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Cruz Bizantina

Cruz: Suas Formas e Significados

Tradução: pe. André, hieromonge

 

inguém sabe com certeza a origem da cruz. Entretanto, parece que sua forma mais antiga, a cruz em movimento - (swástica hallada), foi encontrada na Índia. Seu significado é «boa sorte.»

A cruz é considerada um símbolo universal. Os egípcios a chamavam ankh e era considerada uma «chave mágica que abria a "fronteira da imortalidade.»

Pode-se encontrar cruzes em culturas tão distintas como a fenícia, a persa, a etrusca, a grega, a escandinava, a celta, a africana, a australiana, a chinesa, a tibetana, a asteca, a maia, a inca, entre outras. Mesmo que a cruz tenha um traçado muito simples está, na realidade, carregado de densa complexidade. Buscar todos os sentidos que possui é como ingressar numa caverna obscura, cheia de caminhos tortuosos e emaranhados, que se entrecruzam. Seu significado flutua em três níveis: místico, filosófico e sociológico.

Pitágoras dizia que Deus falava através de números e, a essa linguagem, o filósofo grego chamou de matemática sagrada, ou ciência dos princípios. Ao símbolo da cruz, relacionou o número 4 que representa a ordem do mundo, as quatro bases que formam o equilíbrio da criação. Imaginem, o que aconteceria se faltasse um dos pés de uma mesa? Mesmo assim, o número 4 tem sua origem no 2 e, por isso, a cruz também se identificou com os pares opostos de conceitos: humano-divino, espaço-tempo, liberdade-disciplina, eros-thanatos etc., duas forças em permanente conflito e complementaridade.

Também é associado à cruz o significado de centro para onde tudo converge, a Árvore da vida. [...]

Eis aqui uma classificação delas de acordo com a sua forma:

 

1. Cruz Grega ou Quadrada:
Um antigo tipo de cruz com braços de igual longitude. Dela e da cruz latina derivam a maioria das utilizadas em heráldica.
2. Cruz de Santo André:
De acordo com a tradição, Santo André sentiu-se indigno de ser crucificado como o seu Senhor. Desta forma, ele suplicou que a sua cruz fosse diferente. Ela é um símbolo da humildade e do sofrimento. Em heráldica, simboliza caudilho invicto em combate. Nas etiquetas de substâncias perigosas, utiliza-se para indicar que um produto é perigoso. Foi utilizada pelos romanos para marcar as fronteiras de seu território.
3. Cruz do Apóstolo São Pedro:
Segundo a Tradição, o apóstolo Pedro teria sido crucificado de cabeça para baixo, numa cruz como esta. Consta ainda que seu sucessor, o papa de Roma, a tinha em sua cátedra quando visitou Israel. (Fonte: Pe. Sério Jeremias)

4. Cruz Tau:
Chamada Tau por sua aparência com a letra grega de mesmo nome. Formada pela letra grega "T", é a mais simples de todas as cruzes. Tradicionalmente ela representa o sinal de sangue do cordeiro, usado pelos israelitas sobre as portas na noite de Páscoa, antes da saída do Egito. Ela também representa o bastão que Moisés converteu em serpente no deserto. Desta forma ela é a cruz da profecia, ou a cruz do Antigo Testamento. É, por isso chamada também de cruz egípcia. Finalmente, chama-se também de cruz de Santo Antônio. São Francisco de Assis a utilizou como assinatura.
5. Cruz Alçada, egípcia o Tau enlaçado:
Era um símbolo de vida, provavelmente também de vida eterna. O círculo superior representaria a mulher e a reta o homem. O círculo também poderia sugerir a divindade, a fonte de energia universal que com seu alento dota de vida e movimento ao que é terreno, simbolizado pela linha horizontal. Pode significar ainda o sol, o céu e a terra, círculo, braço vertical e horizontal respectivamente; ou do ponto de vista do indivíduo, a razão, os braços e o corpo. Também era chamada "Chave do Nilo". Os egípcios a chamaram ankh e era considerada uma chave mágica que abria a fronteira para a imortalidade.
6. Cruz Índia:
7. Cruz Latina:
8. Cruz Latina (crux immissa):
É a mais comum de todas as cruzes. Ela era um instrumento de condenação à morte nos tempos de Jesus. Ela nos lembra o supremo sacrifício que Jesus ofereceu pelos pecados de todo mundo. Tradicionalmente ela simboliza a crucificaxão, no entanto, como é totalmente vazia, também nos lembra a ressurreição e a esperança da vida eterna.
9. Cruz bizantina
É, geralmente, usada pela Igreja Ortodoxa Grega.





10. Cruz Radiosa (radiada):
11. Cruz Alfa e Ômega:
Esta cruz latina é combinada com a primeira última letra do alfabeto grego e lembram que, apesar de Jesus ter morrido por nossos pecados numa cruz, ele reina em glória para sempre.


12. Cruz de glória eterna:
Alfa e Omega, primeira e última letras do alfabeto grego, sob os braços da Cruz, recordam que Deus é o princípio e o final de todas as coisas, a glória eterna, e também, que nossa vida terrena tem começo e fim.


13. Cruz latina com proclamação:
As letras latinas que presidem a cruz representam a inscrição que Pilatos ordenou que fossem colocadas sobre a cruz de Jesus. Está escrita as iniciais de: «Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus.»


14. Cruz da Trindade:
Os remates de três círculos interseccionados, representa a Trindade.



15. Cruz Triunfante:
Representa o triunfo final e reinado de Jesus Cristo sobre o mundo. Também é símbolo da evangelização mundial. Na arte cristã, esta cruz é usada no topo do cetro de Jesus para mostrar seu Reino em glória.



16. Cruz de Evangelização:

17. Cruz dos Evangelistas:
18. Cruz do Calvário:
Uma cruz latina, firmado sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao Calvário. Podem também simbolizar a fé, a esperança e o amor. 1Co. 13.13

19. Cruz dos Arcanjos:
20. Cruz dos Apóstolos:
21. Cruz contra o mal:
22. Cruz Natalina:
Tem forma de estrela e lembra a história do nascimento de Jesus e o anúncio do propósito para o qual ele veio.



23. Cruz Pontiaguda (da Natividade de Jesus):
Para os cristãos faz referência ao nascimento de Jesus. Se girarmos a cruz 90º, não deixa de ser curiosa a similitude que tem com a estrela do Oriente.



24. Cruz de Penitência:
25. Cruz Moderna:
26. Cruz Funerária:
27. Cruz Patriarcal:
É uma cruz eclesiástica. Aparece freqüentemente sendo usada pelos patriarcas. O braço superior representa a inscrição colocada por Pilatos na cruz de Jesus. Foi adotado por cardeais e arcebispos como uma distinção hierárquica.

28. Cruz papal ou Cruz Tripla dos povos do Ocidente:
É o emblema oficial papal. Das 3 barras diz-se, freqüentemente, que representam as 3 cruzes sobre o Calvário. É, no entanto, mais provável, que representam a Igreja, o mundo e o céu.




29. Cruz Ortodoxa:
30. Cruz Ortodoxa (eslava ou ainda cruz de páscoa):
Esta forma de cruz foi primeiramente usada nas Igrejas dos países eslavos. O braço superior representa a inscrição abreviada "INRI", que Pilatos colocou sobre a cabeça de Jesus. O significado do braço inclinado inferior é dúbio. Há um tradição que diz que o terremoto que veio durante a sua crucificação é que causou a inclinação deste braço. Uma outra explicação, relaciona este braço inclinado à cruz de Santo André,. Uma vez que o Cristianismo foi introduzido nos países eslavos por Santo André e, por isso, também a parte inferior desta cruz lembra a cruz de Santo André em forma da letra X.
31. Cruz das Catacumbas:
32. Cruz dissimulada:
33. Cruz de Santo Antônio:
Era também adotada pelos cristãos primitivos, como símbolo de vida eterna.






34. Cruz Perfurada:
35. Cruz Enquadrada:
36. Cruz Enquadrada Celta:
37. Cruz Gamada (suástica ou Esvástica):
Algumas notas sobre a história da Esvástica: Em inglês como em alemão, a palavra "esvástica" deriva do sâscrito: svatikah e significa boa sorte, afortunado. A primeira parte da palavra SVASTI pode ser dividida em duas partes: SU = (bom, bem), e ASTI = (é). A parte ASTIKAH somente, quer dizer SER. Na Índia, esta palavra é associada a coisas favoráveis - porque significa "favorável". Lá, o giro das esvásticas em sentido horário ou anti-horário tem diferentes significados. Devido a sua simplicidade, a esvática tem sido usada quase sempre de modo independente por muitas sociedades humanas. Uma das mais antigas esváticas conhecidas foi encontrada em um cova paleolítica há cerca de 10 mil anos. Há cerca de 2 mil anos, quando o batismo foi levado da Índia à China, os chineses também tomaram emprestado a esvástica e seu favorável significado. Na China a esvástica é considerada ser um caractere com a pronúncia de "wan" (em mandarím). Também se lhe considera ser equivalente a outro caractere chinês com a mesma pronúncia que quer dizer "dez mil", "um número grande", "todo". O símbolo da esvástica tem sido usado por milhares de anos, praticamente por todos os grupos de seres humanos do planeta. As tribos germânicas o conheciam como a "Cruz de Thor", e é curioso que os nazistas não usaram esse mesmo termo que se relaciona com a história alemã, em vez disso, preferiram "roubar" o termo hindu de esvástica. O símbolo foi levado à Inglaterra pelos povos escandinavos de Lincolnshire e Yorkshire, muito antes de Hitler. Algo ainda mais interessante é que o símbolo foi encontrado em templos judeus da Palestina, construídos há mais de 2 mil anos. Assim, Hitler usurpou (quem sabe, inadvertidamente?) um símbolo judeu, ou mesmo, hindu. Nas Américas, a esvástica foi usada pelos americanos nativos do Norte, Centro e Sul América. Segundo Joe Hofler, que também faz menção ao Dr. Kumbari do museu de Urumqi em Xinjiang, China os indo-arianos germânicos viajaram a Europa por volta de 2000 a.C. e levaram consigo o símbolo da esvástica (ou disco solar) de sua arte religiosa naquele tempo - e isto fica demonstrado pelas escavações das fossas de Kurgan nas planícies da Rússia e as fossas indo-arianas em Xinjiang, China. Fonte: http://www.falundafa.org
38. Cruz Arponada:
39. Cruz Fleuri:
É uma cruz decorativa. Seus braços terminam em pétalas que lembram a Trindade.



40. Cruz Resarcelada:
41. Cruz potençada:
Seus quatro braços retos representam os quatro cantos do mundo, os quatro elementos. Utilizada pelos cruzados em suas campanhas.
42. Cruz de satã:
43. Cruz de Jerusalém ou das Cruzadas:
Este conjunto de cruzes é composto por uma cruz central formada por quatro cruzes "tau" (veja abaixo) que representa a lei do Antigo Testamento. As quatro pequenas cruzes gregas representam o cumprimento desta lei no evangelho de Jesus Cristo. Outros vêem neste conjunto, um símbolo da obra missionária da igreja - expandindo o evangelho para os quatros cantos da terra. Ainda há outros que entendem que estas cinco cruzes representam as cinco feridas de Jesus na cruz (mãos, pés e o lado). Este modelo de cruz foi usado pelo rei Godofredo de Bulhão, o primeiro rei cristão em Jerusalém. Esta cruz foi incorporada nas campanhas da cruzadas.
44. Cruz Quadriculada:
Cruz ornamental, formada por quatro pequenas cruzes, representa a pregação do evangelho aos quatro cantos da terra. Ela repousa sobre uma grade que forma outras quatro cruzes.
45. Cruz das Cruzadas:
46. Cruz da Conquista e da Vitória:
Cruz grega complementada com a primeira e a última letra do nome de Jesus em grego (IC), a primeira e última letra do nome Cristo em grego (XC), e a palavra grega para vitória (NIKA). Os traços sobre as letras indicam que elas são abreviações.
47. Cruz Pomée (pometeada ou botonada):
Os pomos assemelham-se à maçãs, fruta que representa a fé cristã. Também fazem referência aos pontos cardeais. Desde então, foram usadas sobre os báculos pastorais como símbolo de autoridade. Também se faz referência a elas como a cruz dos bispos.
48. Cruz Pomée (pometeada ou botonada):
49. Cruz Trevo:
Muito usada, esta cruz tem nas pontas dos seus braços um desenho parecido com um trevo. Lembra, por isso, a Santíssima Trindade.


50. Cruz Trevolada:
51. Cruz Trevolada (2)
52. Cruz da Paixão:
Cruz latina com as extremidades pontiagudas. Representa o sofrimento de Jesus Cristo na sua crucifixão.


53. (...)
54. Cruz Flordelizada:
55. Cruz de Alcântara:
Esta cruz flordelisada é a insígnia da ordem de Alcântara, fundada em 1156. Em 1218 trasladou sua sede para a cidade de Alcântara, em Extremadura. Teve especial importância na reconquista da região.

Ordem Militar de Alcântara: Foi fundada como Confraria de Armas em 1156 por vários cavaleiros de Salamanca, em cuja frente figurava don Suero Fernández Barrientos, que lutaram de maneira corajosa contra os moros na fortaleza de San Julián del Pereiro. Foi confirmada pelo papa Alexandre III na qualidade de Ordem de Cavalaria. Em suas origens, chamava-se Ordem de São Julián del Pereiro. Adotou a regra de Cister e foi enriquecida pelo rei Fernando II de Castella. O papa Lúcio III a pôs sob custódia direta da santa Sé, obrigando a Ordem à defesa da fé e à guerra perpétua contra os moros. Vestiam túnica de lã branca muito larga e capa negra que era substituída por um manto branco nas cerimônias, adotando como brasão árvores de de pêra silvestre com as raízes descobertas e sem folhagem sobre campo dourado. Nenhum cavaleiro podia receber os sacramentos sem estar vestido com o manto branco que também era usado como sudário. Quando havia paz ou trégua, os cavaleiros permaneciam dentro do convento que, desde 1213 teve sua sede em Vila de Alcântara, da qual tomou seu nome, doação do rei Afanso IX de Castella. Em 1494 foi incorporada à coroa como todas as demais. Em 1546 foi autorizado o casamento dos cavaleiros, que substituíram o voto de castidade pelo de defender o dogma da Imaculada Conceição. Até a ocupação dos franceses em 1880, possuía a Ordem 35 comendadorias, com 53 vilas e aldeias, dois conventos de comendadores e um colégio em Salamanca fundado em 1552 por Felipe II quando era príncipe. A República suprimiu esta ordem em 1873, porém o rei Dom Afonso XII a restaurou. Suas dignidades são Grão-mestre, como nas demais ordens, ou é o Rei, Comendador Maior, Clavero, Governador eclesiástico do priorado do sacro convento e os priores de Mazarela, Zalamea e Rollan. A vila de Alcãntara e seus arredores alcançou grande prosperidade sob o governo dos mestres. Tinham fábricas de tecidos, entre outras, e o comércio se fazia por Lisboa, servindo-se de grandes embarcações à vela, exportando calçados, lenços, grãos, vinhos etc. Como destacados fatos de armas, diremos que, sabedores os cavaleiros de Alcântara de que Afonso VIII preparava um ataque aos muçulmanos, ofereceram seus serviços ao rei e foram aceitos carregando triunfalmente o pendão de Castella até as praias de Algeciras. O rei encomendou aos cavaleiros a guarda de Trujillo, onde fundaram um convento, e o mesmo Afonso VIII lhes doou a Vila de Ronda. A tomada de Castilho de Almeida, efetuada com o auxílio dos cavaleiros de Santiago, é também um fato notável. Em 1221 o mestre Dom Nuño Fernández, tendo recebido o pendão das mãos do rei em Cidade Rodrigo, reuniu um grande número de cavaleiros e caiu sobre Valência de Alcântara, tomando-a. Distingue-se também a tomada de Badajoz. O mestre Dom Arias Pérez retomou dos moros a cidade de Trujillo e as praças de Magacela e Zalamea e, numa segunda campanha, de Medellín. Ao mestre Dom Afonso de Monroy devem desgraçadamente as guerras cristãs que sustentaram Leão e Extremadura no século XV. Sua participação na tomada de Granada foi o último fato de armas dos cavaleiros de Alcântara como ordem independente. Se bem que tiveram muitas outras ocasiões de distinguirem-se, tantas foram as ocasiões que Espanha teve que enfrentar-se com os inimigos, assim como os de Calatrava e Santiago. Se emblema é uma cruz com as extremidades flordelizada.
56. Cruz de Calatrava:
É a insígnia da Ordem Militar de Calatrava. Fundada em 1158, reinando Dom Sancho III, pelo abade cisterciense de Fitero, Raimundo Serra (luego São Raimundo) e seu companheiro de Ordem, Diego Velázquez, para ocupar a cidade de Calatrava e defender o território do ataque dos muçulmanos, depois que a ordem do Templo renuncia estas funções. Os cavaleiros levavam o hábito cisterciense com uma flor vermelha flordelizada bordada no manto branco.

Ordem Militar de Calatrava: Foi fundada no ano de 1158 pelo abade Raimundo de Fitero para defender a a vila de Calatrava dos moros. Aprovou sua constituição mediante correspondente bula o papa Alexandre III. O fundador adotou a regra de São Bento e as constituições de Cister. Os monarcas a enriqueceram com muitas doações e privilégios, bem como o papa. Estava sob a proteção e amparo da Santa Sé de Roma e ninguém, exceto o Císter, podia exercer sobre ela o direito de visita que, ao contrário, ela exercia sobre Avis, Alcântara e Montesa. A importância que com suas riquezas e poder chegou a adquirir esta Ordem foi tão grande que seus mestres se converteram em verdadeiros príncipes eclesiásticos, temidos e mimados pelos reis que os admitiam em seus conselhos. Esta situação recebe seu primeiro golpe com a incorporação do mestre à Coroa, levada à cabo pelos reis católicos, e cessou de todo no século XIX em, a tomada dos bens da ordem pelo Estado e a abolição de seus fóruns a reduziram à categoria de corporação puramente honorífica. Em sua origem, compôs-se de cavaleiros e religiosos que viviam separados. Os cavaleiros deviam presentear, para sua admissão, as provas de nobreza, da que era muito zelosa esta Ordem, comprometendo-se a defender a fé católica e a guerrear sem descanso contra os moros. Mais tarde, agregaram às ditas obrigações a de defender a Imaculada Conceição de Maria. Conquistado Toleto por Alfonso VI, foram, esta cidade e Calatrava os pontos de partida para sangrentas expedições com que os moros e cristãos se hostilizaram continuamente. Tão rapidamente se estendeu sua fama que até o rei de Aragón solicitou sua ajuda para conter as correrias dos moros de Valência, recompensando os bons serviços com a doação de lugares conquistados, como Alcañiz, que foi assento de suas principais encomendas. Durante um tempo, a casa matriz de Calatrava caiu em poder dos moros que obrigou a viver errante por algum tempo aos cavaleiros, até a conquista do Castelo de Salvatierra, na província de Badajoz. Fizeram então dele o baluarte e casa principal da Ordem por um período de 12 anos. Sitiado o castelo de Salvatierra durante 3 meses pelos muçulmanos e, quando não restava mais que ruínas, o mestre com os poucos cavaleiros sobreviventes do desastre bateram em retirada à vila de Zorita, onde se refêz a Ordem, podendo unir-se ao exército que humilhou o poderio da "meia lua" na batalha de las Navas de Tolosa, não sem antes recuperar, à força das armas, a Vila de Calatrava, base da Ordem.Seguindo o pendão do rei São Fernando, as milícias de Calatrava subjugaram o reino moro de Baeza e conquistaram as fortalezas de Martos, Andújar e Arjona. Tomaram parte na rendição de Córdoba, Jaén e Sevilla. Seu traje capitular consiste em um manto branco com uma cruz vermelha flordelizada de traços iguais.
Fonte: http://gallardo.unex.es/~jcantero/florlis.html
57. (...)
58. Cruz Ancorada:
Simboliza que a esperança dos cristãos está em Cristo. Esta cruz também foi símbolo de São Clemente, Bispo de Roma que, de acordo com a Tradição, foi amarado à uma âncora e lançado ao mar por ordem do imperador Trajano. Hb 6, 17-2
59. Cruz Ancorada 2:
60. Cruz Ancorada 3:
61. Cruz de Batalha:
Lembra a muralha de um forte ou de um castelo.


62. Cruz Espinada:
63. Cruz Ponteada:
64. Cruz Pontiaguda:
65. Cruz Alargada (Ensanchada):
66. Cruz Agulhada:
67. (...)
68. (...)
69. Cruz de Malta (ou das Bem-aventuranças):
Formada por quatro pontas que apontam para o centro e oito pontas externas que simbolizam a regeneração. Esta cruz foi símbolo dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos de Rodes para ilha de Malta. Na ilha de Malta o apóstolo Paulo naufragou. Sua forma de quatro pontas de flecha apontando para o centro fazem dela uma cruz de meditação.
70. Cruz Patée:
É freqüentemente confundida com a de malta. É a cruz que muitos cavaleiros e ordens religiosas portavam em suas vestes com símbolo de distinção, vermelha os templários, branca os hospitaleiros e negra os teutônicos. Nestes últimos derivaria na cruz de ferro.
71. Cruz Ancorada:
Es también el símbolo de S. Clemente, Papa de Roma, quien fué atado a un ancla y arrojado al mar por orden del emperador Trajano... Para los cristianos el ancla es símbolo de Esperanza.
72. (...)
73. (...)
74. Cruz Floreada:
75. (...)
76. (...)  
77. Cruz da Eternidade:
78. Cruz da Eternidade (2):
79. Cruz Matrimonial:
80. Cruz Iônica:
Cruz adotada por São Columba, que no ano de 563 fundou um mosteiro na ilha de Iona, na Escócia.



81. Cruz Céltica ou Irlandesa:
Muito antiga, usada pelos cristãos celtas na Grã Bretanha e na Irlanda.
82. Cruz Celta (2):
83. Cruz Celta (3):
84. Cruz Vasca:
O Lauburu: Os vascos chamam Lauburu ao símbolo de quatro braços que reconhecemos como o mais representativo do povo vasco. É sabido, em que pese as diversas formas, o lauburu não é de origem vasca. O mesmo nome foi usado pelos romanos (Lau buru: quatro cabeças). Os mais antigos que se conhecem no país vasco estão na Província de Vizcaya. Encontra-se freqüentemente nos velhos féretros e em pedras funerárias, e ainda nas igrejas, na forma de crus cristã.
85. Cruz Batismal:  
Cruz grega sobreposta sobre a primeira letra do nome Cristo em língua grega X, (pronuncia-se qui). Ela forma a cruz com oito braços. O número oito é símbolo do renascimento e da regeneração, por isso, esta cruz é usada como cruz batismal.
86. (...)
87. Cruz Lunel :
88. Cruz Lunela (2):
89. Cruz 4 Evangelistas:
90. Cruz 4 Evangelistas (2):
91. Cruz da Vitória ou de Astúrias:
É símbolo da vitória de Dom Pelavo sobre os muçulmanos na batalha de Covadonga. Fabricada inicialmente em madeira, o rei Alfonso III a revestiria mais tarde de ouro e pedras preciosas.

92. (...)
93. (...)
94. Cruz de Santiago:
Insígnia da Ordem de São Tiago, fundada em 1160 para defender os peregrinos que se dirigiam ao Santo Sepulcro, do apóstolo São Tiago de Compostela.

Ordem Militar de São Tiago:
Fundada em 1161 no reinado de Leão. Foram 12 cavaleiros de Leão, durante o reinado de Fernando II que decidiram se unir para defender os peregrinos de Santiago e guardar as fronteiras de Extremadura. No início, chamavam-se Cavaleiros de Cáceres. Formaram uma espécie de Diocese com capital em Uclés. O fundador foi Pedro Fernández de Fuentecalada, que ajudou Alfonso VIII na conquista de Cuenca. Mais tarde Pelayo Pérez de Correa foi mestre que maior esplendor deu à Ordem, fazendo Fernando III, o santo tomar a decisão de sitiar Sevilha e, precisamente, durante a entrada triunfal dos cristãos em Sevilha, o primeiro estandarte que tremulou em seus muros foi o de Santiago, que estava abençoado pelo papa. Durante o sítio à Sevilha, 2709 cavaleiros sob o comando de seu mestre entraram serra a dentro e, já noite, não puderam derrotar seus inimigos. Pediram então à Vigem que detivesse o curso do sol dizendo: "Santa Maria tem teu dia," e, em memória daquele sucesso se edificou mais tarde o santuário à Virgem de "Ten-Tu-Dia", onde foi sepultado o dito mestre no ano de 1275, que sucedeu Gonzalo Ruiz Girón, morto pelos ferimentos recebidos em Alcalá de Buenzoide em 1280. Recebe nesta Ordem o nome de "Trece", o cavaleiro nomeado pelo mestre e demais cavaleiros para algum Capítulo Geral. A dignidade dos "Trece" caiu em desuso por muito tempo, até que se voltou a restabelecer em 1906 por uma bula do papa Pio X. Em 1284 foi nomeado Gonzalo Martel, logo Pedro González Meta... Em 1343 o Infante Dom Fadrique, bastardo de Alfonso XI, assassinado quando ocupava o Mestrado, por seu irmão o Rei Dom Pedro I, que nomeou em seu lugar Juan de Padilla. Os cavaleiros, porém não o aceitaram e o derrotaram numa batalha próximo de Uclés, vindo a morrer Padilla. Posteriormente, a ordem repousou durante um longo Mestrado de Lorenzo de Figueroa, que fundou o convento de Santiago de Sevilha. Mais tarde foram Mestres, Dom Enrique, Alvaro de Luna, Beltrán de la Cueva.... Mais tarde sendo Alonso de Cárdenas Mestre, acompanharam aos reis Católicos na conquista de Granada. Ao morrer, após a tomada de Granada, o mestre Dom Alonso, o Mestrado foi incorporado à Coroa pelos reis católicos, com suas terras e domínios. A partir desse reinado, o título de Cavaleiro de São Tiago passou a ter caráter puramente honorífico. O traje de cerimônia dos cavaleiros de Santiago consiste de uma capa branca com uma cruz vermelha em forma de espada, fazendo a flor-de-lis na empunhadura e nos braços. Fonte: http://gallardo.unex.es/~jcantero/florlis.html
95. Cruz de Santiago (2):
96. (...)
97. (...)
98. (...)
99. Carolíngea
100. NIKA
101. NIKA II
102. (...)

Fontes de Pesquisa:

http://www.sitographics.com/

 

 
     
 
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