Portal Ecclesia
A Igreja Ortodoxa Atualizações e notícias Seleção de textos Subsidios homiléticos para Domingos e Grandes Festas Calendário litúrgico bizantino Galeria de Fotos Seleção de ícones bizantinos Clique aqui para enviar-nos seu pedido de oração Links relacionados Clique para deixar sua mensagem em nosso livro de visitas Contate-nos
 
 
Biblioteca Ecclesia
 
 
 

Catecismo Breve

«Ortopráxis - maneiras de viver a Ortodoxia»

29.1. O desenvolvimento da Celebração

«O Altar Principal»

Desde a época em que os discípulos, depois de Pentecostes, «[...] acolhiam assiduamente o ensinamento dos apóstolos, participavam da comunhão, da oração e da fração do pão [...]», (At 2, 42) a Igreja de Cristo não cessou de, a cada Domingo, Dia do Senhor, fazer o mesmo. Hoje, chamamos a tudo isto de «Divina Liturgia».

Mesmo que, seguindo as tradições locais, a Divina Liturgia se revista de formas diferentes, ela é fiel ao mesmo esquema para toda a Igreja Ortodoxa que remonta, evidentemente, à Tradição Apostólica, fonte comum da prática de todas as igrejas locais.

É este esquema apostólico que vamos analisar, encontrado em todas as liturgias em uso pelos cristãos ortodoxos, desde a origem até os dias atuais e, em especial, na Liturgia de São João Crisóstomo, na de São Basílio, o Grande, na Liturgia de São Tiago - (Igreja de Jerusalém), na de São Marcos - (Igreja de Alexandria). A Liturgia de São João Crisóstomo é a mais comum; a de São Basílio é celebrada em algumas datas especiais; as outras podem ser celebradas por toda a Igreja nos dias dos respectivos santos autores.

Esquema Litúrgico

1. A Preparação do Sacerdote
  1. As orações de entrada no santuário;
  2. As orações de paramentação do sacerdote.
2. A Protesis ou Proskomidia
  1. Preparação do pão e do vinho.
3. A Liturgia dos catecúmenos
  1. Enarxis: benção inicial do sacerdote;
  2. Litania da Paz: longa oração litúrgica alternada entre o diácono e os fiéis e concluída pelo sacerdote. Quando não há a presença do diácono, o celebrante faz, ele mesmo, esta parte;
  3. Primeira Antífona: o coro canta o salmo 103, ou alguns versículos antifonados que louvam a Thetokos, pedindo a intercessão de Deus;
  4. Litania Menor: similar a primeira em sua estrutura, contendo apenas as duas orações finais e a conclusão do sacerdote;
  5. Segunda Antífona: o coro entoa o salmo 145 ou alguns versículos antifonados que louvam os santos pedindo sua intercessão junto a Deus;
  6. Hino da Ortodoxia: imediatamente após a entoação do salmo 145 o coro canta o «Glória ao Pai ...» e o Hino da Ortodoxia. («Ó Filho Único e Verbo de Deus, que sendo imortal ...»);
  7. Segunda Litania Menor: exatamente igual a anterior;
  8. Terceira Antífona: o coro canta as «Bem-aventuranças», ou alguns de seus versículos de louvor a Deus;
  9. Pequena Entrada - procissão com o Evangelho;
  10. Issodikon: o coro canta: «Vinde adoremos ...», ou outro canto próprio, se é dia festivo;
  11. Tropários: o coro canta os Tropários e os Kondakions próprios;
  12. Triságion: «Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal...».
4. A Liturgia da Palavra
  1. Prokímenon;
  2. Leitura da Epístola;
  3. Aleluia;
  4. Leitura do Evangelho;
  5. Homilia.
5. Liturgia dos Fiéis
  1. Litania da Súplica Fervorosa;
  2. Oração pelos Catecúmenos;
  3. Despedida dos Catecúmenos;
  4. Primeira Oração pelos Fiéis;
  5. Segunda Oração pelos Fiéis.
6. Cherubikon - Hino dos Querubins
  1. Grande Entrada: procissão com os santos dons;
  2. Petições;
  3. Litania da Prótesis ou Proskomidia.
7. Ósculo da Paz
8. O Símbolo da Fé - (Credo);
9. Oração Eucarística
  1. Anáfora;
  2. Hino da Vitória - «Santo, Santo, Santo ...»
  3. Anamnesis - memorial da Ceia do Senhor;
  4. Oferecimento - «O que é teu …»;
  5. Epiclesis - consagração;
  6. Grande Oração pela Igreja;
  7. Megalinarion - Canto a Theotokos;
  8. Dípticos;
  9. Litania.
10. O Pai-nosso
  1. Oração de Inclinação - («Inclinemos nossas cabeças perante o Senhor!»);
  2. Elevação - «O Santo para os Santos!»;
  3. Fração do Pão.
11. Comunhão
  1. Comunhão do Clero;
  2. Comunhão dos Fiéis;
  3. Hino Pós-Comunhão;
  4. Benção dos Fiéis com os Santos Dons;
  5. Os Santos Dons são levados ao altar da Proskomidia.
12. Ação de Graças
  1. Litania de Ação de Graças;
  2. Oração Fora do Santuário;
  3. Bênção Final;
  4. Distribuição do Antidoron..

A Prótesis ou Proskomidia

«Altar da Proskomidia»

O primeiro ato da Divina Liturgia, a Prótesis - (rito de preparação do pão e do vinho), é cheio de significados. É quando, de forma sucinta, celebra-se a imolação do Cordeiro. Do mesmo lado do ícone da Theotokos, encontra-se o altar da Prótesis ou Proskomidia - (ofertório). Sobre ele são preparados os Santos Dons para a consagração. O ícone do Nascimento de Jesus está sempre neste altar, para lembrar que Jesus nasceu para o divino sacrifico, para a nossa redenção.

Para a Proskomídia são utilizados:

  • Diskos - (patena): círculo metálico onde se coloca o Cordeiro (parte de pão que vai ser consagrada) e todas as partículas comemorativas, pelos vivos e falecidos;
  • Asteriscos - (ou estrela): é uma ponte em forma de cruz que sustenta o véu que cobre os Santos Dons sobre o diskos;
  • Cálice;
  • Prósforas - (pães para consagrar);
  • Lança - objeto metálico cortante em forma de lança usado para cortar as prósforas;
  • Colher da Comunhão - objeto metálico em forma de uma colher com cabo longo, usado na comunhão dos fiéis;
  • Esponja - usada na purificação do cálice e diskos;
  • Véus - dois pequenos para cobrir o diskos e o cálice, e um grande que cobre os dois menores. Estes véus geralmente são das mesmas cores dos paramentos do dia. As cores variam conforme a festa ou o tempo litúrgico;
  • Zeón - recipiente baixo (em forma de jarra) de prata ou metálica que serve para colocar água quente usada após a epiclesis;
  • Turíbulo e incenso - que simboliza os dons oferecidos pelos Reis Magos ao Menino Jesus - (ouro, incenso e mirra).
«Proskomidia: a preparação dos Santos Dons»

Do lado oposto ao altar da prótesis está o diakonikon. É uma pequena capela ou sala onde se vestem os sacerdotes, diáconos e acólitos. Lá estão guardados os ornamentos litúrgicos, livros, vasos sagrados e outros objetos litúrgicos.

«Proskomidia: a preparação dos Santos Dons»

Após as Orações Preparatórias e a paramentação, o sacerdote dirige-se ao altar da prótesis, fazendo as Orações Iniciais. Toma o pão e, sobre ele, traça três vezes o sinal da cruz. Com a lança, corta o pão do lado direito, dizendo: «Como ovelha, ó Cristo Rei, foste conduzido ao matadouro» (Is 53, 7). Faz outra incisão do lado esquerdo rezando: «... e como um cordeiro inocente diante do tosquiador, nem sequer abriu a boca» (Is 53, 7). Recitando versículos bíblicos, faz mais dois cortes, um em cima e outro embaixo. Retira da prósfora a parte cortada, chamada Cordeiro, e a coloca na patena (diskos) com a parte do selo voltada para baixo, simbolizando a kenosis do Senhor. Faz com a lança um corte em forma de cruz dizendo: «O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é imolado pela vida e a salvação de mundo». Coloca então o Cordeiro na posição correta novamente (com o selo para cima) e, com a lança, atravessa-o dizendo: «E um dos soldados abriu-lhe o lado com a lança e, imediatamente, saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro» (Jo 19, 34)

Colocando vinho e um pouco de água dentro do cálice diz: «Bendita seja a união dos teus santos dons, agora e sempre e pelos séculos dos séculos».

Em seguida, com a lança, retira do pão pequenos pedaços denominados «partículas de comemoração». O primeiro pedaço, dedicado à Virgem Maria Mãe de Deus, é colocado à direita do Cordeiro, simbolizando a Virgem que estava à direita da Cruz. Todas as outras partículas serão colocadas à esquerda do Cordeiro: o precursor, os anjos, os profetas, os apóstolos, os santos, os vivos e os mortos.

Assim, sobre o diskos, se constitui a figura profética da Igreja em sua dimensão universal, que abrange o céu e a terra, que alcança os presentes e os ausentes. É a imagem do Corpo Místico de Cristo.

Após as comemorações as oferendas são cobertas com os véus e incensadas.

A Liturgia dos Catecúmenos

Depois de incensar o altar da Prótesis, o sacerdote se dirige ao altar principal e o incensa pelos quatro lados. Prossegue a incensação dos ícones, da igreja e dos fiéis e, novamente, o altar. De braços abertos diante do altar principal, pede a assistência do Espírito Santo rezando: «Rei Celestial [...]»; faz três reverências e beija o Evangelho.

No início da Liturgia dos Catecúmenos, o diácono se posiciona diante das portas santas e pede a bênção ao celebrante: «Abençoa, Senhor». O celebrante, por sua vez, toma o Evangelho, traça com ele o sinal da cruz sobre o antimênsion fechado, dizendo: «Bendito seja o Reino do Pai, do Filho e do Espírito Santo [...]». Esta oração nos coloca na presença de Deus Uno e Trino.

O diácono (ou o sacerdote, quando não for assistido por ele) inicia então as doze súplicas da Grande Litania da Paz (também conhecida como Iriniká) que são respondidas pelo coro com: «Kyrie eleison». São feitas três litanias, sendo as duas últimas menores. Durante o canto da Primeira Antífona, o diácono se posiciona diante do ícone da Santa Mãe de Deus e, na Segunda Antífona, diante do ícone de Cristo. Permanece nestas posições somente durante o canto das antífonas, retornando ao seu lugar, diante das portas santas, para cantar as ladainhas.

 

Após a última Pequena Súplica e durante o canto da Terceira Antífona, o celebrante faz três reverências diante do Altar e toma o Evangelho para iniciar a Pequena Entrada, ou seja, a procissão com o Evangelho. Precedido pelos ceroferários, eleva solenemente o santo Evangelho de modo que todos possam vê-lo, conduzindo-o pelo interior do santuário, gesto que representa a vida pública de Jesus.

A Oração de Entrada menciona os anjos que celebram no céu a eterna Liturgia, e que se unem aos fiéis para a celebração comum: «Mestre e Senhor, Deus Nosso, que estabeleceste nos céus as ordens e os exércitos de anjos e arcanjos para celebrar a Liturgia da glória, faze que com nossa entrada tenha lugar a entrada de teus anjos, para que conosco concelebrem e glorifiquem teu amor, pois a Ti pertencem a glória e adoração [...]».

«A Pequena Entrada»

Os ritos da Pequena Entrada (quando o Evangelho é conduzido pelas portas santas) e da Grande Entrada (quando os Santos Dons do pão e do vinho são levados pelas portas santas) são momentos místicos em que os anjos do céu tocam a terra para saudar o Verbo (Palavra) de Deus e saudar o que será o Corpo e Sangue de Cristo após a consagração. Os anjos celebram no céu a eterna Liturgia e participam na Liturgia dos homens, no tempo e no espaço, da adoração perpétua.

Quando o sacerdote diz: «Bendita seja a entrada de teus santos [...]», todos os santos e todos os homens se prostram diante de Deus. Assim, Deus Santo, oculto no mistério de seu esplendor como em uma nuvem é adorado por todas as potências de sua própria santidade, «radiante no rosto de seus santos».

Depois da Bênção de Entrada o diácono eleva o Evangelho e proclama «Sabedoria!». É um pedido para que os fiéis evitem qualquer distração e entreguem-se completamente à adoração. O coro canta «Vinde adoremos [...]». No Ofício Pontifical, este é o momento em que o bispo se dirige para o interior do santuário.

Seguem os cantos dos tropários e kondakions que lembram a festa ou o santo do dia, pois todos os santos festejados se juntam aos homens no mesmo ato de adoração. É o advento de Cristo cercado pela multidão de testemunhas e servidores de sua glória; é a santidade de Deus em seu principio humano, assembléia dos santos. Após os cantos, o sacerdote abençoa os fiéis dizendo: «Porque Tu és Santo, ó nosso Deus, [...] agora e sempre pelos séculos dos séculos».

O sacerdote recita a Oração do Triságion: «Deus santo que habitas no Santo dos Santos, a quem louvam os Serafins com um hino três vezes santo, glorificado pelos Querubins e adorado por todas as potestades celestes. Tu que te dignaste conceder a nós, teus humildes e indignos servos, a honra de nos encontrarmos neste instante diante da majestade e da glória de teu santo Altar e de oferecer a adoração que te é devida: aceita pois, Senhor, de nossos lábios pecadores, um hino três vezes santo, pois Tu és santo, ó nosso Deus e te glorificamos, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém». Faz em seguida três reverências, enquanto reza o Triságion, e o coro canta: «Santo Deus, Santo Forte, Santo imortal, tem piedade de nós [...]».

Antes de concluir o Hino Triságion, o diácono diz «Dínamis!» (força). É um convite a redobrar a intensidade e fazer ressoar plenamente o hino. Na Liturgia Pontifical, durante o canto, o bispo sai do santuário pelas portas santas tendo em sua mão esquerda o dikirion (candelabro com duas velas acesas cruzadas, significando as duas naturezas de Cristo) e na direita o trikirion (candelabro com três velas acesas cruzadas que significa as três pessoas da Santíssima Trindade) e abençoa o povo. Após a benção, o bispo volta para seu trono.

São Justiniano - (martirizado em Roma no ano de 155) nos ensina que a celebração do Mistério Eucarístico deve ser precedida por leituras bíblicas, e que tais leituras devem ser explicadas por quem celebra (presbítero ou bispo). Esta primeira parte é chamada, dentro da Divina Liturgia de, Liturgia dos Catecúmenos em referência à participação daqueles que estavam se preparando para serem batizados, os catecúmenos.

«Diácono proclama e Epístola»

Estas leituras são assim feitas:

1. Leitura do Antigo Testamento: na Liturgia de São João Crisóstomo são retirados do Antigo Testamento a Primeira e Segunda Antífonas e os Prokimenos; na Liturgia de São Basílio, quando é celebrada com Ofício de Vésperas, faz-se as leituras do Antigo Testamento.

2. Leitura da Epístola: acontece em todas as liturgias. São lidas cartas que os apóstolos escreveram às primeiras comunidades cristãs.

3. Leitura do Evangelho: é lido um trecho de um dos quatro evangelhos. No Tempo Pascal é lido o Evangelho de São João; no Tempo de Pentecostes o Evangelho de São Mateus; o Evangelho de São Lucas começa a ser lido após a Festa da Santa Cruz - (14 de setembro); o Evangelho de São Marcos é lido no Tempo da Quaresma.

Em geral, quem proclama o Evangelho é o diácono, mas o bispo pode fazê-lo ou designar um sacerdote que o faça. Na tradição grega, o diácono proclama o Evangelho diante do trono episcopal; na tradição eslava, o Evangelho é proclamado diante das portas santas, no ambão. Ao final, o diácono leva o santo Evangelho para que o bispo o beije. O bispo beija o Evangelho e faz com ele o sinal da cruz sobre o povo. Solenemente, o Evangelho é colocado sobre do altar, não mais sobre o antimênsion, mas de pé, ao lado ou atrás dele. O bispo ou um sacerdote faz a homilia, explicando as leituras ou a festa litúrgica do dia. A Liturgia dos Catecúmenos termina após as litanias.

A Liturgia dos Fiéis

«O sacerdote transporta os Santos Dons»

Chamamos esta segunda parte de Liturgia dos Fiéis porque, somente os que foram batizados podem participar dela, do mistério da Crucifixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Os espectadores, os curiosos ou não-cristãos podem não entender nem assimilar a importância do Sagrado Mistério que envolve a Divina Liturgia e, por isso, podem profanar ou caçoar do que acontece no santuário. No inicio do cristianismo os diáconos pediam para que estas pessoas se retirassem da igreja. Atualmente, ainda permanece tal convite que é feito de maneira solene, antes da oração do Credo Apostólico.

A Liturgia dos Féis consta de quatro partes que correspondem aos momentos vividos por Cristo na Última Ceia, Sexta-Feira Santa, Sábado da Ressurreição e no Encontro com os discípulos de Emaús.

Depois de cantadas as litanias, o sacerdote abre o antimênsion e o coro canta solenemente o Hino Querubínico. A alma dos fiéis se esvazia para entrar em sintonia com os coros angélicos que louvam a Deus. O celebrante faz em silêncio uma longa oração de preparação, pedindo perdão de suas faltas e reconhecendo-se indigno de celebrar os divinos mistérios. O celebrante incensa o altar nos quatro cantos, o altar da Proskomidia, os ícones, o iconostásio, o coro e o povo. Se houver diácono, ele faz a incensação.

«O Bispo recebe os santos Dons diante das Portas Santas»

Encerrado o Hino dos Querubins, inicia-se a Procissão dos Santos Dons (pão e vinho), precedida pela cruz processional, ceroferários e turiferário. O turiferário coloca várias pedrinhas de incenso no turíbulo para queimar, fazendo com que o aroma encha toda a igreja. O silêncio toma conta da igreja; todos os fiéis se inclinam (ou se ajoelham) na medida em que a procissão avança, em sinal de respeito e não de adoração, pois o que está sendo transportado não é ainda o Corpo e o Sangue de Cristo. O que está sobre o diskos e no cálice é pão e vinho que serão consagrados e transformados no Corpo e no Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo na epiclesis.

A Grande Entrada, ou a Procissão do Ofertório é a representação da entrada de Cristo à cidade de Jerusalém. Os fiéis representam o cortejo que acompanhavam o Senhor, que estendiam seus tapetes e ramos de oliveira pelas ruas para saudá-lo. O diácono carrega o diskos (patena) com o pão; o sacerdote translada o cálice com vinho. Passam pelos corredores (lateral e central) para que todos saibam que Cristo esteve com seu povo e que estes o aclamaram Rei. O bispo toma das mãos do diácono o diskos e faz os oferecimentos, enquanto o diácono incensa os santos dons. Depois, faz o mesmo com o cálice. O bispo, para quem são entregues os Santos Dons, representa o Cristo que tomou em suas mãos o pão e o vinho, na última ceia. De pé diante das portas santa ele espera pelo cortejo processional, recebendo os dons (pão e vinho) que foram preparados na Proskomidia. Após a incensação dos dons, o bispo os leva para o altar principal, colocando-os sobre o antimênsion que já estará aberto.

«A Grande Entrada»

A procissão do clero com os santos dons até o santuário representa a oferenda que Cristo fez de si próprio quando, no Gólgota, sobre e pela Cruz redimiu o mundo. Graças a esta redenção os homens podem entrar no reino dos céus e podem experimentar a alegria do paraíso. A procissão do clero, rumo à entrada do santuário, simboliza também que, graças ao sacrifício de Cristo, o povo de Deus entrará um dia na glória eterna. Também nós, neste momento da procissão, devemos nos recordar das palavras do bom ladrão e pedir: «recorda-te de mim Senhor, quando chegares em teu reino».

O Celebrante, ao colocar o cálice sobre o antimênsion, ao lado esquerdo do Diskos, reza: «O nobre José, tendo descido da cruz o corpo puríssimo do Senhor, o envolveu com um sudário branco e perfumado e o colocou em um sepulcro novo». Esta é a cerimônia da recordação da morte e do sepultamento do Senhor. O celebrante retira os véus do cálice e do diskos e os coloca dobrados sobre o altar. Cobre então as oferendas com o grande véu e as incensa por três vezes, rezando: «Na tua benevolência abençoa Sião; Tu reconstruirás as muralhas de Jerusalém. Então aceitarás os sacrifícios legítimos, as oferendas e os holocaustos; e sobre o teu Altar serão oferecidos novilhos». As portas são fechadas neste momento, e as cortinas do santuário corridas, simbolizando a pedra que selou o sepulcro de Jesus. Voltarão a ser abertas no momento da Profissão de Fé, após o Abraço da Paz.

Aproxima-se o momento do Ofertório e do Cânon Eucarístico; as cortinas se abrem, impulsionadas pelo triunfo da nova vida, pela fé na ressurreição. A abertura das cortinas significa a abertura do céu para o homem que agora se aproxima do grande mistério, e que é convidado a abrir-se igualmente, com sua alma, para Deus. A oração do ofertório antecipa a epíclesis: «... E concede-nos Senhor, que possamos achar favor aos teus olhos para que o nosso sacrifício te seja agradável; e que o Espírito de bondade, fonte de tua graça, desça sobre nós, sobre estes dons que te oferecemos e sobre todo o teu povo».

«O Beijo da Paz»

Antes de professar a fé da Igreja, o diácono faz o convite da paz: «Amemo-nos uns aos outros para que em comunhão de espírito professemos». Enquanto o coro entoa solenemente a resposta, o sacerdote faz três reverências profundas, beija os santos dons (que estão cobertas com o véu) e o altar e declara ao Senhor Deus seu amor: «Amar-te-ei Senhor, Tu que és minha força! O Senhor é o meu apoio, meu refugio e meu libertador». Os concelebrantes trocam entre si o Abraço da Paz..

Somente enraizado no amor e na unidade da mesma fé o homem participa de todos os santos mistérios da vida divina; só quem ama pode conhecer o Amor, só quem ama pode fazer a experiência da Trindade. Por isso, a aproximação do canto do Credo Apostólico, que anuncia que o Deus-Amor veio até nós, que Ele sofreu e nos salvou, pode fazer com que todos se dêem o ósculo da paz, sinal da unidade em Cristo. O beijo da paz não é dado no silêncio. O beijo é acompanhado por uma expressão que professa a fé no Ressuscitado: «Jesus Cristo está em nosso meio». São os irmãos que se amam que anunciam a presença de Deus em seu meio. O visível e o Invisível da Igreja se unem para mudar a natureza das coisas.

«O Credo»

Durante o canto ou recitação do Credo, o celebrante eleva o grande véu e o agita suavemente sobre os santos dons, símbolo do sopro do Espírito Santo, até o momento em que se diz: «... e o seu reino não terá fim». Dobra o véu e o coloca junto com os outros véus menores. Quando, durante o Credo se reza « ... Creio na Igreja Una, Santa Católica e Apostólica», todos fazem o sinal da cruz, pois é esta a Igreja que é o Corpo Místico de Cristo.

O diácono, sai do santuário e convida a todos que permaneçam de pé, pois se aproxima o momento da Anáfora. Voltando-se para os fiéis, faz a saudação paulina: «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco». Convida para que os fiéis elevem seus corações ao alto e que dêem graças ao Senhor que é o nosso Deus.

Uma vez afastadas as preocupações mundanas, com o coração entregue a Deus, o homem verdadeiramente livre pode participar do mistério que se realiza. Quando o sacerdote convida a que «demos graças ao Senhor nosso Deus», o coro responde com palavras de reconhecimento, adoração e contemplação à Eucaristia Trinitária: «É verdadeiramente digno e justo adorar o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Trindade consubstancial e indivisível.» O sacrifício de Cristo é um sacrifico trinitário.

«O que é Teu, recebendo-O de Ti,
nós Te oferecemos em tudo e por tudo»

Após as respostas cantadas pelo coro, o sacerdote reza em voz baixa o Prefácio Eucarístico. A oração do prefácio é o nosso mais puro reconhecimento do poder de Deus, da sua natureza trina e de suas obras no mundo para salvar os homens. O celebrante também agradece pela liturgia que se celebra, embora Deus já tenha «... multidões de Anjos e Arcanjos, de Querubins e Serafins ...» que O louvam sem cessar. O celebrante, elevando a sua voz, conclui o prefácio, dizendo: «... que entoam o hino da vitória cantando, clamando, bradando e dizendo». Retira o astericos do diskos, beija-o e, a cada verbo pronunciado bate com ele sobre o diskos para simbolizar que os quatro cantos do mundo louvam a Deus em sua glória e majestade; deposita depois o asteriscos junto com os véus. O coro entoa em voz forte e solene o «Santo, Santo, Santo...»

O sacrifício é anunciado pela comemoração e pela anamnésis evocada pelas palavras da santa Ceia; «Isto é meu Corpo... Isto é meu Sangue». Depois do memorial dos grandes Mistérios da Paixão, Morte, Ressurreição, Ascensão e Parusia, o sacerdote toma a patena na sua mão direita e o cálice na esquerda, cruza as mãos, pondo a direita sobre a esquerda, faz com elas o sinal da cruz sobre o antimênsion, dizendo: «O que é Teu, recebendo-O de Ti, nós Te oferecemos em tudo e por tudo».

É por excelência a ação de graças da Nova Aliança, recordar tudo o que fez o Filho de Deus entre os homens, especialmente o que Ele fez de Quinta-feira Santa ao Sábado Santo. Ao recordar estas passagens estamos fazendo o que Cristo nos pediu: «Fazei isto em minha memória». A esta recordação chamamos de anamnesis, isto é, memorial que atualiza um evento já passado. Assim, recordamos e, sobretudo, comemoramos e revivemos sua morte, ressurreição, ascensão, o assento à direita do Pai e a sua gloriosa vinda. Em suma, tudo o que Ele fez, tudo o que Ele faz e fará (pois seu gesto é eterno, transcendendo o tempo e o espaço) naquele momento, se apresentam diante de nossos olhos.

Cristo, ao tomar o pão e o vinho, antecipou a oferenda do seu Corpo e Sangue na cruz. É por isso que, obedecendo ao mandato do Senhor a anamnesis não é só recordação, mas também ação de graças por aquilo que Ele fez. O celebrante diz que aqueles dons, tomados de Deus, são novamente oferecidos a Ele em sacrifício e ação de graças. É a Anáfora, isto é, a oferta, o oferecimento da Igreja que recorda o oferecimento de Cristo. As oferendas da Antiga Aliança eram cruentas; o sacrifício da Nova Aliança é incruento: pão e vinho que são oferecidos, mas que representam o mesmo sacrifício de Cristo na cruz. Pelas mãos cruzadas e elevadas do celebrante, todo o povo, toda a Igreja dá graças a Deus pelo sacrifício de seu Filho. A resposta dos fiéis prosternados sintetiza o significado da Eucaristia: «Nós Te louvamos, Te bendizemos, Te damos graças, Senhor e Te suplicamos, ó nosso Deus.»

Após este canto é chegado o momento da Epíclesis, ou seja, a oração que pede a vinda do Espírito Santo para que Ele consagre o pão e o vinho, transformando-os no Corpo e no Sangue de Cristo: «... envia Teu Espírito Santo sobre nós e sobre estes dons aqui presentes, e faze deste pão o Corpo precioso do teu Cristo...; e do que contém este Cálice, o Sangue precioso do teu Cristo...; mudando-os pelo poder do teu Santo Espírito...» Para a Igreja Ortodoxa, este é o momento da Epíclesis, momento em que o pão não é mais pão e o vinho não é mais vinho mas, respectivamente, o Corpo e o Sangue de Cristo. Por isso, neste momento, todos se prostram para adorar a Deus diante do altar.

As palavras do Anamnesis ditas pelo celebrante não consagram o pão e o vinho. Quem os consagra é o Espírito Santo de Deus que é invocado após a recordação das palavras do Senhor, na Última Ceia. Ele, que tudo confirma, que tudo sela, que em tudo atua, faz daquela oferenda o verdadeiro sacrifício. Com efeito, não basta somente rememorar o sacrifício de Cristo, é preciso participar dele. Jesus disse: «Tomai e Comei». É preciso que participemos da Eucaristia, pois se «não comemos a carne do Filho do Homem e nem bebemos de seu Sangue, não teremos a vida e nem ressuscitaremos com Ele». É necessário, pois, que sejamos partícipes do Banquete.

É preciso que o Espírito Santo faça atuais as palavras pronunciadas por Cristo na Quinta-feira Santa. O Espírito Santo é quem atualiza todas coisas; é Ele quem faz novas todas as coisas. Por isso, é necessário que a oferenda da Igreja, como a oferenda do Profeta Elias que foi consumida pelo fogo do céu, se converta em oferenda divina que é oferecida ao Pai pelo perdão dos pecados.

O Espírito Santo torna presente Aquele que está ressuscitado. O mesmo Espírito Santo que pairava sobre as águas, na criação do mundo, o mesmo Espírito Santo que fez o Verbo de Deus se encarnar no seio virginal de Maria também faz com que Deus se faça presente em cada eucaristia celebrada nos dias de hoje.

É por esta presença do Verbo que a assembléia se converte no Corpo Místico de Cristo, a Igreja. É por isso que o celebrante pede em nome de toda a assembléia: «... Te invocamos, Te rogamos e Te suplicamos: envia Teu Espírito Santo sobre nós' e sobre estes dons, e faze deste pão o Corpo precioso de teu Cristo». E os fiéis respondem: «Amém». O coro dos fiéis se junta à voz do celebrante para pedir que o Espírito Santo venha sobre nós.

O Espírito Santo é invocado, não só sobre as oferendas, mas sobre toda a assembléia. Da mesma forma que a matéria não fica indiferente à ação do Espírito Santo, pois ela é consagrada por Ele, não podemos ficar indiferentes à sua ação. Pedimos que o Espírito Santo desça sobre os dons, para que eles sejam consagrados, mas pedimos também que o mesmo Espírito desça sobre os fiéis para que eles sejam transformados em pessoas dignas de receber o Corpo e o Sangue de Cristo e de receber o perdão e a remissão dos pecados. Por isso, na Epiclesis da Liturgia de São Basílio, pedimos que o Espírito Santo nos una uns aos outros para podermos participar do único Pão e do único Cálice em comunhão. Pois é somente quando estamos unidos uns aos outros, no Espírito Santo, é que nos tornamos uma só Igreja, assim como aconteceu com os discípulos reunidos no cenáculo, no dia de Pentecostes.

Na Epíclesis de cada celebração da Divina Liturgia, o Pentecostes se faz presente. Todos os irmãos unidos, fazem com que seja possível a Igreja existir. e as portas do inferno não prevalecerem sobre ela. Por isso, o celebrante pede pelos santos, pelos vivos, pelos falecidos, pelos governantes da Igreja, pelo mundo, pelo país e seus dirigentes. É o momento da grande intercessão pela Igreja.

Após a Epiclesis, o celebrante incensa os Santos Dons consagrados, fazendo uma homenagem especial à Santa Mãe de Deus, a Theotokos, por quem o Verbo se fez carne e se deu em sacrifício: «... Especialmente pela nossa Santíssima, puríssima, bendita e gloriosa Senhora, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria». Enquanto o coro canta o hino, o celebrante entrega o turíbulo ao diácono que prossegue incensando os quatro lados do altar, o iconostásio, o coro e a assembléia. Este hino à Mãe de Deus varia na Liturgia de São Basílio e em algumas festas. Ao final do canto o celebrante pede pelo patriarca e pelo seu bispo, e conclui revelando que somos todos filhos e nos reunimos numa só oferenda ao Pai, dizendo: «... E concede-nos, que numa só voz e num só coração, glorifiquemos e exaltemos o teu venerável e magnífico nome, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém».

A Preparação para a santa comunhão é iniciada com a Grande Súplica feita pelo diácono. Depois, de braços erguidos o sacerdote introduz o Pai-Nosso pedindo: «... e concede-nos Senhor, que com toda confiança e sem condenação, ousando chamar-te Pai, a Ti, Deus celestial, dizer: Pai-nosso...»

O diácono, com sua estola posta em forma de cruz (de Santo André) representando os Serafins com suas asas que cobrem seu rosto ante o insondável mistério do amor divino, com este gesto convida a toda a assembléia para um ato de adoração. Antes de receber a comunhão rezamos a Oração Dominical, o Pai-Nosso, pois o pão de cada dia é o Pão Eucarístico. Enquanto segue a oraçao do Pai- Nosso, o celebrante faz a ablução das mãos ajudado pelos acólitos.

Elevando depois os Santos Dons, diz: «Estejamos atentos! As coisas santas aos santos». O coro canta: «Um só é Santo, um só é o Senhor, Jesus Cristo, na glória de Deus Pai. Amém.» Esta resposta é uma confissão de fé e adoração Àquele que está sobre o altar. O celebrante parte o único Pão consagrado, deposita uma parte no cálice para que os fiéis possam comungar do mesmo Corpo e do mesmo Sangue de um só Senhor: é a unidade da Igreja. Jesus fez o mesmo na Última Ceia: «... Tomou o pão e o partiu, e distribuiu a seus discípulos»; fez com um único pão. A Igreja repete os mesmos gestos, pois há um só Pão, um só Senhor, uma só Eucaristia, uma só Igreja.

O sacerdote parte o Cordeiro em quatro pedaços. Toma a partícula «IC» e, traçando com ela o sinal da cruz sobre o cálice, deixa-a cair dizendo: «A plenitude da fé do Espírito Santo». As partículas «NI» e «KA» são deixadas para a comunhão dos fiéis. A partícula «XC» é consumida pelo clero após o celebrante benzer um pouco de água quente, chamada Zeon, e misturar ao santo Vinho no cálice.

As portas do santuário se abrem em silêncio, símbolo do Anjo Gabriel que removeu a pedra do sepulcro. O sacerdote aparece diante dos fiéis, tendo em suas mãos o cálice. É a chegada de Cristo Ressuscitado que oferece a todos a sua Vida Imortal. O sepulcro e a morte foram vencidos.

«A Comunhão»

Eis aqui a plenitude e a razão de ser de toda a celebração: os convidados para as Bodas, para o Banquete Celeste, para a Ceia Mística, se aproximam «com temor de Deus, com fé e amor» para tomarem parte do Banquete Divino; diante das portas santas os fiéis vão ao encontro do Esposo, vão incorporar-se ao seu Corpo ressuscitado. Deus feito carne vai divinizar a carne dos que comungam.

Terminada a Comunhão o sacerdote abençoa o povo com o cálice dizendo: «Salva, ó Deus, o teu povo e abençoa tua herança». O fogo imaterial da divindade que flamejava na sarça ardente, que desceu sobre os apóstolos em forma de línguas, vai consumir os corpos e os corações dos que comungaram e que, em resposta, cantam: «Vimos a verdadeira luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a fé verdadeira adorando a indivisível Trindade; pois foi ela que nos salvou».

Depois da bênção o celebrante entra no santuário, coloca o cálice sobre o antimênsion, toma o diskos e deixa cair no interior do cálice as partículas de comemoração, pedindo: «Lava, ó Senhor, com teu precioso Sangue, pelas orações de teus santos, os pecados de todos aqueles que foram lembrados». Incensa por três vezes os santos dons, eleva e abençoa o povo com o cálice antes de transladá-lo ao altar da Prótesis. Esta ultima elevação do cálice envolto em fumaça aromática, após a incensação, simboliza a Ascensão do Senhor aos céus, de onde são lançados os raios precursores da luz da Parusia e da Nova Jerusalém.

O diácono e o sacerdote vão depositar os Santos Dons no altar da Protesis. O diácono incensa por três vezes, enquanto o coro canta: «Estejam os nossos lábios cheios do teu louvor, para cantarmos, Senhor, a tua glória, porque nos tornaste dignos de participar dos teus divinos, imortais e vivificantes mistérios. Guarda-nos no teu Santuário, a fim de que, durante todo este dia, pratiquemos a tua justiça. Aleluia».

O sacerdote volta ao altar, dobra o antimênsion e repõe o Evangelho sobre ele. A Liturgia termina com a Bênção Final e a Distribuição do Antidoron (o pão abençoado), recordando o Ágape primitivo em que os fiéis, após acolherem a Palavra do Senhor e de participarem da Fração do Pão, colocavam seus bens em comum. Com o gesto de Eucologia - (bênção) a Igreja prolonga sua ação litúrgica, que atravessa as suas paredes e chega aos confins do mundo. O fiel leva consigo o Cristo Eucarístico e torna-se, por isso, uma testemunha viva da unidade e do amor, no mundo.

Alimentado com a Fonte da Vida o homem torna-se o cálice que transporta o Deus vivo e que se oferece ao mundo. Na Divina Liturgia, o homem encontra o Reino de Deus e traz consigo o próprio Senhor. O restante será dado ao homem em tempo oportuno. Buscando o Reino, o homem obedece a seu Senhor e se faz seu filho no Filho. Quem encontra o Reino de Deus sente tanta alegria como aquele que encontra uma pérola, um tesouro, e sua alegria é perfeita.

 

Voltar à página anterior Topo da página
NEWSIgreja Ortodoxa • Patriarcado Ecumênico • ArquidioceseBiblioteca • Sinaxe • Calendário Litúrgico
Galeria de Fotos
• IconostaseLinks • Synaxarion • Sophia • Oratório • Livro de Visitas