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Catecismo Breve

«Ortopráxis - maneiras de viver a Ortodoxia»

18. O Matrimônio

O Matrimônio é o sacramento por meio do qual, na presença do Sacerdote e da Igreja, os noivos prometem-se, livremente, fidelidade conjugal e a viver um para o outro no amor, no respeito, acolhendo com confiança os momentos de alegria e tristeza, para constituir uma família cristã. Compara-se a união dos nubentes com a união espiritual entre Cristo e a sua Igreja.

A cerimônia do Matrimonio apareceu tardiamente na vida da Igreja. Foi introduzido em Constantinopla, no século IX. Antes disso, um casal que desejava se casar, simplesmente procurava a Igreja para receber juntos a santa Comunhão.

Atualmente o rito do Matrimônio é considerado um dos mais belos ritos da Igreja Ortodoxa.

Os impedimentos canônicos para o Matrimônio

«A Coroação»

O casamento civil e a celebração do Matrimonio realizado na Igreja, não são regidos pelas mesmas leis. O casamento civil é regido pelas leis civis de cada país. Já o sacramento do Matrimônio segue os cânones e leis da Igreja que nem sempre concordam com as leis dos homens. Nem todo casamento civil é abençoado pela Igreja.

A Igreja Ortodoxa não permite a realização de muitos casamentos, mas concede que um segundo casamento possa ser realizado quando, por graves e justos motivos, um primeiro casamento tenha sido anulado pela autoridade canônica máxima da Igreja.

No caso de um dos nubentes ser ateu declarado, não batizado ou estar ainda casado com outra pessoa, a Igreja Ortodoxa não permite a realização do sacramento do Matrimônio. Ainda, no caso de parentesco, a proibição se estende até o quarto grau, isto é: não se permite casamento entre primos, bem como, de filhos cujos pais sejam primos. A antiga tradição também proibia casamentos entre padrinhos e afilhados. Não podem ainda receber o Sacramento do Matrimônio os que fizeram votos monásticos ou que receberam a ordenação sacerdotal (diácono, sacerdote e bispo). Por isto, é equivocado dizer que "a Igreja ortodoxa aceita o casamento de padres". Admite, sim, ordenar homens casados ao sacerdócio, desde que a respectiva família esteja de acordo, mas, em hipótese alguma um sacerdote poderá se casar. Se um homem casado, que tenha recebido as ordens sagradas, ficar viúvo, não poderá se casar novamente.

O Matrimonio não é oficiado nas seguintes datas:

  • Durante os vinte dias que antecede o Natal (15 de novembro a 25 de dezembro);
  • Durante a Santa Quaresma (40 dias antes da Páscoa);
  • Duas semanas antes da Festa de São Pedro e São Paulo (ou seja de 14 de junho a 29 e junho);
  • Durante a primeira Semana da Páscoa;
  • Nas vésperas das doze principais festas da Igreja;
  • Nas Quartas-feiras, Quintas-feiras e Sábados após o pôr do sol;
  • Na Festa da Decapitação de São João Batista (29 de agosto);
  • Na Festa da Exaltação da santa Cruz (14 de setembro).

Em condições excepcionais, o bispo local pode dar permissão para a celebração do Matrimonio nestas datas.

Conselhos aos nubentes

«O Cálice Comum»

Nos primeiros séculos do Cristianismo o Matrimônio era celebrado sempre após a Divina Liturgia. Atualmente, nem sempre isto sendo possível, a Igreja orienta para que o casal, após o casamento, venha a Liturgia para comungar. A Comunhão é importante para que a vida matrimonial tenha um bom e santo início. No dia escolhido, os recém casados devem observar o jejum eucarístico prescrito e abster-se, na véspera, da relação sexual. É recomendável que façam antes a Confissão com o sacerdote.

No dia do casamento na Igreja, a presença dos amigos e familiares dos nubentes é muito importante. Todos os convidados devem chegar antes dos noivos para recebê-los com alegria e, de acordo com o costume, para rezar pelo novo casal, acendendo velas diante dos ícones de devoção. As alianças devem ser entregues antes ao sacerdote celebrante para que ele as coloque sobre o Altar para serem depois abençoadas.

A noiva, na Igreja Ortodoxa, deve usar véu branco e não apenas uma tiara, ou um adereço comum. Os noivos, em comum acordo, devem escolher um casal de padrinhos para que segurem (troquem) as coroas conforme o Rito Bizantino do Matrimônio.

As coroas significam que todos nós, cristãos, pertencemos ao Reino de Deus, e que cada família constituída tem a missão de perpetuá-lo. São coroas da felicidade, mas também do martírio, pois a vida a dois tem os momentos de felicidade mas também de dificuldades. Depois das leituras bíblicas, o casal toma de um cálice comum vinho tinto abençoado pelo celebrante. Tal gesto significa que, doravante, os dois terão uma vida comum. Após tomarem do cálice o celebrante conduz o casal para uma tríplice volta em torno do altar no qual o Matrimônio está sendo oficiado.

O seguimento do Sacramento do Matrimônio

«A volta tríplice em torno do altar»

O sacramento do Matrimônio consiste de duas partes: o Rito dos Esponsais e o Rito da Coroação. Originalmente, esses eram feitos em dias diferentes. No Rito dos Esponsais o sacerdote entrega aos noivos uma vela acesa, símbolo da alegria, calor e pureza. Prossegue com a benção e a entrega as alianças, primeiro ao noivo, depois à noiva, traçando com elas o sinal da cruz sobre cada um deles para simbolizar a Santíssima Trindade. Após as alianças, o celebrante pergunta aos noivos sobre a liberdade, a consciência e o desejo de ambos estarem ali para se unirem em matrimônio. Reza, em seguida, três orações nas quais se recorda os santos matrimônios bíblicos do Antigo e Novo Testamento. Tomando e seguida as coroas, ricamente adornadas, semelhante a dos reis, faz a oração de bênção impondo-as sobre as cabeças de ambos. Entretanto, os padrinhos auxiliam os noivos neste rito. O sacerdote com os braços elevados, suplica que Deus para que os noivos sejam coroados de glória e honra. Lê-se, depois, a Epístola e o Evangelho que fazem alusão a este Sacramento.

No final, os esposos se colocam em frente as portas reais onde o sacerdote faz a homilia.

Os cumprimentos aos noivos se dá fora da Igreja. Na igreja ortodoxa na há casamentos múltiplos. Cada casal tem sua cerimônia própria

Segundo Matrimônio

A Igreja ortodoxa não aconselha um segundo matrimônio, admitindo realizá-lo, unicamente, por condescendência às debilidades humanas.

No ritual dos nubentes de segundo matrimônio duas orações de arrependimento são acrescentadas ao rito, omitindo-se as perguntas sobre a liberdade e o desejo de cada nubente. Tudo mais segue o mesmo rito do primeiro casamento.

Nunca é tarde demais para realizar o casamento sacramental. Aos casais que apenas vivem juntos e, sobretudo os que já foram abençoados com a geração de filhos, a Igreja orienta que busquem a Igreja para oficializar e abençoar esta união já vivida.

Dissolução do matrimônio eclesiástico

A dissolução do matrimonio (anulação) só pode ser feita pelo bispo da Diocese onde foi celebrado o sacramento e por motivos muito graves, tais como: infidelidade ou adultério comprovados, inaptidão de um dos nubentes para a consumação do casamento, infertilidade, rejeição da possibilidade de ter filhos; quando um dos nubentes for coagido a se casar, tolhendo sua liberdade de escolha e livre arbítrio, o casamento é, automaticamente, nulo.

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