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Biblioteca Ecclesia
 
 
 

São João Damasceno

(c. 676-749) -  monge, teólogo, Pai da Igreja

Antologia de Textos Homiléticos

 
 
Sumário:

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I Homilia sobre a Dormição, 11-14: «A Virgem Maria, 'imagem da Igreja futura […] que guia e sustenta a esperança do teu povo'»

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Exposição sobre a fé: «Vosso Pai, que está no céu, não quer que se perca um só destes pequeninos»

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Homilia sobre a Transfiguração do Senhor: «Eis que lhes apareceram Moisés e Elias que falavam com Ele»

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«A Virgem Maria, 'imagem da Igreja futura […]
que guia e sustenta a esperança do teu povo'»

I Homilia sobre a Dormição, 11-14

Ó Mãe de Deus, sempre virgem, a tua sagrada partida deste mundo é verdadeiramente uma passagem, uma entrada na morada de Deus. Saindo deste mundo material, entras numa “pátria melhor” (Heb 11, 16). O céu acolheu com alegria a tua alma: “Quem é esta, que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol?” (Cant 6, 10) “O rei introduziu-te nos seus aposentos” (Cant 1, 4) e os anjos glorificam aquela que é a Mãe do seu próprio Senhor, por natureza e em verdade, segundo o plano de Deus. […]

Os apóstolos levaram o teu corpo sem mancha, o teu corpo, verdadeira arca da aliança, e depositaram-no no seu santo túmulo. E aí, como que passando outro Jordão, tu chegaste à verdadeira Terra prometida, à “Jerusalém lá do alto” (Gal 4, 26), de que Deus é arquitecto e construtor. Porque a tua alma não desceu “à habitação dos mortos”, nem “a tua carne conheceu a decomposição” (Act 2, 31; Sl 15, 10). O teu corpo puríssimo, sem mácula, não foi abandonado à terra, antes foste elevada até à morada do Reino dos Céus, tu, a Rainha, a Soberana, a Senhora, a Mãe de Deus, a verdadeira Theotokos.

Hoje aproximamo-nos de ti, a nossa Rainha, Mãe de Deus e Virgem; voltamos a nossa alma para a esperança que és para nós. […] Queremos honrar-te com “salmos, hinos e cânticos espirituais” (Ef 5, 19). Ao honrar a serva, exprimimos a nossa ligação ao nosso Senhor comum. […] Lança os teus olhos sobre nós, ó Rainha, Mãe do nosso bom Soberano; guia o nosso caminho até ao porto sem tempestades do desejo bom de Deus. Sumário

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«Vosso Pai, que está no céu, não quer que se perca um só destes pequeninos»

Exposição sobre a fé

Vós me formastes, Senhor, do corpo de meu pai; Vós me formastes no ventre de minha mãe; Vós me fizestes sair à luz, menino e nu, porque as leis da natureza seguem sempre os vossos preceitos. Com a bênção do Espírito Santo preparastes a minha criação e a minha existência, não por vontade do homem, nem por desejo da carne (Jo 1, 13), mas pela vossa graça inefável. Preparastes o meu nascimento com cuidado superior ao das leis naturais, fizestes-me sair à luz do dia adoptando-me como vosso filho (Gl 4, 5) e me contastes entre os filhos da vossa Igreja santa e imaculada.

Vós me alimentastes com o leite espiritual dos vossos ensinamentos. Vós me sustentastes com o vigoroso alimento do Corpo de Cristo, nosso Deus, Filho Unigénito, e me embriagastes com o cálice divino do seu Sangue vivificante que Ele derramou pela salvação de todo o mundo.

Porque vós, Senhor, nos amastes e nos destes o vosso único e amado Filho para nossa redenção, que Ele aceitou voluntária e livremente... E assim, Senhor Jesus Cristo, meu Deus, Vos humilhastes para me levardes aos ombros como ovelha perdida e me apascentastes em verdes pastagens (Sl 22, 2); Vós me alimentastes com as águas da verdadeira doutrina por meio de vossos pastores, aos quais Vós mesmo alimentais, para que, por sua vez, alimentem a vossa grei, escolhida e nobre. Sumário

«Eis que lhes apareceram Moisés e Elias que falavam com Ele»

Homilia sobre a Transfiguração do Senhor

"Uma núvem luminosa cobriu-os com a sua sombra" e os discípulos foram tomados de grande temor vendo Jesus, o Salvador, com Moisés e Elias na núvem. Outrora, é certo, quando Moisés viu Deus, entrou na núvem divina (Ex 24,18), dando assim a compreender que a Lei era uma sombra. Escuta o que diz S. Paulo: "Na verdade, a Lei não era mais do que sombra dos bens futuros, não a própria realidade" (He 10,1).

Nesse tempo, Israel "não tinha podido fixar os olhos na glória passageira do rosto de Moisés" ("Co 3,7). "Mas nós, com o rosto descoberto, reflectimos a glória do Senhor e somos transformados de uma glória para uma glória ainda maior, pela acção do Senhor que é Espírito" (v. 18). É por isso que a núvem que cobriu os discípulos com a sua sombra não estava cheia de trevas mas de luz. Com efeito, "o mistério escondido há séculos e através das gerações foi revelado" (Col 1,26) e a glória perpétua e eterna foi manifestada. Eis porque é que Moisés e Elias, um de cada lado do Salvador, personificavam a Lei e os profetas. Aquele que a Lei e os profetas anunciavam é, na verdade, Jesus, o dispensador da vida.

Moisés representa também a assembleia dos santos que outrora adormeceram (Dt 24,5) e Elias, a dos vivos (2R 2,11), porque Jesus transfigurado é o Senhor dos vivos e dos mortos. E Moisés entrou finalmente na Terra Prometida porque é Jesus que aí o conduz. Outrora, Moisés tinha visto apenas de longe a herança prometida (Dt 34,4); hoje vê-a nitidamente. Sumário

 

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