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A Igreja da Grécia |
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Sua Beatitude HIERONYMOS II
SEDE METROPOLITANA: Ag. Philotheis 21 105560 - Athens, Greece
A Igreja da Grécia
O povo que recebeu diretamente o Evangelho dos Apóstolos e discípulos de Cristo foi o grego. O Apóstolo Paulo, no ano 50, introduziu a religião cristã na Grécia que, em seguida, expandiu-se por toda a Europa. Em 52 Paulo fundou a igreja de Atenas, quando falou aos Atenienses no meio do Areópago: "Atenienses, sob todos os aspectos sois, eu os vejo, os mais religiosos dos homens. Pois percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição: 'Ao Deus desconhecido' Aquele que adorais sem conhecer, eu venho vos anunciar" (At 17,22-23). Em seguida, no ano 53 fundou a Igreja de Corinto e no começo do século 11 essas duas Igrejas se uniram formando a Igreja de Salônica. Uma vez que os gregos estavam presentes no início do cristianismo em todos os países do mediterrâneo, era a língua grega (Koiné) a que estava difundida em todo o Império. Mesmo em Roma até o século 111, falava-se a língua grega. O cristianismo foi elaborado, dogmática e espiritualmente, de uma forma quase total pelo povo grego; os evangelhos foram escritos em grego; os sete primeiros Concílios Ecumênicos que deram todo o fundamento à comunidade nascente do cristianismo foram convocados pelos Imperadores gregos de Bizâncio, etc. No século VIII, durante o Império de Bizâncio, Imperador Leão 111, toda a Igreja da Grécia ficou sob a jurisdição do Patriarcado de Constantinopla que, no Concílio de Constantinopla 11 (381), recebeu a primazia de honra sobre todo o Oriente, por ser a Capital do Oriente, e o povo grego, apesar de todas as ocupações sofridas, guardou fielmente a identidade cristã e apostolicidade e, pelo fato de estar sob o Patriarcado de Constantinopla, passou à ortodoxia no momento da divisão entre o Oriente e o Ocidente (...) (1054). No período das Cruzadas os fiéis gregos sofreram várias perseguições e os bispos foram destituídos e expulsos de suas dioceses e, em seu lugar, foram nomeados bispos latinos. Com a expulsão dos Cruzados os bispos gregos retomaram às suas dioceses. Em 1830, com a proclamação da Independência política da Grécia, o Sínodo da Igreja Grega ortodoxa solicitou também sua independência, tendo sido reconhecida pelo Patriarcado de Constantinopla em 1850. A Igreja Grega Ortodoxa passou a ter um Arcebispo Maior com o titulo de Arcebispo de Atenas (capital da Grécia), e foi considerada uma Igreja Autônoma. Sua constituição foi aprovada pelo governo grego. Com a importância da Grécia e após a guerra balcânica (1912-13), o parlamento anexou à Igreja Grega outras Igrejas que se encontravam sobre seu território nacional. Contudo a Ilha de Creta, Dodecaneso e Monte Athos, estão na Grécia, mas permanecem sob a jurisdição do Patriarcado de Constantinopla, como também os gregos ortodoxos da diáspora. Em 1967 a Igreja de Creta obteve uma certa autonomia. Atualmente, a Igreja Grega ortodoxa representa cerca de 97% do povo grego, contando com vários centros teológicos de grande importância em Atenas e Tessalônica e outros lugares da Grécia, conservando assim a grande riqueza do patrimônio da Igreja Universal. [...] Síntese Histórica:
Fonte: As Igrejas Orientais – Tradições Vivas, Roberto Khatlabk*
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