21. Sobre o Jejum
A Igreja ensina a seus filhos a levar uma vida moderada, distinguindo e observando, especialmente, os dias e períodos de jejum e abstinência obrigatórios. Os santos do Antigo Testamento já praticavam habitualmente o jejum, conforme relatam as Sagradas Escrituras, bem como Nosso Senhor Jesus Cristo. (Mt 4)
A rigidez no cumprimento dos jejuns é abrandada para as pessoas mais idosas, os enfermos, as gestantes e lactantes.
O jejum, porém, não deve ser só de alimentos, mas também espiritual. «Equivoca-se aquele que considera que o jejum consista só na abstenção da comida. O jejum autêntico, nos ensina São João Crisóstomo, é o afastamento do mal, o domínio da língua, o controle da ira, o apaziguamento das paixões, não praticar a calúnia, a mentira e a injúria. O corpo que jejua recebe o alimento da Graça divina.
O jejum obtém a controle sobre os desejos da carne, abranda as irritações, torna vigorosa a razão, purifica os pensamentos, afasta as tentações da carne e mantém a continência».
Jejuar é um costume muito praticado pelos fiéis ortodoxos.
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