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A Divina Liturgia de São João Crisóstomo
Edição: Pe. André Sperandio, hieromonge
Terceira Parte:
Liturgia dos Fiéis
(Sinaxe Eucarística)
| I – Orações pelos Fiéis |
| Primeira Súplica |
| Sacerdote/Diácono: |
Nós, fiéis, ainda e sempre em paz, oremos ao Senhor. |
| Coro: |
Kyrie, eleison! |
| Em voz baixa, o sacerdote reza a seguinte oração: |
| Oração Coleta |
| Sacerdote: |
Nós de damos graças Senhor,
Deus dos Poderes celestes,
por nos permitires estar diante do teu santo altar
e implorar a tua misericórdia sobre os nossos pecados
e sobre as faltas do teu povo.
Acolhe, ó Deus, as nossas súplicas
e torna-nos dignos de te oferecer orações,
e sacrifícios incruentos por todo o teu povo,
a nós, consagrados para este ministério.
Pela força do teu Santíssimo Espírito,
concede-nos te invocar em todo tempo e lugar
sem incorrer em condenação
e no testemunho de uma consciência pura e irrepreensível,
a fim de que, atendendo-nos,
manifestes sobre nós a tua imensa e magnífica misericórdia. |
| E, elevando a voz: |
| Sacerdote/Diácono: |
Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós
e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
| Coro: |
Amém! |
| Sacerdote: |
Sabedoria! |
| Sacerdote: |
Pois a Ti pertence toda a glória, honra e adoração,
Pai †, Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Segunda Súplica |
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As invocações assinaladas por (*) são omitidas nas liturgias sem diácono e/ou sem solenidade. |
| Sacerdote/Diácono: |
Ainda e sempre em paz, oremos ao Senhor. |
| Coro: |
Kyrie, eleison! (e, assim, a cada súplica) |
| Sacerdote/Diácono: |
* Pela paz que vem do alto e pela salvação de nossas almas, oremos ao Senhor. |
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* Pela paz do mundo inteiro,
pela estabilidade da santa Igreja de Deus
e pela união de todos, oremos ao Senhor. |
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* Por este santo templo e por todos os que nele entram com fé,
devoção e temor de Deus, oremos ao Senhor. |
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* Para que sejamos livres de toda aflição,ira, perigo e adversidade,
oremos ao Senhor. |
| Em voz baixa, o sacerdote reza a seguinte oração: |
| Oração Coleta |
| Sacerdote: |
Insistentemente suplicamos, ó Deus,
a Ti, que és bom e amas a humanidade:
Acolhe a nossa oração
e purifica-nos de toda mancha da carne e do espírito;
torna-nos dignos de estar diante do teu santo altar
sem perigo de condenação.
Concede também, ó Deus,
àqueles que unem suas súplicas às nossas,
a graça de crescerem na fé e na sabedoria;
e que, servindo-te sempre com temor e amor,
participem dos teus santos mistérios
sem incorrerem em condenação
e sejam julgados dignos do teu reino. |
| E, elevando a voz: |
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Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós
e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
| Coro: |
Amém. |
| Sacerdote: |
A fim de que, protegidos sempre pelo teu poder,
nós te glorifiquemos, Pai †, Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
II – A Grande Entrada
(Transladação das Oferendas) |
| Hino dos Querubins |
| Coro: |
Nós, que misticamente representamos os Querubins
e cantamos à vivificante Trindade
um hino trinamente santo,
afastemos de nós todo pensamento mundano,
a fim de acolhermos, o Rei do universo. |
| Durante o canto deste hino, o sacerdote faz silenciosamente oração seguinte: |
| ORAÇÃO PREPARATÓRIA DO SACERDOTE |
| Sacerdote: |
Nenhum dos que estão presos pelos desejos
ou paixões da carne é digno de vir a Ti,
aproximar-se de Ti ou servir-te, ó Rei da glória!
Pois, servir-te, é uma função grande e temível,
mesmo para os Poderes celestes.
E não obstante,
em teu grande e inefável amor pela humanidade
sem alteração ou diminuição da tua divindade,
te fizeste homem e nosso pontífice.
E, como mestre de todos, confiaste-nos o ministério
deste sacrifício litúrgico e incruento.
Só Tu és o único, Senhor e Deus nosso,
que reinas sobre o céu e a terra;
os Querubins te servem de trono;
Tu és o Senhor dos Serafins e o Rei de Israel;
só Tu és Santo e repousas no santuário entre os santos.
Rogo, pois, a Ti que és bom e misericordioso:
volve teu olhar para mim, pecador e indigno servo;
purifica minha alma e meu coração de todo o mal;
e, tendo-me revestido da graça do sacerdócio,
pelo poder do Espírito Santo
torna-me digno de me aproximar do teu santo altar
e consagrar o teu Corpo santo e imaculado
e o teu Sangue precioso.
Profundamente inclinado, imploro-te, Senhor:
não desvie de mim a tua face,
nem me separe do número dos teus servidores,
mas, permita-me, a mim pecador e indigno servo,
de te oferecer estes dons. |
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Pois és Tu que ofereces e és oferecido,
recebes e és distribuído, ó Cristo nosso Deus;
e nós te glorificamos com teu Pai † eterno
e com o teu santíssimo, bom e vivificante Espírito,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| O sacerdote faz três reverências profundas e recita em seguida, de braços erguidos e em voz baixa, o “Hino dos Querubins”. |
| Sacerdote: |
Nós, que misticamente representamos os Querubins
e cantamos o hino três vezes santo à Trindade vivificante,
afastemos de nós todo pensamento mundano;
para que possamos receber o Rei do universo,
invisivelmente escoltado por legiões de Anjos.
Aleluia, aleluia, aleluia! |
| Em seguida vai incensar o altar pelos quatro lados, os santos ícones, o coro e o povo, recitando o Salmo 50 e hinos penitenciais à sua escolha. Dirige-se, depois, ao altar da prótese e, incensando três vezes, diz a cada vez: |
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Perdoa-me †, ó Deus,
e tem piedade de mim, pecador. (3 vezes) |
| Retira o grande véu e coloca-o sobre os seus ombros. |
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Levantai vossas mãos para o santuário
e bendizei o Senhor! |
| III – Rito dos Santos Dons |
| Procissão |
| O sacerdote toma em seguida o cálice e o disco e, precedido pelo ceriferário, cruciferário e turiferário, sai do santuário pela porta norte levando os santos dons através da igreja, cantando quantas vezes for necessário: |
| Sacerdote: |
Que o Senhor Deus se lembre no seu reino
do nosso santo pai o Patriarca N. ... ,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Sacerdote: |
Que o Senhor Deus se lembre no seu reino
do nosso Metropolita N. ... (arcebispo ou bispo),
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Sacerdote: |
Que o Senhor Deus se lembre no seu reino
das autoridades constituídas de nosso país,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Sacerdote: |
Que o Senhor Deus se lembre no seu reino
de todos vós, cristãos ortodoxos,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| O coro conclui o “Hino dos Querubins” enquanto o sacerdote entra no santuário. |
| Coro: |
... Invisivelmente escoltado pelos coros angélicos.
Aleluia, Aleluia, aleluia, aleluia! |
| O sacerdote põe o cálice sobre o antimênsion e o disco à sua esquerda. Tomando os véus da patena e do cálice, coloca-os sobre o altar. Retira o grande véu de seu ombro e, depois de incensá-lo, recobre com ele os santos dons, dizendo: |
| Sacerdote: |
O nobre José, tendo descido da cruz o teu puríssimo Corpo,
envolveu-o num lençol puro, cobriu-o de aromas
e, com cuidado, depositou-o num sepulcro novo. |
| Incensa por três vezes os santos dons dizendo: |
| Sacerdote: |
Na tua benevolência abençoa Sião;
Tu reconstruirás as muralhas de Jerusalém.
Então aceitarás os sacrifícios legítimos,
as oferendas e holocaustos;
e sobre o teu altar serão oferecidos novilhos. |
| Fecham-se as portas santas. A cortina é corrida, simbolizando a pedra que selou o sepulcro de Jesus. |
| Súplica |
| Sacerdote/Diácono: |
Completemos a nossa oração ao Senhor. |
| Coro: |
Kyrie, eleison! (e, assim, a cada súplica) |
| Sacerdote/Diácono: |
Pelos preciosos dons que foram oferecidos,
oremos ao Senhor. |
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Por este santo templo e por todos os que nele entram com fé,
devoção e temor de Deus, oremos ao Senhor. |
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Para que sejamos livres de toda aflição,
ira, perigo e adversidade, oremos ao Senhor. |
| E, em voz baixa, o sacerdote recita a Oração da Oferenda: |
| Oração Coleta |
| Sacerdote: |
Senhor, Deus onipotente e único santo,
que aceitas o sacrifício de louvor
daqueles que te invocam de todo coração,
acolhe também, no teu santo e celestial altar
as súplicas de teus servos pecadores.
Torna-nos dignos de nos oferecermos a Ti
juntamente com estes dons espirituais
pelos nossos pecados e pelos erros do teu povo.
E concede-nos, Senhor,
que possamos achar favor aos teus olhos,
para que o nosso sacrifício te seja agradável;
e que Espírito de bondade, fonte de tua graça
desça sobre nós, sobre estes dons que te oferecemos
e sobre todo o teu povo. |
| E, elevando a voz, diz: |
| Sacerdote/Diácono: |
Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós
e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
| Coro: |
Amém. |
| Sacerdote/Diácono: |
Que todo este dia seja perfeito, santo,
pacífico e sem pecado, supliquemos ao Senhor. |
| Coro: |
Concede, ó Senhor! (e, assim, a cada súplica) |
| Sacerdote/Diácono: |
Um Anjo de paz, guia fiel e guarda de nossas almas
e de nossos corpos, supliquemos ao Senhor. |
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O perdão e a remissão de nossos pecados e culpas,
supliquemos ao Senhor. |
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Tudo o que é bom e proveitoso às nossas almas
e a paz para o mundo, supliquemos ao Senhor. |
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A graça de passarmos o restante de nossas vidas
na paz e na penitência, supliquemos ao Senhor. |
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Um fim de vida cristão, pacífico, sem dor, irrepreensível,
e uma sentença favorável no temível tribunal de Cristo,
supliquemos ao Senhor. |
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Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós
e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
| Coro: |
Amém! |
| Sacerdote/Diácono: |
Comemorando a nossa santíssima, puríssima,
bendita e gloriosa Senhora,
Mãe de Deus e sempre Virgem Maria e todos os santos,
recomendemo-nos mutuamente, uns aos outros,
e toda a nossa vida, a Cristo † nosso Deus. |
| Coro: |
A Ti, Senhor! |
| Sacerdote/Diácono: |
Pela misericórdia do teu FilhoUnigênito Jesus Cristo †
com quem és bendito, juntamente com teu santíssimo,
bom e vivificante Espírito,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| IV – Abraço da Paz |
| Convite à Paz |
| Sacerdote: |
A paz † seja convosco! |
| Coro: |
E com o teu espírito. |
| Sacerdote: |
Amemo-nos uns aos outros,
para que em comunhão de espírito confessemos: |
| Coro: |
O Pai †, o Filho e o Espírito Santo,
Trindade consubstancial e indivisível. |
| O sacerdote faz três reverências profundas, beija os santos dons, primeiro o disco, depois o cálice e o altar, rezando, em voz baixa, a cada vez: |
| Sacerdote: |
Amar-te-ei, Senhor, Tu que és a minha força.
O Senhor é o meu apoio, meu refúgio e meu libertador. (3 vezes) |
| Os celebrantes (se for concelebração) trocam entre si o abraço da paz. |
| Saudação: |
Cristo está entre nós! |
| Resposta: |
Está e permanecerá! |
V – Símbolo da Fé
Credo Niceno-Constantinopolitano |
| Abre-se a cortina das portas santas. O sacerdote admoesta: |
| Sacerdote: |
As portas! As portas!
Com sabedoria, estejamos atentos! |
| Durante o canto ou recitação do Credo o sacerdote eleva o grande véu e o agita suavemente sobre os santos dons, até: “... e o seu reino não terá fim” . Depois, beijando-o, coloca em um dos lados do altar. |
| Coro: |
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra,
de todas as coisas visíveis e invisíveis. |
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Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,
nascido do Pai antes de todos os séculos:
Luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,
gerado não criado,
consubstancial ao Pai. |
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Por ele todas as coisas foram feitas.
E, por nós, homens, e para a nossa salvação,
desceu dos céus:
e se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,
e se fez homem. |
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Também por nós foi crucificado
sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. |
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Ressuscitou ao terceiro dia,
conforme as escrituras. |
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E subiu aos céus,
onde está sentado à direita do Pai. |
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E de novo há de vir, em sua glória,
para julgar os vivos e os mortos;
e o seu reino não terá fim. |
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Creio no Espírito † Santo,
Senhor que dá a vida, e procede do Pai;
e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado:
ele que falou pelos profetas. |
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Creio na Igreja
una †, santa, católica e apostólica. |
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Professo um só batismo
para remissão dos pecados. |
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Espero a ressurreição dos mortos; |
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E a vida do mundo que há de vir. Amém. |
VI – Anáfora
(Oblação do Sacrifício) |
| Diálogo de Introdução |
| Sacerdote: |
Fiquemos respeitosamente de pé,
permaneçamos com temor, estejamos atentos
para oferecer em paz a santa oblação. |
| Coro: |
A misericórdia de paz, o sacrifício de louvor. |
| O diácono entra novamente no santuário. O sacerdote, voltando-se para os fiéis, diz: |
| Sacerdote: |
A graça † de Nosso Senhor Jesus Cristo,
o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo
estejam com todos vós. |
| Coro: |
E com o teu espírito! |
| E, elevando suas mãos para o alto: |
| Sacerdote: |
Elevemos para o Alto nossos corações! |
| Coro: |
Já os temos no Senhor! |
| E, fazendo uma inclinação: |
| Sacerdote: |
Demos † graças ao Senhor, nosso Deus! |
| Coro: |
É verdadeiramente digno e justo
adorar o Pai †, o Filho e o Espírito Santo,
Trindade consubstancial e indivisível. |
| VII - Ação de Graças |
| Prefácio |
| O sacerdote reza em voz baixa: |
| Sacerdote: |
Verdadeiramente é digno e justo,
que sempre e em toda parte te demos graças,
Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso.
Pois Tu és um Deus inefável,
incompreensível, invisível, inacessível,
sempre existente e sempre o mesmo,
Tu , teu Filho unigênito e teu Espírito Santo.
Tiraste-nos do nada para a existência
e depois da queda no pecado levantaste-nos de novo
e não cessas de tudo fazer para nos reconduzir ao céu
e fazer-nos dom do teu futuro reino.
Por tudo isto nós te damos graças,
a Ti, ao teu Filho unigênito e ao Espírito Santo,
e por todos os benefícios concedidos
conhecidos e ignorados, manifestos e ocultos.
Damos-te graças também por esta liturgia
que te dignaste receber de nossas mãos,
embora disponhas a teu serviço,
de multidões de Arcanjos e de Anjos,
de Querubins e Serafins
com seis asas e múltiplos olhos, sublimes, alados... |
| E, conclui o prefácio em voz alta. |
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...que entoam o hino da vitória
cantando, clamando, bradando e dizendo: |
| Hino Angélico |
| Coro: |
Santo, Santo, Santo,
Senhor, Deus do universo!
O céu e a terra proclamam a tua glória.
Hosana nas alturas!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana nas alturas! |
| Neste momento, tira o asterisco que cobre a patena, faz com ele o sinal da cruz sobre a mesma, beija-o pondo sobre o altar, num dos lados. |
| Narrativa da Ceia |
| O sacerdote continua a oração em voz baixa. |
| Sacerdote: |
Juntando-nos aos Poderes celestes,
nós também, Senhor, clamamos e dizemos:
Tu és Santo, infinitamente santo,
Tu e o teu Filho unigênito e o teu Espírito Santo.
Tu és Santo, és perfeitamente Santo
e magnífica é a tua glória.
Tu amaste tanto o mundo
que nos ofereceste o teu Filho Unigênito,
afim de que, todo aquele que nele creia não pereça,
mas tenha a vida eterna.
Ele veio e cumpriu inteiramente
o teu plano salvífico a nosso respeito.
Na noite em que ia ser traído, ou melhor,
em que se deixava trair pela vida do mundo,
ele tomou o pão em suas santas e imaculadas mãos,
deu graças, o abençoou †, o santificou, o partiu
e o entregou a seus discípulos e apóstolos dizendo: |
| O sacerdote inclina a cabeça, levanta a mão direita, mostrando o disco, e canta com voz alta e grave: |
| |
«TOMAI E COMEI, ISTO É O MEU CORPO
QUE É PARTIDO POR VÓS
PARA A REMISSÃO DOS PECADOS.» |
| Coro: |
Amém †. |
| Com o sacerdote, todos fazem uma profunda inclinação. Em seguida, o sacerdote, benzendo o cálice diz em voz baixa: |
| |
Do mesmo modo, ao fim da ceia,
tomou o cálice †, dizendo: |
| Erguendo de novo a mão direita e apontando para o cálice canta em voz alta e grave: |
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«BEBEI DELE TODOS,
ISTO É O MEU SANGUE, O DA NOVA ALIANÇA,
QUE É DERRAMADO POR VÓS E POR MUITOS
PARA A REMISSÃO DOS PECADOS.» |
| Coro: |
Amém †. |
| Todos, com o sacerdote, fazem novamente uma profunda inclinação e, em voz baixa o sacerdote prossegue: |
| Anamnesis |
| Sacerdote: |
Celebrando, pois, Senhor,
o memorial de tudo quanto foi realizado para a nossa salvação:
a cruz, o sepulcro, a ressurreição ao terceiro dia,
a ascensão aos céus, o trono à direita do Pai,
a segunda e gloriosa vinda... |
| Tomando o disco na mão direita e o cálice na mão esquerda, posiciona as mãos em forma de cruz, pondo a direita sobre a esquerda, faz o sinal da cruz sobre o antimênsion, dizendo em voz alta: |
| |
O que é teu †, recebendo-o de Ti,
nós te oferecemos em tudo e por tudo. |
| Coro: |
Nós te louvamos, te bendizemos,
te damos graças, Senhor
e te suplicamos, ó nosso Deus! |
| Epíclese |
| O sacerdote continua em voz baixa: |
| Sacerdote: |
Oferecemos-te ainda este sacrifício espiritual e incruento,
e rogamos-te suplicando insistentemente:
envia teu Espírito Santo sobre nós
e sobre estes dons aqui presentes. |
| Faz três inclinações profundas, segundo o antigo costume e, de braços erguidos, reza o “Tropário da hora de terça”. |
| |
Ó Senhor, que na hora terceira
enviaste o Espírito Santo sobre os apóstolos,
pela tua misericórdia não o retire de nós,
mas renova-nos a nós que humildemente
te apresentamos as nossas súplicas. |
| Diácono: |
Cria em mim, ó Deus, um coração que seja puro,
dá-me de novo um espírito decidido. |
| Sacerdote: |
Ó Senhor, enviaste o Espírito Santo... |
| Diácono: |
Não me afaste de tua presença
e não retire de mim o teu Santo Espírito. |
| Sacerdote: |
Ó Senhor, enviaste o Espírito Santo... |
| Abençoando o pão sobre o disco, diz: |
| |
E faze deste † pão o Corpo precioso do teu Cristo. |
| Diácono: |
Amém. |
| E abençoando o cálice: |
| Sacerdote: |
E do que contém este † Cálice,
o Sangue precioso do teu Cristo. |
| Diácono: |
Amém. |
| Abençoando o cálice e a patena: |
| Sacerdote: |
Mudando-os † pelo poder do teu Santo Espírito. |
| Diácono: |
Amém, amém, amém! |
| E todos fazem uma profunda reverência em adoração. Em seguida, o sacerdote continua em voz baixa: |
| Sacerdote: |
A fim de que se tornem, para aqueles que os recebem
a purificação da alma, a remissão dos pecados,
a comunhão do teu Espírito Santo,
a plenitude do reino dos céus, a confiança em Ti
e não causa de juízo e condenação. |
| VIII – Preces de Intercessão pelos Santos |
| Sacerdote: |
Nós te oferecemos ainda este sacrifício espiritual
por aqueles que encontraram o repouso na fé:
antepassados, pais, patriarcas, profetas, apóstolos,
pregadores, evangelistas, mártires, confessores, ascetas
e por todo espírito justo falecido na fé... |
| Comemoração especial à Santíssima Virgem |
| Tomando o turíbulo, o sacerdote incensa os santos dons, e diz: |
| |
...especialmente pela nossa santíssima,
puríssima, bendita e gloriosa Senhora,
Mãe de Deus e sempre Virgem Maria. |
| O diácono toma o turíbulo e vai incensar os quatro lados do altar enquanto o coro responde cantando: |
| Coro: |
Verdadeiramente é digno e justo
que te bendigamos, ó bem-aventurada Mãe de Deus.
Tu, mais venerável que os Querubins
e ,incomparavelmente, mais gloriosa que os Serafins;
deste à luz o Verbo de Deus,
conservando intacta a glória da tua virgindade.
Nós te glorificamos, ó Mãe de nosso Deus! |
| Este hino à Mãe de Deus varia com as grandes festas. Nas missas de São Basílio, o coro canta o hino seguinte: |
| |
Ó cheia de graça, em ti rejubila-se toda a criação!
A assembléia dos anjos e o gênero humano te glorificam,
ó templo santificado, paraíso espiritual e glória das virgens,
na qual Deus se encarnou e da qual se tornou Filho
aquele que é nosso Deus antes dos séculos.
Porque fez de teu seio um trono
e as tuas entranhas, mais vastas que os céus.
Ó cheia de graça,
em ti rejubila-se toda a criação e te glorifica! |
| O sacerdote continua, em voz baixa, as preces de intercessão. |
| Sacerdote: |
Oferecemos-te também este sacrifício
por São João Batista, profeta e precursor
pelos santos, gloriosos e ilustres apóstolos,
por S. N. ... , cuja memória hoje celebramos
e por todos os santos; pelas suas orações, ó Deus
volve, favorável, o teu olhar para nós.
Lembra-te também, dos nossos irmãos e irmãs N. ... ,
que adormeceram na esperança da ressurreição
para a vida eterna na tua comunhão, Senhor,
e concede-lhes o repouso
onde resplandece a luz da tua face. |
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Suplicamos-te, ainda,
lembra-te de todo o episcopado ortodoxo
que fiel e retamente anuncia a tua palavra de verdade,
dos sacerdotes e diáconos em Cristo e de todo o clero. |
| |
Oferecemos-te este sacrifício espiritual
pelo mundo inteiro;
pela santa Igreja católica e apostólica,
pelos que vivem na castidade e na santidade;
pelo Brasil, nosso amado país,
seus governantes e forças de segurança;
concede-lhes, Senhor, um governo pacífico,
para que, nós também, partilhando de sua paz,
possamos levar com toda a piedade e santidade,
uma vida calma e tranqüila, piedosa e honesta. |
| Quando o coro termina a comemoração de Nossa Senhora, o sacerdote entoa: |
| |
Lembra-te em primeiro lugar, Senhor
do nosso santo pai o patriarca N. ... ,
do nosso metropolita N. ... , (arcebispo, ou bispo).
Concede às tuas santas Igrejas
que eles possam pregar retamente
a tua Palavra de verdade,
em paz, na santidade, honra, saúde
e numa vida longa e fiel. |
| Coro: |
E de todos e por tudo. |
| E continua em silêncio: |
| |
Lembra-te, Senhor, desta cidade onde vivemos,
de toda a cidade e vila
e dos fiéis que, com fé, nelas habitam.
Lembra-te também dos viajantes, doentes,
aflitos, cativos, dos que sofrem,
e concede-lhes, Senhor, a tua salvação.
Lembra-te ainda, dos que trazem ofertas
e praticam o bem nas tuas santas igrejas,
dos que se lembram dos pobres;
e, sobre todos nós,
derrama a tua abundante misericórdia. |
| E, concluindo em voz alta: |
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E concede-nos, que numa só voz e num só coração,
glorifiquemos e exaltemos o teu venerável e magnífico nome,
Pai †, Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Conclusão da Anáfora |
| Ao concluir a Anáfora o sacerdote volta-se para o povo e o abençoa cantando. |
| Sacerdote: |
E que a misericórdia do grande Deus e Salvador nosso,
Jesus † Cristo, seja convosco! |
| Coro: |
E com o teu espírito. |
| IX – Preparação para a Comunhão |
| Grande Súplica |
| Sacerdote/Diácono: |
Tendo comemorado todos os santos,
ainda e sempre em paz, oremos ao Senhor. |
| Coro: |
Kyrie, eleison! (e, assim, a cada súplica) |
| Sacerdote/Diácono: |
Pelos preciosos dons aqui oferecidos e santificados,
oremos ao Senhor. |
| |
Para que o nosso Deus, bom e misericordioso,
acolhendo-os no seu santo e celestial altar
em perfume de espiritual suavidade,
derrame sobre nós a sua divina graça
e o dom do Espírito Santo, oremos ao Senhor. |
| |
Para que nos livre de toda aflição,
ira, perigo e adversidade, oremos ao Senhor. |
| O sacerdote reza silenciosamente: |
| Oração Coleta |
| Sacerdote: |
A Ti, ó Senhor misericordioso
entregamos a nossa vida e a nossa esperança;
e invocamos-te, pedimos e suplicamos-te:
torna-nos dignos de participar, com a consciência pura,
dos teus celestiais e temíveis mistérios,
desta tua santa e mística Mesa,
para a remissão dos nossos pecados,
o perdão das nossas culpas,
a comunhão do Espírito Santo
e para a herança do reino dos céus;
como penhor de confiança em Ti
e não juízo ou condenação. |
| E, elevando a voz: |
| Sacerdote/Diácono: |
Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós
e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
| Coro: |
Amém. |
| Sacerdote/Diácono: |
Que todo este dia seja perfeito, santo,
pacífico e sem pecado, supliquemos ao Senhor! |
| Coro: |
Concede, ó Senhor! (e, assim, a cada súplica) |
| Sacerdote/Diácono: |
Um Anjo de paz, guia fiel e guarda de nossas almas
e de nossos corpos, supliquemos ao Senhor. |
| |
O perdão e a remissão de nossos pecados e culpas,
supliquemos ao Senhor. |
| |
Tudo o que é bom e proveitoso às nossas almas
e a paz para o mundo, supliquemos ao Senhor. |
| |
A graça de passarmos o restante de nossas vidas
na paz e na penitência, supliquemos ao Senhor. |
| |
Um fim de vida cristão, pacífico, sem dor, irrepreensível
e uma sentença favorável no temível tribunal de Cristo,
supliquemos ao Senhor. |
| Sacerdote: |
Pedindo a unidade da fé e a comunhão do Espírito Santo,
recomendemo-nos mutuamente, uns aos outros
e toda a nossa vida a Cristo †, nosso Deus. |
| Coro: |
A Ti, Senhor! |
| Oração Dominical - O Pai-Nosso |
| De braços erguidos, introduz a oração do Pai-Nosso, cantando: |
| Sacerdote: |
E concede-nos, Senhor,
que com toda confiança e sem condenação,
ousando chamar-te Pai, a Ti, Deus celestial, dizer: |
| Todos: |
Pai nosso que estás nos céus,
santificado seja o teu nome;
venha a nós o teu reino,
seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu. |
| |
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
perdoa-nos as nossas dívidas,
assim como nós perdoamos os nossos devedores
e, não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal. |
| E conclui com a doxologia. |
| |
Pois teu é o reino, o poder e a glória,
Pai †, Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Oração sobre os Fiéis |
| Sacerdote: |
A paz † seja convosco! |
| Coro: |
E com o teu espírito. |
| Sacerdote/Diácono |
Inclinai vossas cabeças perante o Senhor! |
| Coro: |
A Ti, Senhor! |
| Todos, coro, povo e sacerdote inclinam a cabeça em sinal de reverência e adoração, enquanto o sacerdote reza em voz baixa: |
| Sacerdote: |
Nós te damos graças, ó Rei invisível,
que pelo teu imenso poder concebeste todas as coisas,
e pela tua infinita misericórdia
tudo chamaste do nada à existência.
Mestre, volve teu olhar do alto dos céus
sobre todos os que inclinam suas cabeças,
não diante da carne e do sangue,
mas diante de Ti, o Deus temível.
Distribui, Senhor, para todos nós,
os dons que aqui se encontram;
para o nosso próprio bem
e segundo as necessidades de cada um;
acompanha os viajantes, cura os enfermos,
ó Médico das almas e dos corpos. |
| E, elevando a voz: |
| |
Pela graça, misericórdia e grande amor do teu Filho Unigênito
Jesus † Cristo, com quem és bendito,
juntamente com o teu santíssimo, bom e vivificante Espírito,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Outra Oração |
| E, em voz baixa, prossegue: |
| |
Senhor Jesus Cristo, nosso Deus,
do alto da tua santa morada
e do trono da glória do teu reino,
volve o teu olhar para nós e vem nos santificar;
Tu que estás sentado à direita do Pai
e aqui, invisivelmente, entre de nós,
digna-te distribuir-nos com a tua poderosa mão,
o teu Corpo imaculado e o teu Sangue precioso
e, por nosso intermédio, a todo o teu povo. |
| Inclinando-se, cada vez que diz: |
| |
Perdoa-me †, ó Deus,
e tem piedade de mim, pecador. (3 Vezes) |
| Elevação |
| Inclinando-se sobre o altar, levanta os santos dons dizendo em voz alta: |
| Sacerdote/Diácono: |
Estejamos atentos: |
| |
As coisas santas aos santos! |
| Coro: |
Um só é Santo, um só é Senhor,
Jesus † Cristo, na glória de Deus Pai. Amém |
| Fração do Pão |
| Reverentemente, o sacerdote parte o Cordeiro em quatro partes, dizendo: |
| Sacerdote: |
O Cordeiro de Deus é partido e distribuído;
é partido, mas não dividido;
comido, mas nunca consumido,
santificando aqueles que o recebem em comunhão. |
| Toma a partícula “IC” e, traçando com ela uma cruz sobre a borda do cálice, deixa-a cair dizendo: |
| |
A plenitude † da fé do Espírito Santo. Amém. |
| As partículas “NI” e “KA” são deixadas para a comunhão dos fiéis e a partícula “XC” para a comunhão do clero. Benze depois o pequeno recipiente de água quente apresentado pelo diácono ou acólito, dizendo: |
| |
Bendito † seja o fervor dos teus santos,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| Derrama no cálice um pouco da água quente em forma de cruz, dizendo: |
| |
O fervor da fé, cheio do Espírito Santo. Amém. |
| X – Ritos de Comunhão |
| Kinonikon (Canto da Comunhão) |
| O coro canta o Hino de Comunhão que é próprio do dia ou da festa que se celebra. Aos domingos, o canto é o que segue. Nos demais dias da semana ou festas especiais, ver “Cantos de Comunhão” ou “Próprio das Principais Festas. |
| Coro: |
Louvai o Senhor nos céus! (3 vezes)
louvai-o nas alturas.
Aleluia, Aleluia, Aleluia! (Sl 148,1) |
| Comunhão do Sacerdote |
| Durante o canto de comunhão o sacerdote (e demais concelebrantes, se houver), recita, em voz baixa, as Orações em Preparação à Comunhão. |
| |
Creio, Senhor, e confesso,
que Tu és, verdadeiramente, o Cristo,
o Filho de Deus vivo
e que vieste ao mundo para salvar os pecadores,
dos quais eu sou o primeiro. |
| |
Creio também que estes dons
são o teu puríssimo Corpo e o teu Sangue precioso. |
| |
Suplico-te, pois: tem piedade de mim
e perdoa as minhas faltas voluntárias e involuntárias,
cometidas por palavras e ações,
consciente ou inconscientemente,
e torna-me digno de participar,
sem incorrer em condenação,
dos teus puríssimos mistérios,
para a remissão dos pecados
e para a vida eterna. Amém. |
| |
Recebe-me, Senhor, neste dia, na tua mística Ceia.
Eu não desvendarei os mistérios aos teus inimigos,
nem te darei um beijo como Judas;
mas como o ladrão arrependido, te peço:
lembra-te de mim, Senhor, no teu reino. |
| |
Que a recepção dos teus santos mistérios, Senhor,
não seja para mim causa de juízo e condenação,
mas, por tua misericórdia sirva de defesa
e proteção à minha alma e ao meu corpo
e de remédio aos meus males. |
| E, fazendo profunda reverência diante dos dons consagrados, o sacerdote toma uma partícula consagrada da fração “XC” na palma de sua própria mão, dizendo: |
| Sacerdote: |
Eu, servo de Deus e presbítero N. ... ,
comungo o precioso e santíssimo Corpo do Senhor
Deus e Salvador nosso Jesus Cristo,
para remissão dos meus pecados e para a vida eterna. Amém. |
| Em seguida, inclina-se profundamente, toma o cálice com ambas as mãos, coloca por baixo o purificador e diz: |
| |
Eu, servo de Deus e presbítero N. ... ,
comungo o precioso e santíssimo Sangue do Senhor,
Deus e Salvador nosso Jesus Cristo,
para remissão dos meus pecados e para a vida eterna. Amém. |
| E comunga do cálice por três vezes. Depois, limpa com o purificador os lábios e o bordo do cálice, beija-o e diz: |
| |
Os meus lábios tocaram a santidade;
as minhas iniqüidades serão purificadas
e os meus pecados serão perdoados. |
| Em seguida, divide as frações “NI” e “KA”, consagradas para a comunhão dos fiéis, em tantas partículas quanto o número de comungantes e as submerge no cálice, cobrindo com o purificador e com o véu. Assim mesmo, coloca o asterisco e a lança sobre a patena e os cobre com seu respectivo véu. |
| Comunhão dos Fiéis |
| O sacerdote exorta os fiéis: |
| Sacerdote: |
Com temor de Deus, fé e amor, aproximai-vos! |
| Coro: |
Amém, amém! |
| |
O Senhor é Deus e a nós se revelou.
Bendito o que vem em nome do Senhor! |
| Ao dar a comunhão a cada fiel, o sacerdote diz: |
| |
O (a) servo (a) de Deus N. ... ,
comunga o precioso e santíssimo Corpo e Sangue
de nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo,
para a remissão de seus pecados e para a vida eterna. |
| Durante a comunhão dos fiéis, o coro canta: |
| Coro: |
Tomai o Corpo de Cristo
e bebei da Fonte imortal. |
| |
Provai e vede como o Senhor é bom!
Aleluia, aleluia, aleluia! |
| Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote abençoa o povo dizendo: |
| Sacerdote: |
Salva, ó Deus, o teu povo e abençoa † a tua herança. |
| Canto Pós-Comunhão |
| Nas grandes festas este hino é substituído pelo Apolitikion da festa. |
| Coro: |
Vimos a verdadeira Luz,
recebemos o Espírito celeste,
encontramos a fé verdadeira
adorando a indivisível Trindade;
pois foi ela que nos salvou. |
| Depois da comunhão dos fiéis, o sacerdote entra no santuário, coloca o cálice sobre o altar, toma o disco, inclina-o sobre o cálice deixando cair as partículas dentro dele enquanto reza em voz baixa: |
| Sacerdote: |
Tendo visto a Ressurreição de Cristo,
prostremo-nos ante o Senhor Jesus, o único sem pecado.
Ante tua Cruz nos inclinamos, ó Cristo;
cantamos e glorificamos tua Ressurreição.
Pois, só Tu és o nosso Deus e invocamos o teu nome. |
| |
Vinde todos os fiéis,
prostremo-nos ante Ressurreição de Cristo.
Eis que, pela cruz, veio a felicidade para todo mundo. |
| |
Bendizendo sempre ao Senhor,
cantamos sua Ressurreição;
pois, tendo padecido a crucifixão,
destruiu a morte com a sua morte. |
| |
Resplandece, resplandece, ó Nova Jerusalém,
pois a glória do Senhor brilhou sobre ti!
dança de alegria e rejubila ó Sião
e tu, Mãe de Deus toda pura,
sê exaltada na Ressurreição
Daquele a quem deste à luz! |
| |
Ó Cristo, grande e santíssima Páscoa;
ó Sabedoria, Verbo e poder de Deus,
concede-nos que te comunguemos mais intimamente
no dia de teu reino que não conhece o ocaso. |
| E, depois de haver submergido todas as partículas no cálice, seca com uma pequena esponja odisco para que não fique nenhum fragmento e diz: |
| |
Lava, ó Senhor, com teu precioso Sangue,
pelas orações de teus santos,
os pecados de todos aqueles que foram lembrados. |
| Trasladação das Santas Espécies |
| Incensa por três vezes os santos Dons colocados sobre o altar, dizendo a cada vez em voz baixa: |
| |
Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus
e a tua glória se estenda sobre toda a terra. |
| Depois, levando-os para o pequeno altar da prótese, diz: |
| Sacerdote: |
Bendito † seja o nosso Deus a todo o momento...
E erguendo, em voz alta abençoa o povo com as santas espécies.
Agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| O diácono e o sacerdote vão depositar os santos Dons no altar da prótese onde o diácono incensa. Enquanto isso, o coro canta: |
| |
Estejam os nossos lábios cheios do teu louvor
para cantarmos. Senhor, a tua glória,
porque nos tornaste dignos de participar
dos teus divinos, imortais e vivificantes mistérios.
Guarda-nos no teu santuário,
a fim de que, durante todo este dia,
pratiquemos a tua justiça. Aleluia, aleluia, aleluia! |
| XI - Ação de Graças |
| Pequena Súplica Exortativa |
| O Diácono, diante das portas santas, entoa a litania de ação de graças. |
| Sacerdote/Diácono: |
De pé, tendo participado dos santos, divinos, puros,
imortais, celestes e vivificantes mistérios de Cristo,
agradeçamos dignamente ao Senhor! |
| Coro: |
Kyrie, eleison! |
| Sacerdote/Diácono: |
Protege-nos, salva-nos, tem piedade de nós
e conserva-nos, ó Deus, com a tua graça. |
| Coro: |
Amém! |
| Sacerdote/Diácono: |
Pedindo que todo este dia seja perfeito,
santo, pacífico e sem pecado,
recomendemo-nos mutuamente, uns aos outros,
e toda a nossa vida, a Cristo nosso † Deus. |
| Coro: |
A Ti, Senhor! |
| Oração de Ação de Graças |
| Voltando para o altar, enquanto dobra o antimênsion e o iletón, o sacerdote reza silenciosamente: |
| Sacerdote: |
Agradecemos-te, ó misericordioso Senhor
benfeitor de nossas almas,
porque também neste dia,
nos fizeste dignos de teus celestes e imortais mistérios.
Endireita nosso caminho, confirma-nos no teu temor,
vela pela nossa vida, consolida os nossos passos,
pelas orações e súplicas da gloriosa Mãe de Deus
e sempre Virgem Maria e de todos os santos. |
| E, em voz alta: |
| |
Pois Tu és a nossa santificação, e nós te glorificamos,
Pai †, Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| XII - Ritos Finais |
| Sacerdote/Diácono: |
Vamos em paz! |
| Coro: |
Em nome do Senhor. |
| Sacerdote/Diácono: |
Oremos ao Senhor! |
| Coro: |
Kyrie, eleison! |
| Oração Fora do Santuário |
| O sacerdote sai do santuário e reza, em voz alta, diante do ícone de Cristo: |
| Sacerdote: |
Senhor, Tu que abençoas os que te bendizem
e santificas os que confiam em Ti,
salva o teu povo e abençoa a tua herança;
conserva a plenitude da tua Igreja,
santifica os que amam a beleza da tua casa
concede-lhes a glória, pelo teu infinito poder,
e não nos abandones,
a nós que em Ti depositamos a nossa esperança.
Concede paz ao mundo que é teu,
às tuas Igrejas, aos teus sacerdotes,
aos governantes, força de segurança e a todo o teu povo.
Pois todo o bem e todo o dom perfeito
procedem de Ti, Pai da luz,
e nós te damos graças, glorificamos e adoramos,
Pai †, Filho e Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| |
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. (3 vezes) |
| Consumação das Santas Espécies |
| E, entrando no santuário, vai à mesa da prótese e reza em voz baixa: |
| Sacerdote: |
Ó Cristo, nosso Deus
Tu que és a plenitude da Lei e dos Profetas,
e que realizaste integralmente
o plano do Pai para a nossa salvação,
enche os nossos corações de alegria e de júbilo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| Bênção Final |
| Abençoando o povo: |
| Sacerdote: |
A bênção † do Senhor desça sobre vós
pela sua divina graça e seu amor pela humanidade,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. |
| Coro: |
Amém. |
| Despedida |
| Sacerdote: |
Glória a Ti, ó Cristo Deus,
esperança nossa, glória a Ti! |
| Coro: |
Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém. |
| |
Kyrie, eleison! (3 vezes) |
| |
Padre, abençoa-nos em nome do Senhor! |
| O sacerdote, segurando com a mão direita a cruz, sai pelas portas santas e dirige ao povo a oração de despedida. A fórmula possui um núcleo fixo, mas a cada dia da semana e/ou a cada festa, insere-se uma invocação própria. |
| Sacerdote: |
Ó Cristo nosso verdadeiro Deus
que ressuscitaste dentre os mortos ,
(ou a invocação própria da festa do dia...)
pelas orações da tua puríssima Mãe,
dos santos e gloriosos apóstolos,
do nosso santo padre João Crisóstomo,
arcebispo de Constantinopla (ou: São Basílio, o Grande)
de S. N. ... , (Santo titular da Igreja e do santo do dia),
dos santos e justos avós do Senhor,
Joaquim e Ana e de todos os santos,
tem piedade de nós, ó Filantropo, e † salva-nos! |
| E, fazendo uma grande inclinação diante do altar, diz: |
| |
Pelas orações dos nossos santos padres,
Senhor Jesus Cristo, nosso Deus,
tem † piedade de nós. Amém |
| XIII - Distribuição do Antídoron |
| O sacerdote, com a cruz na mão, vai venerar o ícone da festa ou do titular da igreja. Em seguida, os fiéis também veneram o ícone e beijam a cruz que o sacerdote lhes apresenta, recebem o antídoron que será levado para casa e consumido em companhia das pessoas que não puderam participar da Divina Liturgia. Durante este ato o coro canta uma aclamação e/ou alguns tropários apropriados. |
| Sacerdote: |
Ó Cristo nosso Deus,
salva e tem piedade do nosso santo pai o Patriarca N. ...,
do nosso Metropolita N. ... (arcebispo ou bispo),
e de todos os cristãos ortodoxos.
Conserva-os, Senhor, e protege-os por muitos anos. |
| Tirando os paramentos, o sacerdote reza em voz baixa: |
| |
Agora, Senhor pode deixar teu servo ir em paz,
segundo a tua palavra,
porque meus olhos viram a tua salvação
que preparaste ante a face de todos os povos,
luz para iluminar as nações
e glória de teu povo, Israel. |
| |
Santo Deus †, santo forte,
santo imortal, tem piedade de nós! (3 vezes) |
| |
Kyrie, eleison! (3 vezes) |
| |
Glória ao Pai †, ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém |
| |
Tu, que és mais venerável que os Querubins
e, incomparavelmente, mais gloriosa que os Serafins;
tu, que geraste o Verbo de Deus sem deixar de ser virgem;
a ti, que és realmente a Mãe de Deus, nós exaltamos! |
| |
Ó Cristo nosso verdadeiro Deus
que ressuscitaste dentre dos mortos
(ou a invocação própria da Festa do dia... ),
pelas orações da tua puríssima Mãe,
dos santos e gloriosos Apóstolos,
do nosso santo padre João Crisóstomo,
arcebispo de Constantinopla (ou: São Basílio, o Grande)
de S. N. ... , (Santo titular da Igreja e do santo do dia),
dos santos e justos avós do Senhor,
Joaquim e Ana e de todos os santos,
tem piedade de nós, ó Filantropo, e † salva-nos! |
| |
Pelas orações dos nossos santos padres,
Senhor Jesus † Cristo, nosso Deus,
tem piedade de nós! Amém. |
| Nos dias em que não se celebra uma festa do Senhor, o sacerdote acrescenta depois de “... Pela intercessão de sua Mãe puríssima...”. |
| SEGUNDA-FEIRA: |
... E pelos rogos das veneráveis Potências celestes
incorpóreas, dos santos e gloriosos Apóstolos... |
| TERÇA-FEIRA: |
... E pelos rogos do venerável profeta e glorioso precursor
João Batista, dos santos e gloriosos Apóstolos... |
| QUARTA-FEIRA: |
... E pelo poder da venerável e vivificante Cruz,
dos santos e gloriosos Apóstolos... |
| QUINTA-FEIRA: |
... E pelos rogos dos santos e veneráveis Apóstolos
dignos de todo louvor, de nosso santo pai,
o milagroso Nicolau, arcebispo de Mirra em Lícia... |
| SEXTA-FEIRA: |
...E pelo poder da venerável e vivificante Cruz,
dos santos e gloriosos Apóstolos... |
| SÁBADO: |
... E dos santos e gloriosos Apóstolos dignos de todo louvor,
dos gloriosos santos e vitoriosos Mártires,
de nossos santos Pais revestidos de Deus... |
Organização, tradução parcial dos textos,
edição e diagramação: Pe. André Sperandio
Colaboração: Pe. PavlosTamanini
Comunidade Monástica São João, o Teólogo
Pe. José Artulino Besen
Rua Francisco Inácio do Nascimento, 470
CEP 88107-500 - Forquilhas - São José – SC
Fone/fax: (48) 3357-2334 –
e-mail: ecclesia@ecclesia.com.br
web site: www.ecclesia.com.br
III Edição – Fevereiro-2008
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