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Biblioteca Ecclesia
 
 
 

São Gregório de Nazianzo
(330-390)

Antologia

 
 
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Hino 32: «Vir até à Luz»

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Sermão 45, 23-24: «Onde queres que façamos os preparativos para a refeição pascal?»

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Sobre o amor aos pobres, 27-28: «Imitar a generosidade de Deus»

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Discurso Teológico 4: «Seguir o Cordeiro de Deus»

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Sermão n° 38, para a Natividade: «Tu, que maravilhosamente criaste o homem, mais maravilhosamente ainda restabeleceste a sua dignidade»

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Do amor aos pobres, 8, 14: «Quando deres um banquete, convida os pobres»

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Sermão 39: «Deste modo devemos cumprir perfeitamente o que é justo»

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3º discurso teológico: «Começaram a detestá-lo terrivelmente e a invectivá-lo»

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O amor dos pobres: «Ao agir assim, Tu ensinaste ao teu povo que o justo deve ser amigo dos homens» (Sb 12,19)

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Homilia pascal: «Eis o meu Servo, a quem Eu escolhi, o Meu muito amado»

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Discurso 26; PG 35, 1238: «Erigidos sobre a rocha»

«Vir até à Luz»

Hino 32

Nós te bendizemos, Pai das luzes,
Cristo, Verbo de Deus, esplendor do Pai,
Luz da luz e fonte de luz,
Espírito de fogo, sopro do Filho e do Pai.

Trindade Santa, luz indivisa,
Tu dissipaste as trevas para criar
Um mundo luminoso, de ordem e de beleza,
Portador da tua semelhança.

De razão e sabedoria deste luz ao homem,
Iluminaste-o com o selo da tua Imagem,
Para que, na tua luz, ele visse a luz (Sl 36,10)
E luz inteiramente se tornasse.

Fizeste brilhar no céu luzes incontáveis,
Ordenaste ao dia e à noite
Que se entendessem para partilhar o tempo
Um de cada vez, em paz e harmonia.

A noite põe fim ao trabalho do corpo fatigado,
O dia chama às obras que tu amas.
Ensina-nos a fugir das trevas, a nos apressarmos
Para aquele dia que já não terá noite.

* * * * *

«Onde queres que façamos os preparativos
para a refeição pascal?»

Sermão 45, 23-24

Vamos participar na festa da Páscoa. Voltaremos a fazê-lo de maneira simbólica, mas já de maneira mais clara do que sob a antiga Lei, porque essa Páscoa era, se assim ouso exprimir-me, uma imagem obscura do próprio símbolo. […]

Participemos nesta festa ritual de maneira evangélica, e não literária, de maneira perfeita, e não inacabada, em atitude de eternidade, e não de instante. Tomemos como capital, não a Jerusalém terrena, mas a cidade celeste, não a que é hoje esmagada aos pés pelos exércitos, mas a que é glorificada pelos anjos. Não sacrifiquemos os jovens touros e os novilhos com chifres e unhas (Sl 68, 32), mais mortos do que vivos e desprovidos de inteligência, mas ofereçamos a Deus um sacrifício de louvor (Sl 49, 14), no altar celeste e em união com os coros do céu. Afastemos o primeiro véu, avancemos até ao segundo, ergamos o olhar para o Santo dos Santos. Direi antes: imolemo-nos a nós próprios a Deus; melhor, ofereçamos-Lhe diariamente todas as nossas acções. Aceitemos tudo por causa do Verbo. Subamos com pressa até à cruz, cujos cravos são doces, ainda que sejam extremamente dolorosos. Mais vale sofrer com Cristo e por Cristo, do que viver em delícias com outros.

Se fores Simão de Cirene, toma a cruz e segue Cristo. Se fores crucificado com Ele como um ladrão, faz como o bom ladrão: reconhece a Deus. […] Se fores José de Arimateia, reclama o corpo a quem o mandou crucificar; faz tua a purificação do mundo. E, se fores Nicodemos, o servidor nocturno de Deus, vem depositar este corpo no túmulo e perfumá-lo com mirra. E se fores Maria, ou Salomé, ou Joana, chora desde o começo do dia. Sê a primeira a ver a pedra do túmulo afastada, talvez mesmo os anjos, ou o próprio Jesus.

* * * * *

«Imitar a generosidade de Deus»

Sobre o amor aos pobres, 27-28

Não há nada em que o homem seja tão parecido com Deus como na capacidade de fazer o bem; e, mesmo tendo nós essa capacidade numa medida completamente diferente da de Deus, façamos pelo menos tudo o que podemos. Deus criou o homem e reergueu-o depois da queda. Não desprezes, pois, aquele que caiu na miséria. Comovido pelo enorme sofrimento do homem, deu-lhe a Lei e os profetas, depois de lhe ter dado a lei não escrita da natureza. Teve o cuidado de nos conduzir, de nos aconselhar, de nos corrigir. Finalmente, deu-Se a Si mesmo em resgate pela vida do mundo. […]

Quando navegas de vento em popa, estende a mão aos que naufragam. Quando tens saúde e vives na abundância, socorre os infelizes. Não esperes aprender à tua custa o mal que é o egoísmo e como é bom abrir o coração àqueles que têm necessidade. Presta atenção porque a mão de Deus corrige os presunçosos que se esquecem dos pobres. Aprende com os males dos outros e prodigaliza ao indigente o auxílio que estiver ao teu alcance, por pequeno que seja. Para ele, a quem tudo falta, será alguma coisa.

Como o será para Deus, se tiveres feito tudo o que podes. Que a tua disponibilidade para dar aumente a insignificância do dom. E, se nada tens, oferece-lhe as tuas lágrimas. A piedade que brota do coração é um grande reconforto para o infeliz, e a compaixão sincera adoça a amargura do sofrimento.

«Seguir o Cordeiro de Deus»

Discurso Teológico 4

Jesus é Filho do homem, por causa de Adão e por causa da Virgem, de quem descende. […] É Cristo, o Ungido, por causa da sua divindade; esta divindade é a unção da sua humanidade […], presença total dAquele que assim O consagra. […] Ele é o caminho, porque é Ele quem nos conduz. Ele é a Porta, porque nos introduz no Reino. Ele é o Pastor, porque conduz o seu rebanho para as pastagens, e o leva a beber nas águas refrescantes; Ele mostra o caminho a seguir e defende-o dos animais selvagens; Ele vai buscar a ovelha errante, encontra a ovelha perdida, trata da ovelha ferida, guarda as ovelhas que estão de boa saúde e, graças às palavras que lhe inspira o seu saber de pastor, reúne-as no aprisco das alturas.

Ele é também a Ovelha, porque é a vítima. Ele é o Cordeiro, porque é sem mancha. Ele é o Sumo-Sacerdote, porque oferece o sacrifício. Ele é Sacerdote da ordem de Melquisedeque, porque não tem mãe no céu nem pai nem terra, não tem genealogia nas alturas, porque – diz a Escritura – “quem contará a sua geração?” E também é Melquisedeque porque é o Rei de Salém, o Rei da paz, o Rei da justiça. […] Eis os nomes do Filho, Jesus Cristo “ontem, hoje, o mesmo sempre”, corporal e espiritualmente, “e assim para sempre”. Ámen.

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«Tu, que maravilhosamente criaste o homem,
mais maravilhosamente ainda
restabeleceste a sua dignidade»

Sermão n° 38, para a Natividade

Jesus Cristo nasceu, rendei-lhe glória! Cristo desceu dos céus, correi para ele! Cristo está sobre a terra, exaltai-o! “Cantai ao Senhor, terra inteira. Alegria no céu; terra, exulta de alegria!” (Sl 96,1.11). Do céu, ele vem habitar no meio dos homens; estremecei de temor e de alegria: de temor, por causa do pecado; de alegria, por causa da nossa esperança. Hoje, as sombras se dissipam e a luz se eleva sobre o mundo; como outrora no Egipto envolto em trevas, hoje uma coluna de fogo ilumina Israel. O povo, que estava sentado nas trevas da ignorância, contempla hoje essa imensa luz do verdadeiro conhecimento porque “o mundo antigo desapareceu, todas as coisas são novas” (2 Co 5,17). A letra recua, o espírito triunfa (Rm 7,6); a prefiguração passa, a verdade aparece (Col 2,17).

Aquele que nos deu a existência quer também inundar-nos de felicidade; essa felicidade que o pecado nos havia feito perder, a incarnação do Filho nos devolve… Tal é esta solenidade: saudamos hoje a vinda de Deus ao meio dos homens para que possamos, não chegar mas regressar para junto de Deus; a fim de que nos despojemos do homem velho e nos revistamos do Homem novo (Col 3,9), a fim de que, mortos em Adão, vivamos em Cristo (1 Co 15,22)… Celebremos pois este dia, cheios de uma alegria divina, não mundana, mas uma verdadeira alegria celeste. Que festa, este mistério de Cristo! Ele é a minha plenitude, o meu novo nascimento

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«Quando deres um banquete, convida os pobres»

Do amor aos pobres, 8, 14

Velemos pela saúde do nosso próximo com tanto cuidado como pela nossa, seja ele saudável ou desgastado pela doença. Porque "somos todos um no Senhor" (Ro 12,5), ricos ou pobres, escravos ou homens livres, sãos ou doentes. Para todos, há uma só cabeça, princípio de tudo - Cristo (Col 1,18); o que os membros do corpo são uns para os outros, é cada um de nós para cada um dos seus irmãos. Por isso, é preciso não negligenciar nem abandonar os que antes de nós cairam num estado de fraqueza que a todos nos espreita. Antes de nos regozijarmos por estar de boa saúde, mais vale compadecer-nos com as infelicidades dos nossos irmãos pobres... Eles são à imagem de Deus tal como nós somos e, apesar da sua aparente decadência, guardaram melhor do que nós a fidelidade a essa imagem. Neles o homem interior revestiu o próprio Cristo e eles receberam o mesmo "penhor do Espírito" (2Co 5,5); têm as mesmas leis, os mesmos mandamentos, as mesmas alianças, as mesmas assembleias, os mesmos mistérios, a mesma esperança. Cristo morreu também por eles, aquele "que tira o pecado do mundo" (Jo 1,29). Tomam parte da herança da vida celeste, eles que foram privados de muitos bens neste mundo. São companheiros dos sofrimentos de Cristo e sê-lo-ão na sua glória.

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«Deste modo devemos cumprir perfeitamente o que é justo»

Sermão 39

Hoje, Cristo é iluminado: entremos também nós no esplendor da Sua luz. Hoje, Cristo é baptizado: desçamos com Ele à água, para podermos subir com Ele à glória...

João está a baptizar e Jesus aproxima-Se. Talvez tenha em vista santificar aquele por quem vai ser baptizado; mas o que é certo é que Ele quer sepultar nas águas todo o velho Adão. Ele que é Espírito e carne santifica o Jordão, para assim nos iniciar nos sagrados mistérios mediante o Espírito e a água (Jo 3, 4). João Baptista resiste, Jesus insiste. «Eu é que devo ser baptizado por Ti», diz a lâmpada ao Sol (Jo 5, 35), o amigo ao Esposo (Jo 3, 29), o maior entre os nascidos de mulher ao Primogénito de toda a criatura (Mt 11, 11; Col 1, 15).

Jesus sobe das águas, elevando consigo o mundo inteiro. Vê abrirem-se os céus de par em par, aqueles céus que Adão tinha fechado para si e para a sua posteridade, do mesmo modo que tinha feito encerrar e guardar com a espada de fogo a entrada no paraíso terreal (Gén 3, 24). O Espírito dá testemunho da divindade de Cristo, aparecendo sobre Ele como um igual. E vem uma voz do céu, donde procedera precisamente Aquele de quem se dava testemunho; e apareceu em forma corporal de pomba, para assim honrar o Corpo de Cristo, que é também divino pela sua excepcional união com Deus.

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«Começaram a detestá-lo terrivelmente e a invectivá-lo»

3º discurso teológico

Aquele que agora desprezas, houve um tempo em que estava acima de ti; aquele que agora é homem era eternamente perfeito. Ele estava no princípio, não criado ; depois, submeteu-se às contingências deste mundo… Foi para te salvar, a ti que o insultas, a ti que desprezas Deus só porque tomou a tua natureza grosseira…

Foi envolvido em panos mas, ao levantar-se do túmulo, libertou-se da sua mortalha. Deitaram-no numa manjedoura, mas foi glorificado pelos anjos, anunciado por uma estrela, adorado pelos Magos... Teve de fugir para o Egito, mas libertou este país das superstições dos egípcios. Não tinha “nem forma nem beleza” (Is 53,2) diante dos seus inimigos, mas para David ele era “o mais belo dos filhos dos homens” (Sl 44,3) e resplandeceu sobre a montanha, mais deslumbrante do que o sol (Mt 17,1sg). Como homem foi batizado; mas, como Deus, apagou os nossos pecados; não precisava de ser purificado mas queria santificar as águas. Como homem foi tentado; mas, como Deus, triunfou, ele que “venceu o mundo” (Jo 16,8)... Teve fome, mas alimentou milhares, ele que é “o pão vivo descido do céu” (Jo 6,48). Teve sede, mas exclamou: “Se alguém tem sede, que venha a mim e beba” (Jo 7,37)... Conheceu a fadiga, mas é o repouso de todos os que “sofrem e se abatem debaixo do fardo” (Mt 11,28)... Deixou que lhe chamassem “Samaritano e possesso do demônio” (Jo 8,48); mas é ele quem salva o homem que caiu nas mãos dos salteadores (Lc 10,29sg) e afugenta os demônios... Ora mas é ele mesmo quem escuta as orações... Chora, mas é ele mesmo que faz cessar as lágrimas. É vendido por preço vil; mas é ele quem resgata o mundo e por um grande preço: pelo seu próprio sangue.

Como uma ovelha, conduzem-no à morte, mas é ele quem conduz Israel às verdadeiras pastagens (Ez 34,14), tal como hoje o faz com a terra inteira. Como um cordeiro, ele cala-se; mas ele é a Palavra anunciada pela voz daquele que clama no deserto (Mc 1,3). Foi enfermo e ferido; mas é ele que cura toda a doença e toda a enfermidade (Mt 9,35). Foi elevado sobre o madeiro e nele foi pregado; mas é ele quem nos restaura pela árvore da vida... Morre, mas faz viver e destrói a morte. Foi sepultado, mas ressuscita e, subindo ao céu, liberta as almas dos infernos.

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«Ao agir assim, Tu ensinaste ao teu povo
que o justo deve ser amigo dos homens»
(Sb 12,19)

O amor dos pobres

O primeiro dos mandamentos, o maior, o fundamento da Lei e dos profetas (Mt 22, 40) é o amor que, segundo me parece, dá a sua maior prova no amor para com os pobres, na ternura e na compaixão pelo próximo. Nada honra tanto a Deus como a misericórdia, porque nada Lhe é tão semelhante. “A misericórdia e a verdade caminham à sua frente” (Sl 88, 15), e Ele prefere a misericórdia ao julgamento (Os 6, 6). Nada como a benevolência para com os homens atrai tanto a benevolência do Amigo dos homens (Sb 1, 6); a sua recompensa é justa: Ele pesa e mede a misericórdia.

É preciso abrir o nosso coração a todos os pobres e a todos os desgraçados, quaisquer que sejam os seus sofrimentos. É este o sentido do mandamento que nos pede “alegrar-nos com os que se alegram e chorar com os que choram” (Rm 12, 15). Ao sermos homens, também nós, não será conveniente que sejamos benevolentes para com os nossos semelhantes?

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«Eis o meu Servo, a quem Eu escolhi,
o Meu muito amado»

Homilia pascal

O Verbo de Deus, Aquele que existe desde toda a eternidade, Aquele que é invisível, incompreensível, incorpóreo, o Princípio que procede do Princípio, a Luz que nasce da Luz, a fonte da vida e da imortalidade, Aquele que é a expressão fiel do arquétipo divino, o selo inamovível, a imagem perfeitíssima, a palavra e o pensamento do Pai (Heb 1, 3), é o mesmo que vem em ajuda da criatura feita à sua imagem (Gn 1, 27), e por amor do homem Se faz homem. Assume um corpo para salvar o corpo e une-se a uma alma racional por amor da minha alma. Para purificar aqueles a quem Se tornou semelhante, fez-Se homem em tudo exceto no pecado… Aquele que enriquece os outros faz-Se pobre. Aceita a pobreza da minha condição humana para que eu possa receber as riquezas da sua divindade (2 Co 8, 9). Aquele que possui tudo em plenitude, aniquila-Se a Si mesmo, priva-Se por algum tempo da sua glória para que eu possa participar da sua plenitude.

Porquê tantas riquezas de bondade? Que significa para nós este mistério? Eu recebi a imagem divina, mas não soube conservá-la; agora Ele assume a minha condição humana, para restaurar a perfeição daquela imagem e dar imortalidade a esta minha condição mortal. Deste modo, estabelece conosco uma segunda aliança, mais admirável que a primeira. Convinha que o homem fosse santificado mediante a natureza assumida por Deus. Convinha que Ele triunfasse deste modo sobre o nosso tirano, que nos subjugava, para nos restituir a liberdade e reconduzir-nos a Si pela mediação de seu Filho. E Cristo realizou, de fato, esta obra redentora para glória de seu Pai, que era o objetivo de todas as suas ações.

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«Erigidos sobre a rocha»

Discurso 26; PG 35, 1238

Certa noite, passeava eu à beira-mar; como diz a Escritura: «Soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se» (Jo 6,18). As ondas agitavam-se ao longe e galgavam a costa, batendo nas rochas, desfazendo-se em espuma e gotículas. Pequenas pedras, algas e as conchas mais pequenas eram arrastadas pelas águas e atiradas para a praia, mas as rochas ali estavam, mantendo-se firmes e inabaláveis, como se tudo estivesse calmo, apesar dos açoites que as fustigavam [...]

Tirei uma lição desse espectáculo. Não será esse mar a nossa vida e a própria condição humana? Também nestas há muita amargura e instabilidade. E os ventos, não serão eles as tentações que nos assaltam, e os golpes imprevistos da vida? Era isto, creio, aquilo em que meditava David quando exclamou: «Salva-me, ó Deus, porque as águas quase me submergem! [...] Entrei no abismo de águas sem fundo e a corrente está a arrastar-me» (Sl 68). Das pessoas que por tal prova passam, umas parecem objectos leves e sem vida que se deixam levar sem opor a mínima resistência; nelas não há firmeza alguma; não têm o contrapeso de uma razão sábia que lute contra as investidas. Outras parecem rochedos, dignas do Rocha sobre a qual fomos erigidos e que adoramos; formadas pela razão da verdadeira sabedoria, estas elevam-se acima da fraqueza comum e tudo suportam com uma constância inabalável.


Fonte:

Evangelho Cotidiano

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