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Catecismo Breve

«Ortopráxis - maneiras de viver a Ortodoxia»

19. Unção dos Enfermos

O Sacramento da Unção dos Enfermos ou o óleo de bênção, como denomina os livros de ofícios eclesiásticos, foi estabelecido pelo próprio Senhor. Podemos ler a respeito em Marcos que os apóstolos, ensinando por toda a Palestina, ungiam aos enfermos com o óleo e os curavam. São Tiago, em sua Epístola, também faz referência a este Sacramento:

«Alguém de vocês está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que rezem por ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. A oração feita com fé salvará o doente: o Senhor o levantará e, se ele tiver pecados, será perdoado». (Tiago: 5, 14-15).

Disso podemos concluir que o Sacramento da Unção dos Enfermos é o Sacramento da cura. E. Poselyanin, escritor ortodoxo do século XIX, escreveu: «Em nenhum lugar está dito que toda a doença é mortal e que, por causa disso, deve-se desesperar. Não devemos também esquecer que o cristianismo reconhece o sofrimento da alma como uma graça; contudo, quando há possibilidade de cura, devemos procurá-la sempre. Quando se necessita da ajuda e da força divina para nos libertarmos de tristezas ou desesperos, devemos procurar auxilio na Unção dos Óleos».

Não podemos confiar tão somente nos conhecimentos da medicina, que é também uma ferramenta da mesma Providência Divina que atua na cura. Deus pode fazer uso da medicina para curar uma pessoa enferma, da mesma forma que, se for de Sua vontade, vale-se do óleo para curar. Normalmente, a Unção aos Enfermos é feita nas residências, porém, durante a Quaresma, é costume administrá-lo na igreja.

«Vasos com o Óleo Santo»

O rito da bênção do óleo dos enfermos é oficiado pelo bispo e por vários sacerdotes que com ele concelebram. Juntos, abençoam com orações próprias o azeite vegetal, após a leitura da Epístola e do Evangelho, conforme prescreve o rito. Os enfermos são ungidos na cabeça, no peito, nas mãos e nos pés. O óleo é a imagem da misericórdia, do amor e da compaixão divina.

Além de possibilitar a cura corporal, a Unção dos Enfermos restaura com o perdão divino a alma de todo o pecado, já que o rito prescreve que se faça a confissão antes da bênção do enfermo.

A Igreja aconselha a Unção dos Enfermos às pessoas que estejam padecendo de alguma enfermidade física; para os que se encontram fisicamente saudáveis existem outras bênçãos mais adequadas.

Bênção com o Santo Mirrom ou com o Óleo

Jesus, o Filho de Deus, também é chamado de Cristo, que significa na língua grega "o Ungido". Nos tempos atuais a Santa Unção tem o significado de eleição para o serviço de Deus e participação nos dons do Espírito Santo para quem a recebe. Assim, Moisés ungiu Araão e seus filhos a quem Deus designou para o sacerdócio (Ex. 40, 15); Samuel ungiu Saul (IReis 10, 1); Elias ungiu Eliseu (III Reis 19, 15). Depois do Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu sobre a Igreja do Novo Testamento, a unção com o óleo passou a ser administrada a todos os seus membros, como sinal de pertença a ela. Atualmente, a unção é feita nos sacramentos do Batismo, Crisma, Ordem e Unção dos Enfermos e no final do Ofício de Vésperas e Vigília Noturna. A unção tem muitos simbolismos: morte para o pecado (na antiguidade os defuntos eram ungidos com óleo); força para a luta contra o pecado (também os gladiadores eram ungidos antes das lutas).

«A Unção dos Enfermos»

No Batismo, o sacerdote diz enquanto unge o batizando: «o servo de Deus NN. ..., é ungido com o óleo da alegria [...] em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo». A unção feita nos ofícios de Vigília Noturnas, véspera de dias festivos, se estende a todos os presentes, símbolo de bênção, proteção e ajuda de Deus.

É importante distinguir estas unções do Sacramento da Unção dos Enfermos. Esta última é dada exclusivamente aos que padecem de alguma enfermidade.

O óleo usado nas unções em geral é feito com azeite vegetal puro. O santo Mirrom (usado na Unção Crismal e Unção dos Enfermos) é composto por óleo vegetal, aloés, mirra e essência de rosas. Conforme os cânones, somente o bispo pode abençoar o Santo Mirrom que é conservado no Altar principal da igreja, ao lado o Arthofórion (sacrário).

A unção com o Santo Mirrom é feita imediatamente após o Batismo. Se uma criança não batizada corre risco de morte, um cristão batizado pode lhe ministrar o sacramento do batismo. Caso esta criança recupere a saúde será preciso então levá-la à igreja para que o sacerdote complemente este Batismo, ungindo-a com o santo mirrom. A unção com o santo mirrom, de acordo com a práxis da Igreja, une definitivamente à Igreja Ortodoxa os que eram membros de outras igrejas cristãs.

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