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Catecismo Breve

«Ortopráxis - maneiras de viver a Ortodoxia»

 

16. A Eucaristia

Imediatamente após o Batismo e a Unção Crismal, o sacerdote ministra o Sacramento da Eucaristia (Corpo e Sangue de Cristo) ao novo cristão. No caso do Batismo de um adulto, não há a necessidade da Confissão Sacramental para receber pela primeira vez a Eucaristia, uma vez que o Batismo apaga todos os pecados. A Igreja dispensa o Sacramento da Confissão como preparação para a Eucaristia às crianças até a idade de 7 anos. Contudo, o jejum prescrito, deve ser observado por todos, inclusive por elas.

Como se preparar para receber a Santa Comunhão:

  • Para receber o Sacramento da Santa Eucaristia é preciso estar preparado por meio de oração, jejum, bom comportamento e por meio da confissão sacramental.
  • Por meio de orações: O fiel que deseja comungar na Divina Liturgia, deve antes se preparar, em sua casa ou na Igreja, rezando, lendo as Sagradas Escrituras e participando do Ofício das Vésperas, no cair da tarde de sábado.
  • Por meio do Jejum: Desde a primeira hora do dia que se vai comungar, não se deve ingerir nenhum alimento (exceto beber água), observando momentos de oração e de silêncio. Para as celebrações dos Pré-santificados, na semana da Quaresma, jejua-se a partir do meio-dia para se comungar depois das Vésperas. A abstinência de alimentos e bebidas para a participação da Eucaristia deve ser ensinada às crianças desde já cedo.
  • Por meio da Confissão: Se desejamos comungar, devemos ir à Confissão, antes ou depois da Vigília Noturna (ou Vésperas) procurando, com o coração aberto e sincero, um sacerdote para recebermos o perdão sacramental. Antes porém, devemos procurar aqueles a quem ofendemos e pedir-lhes o perdão e a paz. Não sendo possível a Confissão na véspera, é necessário fazê-lo antes da Divina Liturgia.

Quantas vezes, no ano, devemos comungar?

«Em verdade vos digo: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.» (Jo 6, 54-55)

A Igreja não tem uma resposta pronta para esta questão.

«Uma criança recebe a Comunhão»

Os cristãos dos primeiros séculos comungavam todos os domingos. Com o passar do tempo, mudaram as normas em relação a devoção cristã e, nem sempre para melhor. No século XIX, muitos cristãos russos só comungavam durante a Quaresma ou Páscoa. Atualmente, a freqüência à Divina Eucaristia tem aumentado muito.

Para aquela pessoa que conhece o Evangelho e a doutrina da Igreja, é desnecessário explicar a importância de recebermos o Corpo e Sangue de Cristo, sem o que não podemos herdar a vida Eterna, conforme nos disse o Senhor no Evangelho de São João, capítulo 6.

Os fiéis sabem que a aproximação do santo Cálice exige preparação, purificação da alma dos pecados e das paixões. Assim reza o celebrante na Divina Liturgia de São João Crisóstomo: «Ninguém que está submetido às luxurias e às paixões da carne é digno de aproximar-se de Ti, ó Rei da Glória».

A Igreja deixa a critério do fiel e de seu confessor a freqüência à comunhão, mas é bom lembrar que, na Igreja Ortodoxa, está muito difundido o hábito de comungar tanto quanto for possível, pois desta forma estaremos sempre na Graça de Deus.

Eis aqui algumas normas para o momento da comunhão:

  • Muitos fiéis costumam fazer uma reverência diante do santo Cálice, antes de comungar; outros preferem receber de joelhos as Sagradas Espécies.
  • Quando as Portas Santas se abrem, fazemos o sinal da Cruz e já nos encaminhamos para a fila da comunhão. Lá, colocamos as mãos cruzadas sobre o peito, a direita sobre a esquerda, e assim devemos permanecer até chegar nossa vez de comungar.
  • Primeiro comungam os que ajudam no altar, depois os monges, em seguida as crianças e, por fim, os adultos.
  • As mulheres costumam usar véus pretos, quando casadas, ou brancos, quando solteiras, ao aproximar da Comunhão.
  • Ao aproximar do cálice, devemos dizer nosso nome para o sacerdote e, em seguida, recebemos na boca, pelas mãos do sacerdote celebrante, o Corpo e Sangue de Cristo.
  • Somente pode dar a Eucaristia quem A consagrou (o celebrante, ou concelebrantes, quando houver), pois Jesus, na última Ceia, «tomou o pão, abençoou e distribuiu aos seus discípulos». Ele mesmo é Quem consagra. Ele mesmo é Quem distribui. Ele mesmo Se dá pela vida do mundo. Por isso, não há em nossa Igreja os "ministros da comunhão".
  • Alguns fiéis, após comungarem, costumam beijar o cálice. Não devemos tocar com as mãos o cálice, nem beijar a mão do sacerdote nesta hora, nem, tão pouco, beijar ícones ou falar com alguém ao sair da fila.
  • Ao comungar, levamos em nosso corpo o próprio Deus. Por isso o respeito, o silêncio e a meditação são fundamentais, e mostram o quanto cremos na Eucaristia.
  • Na tradição eslava, logo após a comunhão se recebe o "antidoron". Já na tradição grega, o "antidoron" é recebido somente no final da Divina Liturgia.
  • Não é permitido comungar mais que uma vez num mesmo dia.
  • Ao voltar para casa, deve-se evitar barulhos, gritarias, discussões, pois carregamos em nós Cristo Jesus.
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