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A Tradição da Igreja

Metropolita Gabriel de Lisboa

 
 

 

Tradição da Igreja é corretamente qualificada de oral. Entretanto, no decorrer dos tempos, ela foi também fixada por escrito. Já a Tradição Apostólica compreende tanto a pregação oral dos mesmos como a Escritura que nos legaram: São Paulo transmite o que recebeu: 1 Co.11,23 e 15,3; 2 Ts.2,15. São Judas Tadeu (Jd.1,3) exorta a lutar denodadamente pela Fé, transmitida, de uma vez para sempre, aos Santos... Disso dão também testemunho, além da Sagrada Escritura, as obras dos Padres Apostólicos e, ulteriormente, os Doutores da Igreja Indivisa e os Símbolos da Fé, o mais utilizado dos quais é o de Niceia-Constantinopla.

Importa citar, ainda, o Livro dos Cânones dos Santos Apóstolos, dos Santos Concílios Ecumênicos e Locais e dos Santos Padres, que reproduzem, em primeiro lugar, os dogmas do IV, VI e VII Concílios Ecumênicos e incluem o conhecido "Símbolo de Santo Atanásio"; e os Livros Litúrgicos da Igreja Ortodoxa, em que se perpetua, até aos nossos dias, não somente a vida de Oração, que foi a da antiga Igreja Cristã, mas também a sua Confissão de Fé.

Importa sublinhar claramente, uma vez mais, o fato de que na IGREJA ORTODOXA a Tradição – como afirma retamente F. Heiler – "não é a reprodução mecânica de um sistema de fórmulas estabelecidas e fixas, mas antes uma inesgotável fonte de vida".

Metropolita Gabriel de Lisboa - Mosaicos, p.106

 

 
     
 
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