o representante da Igreja Ortodoxa Ucraniana, atualmente sob o domínio do Patriarcado de Moscou, ele poderia aceitá-lo. É a razão pela qual a situação está extremamente complicada para Cirilo e o Patriarcado de Moscou. O Patriarca Filarete quer avançar sobre esta questão da unidade e não podemos acusá-lo de querer ser o chefe desta futura Igreja local.

Que consequências esta situação eclesial poderá ter sobre o Concílio?

Em primeiro lugar, penso que o Concílio vai acontecer. As Igrejas querem seguir em frente e as pessoas estão prontas para avançar. Mas o que mais me chocou na sinaxe de Istambul é que votaram por um regulamento de voto por unanimidade que amarra tudo. Os bispos não terão liberdade de voto quando o voto for por Igreja, e cada Igreja terá o direito de veto. O risco é que sejam aprovados apenas os consensos antigos e muitas vezes equivocados. A autocefalia e a data da Páscoa não estão resolvidos, por exemplo. O mesmo vale para as questões sociais. Continuamos a falar dos problemas do apartheid segundo o consenso de 1986... É datado. Espero que se produza o que aconteceu no Vaticano II, em outubro de 1962. Também era uma época muito grave, em plena crise dos foguetes de Cuba, e o Espírito soprou. A agenda foi rejeitada, apelou-se aos leigos, e um novo debate e uma nova regulamentação apareceram.

Qual é o impacto da ascensão dos nacionalismos e da radicalização do Patriarcado de Moscou sobre as relações ecumênicas entre católicos e ortodoxos russos?

Em 26 de dezembro, o Patriarca Cirilo condenou as manifestações da Maidan e fez o Santo Sínodo assinar um texto sobre a primazia na Igreja. Esse texto questiona o primado de Constantinopla no mundo ortodoxo e o primado de Roma na Igreja. Ele dá a entender ao mundo cristão que o poder do bispo é igual à autoridade de Deus, que a autoridade do bispo de Roma, sucessor de Pedro, não tem nenhum fundamento evangélico e que a autoridade de Constantinopla é apenas formal na Igreja ortodoxa. Isso anula 50 anos de ecumenismo.

30/3/2014:

4º Domingo da Quaresma: «Domingo de São João Climaco» (3º antes da Páscoa)

Homilia para o «4º Domingo da Santa e Grande Quaresma» de S. Emncia. Revma. Dom TARASIOS, Arcebispo Metropolita de Buenos Aires, Primaz e Exarca da América do Sul. Neste Quarto Domingo da Grande Quaresma, no episódio que ouvimos hoje do Evangelho, Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina e fala acerca da fé. Detenhamo-nos um momento para refletir sobre isso. O pai do menino possesso se aproxima do Senhor para lhe pedir sua ajuda, dizendo: «se podes fazê-lo». E a imediata resposta do Senhor Jesus é que «tudo é possível para os que crêem». Vivemos num mundo cada vez mais cético, onde os seres humanos vão se desumanizando, onde a exploração do homem pelo homem é cada vez mais agressiva , tentando anulá-lo totalmente, destruindo a sua dignidade como imagem de Deus Recentemente, veiculou uma notícia nos jornais, dando conta que, em alguns países da Europa, e também da América do Sul, os trabalhadores que ocupam funções nos caixas dos supermercados são proibidos de irem ao banheiro, vendo-se obrigados a usar fraldas, como bebês. Este é apenas um exemplo do que está acontecendo. Deus já não aparece na vida daqueles que o substituíram por outros «deuses» e ídolos, tais como a ânsia de fazer mais e mais dinheiro e da vontade de poder absoluto. Então, pessoas como as do exemplo, são excluídas, suas vidas são usurpadas, sofrem de stress e depressão pelo medo de perder seu trabalho, seu sustento. À estas pessoas também chegam a incredulidade, que as conduz a um círculo vicioso, o mesmo em que estão seus exploradores. Mas o Senhor nos diz que tudo é possível para quem crê, ou seja, para o que tem fé. Isto não é uma possibilidade, mas uma certeza que se pode reverter o que está acontecendo. No Evangelho, escutamos que o Senhor liberta o menino do demônio mudo. Com Sua autoridade e poder, ordena que saia da criança... [Continue lendo...]

23/03/2014:

O «DOMINGO DA VENERAÇÃO DA SANTA CRUZ»

Neste 3º Domingo da Quaresma, (4º antes da Páscoa), a Igreja Ortodoxa comemora o «Domingo da Veneração da Santa Cruz». No calendário Litúrgico Bizantino há duas datas nas quais veneramos a Santa Cruz, tamanha é a relevância e o simbolismo deste instrumento de morte que se transformou em instrumento de vida e salvação para os cristãos: 14 de setembro (festa principal) e no Terceiro Domingo da Quaresma. A Santa Cruz transformou-se, no decorrer dos acontecimentos da vida da Igreja, no arquétipo da ação salvífica de Deus e no modelo de resposta do homem. Deus salva os homens pela Cruz, através de seu Filho que, obediente à vontade do Pai, a abraçou restaurando aos homens a dignidade filial perdida. Os primeiros cristãos, conforme relata São Paulo em suas cartas, começavam a descobrir as riquezas do mistério da morte de Jesus na cruz, quando à luz da Ressurreição a vislumbravam como meio de salvação e não como instrumento de perdição. Já que o Senhor havia morrido numa cruz, em obediência à vontade do Pai, ela foi acolhida como sinal de humildade e sujeição aos desígnios de Deus. A resposta do homem ante a vontade divina passou a ser dada de maneira consistente: a fé no Ressuscitado movia os corações a uma plena compreensão do plano salvífico. São Paulo não se limitou apenas a ensinar sobre o poder que tem a Cruz de libertar os homens do pecado, do egoísmo e da morte. Ele foi além dessas verdades estendendo o seu significado. Deu à Cruz a dimensão de Redenção, vendo nela o meio necessário para que fosse selada a Nova Aliança entre Deus e os homens [...] Leia AQUI todo o suplemento litúrgico para este domingo. 

18/03/2014:

TERRA SANTA: «PARA QUE SEJAM UM»

Cidade do Vaticano, 18 mar 2014 (Ecclesia) – A Assembleia dos bispos católicos da Terra Santa anunciou que o lema da visita do Papa Francisco à região, entre 24 e 26 de maio, vai ter como tema ‘Para que sejam um’. O tema foi escolhido durante uma reunião em Tiberíades, e a escolha teve em consideração o encontro com o Patriarca Ecumênico (Igreja Ortodoxa) de Constantinopla, Bartolomeu, e com os responsáveis das Igrejas de Jerusalém. Na Terra Santa, o Papa vai visitar o Santo Sepulcro, o Yad Vashem, o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas, além de estar previsto que participe “num encontro ecumênico com todas as Igrejas cristãs, que contará com a presença do Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu, naquele lugar, há 50 anos, deu-se o histórico encontro entre Paulo VI e Atenágoras”. Em Jerusalém, “estão previstos ainda encontros com o presidente Shimon Peres, o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu e os líderes religiosos locais”. Em Belém, vai acontecer ainda um encontro com Abu Mazen e uma visita à Basílica e à Gruta da Natividade, disse D. Giuseppe Lazzarotto. Na Jordânia, em Amã, primeira etapa da viagem apostólica, o Papa Francisco “vai reunir-se com o rei Abdullah e Rania, jantando depois com os refugiados da Síria”, relata a Rádio Vaticano. A visita do Papa Francisco à Terra Santa vai assinalar o 50º aniversário do histórico encontro entre Paulo VI e o patriarca Atenágoras da Igreja Ortodoxa. As informações ligadas a esta viagem podem ser encontradas na página da internet oficial da viagem do Papa à Terra Santa. RV/MD.

15/03/2014:

2º DOMINGO DA QUARESMA: «DOMINGO DE SÃO GREGÓRIO PALAMÁS» [OU «DOMINGO DAS SANTAS RELÍQUIAS»]

A veneração às relíquias de santos cristãos teve inicio no culto aos mártires do inicio do cristianismo que eram vistos como símbolo do sofrimento, da morte e da vitória do Cristo. No santo mártir, a fé por Cristo ganhava forma; era uma realidade próxima, possível de ser imitada. Por isso restos dos corpos desses mártires e objetos que lhes pertenciam eram venerados com respeito e devoção pelos cristãos da Igreja perseguida, pois, não negando a fé no Ressuscitado, derramaram seu sangue por Ele, O testemunhavam com sua vida. Após o Edito de Milão, quando a Igreja deixou de ser perseguida, essas relíquias dos primeiros santos mártires eram colocadas em altares para veneração. Tempos depois as relíquias eram incrustadas no Altar principal, onde se celebrava a Sagrada Liturgia. O Altar é o símbolo do Cristo, Pedra Vida e Pedra Fundamental da Igreja . Da mesma forma que as relíquias estavam unidas ao Altar, o mártir estava unido ao Corpo Místico de Cristo de modo inseparável, pelo martírio e pela santidade de vida. Na cerimônia Litúrgica de Consagração de uma nova Igreja ou de um novo Altar, as relíquias de um santo são colocadas naquela Igreja para veneração dos fiéis, lembrando também o primitivo costume da celebração eucarística nas catacumbas, na época da Igreja perseguida [Continue lendo...]

DEPOIS DE ROMA, JERUSALÉM E TALVEZ ISTAMBUL

Na última semana de maio, durante a visita do papa à Terra Santa, Sua Santidade Bartolomeu, Patriarca de Constantinopla, participará de um encontro conjunto organizado por Francisco em Jerusalém. O patriarca de Constantinopla convidou o papa a visitar também Istambul. A entrevista é de Mattia Sorbi, publicada por Zenit, 13-03-2014. Eis a entrevista: Santidade, em que ponto está o processo ecumênico? O que falta para se realizar o desejo do Papa João Paulo II de ver uma Igreja unida, que possa respirar com seus dois pulmões? A questão sobre o quanto estamos perto da unidade na Igreja e, em particular, de permitir que a Igreja cristã (ocidental e oriental, ortodoxa e católica romana) respire com dois pulmões, é muito importante. Não há dúvida de que as nossas "Igrejas irmãs" estão mais próximas hoje do que durante todo o milênio passado, graças ao "diálogo de amor" e ao "diálogo da verdade", ou seja, graças aos passos rumo à reconciliação e graças ao processo de diálogo teológico estabelecido nas últimas décadas. Apesar disso, ainda estamos longe da Unidade que compartilhávamos no primeiro milênio de vida da Igreja. A coisa mais importante para nós é manter diante dos olhos o desejo e o mandamento do Senhor: "que os discípulos sejam unidos e que a Igreja seja uma coisa só". É um escândalo no Corpo de Cristo e para o mundo inteiro que os seguidores de Jesus Cristo estejam divididos em um momento histórico em que, mais do que nunca, somos chamados a um testemunho comum e a uma única palavra perante os desafios do nosso tempo [Continue lendo...]

14/03/2014:

PATRIARCA CIRILLO EXALTA TRABALHO DO PAPA FRANCISCO À FRENTE DO CATOLICISMO

Líder da Igreja Ortodoxa Russa destacou aproximação com o Vaticano -- 14/03/2014 9h43 -- O Patriarca Cirillo, da Igreja Ortodoxa Russa, destacou nesta quinta-feira, 13, dia em que o Papa Francisco completou um ano à frente da Igreja Católica, a contribuição do Pontífice para o desenvolvimento das relações entre o Patriarcado de Moscou e o Vaticano. Em sua mensagem de felicitações, o religioso da Rússia ressaltou “com satisfação” o “elevado nível de compreensão e aspiração de ambos os lados” para fortalecer a cooperação entre as duas Igrejas e “confirmar os valores cristãos no mundo". De acordo com o Cirillo, o Papa Francisco empreende uma cruzada para construir com mais vigor os valores do Evangelho na vida da sociedade contemporânea, e estes esforços já produzem resultados positivos. Além disso, o Patriarca destacou que “a preocupação e o cuidado” do líder católico com as pessoas carentes e desfavorecidas “recorda o dever do amor fraterno”, bem como “a necessidade de fazer boas ações e de mostrar solidariedade aos desprotegidos”. Fonte: Diário da Rússia

11/03/2014:

IGREJAS ORTODOXAS APELAM À PAZ NA UCRÂNIA

Na reunião realizada em Istambul, os líderes de 12 das 14 igrejas da comunhão ortodoxa fixaram a data de 2016 para realizar um concílio ecumênico, pela primeira vez em 1200 anos. Representantes de 12 Igrejas Ortodoxas apelaram, no domingo, ao consenso e à paz na Ucrânia. Num comunicado emitido no final do encontro, que se realizou em Istambul, as Igrejas pediram “negociações pacíficas e reconciliação na oração para a atual crise na Ucrânia”, mas denunciaram também “ameaças de ocupação de igrejas e mosteiros sagrados”. A Igreja Ortodoxa da Rússia esteve presente no encontro. Na Ucrânia coexistem três Igrejas Ortodoxas, uma sob o Patriarcado de Moscou e outras duas independentes, que alegam ser igrejas nacionais, mas que não são ainda reconhecidas pela comunhão ortodoxa, sobretudo por oposição da Rússia, que alega a soberania sobre os ortodoxos naquele país. Por essa razão não estava qualquer hierarca ucraniano no encontro [Continue lendo...]

10/03/2014:

IGREJA ORTODOXA DA MACEDÔNIA PROÍBE FACEBOOK

O Sínodo da Igreja Ortodoxa Macedônia (MPC) proibiu aos seus clérigos o uso da rede social Facebook para coibir as conversas “inapropriadas”. A reportagem está publicada no sítio Religión Digital, 26-10-2013. A tradução é de André Langer. O bispo Petar, presidente da MPC (com jurisdição também sobre a Austrália e a Nova Zelândia) confirmou neste sábado à imprensa que a decisão foi aprovada no Sínodo (o máximo conselho da Igreja), realizado em Skopje. “Propus esta medida e os demais membros do Sínodo a aceitaram. Muitos sacerdotes, clérigos e alguns bispos têm perfis no Facebook, onde muitas vezes se deram discussões e abusos inapropriados”, disse o bispo, sem entrar em detalhes. Acrescentou que ainda está em discussão o tipo de sanção que se aplicará aos clérigos que não respeitarem a determinação do Sínodo. 65% da população macedônia é cristã ortodoxa; a parte restante da população é composta por muçulmanos sunitas, católicos, protestantes, judeus e ateus. (Fonte: IHU)

UM CONCÍLIO PAN-ORTODOXO EM 2016

São muitos, no plano teológico e no político, os ingredientes de uma decisão epocal anunciada nesse sábado, em Constantinopla: em 2016, se reunirá o Concílio pan-ortodoxo que representa todas as Igrejas do Oriente cristão. Há décadas, esperava-se essa convocação, a primeira depois do século VIII a ver reunidas não as Igrejas de um patriarcado, mas do mundo ortodoxo inteiro. Quando se iniciou a sua preparação, em 1976, o Oriente tinha sob os olhos a força de fidelidade e de profecia do Vaticano II. A política antirreligiosa soviética retardou o seu caminho, mas depois de 1989 a necessidade da Igreja Russa de fazer valer a sua força e a “sinfonia” com o Kremlin não se deu sem ondulações. Mesmo recentemente, renomadas notas assinadas por “Nat Da Polis” explicaram na web: a discussão teológica sobre a função do “primeiro” colocaram em polêmica os grandes metropolitas como John Zizioulas ou Hilarion Alfeyev[Continue lendo...]

08/03/2014

O «DOMINGO DA ORTODOXIA»

O acontecimento é comemorado cada ano em um ofício religioso especial no Primeiro Domingo da Quaresma; o «Domingo da Ortodoxia» O que pode pensar um ortodoxo sobre o Domingo da Ortodoxia? A maioria dos pensamentos para esta ocasião tem caráter confessional, destacando a Ortodoxia sobre as demais confissões cristãs. As religiões são, em geral, caminhos divinos através dos quais Deus vem até o homem e o faz elevar-se para Si. A investigação das religiões é um tema que vai além do que podemos falar, mas não há dúvida que todas as religiões ajudam o homem a praticar uma boa moral, a escutar a voz de sua consciência, a viver em paz e a conviver melhor com os seus semelhantes, sobretudo as que professam um Deus único. Todas estas religiões são como que "fios condutores" nas mãos de Deus, através dos quais Ele atrai a Si os homens. Não obstante, o Cristianismo é a revelação divina mais profunda e representa o caminho mais curto que conduz ao céu. A Ortodoxia conservou a Tradição Cristã sem mancha e é, entre as "tradições" cristãs, a mais segura. A doutrina cristã passou ao longo da História, por muitos exames e provas, introduzindo-se, às vezes, elementos humanos e sofrendo desvios, também por causa dos homens. A Ortodoxia conservou a fé ao longo da História e a transmitiu de geração em geração e, a isto, chamamos «Tradição» [...] Ver AQUI o suplemento litúrgico para esta Festa.

07/03/2014

REUNIÃO DOS PATRIARCAS ORTODOXOS EM ISTAMBUL (CONSTANTINOPLA)

O fórum tem por objetivo definir datas de convocação de um Concílio Ecumênico das Igrejas Orientais Ortodoxas esperado já há mil anos. Lembrando que o último aconteceu em 787 e entrou na histórica como o «Segundo Concílio de Niceia». A iniciativa de realizar o atual encontro em Istambul foi do dirigente do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, S. S. Bartolomeu I. Foi ele que propôs não esperar mais e realizar o Concílio já no ano que vem, ou seja, em 2015. Nesta etapa, convém acelerar os preparativos deste importantíssimo fórum, definir o seu regimento e a agenda, disse, em entrevista à Voz da Rússia, o chefe do serviço de imprensa do Patriarcado de Moscou, diácono, Alexander Volkov: «As questões da eventual agenda têm causado uma ampla ressonância. Na fase atual, cabe a nós sistematizar e informar todos os temas e pontos de discussão. Um dos itens básicos, em face da realidade que vivemos, se refere a ameaças que pairam sobre o Cristianismo no Oriente Médio e, antes de tudo, na Síria. Serão igualmente examinados outros assuntos importantes.» [Continue lendo...]

01/03/2014

Encontro Anual do clero da Arquidiocese de Buenos Aires e América do Sul

Da Chanceria

Entre 24 e 28 de fevereiro de 2014 realizou-se em Buenos Aires, Argentina , a reunião anual do clero da Arquidiocese de Buenos Aires e Exarcado da América do Sul do Patriarcado Ecumênico. A liturgia da noite vespertina em honra de São Tarasios, patriarca de Constantinopla , presidida por S.E.R. o Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires, Dom Tarasios, marcou o início da reunião determinando a linha do mesmo e a sua atmosfera. Ao final da divina mistagogia, S E. Mons. Prof. Dr. Iosif, Bispo de Patara, Vigário Geral da Metrópolis, dirigiu-se ao Arcebispo com uma homilia na qual refletia sobre o arqui-sacerdócio de Cristo como carisma e dom para todos. À alocução do Bispo de Pátara o Arcebispo respondeu com uma homilia de amplo espectro pastoral, na presença de Autoridades diplomáticas, Arcontes dignitários, líderes comunitários e o povo eleito de Deus. O tema do encontro foi «Cristo como critério último da vida e da função sacerdotal». A reflexão tratou sobre a vida sacerdotal , em todos os seus aspectos, mas centrada na pessoa de Jesus Cristo e no mistério de sua economia [Continue lendo...] 

«Domingo do Perdão» (ou «dos Lacticínios») - 7º Domingo antes da Páscoa

Neste dia realiza-se, nas igrejas ortodoxas, um rito especial durante o qual todos, começando pelos sacerdotes, pedem perdão uns aos outros pelas ofensas cometidas, intencionais ou não. A Quaresma é um tempo de intensa luta contra o pecado e é muito importante começar o jejum com uma consciência limpa, sem o peso de saber que estamos em divida moral com alguém. O Evangelho nos diz que, se não perdoarmos aos outros as suas faltas, o Pai também não nos perdoará as nossas. Neste dia, vamos à Igreja para pôr em prática estas palavras, aproximando-nos uns dos outros e pedindo perdão. E ouviremos a resposta tradicional: «Deus perdoará!» Com o perdão, começamos o caminho rumo ao renascimento espiritual, e o Senhor nos ajudará a dar este primeiro passo. «Abençoai e perdoai-me, pais, irmãos e irmãs!» Veja o Suplemento Litúrgico para este Domingo AQUI]

 

 
         
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