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Catecismo Breve

«Ortopráxis - maneiras de viver a Ortodoxia»

15. Unção Crismal

«O Santo Mírron»

A santa Unção Crismal nos concede o dom do Espírito Santo. Desde o início da Igreja, este Sacramento sempre foi celebrado imediatamente após o Batismo. O escritor eclesiástico Tertuliano, (século II) diz: «Depois do batismo de salvação recebemos imediatamente o Santo Crisma, conforme os antigos costumes». Contudo, no Ocidente, depois do Cisma, o Batismo foi separado da Crisma, passando assim a se ministrar a Santa Unção Crismal às crianças após a idade de 10 anos ou mais. A Igreja Ortodoxa pensa que, desta maneira, privam-se as crianças dos demais dons do Espírito Santo e da Santa Comunhão. Após o Batismo e a Confirmação, a Igreja Ortodoxa, seguindo a Tradição, ministra a Santa Comunhão às crianças, recordando as palavras do Senhor: «Deixai vir a mim as criancinhas.» Lc 18, 15

«A unção com o santo Crisma»

Uma vez ministrado o tríplice Sacramento à criança, o papel dos padrinhos e pais como mestres e responsáveis pela fé do pequeno cristão, torna-se relevante e fundamental. Mais que no Ocidente, os padrinhos são triplamente responsáveis pelos seus afilhados. Daí porque os pais devem escolher padrinhos que levem uma vida cristã séria e que, cujas atitudes, mostrem o quanto crêem em Deus e o quanto são fiéis à Igreja. Explica-se por isso a exigência dos padrinhos serem ortodoxos e casados na igreja. Pais e padrinhos devem, desde cedo, transmitir às crianças os valores cristãos, por palavras e gestos concretos, como também os hábitos e costumes da Igreja.

Caso uma criança se afaste de sua fé, por causa do desleixo de seus pais e padrinhos, estes serão os primeiros responsáveis e terão que prestar contas a Deus. Algumas pessoas (não ortodoxas) podem pensar que dar a Comunhão a uma criança pequenina seja uma negligência. A Igreja sempre assim o fez e sempre fará. A Igreja não pode se adaptar ao mundo no que se refere a transmissão de sua fé e Tradição. A Igreja não é do mundo; ela está no mundo como sinal, luz e despenseira das graças divinas e dos dons do Espírito Santo.

«A unção com o santo Crisma»

Os apóstolos, para transmitir os dons do Espírito Santo, usavam o gesto da imposição das mãos (At 8, 14-16). Os sucessores dos apóstolos (os bispos) além da imposição das mãos, introduziram a unção com o santo óleo do crisma (santo mirrom), inspirados nas passagens do Êxodo e Reis: Ex. 30,25; Reis 1,39.

É importante salientar que o Santo óleo do Crisma (santo Mirrom), usado na Crisma e nas Ordenações episcopais, é consagrado exclusivamente pelas mais altas autoridades eclesiásticas de uma Igreja local: geralmente os metropolitas ou patriarcas.

Na Unção Crismal, o celebrante unge a fronte do fiel (para santificar a mente e os pensamentos); unge o peito (para santificar o coração e os desejos); unge os olhos, orelhas e lábios (para santificar os sentidos); unge as mãos e os pés (para santificar as ações e o comportamento do fiel).

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