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A Igreja Ortodoxa no Brasil e no mundo
 
 
 

A Igreja das Repúblicas
Checa e Eslováquia

Arcebispo Rastislau
do Território da Checa e Eslováquia

SEDE METROPOLITANA:

Delostrelecka ul. 7 - 160 00 Praha 6
Postal Address: P.O. Box 655 111 21 Praha 1
Tel: +420-2-2491-6269 and 2431-5015
Fax: +420-2-2431-3137
Web site: http://pravoslavnacirkev.cz/
http://www.pravoslavi.cz/

Eslováquia: http://www.orthodox.sk/

A Igreja das Repúblicas Checa e Eslováquia

a época de fundação do Estado independente de Tchecoslováquia, depois da 1ª Guerra Mundial, esta era uma nação predominantemente católica, ainda que, tempo depois, um expressivo número de sacerdotes latinos (romano-católicos) e fiéis converteu-se à ortodoxia. O líder eleito deste movimento, Pe. Matej Pavlik, foi ordenado Bispo em 1921 por um bispo da Igreja Ortodoxa da Sérvia na cidade de Belgrado, assumindo suas funções sob o nome de Gorazd. Consta que parte de seus seguidores separou depois para formar uma igreja protestante. Naquele tempo este novo grupo de ortodoxos contava com 40 mil fieis e este número aumentou quando um grupo de greco-católicos (uniatas) da zona dos Transcárpatos decidiram regressar espontaneamente à ortodoxia.

Subseqüentemente produziu-se uma cisão no interior da comunidade ortodoxa daquele país.

Em 1923, o Patriarcado de Constantinopla outorgou à Igreja da Tchecoslováquia o status de Igreja Autônoma, enviando o Metropolita SABBAZD para ocupar-se dos fiéis ortodoxos do lugar. Em 1930, o Patriarca da Sérvia também enviou um Bispo daquela jurisdição à zona Transcárpata, mas na verdade a grande maioria dos Tchecoslovacos permanecia sob a jurisdição do Bispo Gorazd.

Durante a 2ª Guerra Mundial, esta igreja foi virtualmente massacrada pelos nazistas que executaram o Arcebispo Gorazd, fecharam todas as dependências de sua Igreja em 1942, enviando todos os seus sacerdotes aos campos de trabalhos forçados na Alemanha.

No censo de 1931, havia 145.583 ortodoxos no país dos quais 117.897 viviam nos Transcárpatos. A anexação daquela região por parte da Rússia em 1945, reduziu o número de ortodoxos a 40 mil, apenas. No ano de 1946, os ortodoxos da Tchecoslováquia colocaram-se sob a proteção do Patriarca de Moscou Alex I, fazendo a solicitação de um bispo; deste modo, todos os ortodoxos deste país ficaram unidos a uma única hierarquia.

Em 1950, os greco-católicos da Eslováquia, foram absorvidos pela Igreja Ortodoxa Tcheca. Isto obviamente aumentou o número dos ortodoxos para 200.000 novos membros, que foram organizados em 4 novas dioceses . Mais tarde, quando a Igreja greco-católica foi restaurada na Tchecoslováquia, durante a “Primavera de Praga”, um grande número de membros regressaram a sua antiga fé, deixando, no entanto, os templos e edifícios para a Igreja Ortodoxa.

Em 9 de dezembro de 1951, o Patriarca de Moscou outorgou o status de Igreja Autocéfala a Igreja da Tchecoslováquia. O Patriarca de Constantinopla, por sua vez, não reconhecendo a autoridade de Moscou nesta matéria, decretou seu próprio TOMOS da autocefalía em 8 de setembro de 1998.

Em seu primeiro ato, a Igreja Ortodoxa da Tchecoslováquia canonizou o Bispo Gorazd em setembro de 1987, dada a sua fundamental participação na formação da Igreja Ortodoxa daquele país, e reconhecendo seu martírio sofrido por causa de sua sólida fé ortodoxa.

O colapso do governo comunista em 1989 e a posterior divisão da República da Tchecoslováquia em dois paises, a República Tcheca por um lado e a República Eslovaca por outro teve como conseqüência, em 1º de janeiro de 1993, modificações na estrutura jurídica da Igreja. Em novembro de 1992, o Santo Sínodo decidiu dividir sua antiga jurisdição em duas províncias metropolitanas, com duas dioceses em cada uma das novas repúblicas independentes. Um só sínodo continua reunindo-se periodicamente, como antes, sob a presidência do Metropolita da Igreja unida, que pode ser exercido tanto pelo Arcebispo de Praga como pelo de Presov.

O Metropolita Doroteo de Praga e das Repúblicas Tcheca e Eslováquia, morreu em dezembro de 1999; conduziu a Igreja por 35 anos. Sucedeu-o em seu cargo de Metropolita o Arcebispo Nicolas de Presov, em maio de 2000.

O governo da Eslováquia devolveu a maioria das antigas paróquias greco-melquitas (uniatas) que foram confiscadas em 1950 e entregues aos ortodoxos. Em março de 1993 se reportou que 135 de um total de 170 paróquias ortodoxas em Eslováquia, já haviam sido devolvidas aos greco-católicos. Desde aquele tempo até agora foram construídos mais de 50 novos templos ortodoxos.

De acordo com o censo de 1991, os ortodoxos constituem somente 0,6 % do total da população, cerca de 34.000 pessoas, das quais a maioria reside naquele país.

Os candidatos ao sacerdócio são preparados em um seminário na cidade de Presov que é supervisionado pelo Santo Sínodo e que no ano de 1990 foi integrado à Universidade de Safarik em Kosice. Em janeiro de 1997 a Universidade foi dividida em duas, e uma nova Universidade Presov foi criada a partir das universidades locais daquela cidade.

Atualmente, a Faculdade Ortodoxa de Teologia da Universidade de Presov oferece cursos de estudos aos seminaristas, professores de religião e/ou ética, bem como a outros agentes pastorais. Oferece ainda cursos para a formação permanente do clero.

A Igreja se organiza nas seguintes jurisdições:

  • Arquidiocese de Prešov e da Eslováquia
  • Arquidiocese de Praga e das Terras Tchecas
  • Diocese de Olomouc e Brno
  • Diocese de Michalovce e Košice
  • Diocese de Beroun, vicariato de Praga
  • Diocese de Komárno, vicariato de Prešov

Síntese Histórica:

  • A Igreja da Tchecoslováquia era uma Diocese do Patriarcado Ecumênico, declarando-se independente desse Patriarcado após a segunda grande guerra, em 1961.
  • O Patriarca de Constantinopla reconheceu-lhe a independência legalmente, sendo chefiada por um Arcebispo que reside em Praga.

Fonte:

Pro-ortodoxia

Tradução do Espanhol por: Pe. André (João Manoel) Sperandio

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