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  JULHO-2015  
 
 
 

 

Sexta-feira, 02 de julho de 2015:

A Igreja Ortodoxa Ucraniana manifestou preocupação com atividades no seu território de dois bispos do Patriarcado de Constantinopla.

O Santo Sínodo da Igreja da Ucrânia expressou preocupação com a atividade de hierarcas de outra Igreja no território canônico da Igreja Ortodoxa Ucraniana sem o consentimento da hierarquia local. Tal preocupação foi manifestada durante a sessão do Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Ucraniana de 24 de junho último (ata nº 25). Trata-se de atividades no território canônico da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, por dois bispos do Patriarcado de Constantinopla, os bispos da diocese de Edmonton e Oeste do Canadá, Hilarion (Rudnik) e Pamphylon Daniel (Zelinski ). O Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa Ucraniana pediu ao Metropolita Onuphre, de Kiev e Toda a Ucrânia, para que busque esclarecimentos junto ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, sobre esta situação. (Fonte: Orthodoxie-com)

Segunda-feira, 29 de Junho de 2015:

«Sinaxe dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo»

Os cristãos orientais observam, ainda hoje, o jejum em preparação à festa dos santos Pedro e Paulo. Faz parte dos quatro períodos de jejum do ano litúrgico bizantino. Sua duração é variável porque começa na segunda-feira que se segue ao Domingo de Todos os Santos (1º Domingo depois de Pentecostes). Depois da Santa Mãe de Deus, a Theotokos, é a única festa de santos, precedida por um tempo de jejum. Também a iconografia dá um destaque particular aos Príncipes dos Apóstolos. Observamos a admirável fidelidade com a qual, no Oriente, foi transmitida a fisionomia característica dos dois santos. Isso nos faz pensar que os primeiros iconógrafos a retratá-los, lhe foram contemporâneos. Não devemos nos admirar, se em diferentes regiões geograficamente distantes umas das outras, encontramos o mesmo e persistente modelo iconográfico [...] Continue lendo...

Domingo, 28 de Junho de 2015:

«4º Domingo de Mateus» (4º depois de Pentecostes - Modo 3) Memória dos santos, gloriosos e milagrosos Anárguiros, Ciro e João.

Centurião era um oficial do exército romano que comandava uma legião de cem soldados, formando com ele uma pequena base militar em locais estratégicos para assegurar a ordem e bom andamento do Império. Vale notar que todos os centuriões mencionados nos Evangelhos e no Livro dos Atos dos Apóstolos eram pessoas de boa índole, que se comoviam diante das necessidades e dos flagelos. Por exemplo: o Centurião que comandava os soldados que crucificaram Jesus reconheceu e confessou que Ele era o Filho de Deus (Mt 27,57) e inocente das acusações que lhe eram atribuídas. (Lc 23, 47). O Evangelho desta semana nos mostra justamente este lado humano daqueles que a princípio eram vistos como frios soldados a serviço de um império que massacrava. Mateus e Lucas narram este episódio. A cura do criado do Centurião romano que pede a Jesus por ele, verifica que podemos e devemos rezar por nossos irmãos e não somente por nossas próprias necessidades. São Teófilo de Antioquia um dos primeiros célebres da Patrística (II século), enaltece o coração daqueles que sentem que o seu próximo está necessitado de ajuda espiritual [...] continue lendo...

27/6/2015:

«A PLENA COMUNHÃO COM A IGREJA ORTODOXA É UMA DAS MINHAS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES».

O Papa recebeu a Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que chegou, como de tradição, a Roma por ocasião da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

Alcançar a plena comunhão entre católicos e ortodoxos, disse o Papa Francisco, «representa uma de minhas principais preocupações, pela qual nunca deixo de rezar a Deus. Portanto, desejo que possam multiplicar-se as ocasiões de encontro, de intercâmbio e de colaboração entre os fiéis católicos e ortodoxos, de modo que, aprofundando o conhecimento e a estima recíprocas, sejamos capazes de superar todo preconceito e incompreensão, legado de uma longa separação, e afrontar, na verdade, porém com espírito fraterno, as dificuldades que ainda existem». Nesta manhã o Papa pronunciou um breve discurso perante os membros da Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, que veio, como é de tradição, a Roma por ocasião da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Liderava a Delegação enviada por Sua Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I, Sua Eminência Ioannis (Zizioulas), Metropolita de Pérgamo, e com ele sua Eminência Máximos, metropolitana de Silyvria e o reverendo padre Heikki Hutten, da Igreja Ortodoxa da Finlândia. Depois de recordar com gratidão «a calorosa acolhida que me foi reservada no Fanar, meu amado irmão Bartolomeu, o clero e os fiéis do Patriarcado ecumênico, por ocasião da festa de Santo André», em novembro do ano passado, o Papa quis insistir em seu apoio ao «precioso» trabalho da Comissão Mista Internacional para o diálogo teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. «Problemas — observou o Pontífice - que se pode encontrar no caminho do diálogo teológico não devem induzir ao desânimo ou resignação». O atento exame sobre como se articulam na vida da igreja, o princípio da sinodalidade e o serviço daquele que preside, oferecerá uma contribuição significativa para o progresso das relações entre nossas igrejas». E, enquanto assegurou sua oração pelo Sínodo Pan-Ortodoxo, disse que também confia nas orações dos ortodoxos pela Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos da Igreja Católica, sobre o tema da família, que se realizará no Vaticano no mês de outubro e em que, lembrou, «Esperamos a participação de um Delegado fraterno do Patriarcado Ecumênico».

26/6/2015:

PATRIARCA BARTOLOMEU em GENEBRA PARA EXAMES MÉDICOS

Sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, chegou a Genebra (Suíça) na última terça-feira, 23 de junho, onde precisou submeter-se a exame médico (angiografia coronária), realizado na manhã de ontem, quinta-feira, no Hospital Universitário de Genebra. De acordo com o boletim médico os resultados são particularmente confortáveis. O Patriarca deixou o hospital no dia de hoje, 26 de junho, e amanhã, 27, seguirá para o Centro do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla em Chambésy, onde irá se encontrar com o Arcebispo Jerônimo, de Atenas e Toda a Grécia. (Fonte: http://www.romfea.gr/oikoumeniko-patriarxeio/1423-se-stefaniografima-upeblithi-o-oikoumenikos-patriarxis - Informe do Secretário-Chefe do Santo Sínodo de Constantinopla).

PATRIARCA BARTOLOMEU: «CUIDAR DO MEIO AMBIENTE É TAMBÉM PREOCUPAR-SE COM OS POBRES»

Entrevista com S. S. Bartolomeu I sobre a encíclica “Laudato Si”', em que o Papa Francisco refere-se várias vezes ao seu magistério sobre a defesa da criação: “Ecologia e economia têm a mesma raiz comum: a casa”. O Papa publica uma encíclica dedicada à ecologia que dedica dois parágrafos ao seu magistério sobre este tema. Isto o surpreendeu?  «A gentil referência que fez nosso irmão o Papa Francisco não me surpreendeu por muitos motivos. Principalmente, por que quem busca discernir a beleza de Deus na sacralidade da Criação inevitavelmente reconhecerá “tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honrado, o que é virtuoso e merece louvor” (Fp, 4, 8). Em segundo lugar, posto que não podemos falar de uma dupla ordem ou de uma dupla realidade na Criação, todas as Igrejas, todas as religiões e todas as disciplinas confessam a mesma verdade, isto é, que o mundo é um dom divino que todos nós estamos chamados a proteger e a preservar. Em terceiro lugar, a crise ecológica tem uma dimensão ecumênica: não se pode identificar uma instituição em particular e culpa-la pelo dano que temos provocado à Criação, e nenhuma instituição sozinha pode resolver a crise ecológica» [...] Continue lendo... 

22/06/2015:

Festa de São Valdomiro Magno em Papanduva - SC.

A Comunidade Ortodoxa Ucraniana São Valdomiro Magno de Papanduva-SC, tem a honra de convidar V. Exma. Família e amigos para a festa de seu Padroeiro nos próximos dias 11 e 12 de Julho de 2015. Veja aqui a programação ou faça download do cartaz da festa aqui: festa-papanduva-2015

21/06/2015:

Reações na Igreja Ortodoxa Russa à proposta do Papa Francisco em relação a uma data fixa para a Páscoa.

A Igreja Ortodoxa Russa manifestou suas congratulações à intenção do Papa Francisco de que a Igreja de Roma volte à tradição acerca do cálculo para a data da Páscoa. Entretanto, as palavras do Papa difundidas pelos meios de comunicação não são suficientes para uma clara compreensão do fundo desta questão. Foi o que disse o vice-presidente do Departamento para Assuntos Externos da Igreja do Patriarcado de Moscou, arcipreste Nicolas Balashov, em entrevista à agência TASS: «Eu preferiria antes conhecer melhor o conteúdo correto da declaração do Papa, que é expressada de formas distintas por diferentes fontes de informação», disse ele. «Se a Igreja Católica Romana tem a intenção de renunciar ao modo de calcular a data da Páscoa pelo calendário gregoriano introduzido no século XVI, e voltar ao primeiro, ou seja, o de Alexandria, em vigor nos tempos em que a Igreja estava no Oriente e no Ocidente, e que segue sendo usado pelos ortodoxos - só se pode acolher tal intenção», disse o padre Nicolas Balashov. Se alguns jornalistas foram mesmo fiéis na transmissão das palavras do Papa, no sentido de que a data da Páscoa deva ser «fixada», e não estar relacionada à primeira lua cheia após o equinócio da primavera, como estabelecido pelo Primeiro Concílio Ecumênico, em 325, e como é respeitado tanto no Oriente como no Ocidente, então, sem dúvida, uma tal proposta é totalmente inaceitável para a Igreja Ortodoxa. No entanto, é prudente esperar pela comunicação através das fontes oficiais do Vaticano», acrescentou o padre Nicolas. Disse ainda que «em Constantinopla como em Moscou não há qualquer disputa sobre a data da Páscoa, como apontado equivocadamente por algumas declarações da mídia, e que a revisão da data da Páscoa não estará em pauta na agenda do próximo Concílio Pan-Ortodoxo». Além disso, a hipótese de que o Papa pretenda mesmo uma aproximação com os líderes ortodoxos, parece ser a mais provável, e é este um desejo que expressa sua boa vontade. Mas isto não pode ser alcançado de forma alguma ao custo do abandono ou rechaço da tradição do primeiro milênio do cristianismo e que é comum para todos nós. Contudo, considero importante compreender, antes de mais, o que o papa realmente tem em mente», concluiu o representante da Igreja Ortodoxa Russa.

19/06/2015:

Patriarca ortodoxo siríaco de Antioquia encontra-se com Francisco de Roma.

Por Filipe d’Avillez

O Papa Francisco recordou, esta sexta-feira, os dois bispos sírios que foram raptados há mais de dois anos, no contexto da guerra-civil da Síria. Num encontro com o Patriarca Ortodoxo Siríaco de Antioquia, Mor Inácio Aphrem II, esta manhã, no Vaticano, Francisco sublinhou as dificuldades pelas quais os cristãos têm passado, e continuam a passar, no Médio Oriente. Disse Francisco:

Santidade, rezemos juntos pelas vítimas desta brutal violência e de todas as situações de guerra no mundo atual. Recordo particularmente o metropolita Mor Gregorios Ibrahim e o metropolita da Igreja Greco-Ortodoxa Paul Yazigi, raptados em conjunto há mais de dois anos. Recordamos também alguns sacerdotes e tantas pessoas, de diferentes grupos, privados da liberdade. Peçamos ao Senhor a graça de estarmos sempre prontos a perdoar e de sermos operários da reconciliação e da paz. Isto é o que anima o testemunho dos mártires. O sangue dos mártires é semente de unidade da Igreja e instrumento de edificação do reino de Deus, que é um reino de paz e de justiça.

Mor Inácio Aphrem II é o líder da Igreja Ortodoxa Siríaca, que tem cerca de seis milhões de fiéis em todo o mundo e faz parte da comunhão de Igrejas Orientais que se separaram de Roma no século V, por causa do Concílio de Calcedônia. Embora a maioria dos seus fiéis se encontrem na Índia ou na diáspora, as comunidades mais antigas, bem como o próprio patriarcado, encontram-se no Médio Oriente, nomeadamente na Síria, no Iraque e no Líbano. Estes cristãos, que são também conhecidos como assírios, têm sido duramente perseguidos desde o início da guerra civil na Síria e o avanço do autoproclamado Estado Islâmico. Este fato, bem como o historial da Igreja, levou o Papa Francisco a descrevê-la como uma Igreja de mártires. “A sua Igreja, santidade, é uma Igreja de mártires desde o princípio e agora novamente, no Médio Oriente, onde continua a sofrer, juntamente com outras comunidades cristãs e outras minorias, as terríveis dores da guerra, da violência e da perseguição. Quanta dor! Quantas vítimas inocentes! Diante de tudo isto parece que os poderosos do mundo são incapazes de encontrar uma solução”.

Fonte: Renascença 

18/06/2015:

IOANNIS ZIZIOULAS: Em oração pelo ambiente.

A encíclica Laudato si’ dedica um capítulo inteiro para demonstrar as implicações ecológicas profundas da doutrina cristã da criação. Ela salienta que, segundo a Bíblia, “a existência humana se baseia em três relações fundamentais intimamente ligadas: as relações com Deus, com o próximo e com a terra” (n. 66). Essa terceira relação, ou seja, com a terra, foi muitas vezes ignorada pela teologia cristã, a tal ponto que o historiador norte-americano Lynn White, em um artigo já famoso que apareceu na revista Scientist (1967), acusava a teologia cristã de ser responsável pela crise ecológica moderna. Como surge claramente na encíclica, a crise ecológica é, essencialmente, um problema espiritual. A justa relação entre o homem e a terra, ou o seu ambiente natural, com o pecado original, se rompeu tanto externamente quanto dentro de nós, e essa ruptura é pecado. A Igreja deve agora introduzir no seu ensinamento sobre o pecado também o pecado contra o ambiente, o pecado ecológico. O arrependimento deve ser estendido para cobrir o dano que infligimos contra a natureza, seja como indivíduos, seja como sociedade. Isso deve ser levado à consciência de cada cristão que se preocupa com a própria segurança. O pecado ecológico se deve à avidez humana, que cega os homens e as mulheres, a ponto de fazer com que ignorem e desprezam a verdade fundamental de que a felicidade da pessoa depende da sua relação com todos os outros seres humanos. A ecologia contém uma dimensão social que a encíclica faz vir à tona com clareza. A crise ecológica vai de mãos dadas com a disseminação da injustiça social. Não podemos enfrentar com sucesso uma sem abordar também a outra. O pecado ecológico não é apenas um pecado contra Deus, mas também contra o próximo. E não é só um pecado contra o outro do tempo presente, mas também – e este é o aspecto grave – contra as gerações futuras. Tudo isso exige aquilo que poderíamos definir como ascetismo ecológico. Vale a pena notar que todas as grandes figuras da tradição ascética cristã eram sensíveis ao sofrimento de todas as criaturas. Não se trata de romantismo. Ao contrário, brota de um coração amoroso e da convicção de que entre nós e o mundo natural há unidade orgânica e interdependência. O espírito e o ethos do ascetismo podem e devem ser adotados se quisermos que o nosso planeta sobreviva. A redução do consumo dos recursos naturais é uma atitude realista e é preciso encontrar modos para pôr um limite ao imenso desperdício de bens naturais. A tecnologia e a ciência devem dedicar os próprios esforços a essa tarefa. Por fim, a espiritualidade deve permear o nosso ethos ecológico através da oração. A encíclica nos propõe alguns exemplos extraordinários de como rezar pela proteção da criação de Deus. O Patriarcado Ecumênico, ainda em 1989, decidiu dedicar o dia 1º de setembro de cada ano para a oração pelo ambiente. Essa data, segundo o calendário litúrgico ortodoxo que remonta aos tempos bizantinos, é o início do ano eclesiástico. O dia 1º de setembro é agora dedicado pelos ortodoxos ao ambiente. Não poderia se tornar, para todos os cristãos, um compromisso para esse tipo de oração? Seria um passo no sentido de uma maior proximidade entre eles. E isso me leva ao meu último comentário sobre a encíclica do papa, isto é, à sua importância ecumênica. Creio que existem três dimensões do ecumenismo. Poderíamos definir o primeiro como o ecumenismo no tempo. Com isso, entendemos o esforço de cristãos divididos de se unirem com base na sua tradição comum, no ensinamento da Bíblia e dos Padres da Igreja. Ao mesmo tempo, também é praticado um ecumenismo no espaço, através de diversas instituições internacionais. A essas duas dimensões, que dominaram a cena ecumênica nos últimos 100 anos, a meu ver, devemos acrescentar uma terceira que normalmente é ignorada, e é mais especificamente aquela que eu chamaria de ecumenismo existencial. Entendo com isso o esforço para enfrentar juntos os problemas existenciais mais profundos que preocupam a humanidade inteira, e não apenas lugares ou grupos de pessoas particulares. A ecologia, além disso, certamente é o candidato mais óbvio a esse respeito. Considero que a relevância da encíclica Laudato si’ não está limitada ao tema da ecologia como tal. Nela, eu vejo uma importante dimensão ecumênica, pois coloca os cristãos divididos diante de um compromisso comum que eles devem enfrentar juntos. Vivemos em um tempo em que os problemas existenciais fundamentais esmagam as nossas divisões tradicionais e as relativizam quase até extingui-las. Por exemplo, basta olhar para o que está acontecendo hoje no Oriente Médio: quem persegue os cristãos lhes pergunta a qual Igreja ou confissão pertencem? A unidade dos cristãos nesses casos se realiza, de fato, com a perseguição e o sangue, ou seja, um ecumenismo do martírio. A ameaça que a crise ecológica nos apresenta gira em torno ou transcende de modo semelhante as nossas divisões tradicionais. A encíclica do Papa Francisco é um convite à unidade: a unidade na oração pelo ambiente, no mesmo Evangelho da criação e na conversão dos corações e dos estilos de vida para respeitar e amar cada pessoa e cada grão daquilo que existe.

17/06/2015:

FRANCISCO E HILARION FALAM DE FAMÍLIA, IGREJA E CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO.

Por Marina Droujinina -- Vaticano, 17 de junho de 2015 (ZENIT.org) — O metropolita Hilarion de Volokolamsk, presidente do departamento de Relações Exteriores do patriarcado de Moscou e um dos colaboradores mais próximos do patriarca Cirilo, trouxe saudações de toda a Rússia ao papa Francisco durante a audiência realizada no Vaticano nesta segunda-feira, 15 de junho. Durante o encontro, o Papa e Hilarion discutiram várias questões, como “a desastrosa situação da população cristã no Oriente Médio e no Norte da África, a necessidade de uma ação conjunta em defesa do entendimento tradicional da família na sociedade moderna e a cooperação entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Russa no campo da cultura”.  Após a audiência, o Metropolita apresentou ao Papa os membros da Delegação que o acompanhava, incluindo o Arquimandrita Antony (Servryuk), secretário da gestão das paróquias do Patriarcado de Moscou na Itália, e Miguel Palacio, membro do Secretariado do Departamento de Relações Eclesiásticas Exteriores da Igreja Ortodoxa Russa. Após a conversa, o Papa Francisco deu ao Metropolita Hilarion a medalha do seu segundo ano de pontificado. Por sua vez, os membros da Delegação Russa presentearam ao Santo Padre uma cópia do antigo ícone russo de São Salvador, pintado pelo protodiácono Alexis Trunin, clérigo da Igreja de Moscou dedicada ao ícone da Mãe de Deus “Alegria dos aflitos”. No domingo, 14 de junho, véspera da audiência com o Papa, o Metropolita Hilarion encontrou o Cardeal Kurt Koch, Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, com quem abordou os vários aspectos da cooperação entre o Patriarcado de Moscou e a Santa Sé. A reunião também foi acompanhada pelo irmão Hyacinthe Destivelle, membro do dicastério. O “ministro do exterior” do Patriarcado Russo visitou ainda a Prefeitura da Casa Pontifícia e as exposições com pinturas de Rafael e El Greco. Também foi mostrada a Hilarion a Crucificação em pedras preciosas oferecida ao Papa Gregório XVI pelo imperador Nicolau I, durante a sua única visita ao Vaticano. Após a audiência com o Papa, Hilarion retornou a Moscou.

16/06/2015:

Data fixa para celebrar a Páscoa com todos os cristãos: Católicos e ortodoxos procuram ultrapassar divergências de calendário litúrgico.

Roma, 12 jun 2015 (ECCLESIA) – O Papa disse hoje em Roma que a solução para a celebração conjunta da Páscoa entre católicos e ortodoxos deve passar pela proposta de uma data fixa, deixando de lado a atual tradição. “Temos de pôr-nos de acordo e a Igreja Católica está disposta, desde o Beato Paulo VI (Papa entre 1963 e 1978) a fixar uma data e renunciar ao primeiro solstício após a lua cheia de março”, explicou, num encontro com mais de mil padres que decorreu na Basílica de São João de Latrão. A Páscoa é a primeira festa cristã em importância e antiguidade, dado que já no Concílio de Niceia, no ano 325, há prescrições sobre a data da celebração: primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera (de 22 de março a 25 de abril). Estas datas têm como referência, na maior parte dos países, o chamado ‘calendário gregoriano’, introduzido em 1582 pelo Papa Gregório XIII. As Igrejas de rito Bizantino, contudo, seguem até hoje o ‘calendário juliano’, calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César. Segundo Francisco, este é um problema que “todos queremos resolver”, deixando de lado a hipótese de usar como referência a data da páscoa judaica, o 14 de nissan. O Papa elogiou o papel do Patriarca Ecumênico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), Bartolomeu I, na busca de uma Páscoa comum no seio da ortodoxia, e considerou um “escândalo” que a ressurreição de Jesus se celebre em datas diferentes nas várias comunidades cristãs. “A solução mais definitiva vai ter de ser uma data fixa, imaginemos o segundo domingo de abril”, acrescentou. Francisco sublinhou o empenho comum na defesa dos “valores cristãos fundamentais” e sugeriu aos padres a leitura de alguns teólogos ortodoxos para entender a “riqueza” desta tradição. (...) Francisco disse também que pediu ao Patriarca Ecumênico Bartolomeu I para apresentar a sua próxima encíclica “Laudato sii"(Louvado sejas), que trata da defesa da criação. O texto inclui dois números dedicados a Bartolomeu I, como “grande defensor da criação”.

11/06/2015:

SÍRIA: inaugurada PRIMEIRA MESQUITA DEDICADA A VIRGEM MARIA.

Roma, ZENIT.org) --Uma mesquita dedicada a Virgem Maria foi inaugurada neste sábado na cidade costeira de Tartous, na Síria, estabelecendo um precedente no mundo árabe e muçulmano, como relatado pela Agência de Notícias Árabe Síria (SANA). O ministro de Awqaf (Bens Religiosos) Mohammad Abdul-Sattar al-Sayyed, informou que esta é aprimeira vez que uma mesquita dedica seu nome à Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo, e sublinhou que este gesto encarna a verdadeira mensagem da construção de uma mesquita, um convite a amizade e a fraternidade. "Damasco, particularmente a Grande Mesquita dosOmíadas, é o lugar onde a cultura islâmica se originou", acrescentou o ministro sírio, no período em que houve a demolição de locais de culto nas mãos de extremistas. O representante do Patriarcado Maronita em Tartous e Lattakia, Antoine Deeb disse que a iniciativa é um gesto propicio para mostrar que o islã e o cristianismo compartilham uma mensagem sublime de amor e paz. A Virgem Maria é uma figura importante na religião islâmica. Tão importante é a Mãe de Jesus para o Islã que uma sura ou capítulo do Corão leva seu nome: Maryam (Maria, em árabe). Dos 114 capítulos que compõem o livro sagrado dos muçulmanos, a sura 19 é a única que tem o nome de uma mulher. Além disso, Maria é nomeada mais do que qualquer membro da família de Maomé. Na verdade, seu nome aparece 34 vezes no Corão. Todos os especialistas concordam que os muçulmanos respeitam e honram a Santíssima Virgem.